Categoria: Moçambique

  • Maputo procura privados para limpeza de drenagens

    O Conselho Municipal da Cidade de Maputo pretende envolver operadores privados na limpeza de valas de drenagem na urbe. Para o efeito, foi há dias lançado um concurso público no qual os potenciais interessados são convidados a apresentarem as suas propostas até 29 de Outubro corrente.

    As valas de drenagem das águas pluviais e residuais, objectos do concurso, foram agrupadas em três lotes, uma estratégia que visa garantir no mínimo igual número de firmas para permitir melhor abordagem na limpeza. O primeiro lote congrega as valas das avenidas de Angola, Joaquim Chissano e a que liga “Milagre Mabote” e “Acordos de Lusaka”.

    O segundo é composto pelas valas localizadas nas imediações da Direcção de Águas e Saneamento, Centro de Saúde de Xipamanine, Unidade 10, a que atravessa a Avenida Marcelino dos Santos e a da rotunda da Praça 16 de Junho. De acordo com o anúncio do Conselho Municipal, o terceiro pacote junta os canais da Avenida das FPLM, dos viveiros municipais, incluindo a bacia de recepção e a da Rua Cândido Mondlane, ex-Dona Alice.

    Desde o ano passado que a autarquia envolve o sector privado na limpeza das valas de drenagem, mas por ser uma única empresa os canais continuam assoreados e com vegetação. Circe Chally, directora municipal de Águas e Saneamento, disse ontem ao nosso Jornal que o contrato com o actual operador termina neste Outubro, pelo que houve necessidade de abrir um novo concurso para a contratação.

    A ideia, desta vez, segundo a responsável, é entregar cada um dos lotes a uma firma, o que evitará que quando estiver a limpar numa zona as anteriores já tenham capim alto ou se encontrem novamente assoreadas.

    A entrega de propostas encerra a 29 de Outubro, devendo seguir a fase de análise e respectiva selecção das melhores, mas o desejo é que tudo isto termine ainda neste ano, uma vez que o contrato com a actual empresa que responde pelo serviço cessa no final do presente mês.

  • Algodão: Rendimento justo depende do aumento da produção

    O Fórum Nacional dos Produtores de Algodão (FONPA), considera que a solução definitiva para o problema do baixo preço do algodão caroço no momento da comercialização está no aumento da produção e produtividade.

    O presidente daquela agremiação, José Domingos, em entrevista ao nosso Jornal, disse que os níveis actuais de rendimento por hectare, situado em cerca de meia tonelada de algodão caroço, não ajudam os produtores do algodão a melhorar o nível de renda depois da comercialização daquela cultura.

    Actualmente as famílias produtoras de algodão exploram uma área correspondente a dois hectares que, com níveis de rendimento estimado em 500 quilogramas, conseguem arrecadar uma receita estimada em 12 mil meticais por campanha, valor que para José Domingos está longe de suprir as necessidades dos seus membros.

    José Domingos insta aos camponeses a expandir as áreas de cultivo para um mínimo de dez hectares recorrendo, para o efeito, aos serviços prestados pelos centros de máquinas agrícolas em fase avançada de implantação ao nível dos distritos, bem como a adopção das novas tecnologias de produção do algodão caroço, para que possam atingir em média 1500 quilogramas por hectare.

    “Se o Governo fixar em 40 meticais o preço para comercialização do algodão caroço não será uma vitória para os produtores desta cultura uma vez que isso por si só não constitui um elemento determinante para amealhar maior volume de receita pois, é fundamental que haja aumento da produção e produtividade”, -disse.

    Para além de louvar os esforços do Instituto de Algodão de Moçambique pelo estudo permanente que tem feito no sentido de identificar as melhores estratégias para o aumento do rendimento do algodão caroço por hectare, o entrevistado mostra optimismo em relação a possibilidade do país conseguir níveis recordes de produção do chamado “ouro branco”, como aconteceu na campanha agrícola 2011/12, em que foram produzidas 184 mil toneladas.

    Justifica que há motivação suficiente no seio dos produtores para que aquelas quantidades sejam produzidas e comercializadas depois das três próximas campanhas. José Domingos elucidou que apesar da alegada crise de preços do algodão caroço, a sua produção envolve neste momento cerca de 250 mil famílias no país.

    A fonte fez parte de uma delegação moçambicana que integrava agrónomos, produtores e dirigentes do sector do algodão, que regressou recentemente da República Federativa do Brasil, local onde teve a ocasião de acompanhar como é feita a produção naquele país.

    No entanto, o nosso interlocutor disse ser fundamental que o país assegure a paz e tranquilidade para que as famílias camponesas possam se sentir livres e motivadas a desenvolver a agricultura, de uma forma geral, e a prática da cultura do algodão, em particular.

  • O apelo ao Autoemprego

    A Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MTESS), Vitória Diogo, instou recentemente aos estudantes da Universidade Unilúrio a estudarem idealizando, quando concluírem os estudos, criar o auto-emprego, descartando, deste modo, a ideia de serem “eternos empregados”.

    “Deixemos de pensar que estudamos para sermos, pura e simplesmente, futuros e eternos empregados, mas estudemos a pensar que podemos ser os futuros empresários do amanhã”, disse a ministra durante uma palestra para os estudantes daquela instituição de Ensino Superior do país.

    A ministra, citada pela AIM, acrescentou que os estudantes devem ter a capacidade de aprender continuamente, visto que “as empresas sabem que é difícil, ou quase impossível, encontrar, no mercado do trabalho, um trabalhador pronto.

    Por isso, procuram indivíduos que têm a capacidade de aprender de forma contínua”. “Tornem-se reinventores de vós próprios. Afinal, nós não somos criaturas acabadas. Devemos pensar que hoje fui bom, amanhã serei melhor. Devem fazer isso, actualizando os vossos conhecimentos”, apelou.

    Na ocasião, a ministra defendeu que os estudantes com esta capacidade têm mais hipótese de empregabilidade. Ela incluiu, neste grupo, aqueles que, para além de dominarem bem a sua profissão, possuem uma boa educação que lhes permite adquirir novos conhecimentos e de acompanhar a “velocidade meteórica” do avanço das tecnologias e dos novos métodos do trabalho.

    “No mundo em que vivemos hoje já não basta ou nunca bastou, ou já não é mais suficiente, termos apenas o diploma universitário. Mais do que o diploma, devemos ter conhecimentos e competências para resolvermos os problemas e desafios que no dia-a-dia nos são colocados profissionalmente”, aconselhou Diogo.

    Segundo ela, os estudantes “devem se dedicar continuamente ao aprimoramento das suas capacidades ou adquirirem conhecimentos. Sabendo pensar, nós sabemos fazer”.

    Mas a ministra entende que é igualmente necessário que os estudantes saibam conviver, “há muitos que têm dificuldades de saber conviver”.

    “Deverão desenvolver competências de comunicação. Temos de saber falar e comunicar, pois a comunicação torna-te mais atractivo para o mercado de emprego. O novo paradigma do mercado de trabalho inclui, entre várias atributos, a adaptação proactiva, criatividade, a determinação e capacidade de arriscar, pois só arriscando é que podemos aprender”, disse.

    Mais do que isso, a ministra destaca que “o carácter e fundamentos éticos são importantes. As empresas e organizações têm interesse por indivíduos com competências técnicas e qualidade moral, pois valorizam não apenas o que sabemos, mas também o que somos”.

  • ‘Mulheres de Cinza’ de Mia Couto

    O novo romance de Mia Couto, intitulado «Mulheres de Cinza» será lançado pela Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, na próxima quinta-feira, dia 15, na sede daquela Fundação.

    O romance faz parte de uma trilogia cujo título geral é «As areias do Imperador» e o tema central são os últimos dias do chamado Estado de Gaza e do imperador Ngungunyane.

  • Parque Nacional da Gorongosa recebe condecoração de Portugal

    O Parque Nacional da Gorongosa recebe hoje a condecoração de Membro Honorário da Ordem do Mérito, atribuída em junho passado pela Presidência da República portuguesa.

    A atribuição da condecoração foi justificada pelo reconhecimento do esforço da principal área protegida de Moçambique para a divulgação deste país a nível internacional.

    A Ordem de Mérito constitui "sinal inequívoco do apreço e do reconhecimento, ao mais alto nível do Estado português, pelo enorme esforço e notável trabalho desenvolvido no decurso dos últimos vinte anos", lê-se no comunicado distribuído em junho pela Embaixada de Portugal em Maputo, em que era divulgada a atribuição da distinção.

    Com uma área de 4.000 quilómetros quadrados, na província de Sofala, o Parque Nacional da Gorongosa fecha a sul o grande vale do Rift africano, sendo descrito pelo filantropo norte-americano Gregory Carr, presidente do Gorongosa

    Restoration Project, como "um tesouro de Moçambique e do mundo".

    Apesar dos esforços de recuperação após o fim da guerra civil em Moçambique, em 1992, as actividades do Parque da Gorongosa foram prejudicadas durante os 17 meses de novas confrontações militares entre exército e principal partido de oposição na mesma região e que só cessaram a 05 de setembro do ano passado.

    O parque enfrenta também a caça furtiva, que mata entre 5.000 e 6.000 animais por ano na sua área, segundo dados divulgados pelo director da área protegida, Mateus Mutemba.

  • Exportação de pescado rende 80 milhões de euros a Moçambique

    Moçambique obtém uma receita anual estimada em 80 milhões de dólares com a exportação de pescado, que se tem mantido a uma média anual de 250 mil toneladas, afirmou segunda-feira em Maputo o ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas.

    O ministro Agostinho Mondlane, que falava durante a abertura da 7a Sessão da Comissão de Pescas do Sudoeste do Oceano Índico (SWIOFC, na sigla em inglês) a decorrer em Maputo, adiantou que a produção pesqueira moçambicana tem-se mantido estável e que o papel desempenhado pelo governo tem sido o de promover o reforço do abastecimento doméstico sem perder de vista os mercados internacionais.

    Citado pela agência noticiosa AIM, Mondlane disse que a contribuição da indústria pesqueira para o Produto Interno Bruto deve rondar actualmente cerca de 1% mas salientou que a actividade de recolha e tratamento estatístico da informação é feita por outras instituições, como é caso do Ministério da Economia e Finanças, através do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

    No encontro, com a duração de cinco dias, organizado em parceria com a Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), os países membros pretendem abordar temas como as reservas regionais de peixe, a sobre exploração e a sua gestão sustentável.
    Estabelecida em 2004, a Comissão é composta por 12 Estados membros – África do Sul, Comores, França, Iémen, Madagáscar, Maldivas, Maurícias, Moçambique, Quénia, Seicheles, Somália e Tanzânia.

  • Verónica Macamo defende políticas financeiras para mulheres africanas

    A presidente da Assembleia da República (AR), Verónica Macamo, exorta as principais agências financeiras mundiais, nomeadamente, Banco Mundial (BM), Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Fundo Monetário Internacional (FMI) a adoptarem políticas de crédito que envolvam mulheres de todos os estratos sociais, de modo a evitar a focalização da pobreza no género. Macamo falava, esta terça-feira, na cidade sul-africana de Midrand, durante a sua intervenção na primeira sessão ordinária do IV Parlamento Pan-Africano (PPA). Na ocasião, a presidente do parlamento moçambicano explicou que o envolvimento das mulheres na economia dos seus países vai permitir à mulher realizar o seu potencial económico e contribuir no combate à pobreza. “Estamos cientes de que a pobreza, na maioria dos nossos países, tem a cara da mulher. Estou segura que, se formos capazes de criar estas capacidades, a pobreza em África deixará de ter a face da mulher”, disse Macamo, acrescentado que “temos que estar cientes de que uma sociedade que não aproveita a inteligência e as capacidades de mais de metade dos seus membros não poderá desenvolver-se de forma integral”.

  • Paulina Chiziane lança “Ngoma Yethu: O Curandeiro e o Novo Testamento”

    Ngoma Yethu: O Curandeiro e o Novo Testamento” é o título da nova obra literária lançada quinta-feira, 10 de Setembro, em Maputo, pela conceituada escritora Paulina Chiziane, produzida em co-autoria com a experiente curandeira Mariana Martins.
    Com mais de 300 páginas, a obra que conta com o alto patrocínio da mcel-Moçambique Celular e do Banco de Moçambique, foi escrita com base numa pesquisa social realizada pela romancista, onde aprofunda assuntos relativos à intercepção entre o curandeirismo e o cristianismo.
    Aliás, no prefácio, Rosita Alberto Valoi considera “Ngoma Yethu”, um arrojado "rufar que nos convida a uma reflexão, tão delicada e profunda quão premente e descomplexada, sobre dois aspectos sócio-culturais importantes, nomeadamente o cristianismo europeu e o curandeirismo africano".
    Abordado momentos após o lançamento do livro, o Administrador para a Área Técnica da mcel, Arlindo Mondlane, referiu que o novo livro da escritora Paulina Chiziane não constitui o primeiro projecto dela que a operadora apoia.
    “Já nos envolvemos nas outras obras anteriores, porque é uma escritora que aborda a realidade do nosso País e este tipo de iniciativas, que projectam a moçambicanidade, merecem o apoio de todos nós, particularmente da mcel”, indicou, realçando que “achamos ser pertinente abraçarmos projectos daqueles que são a voz do povo e da cultura moçambicana”, realçou Arlindo Mondlane.
    À margem da cerimónia de lançamento do “Ngoma Yethu”, Paulina Chiziane explicou que a obra é um resgate à nossa identidade, à nossa História: “Somos independentes há 40 anos, e por mim, o trabalho da libertação nacional é um processo contínuo. Então todo este trabalho de ir às raízes ouvir as pessoas que lidam com as questões tradicionais, para mim foi muito apaixonante e acredito que vai contribuir para uma nova visão da moçambicanidade”, disse.
    Acrescentou ter sido muito difícil procurar apoios para a obra “Por Quem Vibram os Tambores do Além”, porque as pessoas não acreditavam que o curandeiro tinha sabedoria.
    “Mas a mcel me acolheu e financiou o trabalho. Devido ao sucesso desta obra tive a coragem de voltar a trabalhar novamente com uma curandeira, para aprofundar outras questões e a mcel de novo contribuiu para que o livro “Ngoma Yethu” seja acessível e recebido pelo povo”, referiu a escritora.
    Paulina Chiziane iniciou a sua actividade literária em 1984, com contos publicados na imprensa moçambicana. Com o seu primeiro livro, “Balada de Amor ao Vento”, editado em 1990, tornou-se a primeira mulher moçambicana a publicar um romance.

  • Potencialidades económicas e oportunidades de investimento em Moçambique

    A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defende a necessidade de o Governo priorizar a utilização dos serviços, equipamentos ou capacidades locais, durante a implementação dos seus planos e programas como forma de alavancar o sector privado.

    Para tal, é necessário que os principais instrumentos de orientação e planificação das acções do Governo, nomeadamente o Orçamento Geral do Estado e o Plano Económico e Social, indiquem a estimativa da componente de conteúdo nacional que pretendem atingir.

    De acordo com Luís Sitoe, Director Executivo da CTA, “o conteúdo dos instrumentos de planificação pode fornecer informações importantes sobre as pretensões do Governo a médio e longo prazo, o que pode facilitar o posicionamento do sector privado”.

    Entretanto, Luís Sitoe entende que não é só o Governo que tem de remover as barreiras que actualmente concorrem para o baixo uso do conteúdo nacional. Há aspectos que devem mudar da parte do sector privado, sendo que um deles tem a ver com o mapeamento ou descrição das suas capacidades.

    “Não basta conhecer os instrumentos de planificação. O sector privado deve fazer o mapeamento sobre as suas capacidades e apresentar ao Governo o que pode oferecer em cada objectivo estratégico. Isso facilitaria a planificação das compras do Governo e o estabelecimento das metas de conteúdo nacional na despesa pública”, referiu o Director Executivo da CTA.

    Luís Sitoe comentava esta quinta-feira, 3 de Setembro, no decurso da seminário sobre a promoção das potencialidades económicas e oportunidades de investimento em Moçambique, organizado no âmbito da 51ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM).

    O evento, organizado pela CTA em parceria com o Centro de Promoção de Investimento (CPI), Agência de Desenvolvimento do Vale de Zambeze e Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado, tinha como objectivo dar a conhecer ao empresariado nacional, e não só, as inúmeras potencialidades económicas que o País possui e que ainda não foram exploradas.

    Durante o seminário, os participantes tiveram a oportunidade de colher informações sobre as oportunidades de investimento existentes no País, particularmente nas Zonas Económicas Especiais, Zonas Francas Industriais e no Vale do Zambeze.

  • Standard Bank apoia Santuário de Fauna Bravia

    O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) e o Standard Bank celebraram, quinta-feira, 3 de Setembro, em Maputo, um acordo de parceria, através do qual o banco vai apoiar o Programa de Gestão do Santuário de Fauna Bravia, na componente de restauração da população da Zebra da sub-espécie crawshayi.

    Este acordo de parceria foi assinado no âmbito do Clube Empresarial da Gorongosa, uma iniciativa que pretende encorajar e envolver a comunidade empresarial moçambicana, ou a operar em Moçambique no nobre esforço de restaurar um dos Parques mais emblemáticos em África e no mundo.

    O Clube Empresarial da Gorongosa foi criado em Novembro do ano 2014 e conta já com a adesão de 20 entidades.

    No decorrer do acto, o Administrador Mutemba comentou: "É com enorme prazer que registamos a adesão do Standard Bank ao Clube Empresarial da Gorongosa.Honra-nos esta parceria com o Standard Bank, um Banco com 121 anos de História em Moçambique, que escolheu deste modo associar-se ao esforço em curso com o envolvimento do nosso Governo e de parceiros nacionais e internacionais, visando a restauração do Parque Nacional da Gorongosa, nosso Parque de Bandeira e um dos mais destacados patrimónios naturais do nosso país”.

    Salientou que “o Standard Bank faz a diferença ao juntar-se a este programa de gestão do santuário de fauna bravia, lugar que acomoda parte das Zebras existentes no Parque. O Standard Bank apoia de forma mais específica o programa de recuperação da população da Zebra no PNG, uma espécie carismática e importante sob os pontos de vista do turismo e papel no ecossistema do Parque que está ameaçada de extinção no PNG”.

    Por parte do Standard Bank, o Administrador Delegado, Chuma Nwokocha, afirmou que “decidiu abraçar esta iniciativa, unindo os seus recursos aos do Governo e demais instituições nacionais e estrangeiras, por reconhecer que o Parque é um dos mais valiosos patrimónios nacionais e que, mais do que ser rentável e retribuir aos accionistas, o banco deve ser socialmente responsável e contribuir para o bem-estar das comunidades onde está inserido.”

    Referiu, mais adiante, a razão de o Standard Bank ter privilegiado o Projecto de Gestão do Santuário de Fauna Bravia, e muito especificamente a restauração no PNG da população da Zebra da sub-espécie crawshayi.

    “O Standard Bank tem em vista contribuir, entre outros aspectos, para a formação específica e apetrechamento avançado de fiscais afectos ao santuário, nomeadamente com equipamentos de comunicação e rastreio, bem como aquisição de materiais, equipamentos, meios de diagnóstico e medicamentos veterinários para tratamento e imobilização das zebras, de forma a garantir a sua continuidade, visto tratar-se de uma espécie rara só existente em Moçambique”, disse Chuma Nwokocha, a finalizar.

  • Mia Couto é Honoris Causa na Politécnica

    A Universidade Politécnica atribuiu quarta-feira, 2 de Setembro, o título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, na especialidade de Literatura, ao escritor Mia Couto, o mais conhecido e premiado do País.
    A atribuição deste título é feita em reconhecimento ao contributo que o escritor tem dado à literatura moçambicana, através da sua vasta obra literária e intervenção, de que resulta a sua grandeza e reconhecimento a nível nacional, continental e mundial.
    Conforme explicou Lourenço do Rosário, Reitor da Universidade Politécnica, Mia Couto é um reconhecido escritor que, com o seu trabalho, projecta Moçambique além-fronteiras, elevando bem alto o nome do País. É um escritor de inestimável dimensão humana e cidadania.
    A cerimónia de condecoração, que decorreu no anfiteatro da Universidade Politécnica, contou com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, que na sua breve alocução destacou o papel do escritor na promoção da literatura moçambicana.
    Na sua primeira aula de sapiência como Doutor Honoris Causa, Mia Couto falou da degradação do tecido moral da sociedade, sobre a qual, na sua opinião, existe um consenso nacional.
    Para Mia Couto, perante esta realidade, caracterizada pela perda de valores por parte da sociedade, um dos caminhos que podem ajudar a resgatar essa moral perdida pode ser a literatura, como arte de contar e escutar histórias.
    "É muito preocupante que os nossos jovens cresçam sem referências morais. Não vejo muito interesse em preparar os nossos filhos para que sejam simplesmente boas pessoas, bons cidadãos no seu País e no mundo. Estamos empenhados em assuntos como empresas e empreendedorismo, como se todos os nossos filhos estivessem destinados a serem empresários", disse o escritor.
    Mia Couto, pseudónimo de António Emílio Leite Couto, nasceu a 5 de Julho de 1955 na cidade da Beira, província de Sofala, e é considerado um dos escritores mais destacados do País, tendo sido homenageado com o Prémio Camões em 2013, o mais importante da língua portuguesa.
    O seu primeiro romance, Terra Sonâmbula, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX.
    Mia Couto tem uma obra literária extensa e diversificada, incluindo poesia, contos, romance e crónicas, sendo que muitos dos seus livros foram traduzidos e publicados em mais de 30 países.
    Em paralelo à atribuição do título de Doutor Honoris Causa, foi no mesmo dia lançada a obra Mia Couto: Um Moçambicano que diz Moçambique em Português, da autoria de Fernanda Cavacas, e ainda inaugurada a exposição alusiva aos 20 anos de existência da Universidade Politécnica.

  • Moçambique e República Checa de mãos dadas pelos negócios

    O Ministro da Indústria e Comércio, Ernesto Max Tonela, considera que, apesar de a economia nacional estar a crescer a um ritmo assinalável, "Moçambique ainda necessita de grandes investimentos, principalmente do sector privado, para sustentar o actual nível de desenvolvimento a longo prazo".
    Ernesto Max Tonela, que falava esta quarta-feira, 27 de Maio, no Fórum de Negócios Moçambique – República Checa, realizado no âmbito da visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros daquele País, Lubomir Zaorálek, explicou ainda que o "actual fluxo de investimentos é bom, porém, insuficiente para o nível de desenvolvimento e ritmo de criação de postos de trabalho que almejamos".
    "A captação de investimentos é um factor-chave para o desenvolvimento de um País pois tem um efeito positivo na base económica", explicou o Ministro da Indústria e Comércio moçambicano, que diz ser necessário reforçar o fluxo de investimentos entre os dois países e criar possibilidades de exportação de produtos nacionais para a República Checa.
    Por seu turno, Lubomir Zaorálek, Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa, reconheceu a necessidade de reforço das relações comerciais entre os dois países e identificou a defesa e segurança, energias renováveis, infraestruturas, fornecimento de água, bebidas, tecnologias de informação e comunicação, engenharia mecânica e eléctrica, agricultura e turismo como potenciais áreas de cooperação.
    "A delegação é composta por 15 representantes de empresas que actuam em diversos sectores e a nossa expectativa é que dos encontros com o empresariado moçambicano resultem projectos, parcerias e que sejam identificadas oportunidades de investimento para ambas as partes", disse Lubomir Zaorálek.
    Entretanto, para a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), representada pelo Director Executivo, Luís Sitoe, a visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República Checa a Moçambique representa a revitalização das relações de cooperação entre os dois Países.
    Por isso, Luís Sitoe garantiu que o sector privado vai "criar condições para o incremento das trocas comerciais entre ambos os países e apresentar oportunidades de negócio e áreas de investimento que sejam do interesse do empresariado da República Checa".

  • Constrangimentos da Cabotagem Marítima em debate

    Os altos custos de manuseamento de carga nos portos e os excessivos procedimentos impostos por diversas instituições do sector são alguns dos principais factores que desencorajam o sector privado, a apostar na cabotagem marítima no País, o que torna o transporte de mercadoria dependente do transporte rodoviário.
    Estes e outros constrangimentos foram apresentados pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) esta quinta-feira, 30 de Abril, na cidade de Maputo, durante a apresentação do relatório preliminar da pesquisa intitulada "Reestruturação e Revitalização da Cabotagem Marítima em Moçambique", realizada com o apoio do Fundo para o Ambiente de Negócios (FAN).
    O documento, ora apresentado, faz um diagnóstico descritivo do estágio actual da cabotagem marítima em Moçambique e os desafios que existem no que concerne à sua revitalização, para além de contribuições para que o processo ocorra com sucesso.
    Essencialmente, o relatório recomenda que seja revisto o quadro legal e desenhada uma estratégia e plano de acção, que tornem a cabotagem marítima um factor gerador e parte das dinâmicas do crescimento socioeconómico do País.
    De acordo com Faruque Assubuje, Presidente do Pelouro dos Transportes da CTA, o documento será sintetizado e posteriormente entregue ao Governo.
    "O que pretendemos é discutir com o Executivo, os problemas com que se debate a cabotagem marítima no País e propor soluções. Operar neste sector tornou-se oneroso comparativamente ao passado e há que identificar os factores que estão por detrás disso", disse.
    "A Confederação das Associações Económicas de Moçambique pretende, com esta pesquisa, contribuir na determinação dos elementos essenciais para a reestruturação do sector da cabotagem marítima, rumo à redução dos custos de transacção nos negócios em Moçambique, acrescentou.
    Por seu turno, o Governo, representado pelo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional da Marinha (INAMAR), Jafar Ruby, considera legítimas as preocupações do sector privado, porém, considera que as mesmas só podem ser ultrapassadas com o envolvimento de todos os intervenientes.
    "Percebemos que há uma série de constrangimentos na cabotagem em Moçambique e temos de ter a coragem de encará-los. Entretanto, a solução não é exclusiva do sector dos Transportes e Comunicações. É uma questão multissectorial e exige o envolvimento das Finanças, Indústria e Comércio, sector privado, etc. Devemos procurar soluções de uma forma conjunta", disse Jafar Ruby.

  • CTA tem Plano Director

    O Plano Director – que vai orientar a CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, no contexto das suas acções, visando a melhoria do ambiente de negócios a médio prazo, no País – foi definido no II Seminário Nacional dos Conselhos Empresariais Provinciais (CEPs), ocorrido, este sábado, 25 de Abril, na cidade da Beira, província de Sofala.
    Trata-se de um programa de orientação a ter em conta na realização das actividades dos CEPs e na materialização do Plano Estratégico da organização, incluindo o apoio de forma flexível aos membros, ao nível das províncias.
    O programa contempla, igualmente, os princípios que garantem a harmonização das metodologias de trabalho e funcionamento dos CEPs, com particular ênfase na sua profissionalização, reforço dos serviços de apoio aos membros, fortalecimento do mecanismo consultivo provincial e a implementação de boas práticas de gestão de fundos.
    O documento surge em consequência da necessidade de o CEP firmar-se como um órgão capaz de atingir os principais objectivos e responsabilidades, no quadro da implementação das políticas e estratégias da CTA, no diálogo com o Governo e outros actores, no estabelecimento de um bom ambiente de negócios para o desenvolvimento do sector privado no País.
    Intervindo na sessão de abertura do encontro, Rogério Manuel, presidente da CTA, disse estar confiante de que "com a troca de experiências baseadas na vivência real dos empresários ao nível nacional, iremos definir os pilares para o reforço da capacidade institucional dos CEPs, harmonizar a metodologia de trabalho, estruturar o diálogo público-privado provincial e fortalecer a capacidade dos líderes e membros dos CEPs".
    Ainda no decurso do II Seminário Nacional dos Conselhos Empresariais Provinciais, realizado sob o lema "Reforçar os CEPs para o diálogo público-privado e explorar o potencial económico das províncias", foi celebrado um memorando de entendimento entre a CTA, o Instituto de Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze.
    Roberto Albino, director geral da agência, referiu que a instituição que dirige identifica o sector privado como seu parceiro de cooperação: "O memorando consiste no provimento de assistência técnica e financeira ao IPEME e os CEPs das quatro províncias que integram o Vale do Rio Zambeze, nomeadamente Sofala, Manica, Zambeze e Tete, de modo a que possam ter um papel mais activo no network empresarial do vale", frisou.
    Importa realçar que os Conselhos Empresariais Provinciais constituem órgãos máximos de consulta ao nível provincial e foram criados em 2009, resultado da necessidade de desenvolver um diálogo mais inclusivo e do reconhecimento de que a província e o distrito são importantes pólos de reformas na base.