O Presidente da República defendeu que a resposta do Governo para a difícil situação económica e financeira que o País atravessa reside em encontrar soluções ao nível do aumento da produção, produtividade e competitividade para gerar mais receitas fiscais, mais emprego e renda para as famílias moçambicanas.
Filipe Nyusi fez este pronunciamento, quinta-feira última, 28 de Julho, em Maputo, ao proceder à abertura da XIV CASP-Conferência Anual do Sector Privado, tendo destacado que a premissa básica é que o País deve produzir, crescer, transformar e diversificar: “Vamos mantermo-nos firmes e resolutos, para melhorar a qualidade e eficiência do investimento público”, sublinhou.
O estadista reconheceu que a economia moçambicana tem estado a sofrer o impacto derivado da fraca base produtiva, caracterizada pelo consumo acima da capacidade de produção.
Perante o cenário prevalecente, conforme indicou, “são necessários cortes significativos nas despesas públicas, com particular destaque para as despesas correntes”.
Este quadro económico permite afirmar que os fundamentos da economia são preocupantes e isso exige uma acção proactiva e enérgica do Governo e de todos os seus parceiros, em particular o sector privado, explicou o Chefe de Estado, acrescentado que “para contrariar esta tendência negativa, exige-se a inteligência, inspiração e entrega de todos os moçambicanos”.
A XIV CASP realiza-se sob o lema “Desafios da Produção Interna na Conjuntura Económica Actual e Perspectivas”, tema motivado pelo actual momento atípico do País, caracterizado por um crescente défice de produção interna, aliado à queda dos preços dos principais produtos de exportação de Moçambique no mercado internacional, o que leva à depreciação do Metical face ao dólar.
O presidente da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Rogério Manuel, disse, na ocasião, que em Agosto do ano passado, foi aprovado um novo Modelo de Diálogo Público Privado, entretanto, volvido um ano, “lamentamos dizer que a situação permanece como estava no início e, nalguns casos a situação deteriorou-se, devido à inércia de alguns dirigentes”.
“De um total de vinte e duas reformas que o Governo se comprometeu a implementar, em um ano, aprovou apenas 10 reformas. Uma vez que estas reformas carecem ainda de aprovação ao nível da Assembleia da República e porque outras reformas carecem de regulamentação para a sua implementação, é caso para dizer que os resultados ainda estão por vir e a situação vai piorando dia após dia”, realçou Rogério Manuel.
O mais preocupante, conforme sublinhou, é que “ao invés do empenho na criação de um melhor ambiente de negócios, a vários níveis do Estado, há uma tendência generalizada de criação de novas taxas ou de agravamento das já existentes, aplicação de multas pesadas, reduzindo a competitividade das empresas”.
Categoria: Moçambique
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PR exorta empresários a encontrar soluções nacionais
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Acesso à tecnologia para salvar vidas humanas
A operadora de telefonia móvel mcel-Moçambique Celular renovou esta quinta-feira, 28 de Julho, em Maputo, o memorando de entendimento com o Ministério da Saúde (MISAU) e a Iniciativa Clinton para o Acesso à Saúde (CHAI), visando a melhoria da capacidade de diagnóstico, rastreamento e tratamento de doenças de alta carga, bem como o aumento do acesso à informação sobre os cuidados de saúde e educação por parte dos trabalhadores do sector da saúde e dos pacientes.
Através deste acordo, a mcel vai continuar a disponibilizar a sua tecnologia GPRS, de forma gratuita, para permitir que os resultados laboratoriais de teste de HIV/SIDA e outras doenças sejam enviados de forma célere aos pacientes, o que irá, deste modo, concorrer para a melhoria dos serviços de saúde.
O uso desta tecnologia contribuiu para a celeridade na entrega dos resultados a partir dos laboratórios de referência para os centros de saúde utilizando a rede da mcel, permitindo a monitoria das tecnologias simplificadas de diagnóstico, da cadeia de provisão, dos programas e seus indicadores, bem como a comunicação entre os clínicos e pacientes.
De acordo com o vice-ministro da Saúde, Mouzinho Saíde, desde a introdução desta tecnologia, 94 por cento das amostras processadas pelas unidades sanitárias são enviadas para o diagnóstico precoce e tratamento das crianças infectadas pelo HIV/SIDA.
Para Mouzinho Saíde, o uso desta tecnologia trouxe melhorias na informação prestada aos utentes e aos trabalhadores do sector da saúde. Por exemplo, “antes levava-se 15 dias para providenciar a informação ao doente. Hoje o tempo reduziu para menos de uma hora”.
Já o presidente do Conselho de Administração da mcel, Teodato Hunguana, referindo-se ao objecto desta parceria, disse que o mesmo visa salvar vidas humanas e melhorar os serviços de saúde, em particular no que diz respeito ao HIV/SIDA, de forma a garantir uma melhor qualidade de vida da população em Moçambique.
“Este serviço tem contribuído, de forma significativa, para a redução da mortalidade infantil, através da transmissão dos resultados das análises provenientes de aldeias remotas de forma célere por isso, colocamos o nosso negócio também à disposição e serviço da nossa sociedade, na esperança de juntos vencermos os tamanhos desafios a que estamos expostos”, disse Teodato Hunguana.
Por sua vez, a representante da Iniciativa Clinton para o Acesso à Saúde (CHAI) em Moçambique, Lise Ellyin, realçou a importância do uso da tecnologia disponibilizada pela mcel na “melhoria do diagnóstico e tratamento de doenças, principalmente no seio das crianças, que são o nosso foco”.
Importa realçar que o primeiro memorando de entendimento foi assinado em 2010, tendo sido renovado em 2014, sendo que, ao longo destes anos, a transmissão de dados, usando a rede mcel, tem beneficiado vários programas do Ministério da Saúde, com destaque para o diagnóstico do HIV/SIDA em crianças, monitorização da terapia anti-retroviral e o diagnóstico da tuberculose.
Actualmente, 1077 unidades sanitárias em todo o País são abrangidas por este serviço e desde o início do projecto mais de 300 mil resultados de HIV/SIDA foram transmitidos através desta plataforma, com impacto na qualidade do diagnóstico laboratorial e na redução do tempo de espera para o início do tratamento para HIV/SIDA e tuberculose. -
Moçambique acelera o passo na cabotagem marítima
A cidade de Maputo acolhe desde esta segunda-feira, 25 de Julho, o seminário sub-regional sobre a Implementação das Emendas à Convenção para Certificação de Marítimos, que conta com a participação de delegados provenientes de Cabo Verde, Comores, Madagáscar, Maurícias e Seychelles.
O evento acontece numa altura em que os países signatários desta convenção (STCW/78) se debatem com a falta de implementação das emendas deste instrumento, especificamente às de Manila 10, referentes à introdução de novos cursos de formação de marítimos, uso de cartas náuticas electrónicas, entre outras inovações.
De acordo com a vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, que dirigiu a cerimónia de abertura deste seminário, “a morosidade na implementação desta emenda está associada à falta de formação contínua dos oficiais náuticos”.
Para Manuela Rebelo, a formação contínua dos oficiais náuticos é fundamental para os membros signatários deste instrumento, no geral, e para Moçambique, em particular, devido ao facto de o País estar a implementar um programa integrado, com vista à revitalização da cabotagem marítima.
O programa de revitalização da cabotagem marítima inclui um pacote de incentivos especiais, tais como a redução das taxas portuárias, prioridade na atracagem de navios, medidas fiscais, entre outros.
Este seminário contou também com a presença do representante da Organização Marítima Internacional (OMI), Sascha Pariston, que, na sua intervenção, se referiu à necessidade de os países signatários da Convenção STCW/78 garantirem a sua implementação.
De acordo com o representante da OMI, só com pessoal capacitado é que as companhias marítimas podem garantir a navegação e, por via disso, contribuir para o crescimento da economia global.
A Convenção STCW/78 estabelece regras de formação e certificação para os marítimos, cujo cumprimento deve ser feito através da criação de uma legislação harmonizada por parte dos países membros.
As convenções internacionais são instrumentos que têm como objectivo estabelecer regras universais com vista a assegurar que todos os Estados membros adoptem os mesmos princípios e evitem acidentes marítimos, muitos dos quais associados à fraca capacitação dos recursos humanos. -
“Bolas para os Distritos”
O Ministério da Juventude e Desportos procedeu, esta segunda-feira, no distrito de Boane, província de Maputo, à entrega simbólica de bolas de basquetebol, futebol e voleibol à Escola Secundária Nelson Mandela, num acto que marcou o lançamento do projecto “Bolas para os Distritos”, patrocinado pela mcel-Moçambique Celular.
Trata-se da implementação do memorando de entendimento celebrado, em Maio, passado, entre a operadora pública de telefonia móvel e o Ministério, visando a revitalização e massificação do desporto no seio dos adolescentes e jovens no País.
No total, a mcel vai fornecer, ao longo de dois anos, quatro mil bolas aos núcleos desportivos escolares e comunitários indicados pelo Ministério da Juventude e Desportos, sendo 2 mil de futebol, mil de basquetebol e outras mil de voleibol.
A adesão a este programa, conforme referiu Cláudio Chiche, administrador Comercial da mcel, no acto do lançamento do projecto, insere-se nas acções de responsabilidade social corporativa que a operadora tem vindo a desenvolver e representa mais um compromisso, com vista a contribuir para a massificação do desporto moçambicano.
“Estamos certos que esta acção vai trazer a médio e longo prazos resultados positivos para o desporto no País, razão pela qual renovamos o nosso compromisso em continuar a colaborar com o sector, com a finalidade de consolidar as práticas desportivas e também para que a marca mcel seja identificada por este compromisso nas nossas comunidades”, indicou Cláudio Chiche.
Intervindo, igualmente, na ocasião, Alberto Nkutumula, ministro da Juventude e Desportos, sustentou que “se é na escola e na saúde e noutras áreas sociais que a meta do Governo é de reduzir a distância entre estes serviços e a população, nós também, na área desportiva, devemos lutar para que a prática desportiva seja mais acessível à população”.
Para que isso aconteça, segundo argumentou o governante, a questão da massificação desportiva não deve ser um mero exercício de retórica, mas sim uma bandeira da nossa acção governativa, que deve, acima de tudo, ser de actos concretos para o alcance desses objectivos e massificar o desporto na sua verdadeira plenitude.
“A entrega simbólica de bolas à Escola Secundária Nelson Mandela, em Boane, pode ser entendida agora como um pequeno passo, mas, por outro lado, que não haja dúvidas de que o mesmo constitui um acto decisivo para a materialização deste grande sonho”, disse, acrescentando que “a distribuição de bolas, no âmbito deste projecto, beneficiará milhares de jovens, dentre os quais poderão nascer atletas que sejam capazes de elevar o nível de competitividade desportiva e dignificar o País internacionalmente”. -
Moçambique é o maior beneficiário da cooperação brasileira
O embaixador da República do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, manteve um encontro de trabalho, na quinta-feira, 14 de Julho, com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA.
Durante o encontro, foram discutidos vários assuntos ligados à consolidação da cooperação bilateral entre Moçambique e Brasil no ramo empresarial.
No final, Rodrigo Soares referiu que o encontro de trabalho tinha por objectivo a preparação da vinda de uma delegação empresarial brasileira a Moçambique, bem como a ida de empresários moçambicanos ao Brasil.
“Também abordamos a próxima edição da Feira Internacional de Maputo – FACIM que terá lugar nos finais do mês de Agosto”, disse o embaixador, revelando que pediu a colaboração e a cooperação da CTA para que, durante a feira, haja melhor aproveitamento da vinda das empresas brasileiras.
Acerca do investimento brasileiro no nosso País, Rodrigo Soares assegurou que o mesmo é forte e bastante significativo, sendo que Moçambique é, actualmente, o maior beneficiário da cooperação brasileira no mundo.
“O investimento brasileiro atingiu o volume de quase 10 biliões de dólares norte-americanos, estando direccionado para as áreas de extracção mineral, construção civil e agropecuária”, avançou o diplomata, tendo reafirmado que do momento o objectivo é expandir esse investimento também para o sector do agro-processamento.
“O Brasil tem uma vasta experiência na agricultura e, tendo em conta que há muita terra fértil em Moçambique, poderemos ampliar a nossa importante presença para este sector vital da economia moçambicana”, garantiu.
O presidente da CTA, Rogério Manuel, disse, por sua vez, que o encontro havido durante a visita do diplomata foi bastante produtivo, na medida em que “falamos da cooperação que pretendemos manter entre a CTA e a embaixada do Brasil, tendo em vista a promoção do empresariado nacional e brasileiro nos negócios”.
“Discutimos, igualmente, alguns assuntos ligados à participação de empresas nacionais em grandes projectos brasileiros dentro do território nacional”, referiu Rogério Manuel, que também considerou “bastante forte a presença do Brasil em Moçambique”.
“Se olharmos para aquilo que é o investimento das empresas brasileiras em Moçambique, veremos que é significativo, com uma experiência e financiamento ao nosso Governo elevadíssimos”, concluiu.Na foto: Embaixador da República do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares.
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Leandro Paul lança “Comunicação Empresarial em Moçambique”
O CREISPU-Centro Recreativo Estudantil da Universidade Politécnica Engº. António Elias Alves tornou-se pequeno, para acolher perto de 300 pessoas que assistiram ao acto de lançamento do livro “A Comunicação Empresarial em Moçambique”, da autoria de Leandro Paul, na noite da última sexta-feira, 15 de Julho, em Maputo.
Sobre a obra, o autor explicou que “quando nós chegamos a um certo estágio na carreira profissional, achamos que está na altura de transmitir este tipo de informação, porque não constitui segredo e achamos que existe um conjunto de pessoas que aguarda a oportunidade de conhecer o que temos vindo a fazer” indicou, realçando ter transmitido não só o seu saber, mas também o conjunto de informações doutrinárias e legislativas sobre a comunicação empresarial, deixando um legado para os futuros profissionais do sector.
Ao proceder à apresentação do livro, Rosânia da Silva, directora executiva da FUNDE-Fundação Universitária para o Desenvolvimento da Educação, referiu que “a obra desmistifica muitas das ideias preconcebidas, sobre a assessoria de comunicação e alerta-nos para alguns perigos e equívocos de processos mal construídos, que podem, por vezes, incorrer até na falta de ética profissional”.
Esta obra, conforme sublinhou Rosânia da Silva, é uma "importante referência para os profissionais da área, principalmente para os jovens estudantes das Ciências da Comunicação que precisam de balizas e modelos a seguir".
“O livro A Comunicação Empresarial em Moçambique não é um manual de comunicação, nem tão pouco ensina como fazer, mas sim, através da experiência do seu autor, nos mostra uma forma de fazer comunicação empresarial em Moçambique”, frisou.
Por sua vez, Leonel Muchanga, representante da Cornelder de Moçambique, empresa patrocinadora da obra, referiu que o apoio concedido a este nobre projecto sóciocultural, insere-se no contexto dos objectivos empresariais e missão estratégica da empresa de contribuir para o conhecimento e domínio das várias facetas da comunicação empresarial no seio de estudantes, jornalistas e gestores.
“Assumimos o compromisso de massificar a distribuição da obra pelas principais universidades do País, para que um número cada vez maior de jovens estudantes universitários e não só, possam beneficiar da experiência que Leandro Paul e sua equipa de trabalho procura, através deste livro, partilhar com toda a sociedade”, concluiu Leonel Muchanga. -
Produzir ou não produzir arroz?
O país importa por ano cerca de 300 mil toneladas de arroz, devido à baixa produção nacional. Mas, em algumas zonas há excesso de produção daquele cereal e a Bolsa de Mercadorias está a intervir na comercialização.
Anualmente, o país consome perto de 400 mil toneladas de arroz e só produz 100 mil. O nível de importação é alto, devido à baixa produção nacional.
Enquanto isso, existem algumas zonas onde a produção de arroz até supera a capacidade de processamento. O Regadio de Baixo Limpopo é um exemplo. Os armazéns da empresa que lá se encontra estão cheios de arroz em casca porque a fábrica de descasque em funcionamento não tem capacidade para processar o stock.E porque quando há excesso de produção o preço baixa, a Bolsa de Mercadorias é chamada a intervir como intermediário no processo de compra e venda, para que os produtores não registem perdas.
A Bolsa de Mercadorias está a funcionar desde 2013 e já intermediou o negócio de cerca de 1500 cereais, sendo arroz, milho e soja, armazenados em silos e mais tarde vendidos no mercado nacional e internacional. -
Foi premiada a vencedora da Seedstars Maputo – Standard Bank
Foi premiada na sexta-feira, 15 de Julho, a startup vencedora do SeedStars Maputo, um evento promovido pelo Standard Bank, em parceria com a empresa moçambicana UX Information Technologies.
Trata-se da BlackBOX TV, uma criação tecnológica que visa a reprodução de conteúdo televisivo através da plataforma digital sem ligação à internet. O evento contou com a participação de um total de 10 startups, tendo a IZYSHOP (supermercado online) e VAMOBI Net (modernização da gestão de pequenos sistemas de abastecimento e distribuição de água) ficado em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Na qualidade de startup vencedora do concurso, a BlackBOX TV irá representar o nosso País no SeedStars World, um evento global que terá lugar na Suíça, no qual estará em jogo um prémio num valor de até 1.5 milhões de dólares norte-americanos.
O SeedStars World tem por objectivo colocar empreendedores de mercados emergentes no centro das atenções, para identificar as melhores startups e oferecer-lhes oportunidades de crescimento através da disponibilização de mentoria, bem como a exposição a investidores de todo o mundo.
Falando momentos após o anúncio da startup vencedora, Claude Champier, criador da BlackBOX TV, não escondeu a sua satisfação e garantiu que está motivado a continuar com o projecto, bem como avançar para as fases subsequentes.
Explicou que “BlackBOX TV é o primeiro sistema de transmissão de vídeo que não precisa de internet ou qualquer antena. Basicamente é o primeiro do mundo com estas características, sendo que será comercializado no nosso País a partir do próximo mês de Setembro”.
Sobre a presença no SeedStars World, referiu que “estou bastante empolgado. Sendo a segunda vez que Moçambique participa neste evento global, espero dar o melhor de mim por forma a trazer o prémio final para casa”.
Discursando no evento na qualidade de principal parceiro da iniciativa, o administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, assegurou que o banco apoia o SeedStars por ter um grande interesse na criação e sustentabilidade de um ecossistema empresarial no País.
Chuma Nwokocha disse ainda que o “Standard Bank apoia a realização do SeedStars porque quer que os jovens moçambicanos tenham as suas ideias expostas numa plataforma mundial, onde possam ter acesso a apoio diverso”.
“A todas as startups, queremos que saibam que o Standard Bank está comprometido com a causa do empreendedorismo”, assumiu, acrescentando que, “brevemente, este espaço será transformado numa incubadora onde poderão ter acesso a recursos diversos para desenvolverem as vossas ideias e negócios”.
Dirigindo-se directamente à startup vencedora, Chuma Nwokocha apelou para que a mesma tenha o maior aproveitamento da experiência que viverá na Suiça.
O director-geral da UX Information Technologies, Frederico da Silva, afirmou que o principal objectivo do evento foi cumprido, que é o de promover as startups locais, levando-as para uma plataforma internacional, nomeadamente o SeedStars global.
“Nesta edição, a competição esteve extremamente forte comparativamente à do ano passado e é bom ver este ecossistema de startups a evoluir. Creio que o vencedor vai representar muito bem o nosso País, na Suíça”, concluiu.
Importa realçar que esta iniciativa conta igualmente com o apoio de organizações locais e internacionais, tais como a Embaixada da Suíça, Embaixada dos Estados Unidos, o Centro Cultural Americano, Idealabs e a Embaixada da Holanda.Foto: Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank
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B) Apesar das dificuldades: Sector de Transportes e Comunicações cresceu 2.3% no primeiro semestre deste ano
O sector dos Transportes e Comunicações registou um crescimento de 2.3% no primeiro semestre do presente ano, embora o seu desempenho tenha sido afectado negativamente por diversos factores, tais como a redução dos preços das "commodities" no mercado internacional, instabilidade político-militar que se vive na zona Centro, a seca nas regiões Centro e Sul, bem como as cheias que assolaram o Norte do País. Em 2015, o Sector cresceu em 9.8%, superando, deste modo, a cifra programada de 9.1%.
Entretanto, apesar deste crescimento, o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, intervindo na última sexta-feira, 15 de Julho, por ocasião do encerramento do XXXIV Conselho Coordenador, que teve lugar na cidade da Matola, província de Maputo, reiterou a necessidade de o sector continuar a inovar e investir de forma integrada e coesa, desenvolvendo acções que garantam o melhoramento do Produto Interno Bruto do pelouro.
Segundo Carlos Mesquita, o sector que dirige tem enormes desafios, com destaque para as prioridades definidas pelo Governo, inscritas no Plano Quinquenal do Governo (2015-2019) e no Plano Económico e Social de 2016, nomeadamente nos sectores da marinha, rodoviário, aviação civil, ferro-portuário, meteorologia e telecomunicações.
“Reiteramos a necessidade de agirmos com transparência nos nossos actos, promovendo a poupança e o controlo efectivo na execução do Plano Económico e Social de 2016”, referiu o dirigente.
No seu discurso, Carlos Mesquita apelou aos presentes à observância das medidas de austeridade, para fazer face à situação que o País atravessa. Mas para que tal surta os efeitos desejados, é necessário que “tais medidas sejam implementadas com rigor, determinação e responsabilidade”.
Contudo, alertou o ministro, tais medidas não devem impedir o cumprimento integral das obrigações e desafios do sector, sendo, por isso, imperioso que sejam considerados elementos da motivação dos quadros, principal activo das instituições.
Igualmente, é necessário assegurar que os cortes a serem feitos no âmbito da austeridade incidam sobre as despesas adiáveis, cujo impacto não compromete a implementação dos planos estabelecidos.
O Conselho Coordenador reiterou que apesar de todas as adversidades que caracterizam a actual conjuntura, o sector deve assegurar o cumprimento das metas planificadas; reestruturar as empresas do sector com vista à sua rentabilização; constituir uma equipe muiti–sectorial para uma reflexão sobre os pontos de entrada aeroportuários; implementar acções concretas para a redução da sinistralidade rodoviária e marítima; desenvolver acções para a melhoria dos serviços prestados ao público pelo INATTER; acelerar a implementação das acções definidas para a revitalização da cabotagem marítima; melhorar a mobilidade e oferta dos serviços de transporte público urbano; concluir a reabilitação da linha férrea Cuamba/ Lichinga Implementar os projectos de aumento de capacidade de transporte ferroviário, nas linhas férrea de Machipanda e Ressano Garcia Prosseguir com a reabilitação e expansão do Porto de Nacala, Fases II e III; prosseguir com a dragagem dos portos de Maputo, Beira e Quelimane e o aumento da capacidade de manuseamento do Porto da Beira; melhorar a oferta e qualidade do serviço de transporte aéreo. O Conselho Coordenador decidiu ainda pela expansão dos serviços de telecomunicações de banda larga para as zonas rurais; implementar a migração digital da radiodifusão analógica para digital, nos termos aprovados pela SADC; estudar a possibilidade da introdução de embarcações na travessia Machangulo/ Inhaca, entre outras.
Refira-se que o XXXIV Conselho Coordenador, que decorreu sob o lema “Transportes e Comunicações: Promovendo o Desenvolvimento do Capital Humano, Infra-estruturas, Logística e Serviços de Qualidade”, teve como objectivo reflectir sobre o desempenho do sector em 2015 e durante o primeiro semestre de 2016, assim como avaliar o grau de implementação e traçar estratégias para a materialização dos projectos prioritários, inscritos no Programa Quinquenal do Governo (2015-2019) e no Plano Económico e Social de 2016. -
Aeroporto de Nacala é destaque em premiação mundial de engenharia
Uma das principais revistas de engenharia do mundo, a americana Engineering News-Record (ENR), anunciou os vencedores do 2016 "Global Best Projects", prémio concedido anualmente para os melhores projectos de engenharia do ano.
Na categoria Aeroportos, o premiado foi o Aeroporto Internacional de Nacala, projecto da empresa ADM – Aeroportos de Moçambique, construído pela Odebrecht Engenharia e Construção Internacional, a mesma empresa que recentemente fez a entrega da obra de ampliação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, o segundo maior aeroporto do Brasil, que será a principal porta de entrada para as Olimpíadas de 2016.
A escolha do projecto teve em conta uma série de factores tais como saúde e segurança, inovações, desafios, o design e a qualidade de construção das obras, além da ênfase na diversidade das equipas que tornaram esse projecto uma realidade. "Recebemos a notícia da atribuição deste prémio, antes de mais nada com muito orgulho, por representar o reconhecimento pelo empenho e dedicação do trabalho realizado em conjunto pelas equipas da ADM e da Odebrecht. Foi assim possível obter-se um projecto com soluções inovadoras e um excelente equilíbrio entre os factores de qualidade, segurança e performance, com respeito pelas pessoas e pela sociedade”, afirmou Jorge Maltezinho, director de Engenharia do projecto.
Os jurados seleccionaram 23 projectos de 15 diferentes países em cinco continentes. Além do aeroporto, a Odebrecht também foi premiada na categoria Industrial pelo seu investimento no Complexo Petroquímico Etileno XXI, no México, um projecto para a produção de mais de um milhão de toneladas por ano de polietileno, a partir do gás, e que irá suprir 70% do consumo daquele país.
Em 2015, a Odebrecht obteve também a premiação pelos projectos da Linha 1 do Metro de Lima (Peru) na categoria Ferrovias, e da Cinta Costera 3 (Panamá), na categoria Estradas e Rodovias. A cerimónia da entrega dos prémios terá lugar no mês de Outubro, em Nova York, nos EUA. -
Moçambique e Portugal encetam pontes de desenvolvimento
O reforço e criação de "pontes para o desenvolvimento económico" de Moçambique junta esta terça-feira empresários e políticos portugueses e moçambicanos num evento em Cascais, que será encerrado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
"Portugal é um parceiro fundamental de Moçambique, a que está unido numa forte relação umbilical através da língua, mas também pelo investimento e pela mão-de-obra", disse à Lusa Daniel David, presidente do conselho de administração do Grupo SOICO, organizador da conferência "Moçambique-Portugal — Pontes para o desenvolvimento económico".
"Este fórum pretende criar um debate entre políticos e empresários sobre pontes de desenvolvimento e o papel fundamental de Portugal, no âmbito da diplomacia económica moçambicana. Portugal desempenha um importantíssimo papel de ponte entre Moçambique e a Europa e o Atlântico", disse ainda o empresário moçambicano.
O ex-Presidente moçambicano Joaquim Chissano e Luísa Diogo, antiga primeira-ministra de Moçambique juntam-se a figuras portuguesas como o ex-vice-primeiro-ministro Paulo Portas, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado, e Nuno Amado, presidente da comissão executiva do BCP, entre outros, num evento que marca o início da segunda edição do MOZEFO (2016-2017), um fórum bianual moçambicano lançado em 2014 pelo Grupo SOICO.
O evento, que decorre durante a manhã na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, culmina com um Jantar de Gala no Centro de Congressos no Estoril, onde o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, presidirá à homenagem de "três empresas portuguesas que foram resilientes e, apesar da crise que o país atravessa, se mantêm em Moçambique com um investimento importante", indicou ainda o empresário moçambicano.
No jantar será ainda homenageados "dois empresários, que foram para Moçambique quase como empregados e hoje lideram projetos empresariais relevantes", acrescentou Daniel David, que se escusou a revelar os nomes das empresas e empresários homenageados.
O Fórum MOZEFO é uma plataforma alargada de debate apostada – nos termos do seu organizador – no "crescimento económico acelerado, inclusivo e sustentável de Moçambique".
A primeira edição do MOZEFO (2014-2015) contou com a realização de um ciclo preparatório de cinco conferências económicas, que culminou com a realização do fórum "O Futuro É Agora. Humanizando o Crescimento", em dezembro de 2015, em Maputo.
Esta edição repete o mesmo modelo.
A rampa de lançamento para fórum de 2017 em Maputo é mais uma vez um ciclo de conferências económicas, desta vez no âmbito da diplomacia económica, a serem realizadas nos principais países investidores em Moçambique. Portugal foi o país escolhido para o arranque deste ciclo de conferências; seguem-se a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos. -
C)Importação interdita de camiões com volante à esquerda: CTA faz ‘lobby’ junto do Ministro dos Transpo rtes e Comunicações
O Ministério dos Transportes e Comunicações está a trabalhar para solucionar o problema causado pela interdição de importação de viaturas com volante à esquerda, apresentado pelo sector privado nacional como sendo o principal obstáculo à renovação da frota de camiões de transporte de mercadorias, que se encontra em estado de obsolescência.
Falando após a visita, sexta – feira, 24 de Junho, à Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita disse que “esta questão consta da agenda da reunião da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), a ter lugar em Agosto próximo, pois tem-se notado que alguns países da região voltaram a importar viaturas com estas características, não obstante o preconizado no Protocolo da SADC sobre a matéria ”.
Do trabalho interno já realizado sobre esta matéria, Mesquita disse que “O Governo moçambicano já tem uma posição, a ser apresentada durante a reunião, e esperamos que se chegue a um consenso sobre este assunto”, acrescentado que o sector que dirige está a par das dificuldades com que se debatem os operadores privados para renovar a sua frota de viaturas de transporte de mercadorias.
Por seu turno, o presidente da CTA, Rogério Manuel, considerou que o encontro foi "frutífero, pois foram dados alguns sinais de que parte dos problemas do sector privado poderão ser resolvidos", para além de ter sido criado um grupo de trabalho entre as duas entidades e determinada a respectiva regularidade dos encontros.
De acordo com Rogério Manuel, o encontro serviu também para fazer a revisão da matriz do sector privado na área dos transportes (aéreo, marítimo, ferroviário e rodoviário).
A proibição de importação de viaturas com volante à esquerda entrou em vigor em Setembro de 2011, em consonância do novo Código da Estrada, inspirado no protocolo dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral que preconiza essa matéria.
Importa realçar que durante o encontro, foram também abordadas questões que têm a ver com a introdução dos tacógrafos, revitalização da cabotagem marítima, revitalização dos comités de gestão de frotas, regulamento dos serviços de logística de transporte e infra-estruturas, entre outros assuntos.Na foto: Carlos Mesquita, ministro dos Transportes e Comunicações
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Desenvolvimentos recentes da economia internacional e regional
Dados do World Economic Outlook publicados no corrente mês de Outubro apontam para uma revisão em baixa das perspectivas de crescimento global para 2015 (3,1%) e 2016 (3,6%), inferior aos 3,4% anteriormente esperados para o fecho do ano e em 20pb à estimativa feita em Julho passado. Estas perspectivas devem-se, fundamentalmente, ao abrandamento da procura global em resultado da redução do crescimento nas economias emergentes e dos fluxos de capitais, bem como da persistente queda do preço das commodities no mercado internacional.
Informação das economias mais desenvolvidas[1] mostra que as taxas de desemprego se mantiveram nos EUA e na Zona Euro, enquanto no Japão se observou um agravamento em 10pb, para 3,40%. Ainda neste grupo de países, dados de Agosto mostram que a inflação anual se manteve em redor de zero, aumentando, por isso, os receios de retorno à situação de deflação. Para a Zona Euro, as estimativas preliminares apontam para uma deflação de 0,1% em Setembro. O mês em análise foi ainda caracterizado pela redução dos níveis de depreciação anual do Euro, Yen e Libra, face ao Dólar dos EUA, para 13,0%, 9,3% e 7,2%, respectivamente. No mês em referência, os bancos centrais deste grupo de países decidiram manter as suas taxas de juro de política.
Nas economias de mercados emergentes[2], informações mais recentes referentes ao segundo trimestre de 2015 apontam para a desaceleração do ritmo de crescimento na China para 7,0%. Em Agosto, a inflação anual atingiu 9,5% no Brasil e 15,3% na Rússia, reflectindo o efeito da depreciação das suas moedas. Nos restantes países, a inflação manteve-se estável e consistente com as metas estabelecidas. Em Setembro, todas as moedas deste grupo de economias observaram uma desaceleração da sua depreciação anual face ao Dólar dos EUA, mas com o Real do Brasil (61,47%) e o Rublo da Rússia (64,98%) a registarem as maiores perdas. O Banco Central da Índia reduziu a sua taxa de juro de política em 50pb, para 6,75%, com vista a estimular a actividade económica e mitigar o risco associado à queda da procura global.
Nas economias da SADC, dados referentes ao segundo trimestre de 2015 indicam o abrandamento do ritmo de crescimento do PIB em todas aquelas que reportam trimestralmente. Com efeito, a taxa de crescimento reduziu para 2,5% no Botswana, 3,0% nas Maurícias, 1,2% na África do Sul e 5,9% em Moçambique. Por outro lado, a inflação anual registou em Agosto um comportamento misto, tendo, por exemplo, reduzido para 6,4% na Tanzânia e aumentado para 23,0% no Malawi. Exceptuando o Malawi e Angola, todas as economias da SADC registam níveis de inflação alinhados com a meta da região (5,0%).
Ainda na SADC, todas as moedas continuaram sob pressão face ao Dólar dos EUA em Setembro de 2015, com destaque para o Kwacha da Zâmbia que acumula uma depreciação anual de 90,9%, traduzindo adicionalmente o efeito da queda do preço internacional das commodities. Cada banco central da região decidiu manter a sua taxa de juro de política.
Os preços médios das principais mercadorias no mercado internacional com peso significativo na balança de pagamentos de Moçambique e no comportamento da inflação mostraram, em Setembro, um comportamento misto, destacando-se a queda do preço do Brent (8,7%), algodão (6,9%), carvão térmico (6,7%%) e gás (6,3%) perante um aumento mensal do preço médio do arroz (22,7%), açúcar (14,0%) e milho (7,8%). Em termos anuais, observa-se ainda a tendência generalizada para a redução dos preços das principais mercadorias, destacando-se os do brent (48,9%), gás (38,9%), carvão térmico (23,2%), açúcar (21,4%) e alumínio (19,6%), contra um aumento do preço do milho (21,4%), do trigo (7,2%) e do arroz (3,2%). No último dia de Setembro, o barril do brent foi cotado a USD 48,37, valor que representa uma redução mensal em 10,7%. No dia 13 de Outubro de 2015, o barril do brent foi cotado a USD 49,24.
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Lorde britânico defende maior intercâmbio entre Governo e sector privado
Lord Alan Yarrow foi recebido, ontem, pelo primeiro-ministro, Carlos agostinho do Rosário, numa audiência que marcou parte da sua visita a Moçambique.
O Lord Mayor da cidade de Londres, que actua como representante do capital financeiro britânico, Alan Yarrow, considera que o Governo moçambicano e o sector privado deveriam promover um maior intercâmbio, de modo a garantir uma melhor produtividade nos vários sectores da economia.
Lord Yarrow manifestou este sentimento na manhã desta terça-feira, em Maputo, no término de uma audiência que lhe foi concedida pelo primeiro-ministro, Carlos do Rosário. Aquele responsável disse ainda, citado pela AIM, que “para que haja esse trabalho conjunto, urge estabelecer uma paz efectiva em Moçambique”.
Questionado sobre as matérias abordadas no encontro mantido com o primeiro-ministro, respondeu: “discutimos várias questões, mas concretamente falamos de como é que o sector privado e o Governo podem melhorar a produtividade”.









