Categoria: Moçambique

  • Da UDENAMO a FRELIMO e a Diplomacia Moçambicana

    Foi lançado em Maputo, nesta quinta-feira, o livro intitulado “Udenamo à Frelimo” da autoria do antigo combatente da luta libertação nacional de Moçambique e diplomata reformado, Lopes Tembe Ndelana.

    A obra, que contou com alto patrocínio da mcel e chancelada pela Editora Marimbique, retrata várias etapas da luta pela independência, desde as tarefas organizativas em Dar-es-Salaam, passando pelos centros educacionais e treino militar na Tanzânia, com particular realce para Kongwa e Nachingwea.

    Trata-se de uma obra de 206 páginas que contém vários depoimentos de antigos combantntes e ex-diplomatas que testemunham um percurso de luta, amizade e camaradagem cultivados com o autor do livro.

    De acordo com Lopes Tembe, a sua obra surge, por um lado, com intuito de dar a conhecer aquilo que foi a sua contribuição na luta armada de libertação nacional de Moçambique.

    “Por outro lado, espero dar a minha modesta contribuição aos jovens sobre a história do meu País, sobre a génese, natureza e o fim que se propunha atingir esta luta desencadeada pela Frelimo”, salientou.

    Tembe acrescentou ainda que o livro resgata, igualmente, a sua contribuição para a história diplomática moçambicana, que remonta aos tempos da luta de libertação nacional, e sobretudo a experiência desenvolvida após a Independência como quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros, nas missões diplomáticas na Ásia e na África Austral.

    Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da mcel, Teodato Hunguana, explicou que a sua instituição aparece associada ao livro, como uma das empresas patrocinadoras, por estar vocacionada na cultura moçambicana. “Não é primeira vez que a mcel apoia obras desta natureza”, disse.

  • Água – Toda gente em todo lugar

    A galeria da Associação Moçambicana de Fotografia, na cidade de Maputo, irá acolher de 11 a 25 de Abril do ano em curso, a exposição fotográfica “Água – toda gente em todo lugar”. A exposição esta inserida nas comemorações do Dia Mundial da Água assinalado a 22 de Março.

    Esta exposição é uma iniciativa conjunta da WaterAid Moçambique e Associação Moçambicana de Fotografia que tem em vista trazer para o público os desafios que os moçambicanos residentes nas zonas rurais enfrentam para ter acesso á água limpa e segura para o consumo.

    A exposição tem a particularidade de ser realizada quando falta aproximadamente um ano para o fim do prazo que concordamos que pelo menos 70% dos Moçambicanos teriam acesso à água e 50% teriam acesso ao saneamento seguro – os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

    A exposição mostra os desafios, mas também, mostra que há alguns avanços na provisão de água para as pessoas mais carenciadas e que se houver maior comprometimento por parte do governo e parceiros de desenvolvimento, é possível reduzir a pobreza extrema até 2030, se toda gente em todo lugar tiver acesso à água e saneamento.

  • Delegação da CPLP familiariza-se com Janela Única Electrónica

    Para se familiarizarem acerca do grau de implementação da Janela Única Electrónica (JUE) em Moçambique, os participantes da IX Reunião do Grupo de Trabalho de Alto Nível das Administrações Aduaneiras da CPLP-Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa, visitaram, recentemente, o Centro de Operações da JUE em Maputo.

    De referir que os delegados ao encontro encontravam-se em Maputo, a participar numa reunião de balanço das actividades realizadas no ano passado e a analisar o grau de realização das actividades agendadas para 2014, com particular ênfase na preparação da reunião de directores-gerais das Alfândegas da organização, a ter lugar em Outubro próximo na capital angolana.

    "A visita à Janela Única Electrónica tinha em vista dar a conhecer aos nossos colegas da CPLP o que está a acontecer no âmbito da modernização das Alfândegas em Moçambique, que é um dos grandes aspectos que a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização Mundial das Alfândegas (OMA) recomendam", explicou Aly Mallá, director-geral adjunto das Alfândegas de Moçambique para a Área de Organização e Métodos.

    Como todas as Alfândegas, duma maneira geral, estão a proceder à modernização das suas administrações aduaneiras, conforme referiu o director Mallá, "nós não queríamos deixar passar este momento, sem darmos a conhecer o que as Alfândegas de Moçambique estão a fazer nessa área".

    Por sua vez, Francisco Curinha, director dos Serviços de Cooperação e Relações Institucionais da Autoridade Tributária e Aduaneira de Portugal e secretário-geral da Conferência das Alfândegas dos Países da CPLP, disse que com a visita "procurou-se conhecer a realidade de Moçambique, no que diz respeito à implementação da JUE, como também permitir que todos os gestores das Alfândegas presentes pudessem colocar questões e verificar o grau de implementação do sistema em Moçambique".

    "Nós procuramos que dentro do que constitui o enquadramento das Alfândegas dos oito países da CPLP haja uma melhoria na capacitação", indicou Francisco Curinha, realçando que "a JUE e o Operador Económico Autorizado são ferramentas utilizadas pela OMA, que procura que todas as partes contratantes, que são 179, neste momento, utilizem o mais possível os dispositivos que permitem melhorar e aumentar as correntes do comércio".

    "Nunca, como hoje, as correntes do comércio foram tão visadas, assim como nunca, como hoje, são tão necessárias para acelerar o processo de melhoria da economia mundial", frisou Francisco Curinha.

  • Uma centena de empresas moçambicanas já prestam serviços à ANADARKO

    Cerca de 100 empresas moçambicanas já estão a prestar serviços à multinacional petrolífera norte-americana Anadarko, que projecta investir cerca de 15 mil milhões de dólares na exploração do gás natural, na província de Cabo Delgado, segundo foi dado a conhecer, esta quarta-feira, em Maputo, no decurso do Business Breakfast sobre Conteúdo Local.

    O encontro, promovido pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, em parceria com a Anadarko, insere-se no âmbito de uma série de seminários, que visam a promoção de oportunidades de investimentos em Moçambique e desenvolvimento de fornecedores no sector do Petróleo, Gás e Minas.

    Eduardo Macuácua, director adjunto da CTA explicou a propósito que "as grandes empresas que estão envolvidas na exploração de minerais e hidrocarbonetos contêm políticas internas de envolvimento de empresas moçambicanas e comunidades locais, no entanto, o que nós estamos a fazer, como CTA, é promover uma série de encontros para a transmissão de informações concisas sobre os requisitos necessários para participar na cadeia de fornecimento de bens e serviços das multinacionais".

    Acrescentou que , "a CTA, por iniciativa própria, levou a cabo um projecto de legislação sobre Conteúdo Local, que vai permitir que se defina claramente a participação das empresas e comunidades locais nos grandes projectos, porque acreditamos que não há desenvolvimento que exclua as comunidades locais".

    O director adjunto da CTA avançou ainda que cerca de 98 por cento das empresas moçambicanas são de pequeno e médio porte e precisam de se capacitar, para além de conhecer melhor este ramo industrial que é novo, daí que a CTA tem vindo a encorajar os parceiros e o Governo para investir na sua capacitação.

    Por sua vez, Alcido Mausse, director de Assuntos Sociais e Governamentais da Anadarko Moçambique, referiu que "os requisitos exigidos pelas multinacionais podem parecer pesados, mas, no nosso caso vertente, ainda não estão claramente todos definidos".

    "Apenas definimos o básico e indispensável, como por exemplo ser uma empresa moçambicana, registada e que tenha conhecimento do sector", indicou, realçando que "as três companhias que vão construir os complexos de liquefacção de gás na costa moçambicana é que vão determinar os requisitos pormenorizados das empresas por subcontratar".

    Refira-se que a Anadarko prevê iniciar, em 2014, a primeira fase do projecto, que compreende a construção de infra-estruturas básicas, acomodação, abertura de acessos, dragagem, provisão de serviços essenciais, como água, saneamento, melhoria de estradas, entre outros, de modo a que em 2018 possa arrancar com a exploração do Gás Natural Liquefeito.

  • Tubarões de Maputo são vencedores

    O Clube de Desporto Tubarões de Maputo sagrou-se vencedor do Campeonato da Cidade – Verão 2013, em Natação, cuja final se realizou, domingo último, na piscina Raimundo Franisse, na capital do País.

    Com o apoio da mcel-Moçambique Celular, o maior patrocinador do desporto no País, o campeonato foi promovido pela Associação de Natação da Cidade de Maputo, ANCM, e decorreu de 13 a 15 de Dezembro, movimentando um total de 230 atletas de diferentes escalões, designadamente, pré-iniciados, iniciados, infantis, juvenis, júniores e séniores.

    O torneio envolveu nadadores masculinos e femininos de cinco clubes, nomeadamente, Ferroviário de Maputo, Nguenhas Clube de Matendene, Desportivo de Maputo, Golfinhos de Maputo e Tubarões.

    Os Tubarões sagraram-se campeões ao arrecadar um total 2.097 pontos. Em segundo lugar, ficou o Clube de Natação Golfinhos de Maputo, com 1.924 pontos. O Clube Ferroviário de Maputo ocupou o terceiro lugar, ao somar 789 pontos. A quarta e quinta posição foi respectivamente ocupada pelo Grupo Desportivo de Maputo, com 432 pontos e o Nguenhas Clube de Matendene, com 98 pontos.

    No total, durante a competição foram somados 5.340 pontos e foram entregues 1.500 medalhas aos atletas participantes na competição.

    Páscoa Buque, presidente da Associação de Natação da Cidade de Maputo, interpelada no local, disse que o Campeonato da Cidade Verão 2013 foi “excelente”, na medida em que, segundo ela, mais uma vez foi bastante renhido e competitivo e decorreu num ambiente de “muita energia, alegria e festa, que é uma caractéristica típica aa estas alturas do ano”.

    “Um outro factor marcante neste Campeonato foi o esforço e determinação demonstrados ao longo da competição por cada um dos clubes e os respectivos atletas para o melhoramento dos seus tempos na natação, ou seja uma luta incansável em busca da superação das prestações das edições passadas” – referiu Páscoa Buque.

    Num outro desenvolvimento a presidente da ANCM enalteceu o apoio que a mcel tem vindo a prestar visando dinamizar a prática da natação e realização dos campeonatos desta modalidade. Páscoa Buque aproveitou a ocasião para convidar as outras empresas que operam no País “a seguirem o exemplo da mcel, no apoio ao desenvolvimento do desporto e cultura nacional”.

    Por sua vez, Celeiro Manganhela, um dos nadadores do Clube de Desporto Tubarões de Maputo, afirmou que a vitória alcançada pelo clube resulta de muito trabalho, empenho e esforço conjunto porque “o campeonato contou com equipas bastante fortes, todas elas determinadas a ganharem o troféu”.

  • Laurentina Premium torna o convívio 100% especial

    Em Agosto deste ano estrearam-se as Noites 100% Premium no panorama da música e diversão nocturna. O seu conceito é simples: uma ou duas vezes por mês, a Laurentina Premium utiliza um estabelecimento Premium da cidade de Maputo e transforma-o no seu interior e exterior, de forma a captar o “mood” da Laurentina Premium.

    Estas activações consistem em destacar o estabelecimento elevando-o a um patamar ainda mais Premium. O exterior é decorado com projectores LED, panos de licra com as cores da Laurentina Premium e um “tapete verde” à entrada, com embaixadores da marca a receber os convidados, oferecendo-lhes uma Laurentina Premium como “welcome drink”. Já no interior, os convidados são envolvidos num ambiente de luxo, com iluminação alusiva às cores da Laurentina Premium, serventes vestidos a rigor e bem dotados na arte de servir a Laurentina Premium, e grandes artistas que maravilham os convidados com actuações de mão cheia.

    Oferecendo uma experiência Premium aos seus consumidores 100% especiais, fá-los sentirem-se verdadeiras estrelas, pertencentes a este ambiente exclusivo.

    Noites 100% Premium sempre especiais

    As primeiras Noites 100% Premium do ano tiveram lugar na Terceira Edição do Morejazz Series, em Agosto, e contaram com artistas como Moreira Chonguiça, Jonathan Butler, Hugh Masekela e Isabel Novela.

    Seguiram-se entretanto Noites 100% Premium com actuações de artistas internacionais, como o Djavan, Rui Veloso e Earl Klugh, e nacionais, como a Sheila Mahoze e Seth Suaze,

    Mais recentemente a Laurentina Premium esteve presente na “Vodacom Mozambique Fashion Week”, garantindo o mais alto nível de requinte e glamour nestas Noites 100% Premium.

    Esta grande noite 100% Premium teve lugar no Dolce Vita nesta quinta-feira, dia 12 de Dezembro, com uma Jam Session entre a Banda Kakana e Xabindza, num convívio com muita música, animação e claro, muita Laurentina Premium. Com todo o requinte e glamour dos eventos anteriores, os convidados deste serão tiveram certamente uma noite 100% especial.

  • Plano de 18 mil hectares de terra no âmbito do projecto de Gás de Palma

    A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos apresentou, em Maputo, a proposta preliminar do Plano Geral de Urbanização (PGU) de uma área de 18.000Ha (dezoito mil hectares de terra) sita no Distrito de Palma, Província de Cabo Delgado. Pretende-se que este seja um instrumento facilitador, orientador e regulador da acção dos órgãos decisores do Estado e do Governo na implantação e desenvolvimento de infraestruturas diversas no local, no âmbito do projecto de instalação de uma zona industrial conexa à produção de Gás Natural Liquefeito (LNG).

    A elaboração do Plano Geral de Urbanização dos 18 mil hectares surge na sequência da previsão de um enorme fluxo de população e um grande aumento de investimentos na região, e a necessidade de estabelecer condições legais e administrativas favoráveis ao desenvolvimento social e económico, à protecção do ambiente e das normas de gestão do solo.

    A proposta foi apresentada num encontro de discussão técnica, realizado no dia 13 de Dezembro de 2013, que contou com a presença de representantes de diversas instituições públicas, empresários e organizações da sociedade civil. O evento serviu para colher contribuições das instituições acima mencionadas sobre as propostas de organização e destino dos espaços, com vista a harmonizá-las com as políticas e planos sectoriais incidentes sobre o mesmo espaço territorial, bem como a sua sensibilidade sobre os conteúdos, visando melhorar a abordagem.

    O processo de elaboração do plano iniciou em Agosto do presente ano, e compreende cinco fases tendo a primeira abrangido os processos de caracterização e diagnóstico da situação actual da área, que terminou em Outubro passado; a segunda consistiu no Desenvolvimento da Proposta de Estratégia do Plano Geral de Urbanização e terminou em Novembro último. A terceira fase, ora em curso, consiste na elaboração da proposta do Plano, em consulta.

    Segundo o PCA da ENH, Nelson Ocuane, pretende-se com o Plano Geral de Urbanização promover o desenvolvimento industrial associado à fábrica de liquefação de gás e também o desenvolvimento dos restantes sectores de serviços, comércios, e infraestruturas sociais que o presente plano deverá abranger, de uma forma harmoniosa. “O nosso desejo é que este seja um plano participativo, que as comunidades sejam integradas neste processo pois temos como fim salvaguardar as áreas das aldeias locais para que não seja necessário proceder ao reassentamento da população para a implementação das áreas industriais.”

    No âmbito da elaboração do Plano estão a ser feitas consultas a diversas entidades, a todos os níveis (central, provincial, distrital e local), com sucessivas reuniões de trabalho institucional e com a população local, incluindo o Conselho Consultivo do Governo Distrital. O processo de elaboração privilegia o contacto directo com todos os intervenientes nos vários processos em curso na região de Palma, incluindo o projecto da Fábrica de Gás nos 7.000Ha (sete mil hectares de terra) no sentido de promover a interligação dos vários planos em elaboração.

    Desde o início da elaboração do Plano têm sido assegurados todos os métodos de divulgação e publicitação do processo nos termos previstos na Lei Moçambicana. Após a recolha das contribuições resultantes de diversos encontros, seguir-se-á a sua harmonização e numa quarta fase, será apresentada a proposta final do Plano Geral de Urbanização que se prevê para princípios de Fevereiro de 2014.

  • Politécnica divulga língua francesa

    A Universidade Politécnica e a embaixada da França em Moçambique, procederam, segunda-feira última, em Maputo, à assinatura de um memorando de cooperação, visando estabelecer parcerias para o desenvolvimento da aprendizagem da língua e cultura francesas pelos estudantes daquela instituição de ensino superior por outras pessoas interessadas.
    O memorando, que tem a duração de um ano renovável, prevê que o serviço de cooperação da embaixada da França apoie a Universidade Politécnica na criação de “cursos livres” de diferentes níveis de aprendizagem de língua francesa, os quais, a longo prazo, integrarão o futuro centro de línguas deste estabelecimento de ensino superior, para além do acompanhamento e aperfeiçoamento de cursos de francês de qualidade, criação de um clube de francês, cuja componente cultural integrará o cinema, conferências, exposições, celebrações da Francofonia e culinária, e ainda a coordenação de conteúdos de programas da “Rádio Politécnica”, relativos à França.
    A par destas actividades, a embaixada da França vai disponibilizar, à Universidade Politécnica, dois especialistas franceses de ensino de francês como língua internacional. A embaixada da França também propõe um estágio de um mês na França a três estudantes da Universidade Politécnica, em Dezembro deste ano, e um estágio para dois estudantes, para o mês de Julho de 2014.
    Por outro lado, o Centro Cultural Franco-Moçambicano, ligado à embaixada da França, poderá também acolher estudantes estagiários da Universidade Politécnica.
    De acordo com Lourenço do Rosário, reitor da Universidade Politécnica, a assinatura do memorando dá como vantagem, a esta instituição de ensino superior, a sua participação no processo de implantação e consolidação da língua e cultura francesas no país, inserido no âmbito da dinâmica agressiva da política de línguas que o governo francês tem no mundo inteiro.
    “Neste momento, a tendência global é de voltarmos a um processo de multilinguismo nas relações internacionais. O francês está muito bem colocado em África, através de vários países que o usam como sua língua nacional e, a par disso, esta língua também tem sido oficial em diversos organismos internacionais, daí que é muito bom que haja, em Moçambique, grande número de pessoas que dominem o francês neste processo de multilinguismo global” – realçou Lourenço do Rosário.
    Por sua vez, Serge Segura, embaixador da França em Moçambique, é da opinião de que a assinatura do memorando vai ajudar na aproximação entre as universidades moçambicanas e as dos países francófonos e que o mesmo constitui um meio para a transmissão e troca de ideias entre estudantes universitários franceses e os da Politécnica.

  • Electricidade em destaque

    Maputo irá receber de 25 a 29 de Novembro os reguladores da electricidade de 9 países da África Austral para a Conferência Anual da RERA-Regional Electricity Regulatory Association of Southern Africa, subordinada ao tema “Promover Um Ambiente Regulatório que Torne o Mercado Energético Regional Mais Eficiente e Atractivo ao Investimento”.

    Esta conferência anual que, pela primeira tem lugar em Moçambique, organizada pela RERA em coordenação com o Conselho Nacional de Electricidade (CNELEC) reveste-se de particular importância porque, segundo informou o CNELEC “irão ser discutidos temas de particular importância para o desenvolvimento das redes eléctricas dos países da região, com um enfoque especial na oferta e procura de electricidade na SADC, a exploração de oportunidades para as energias novas e renováveis, as redes inteligentes de electricidade-smart grids e micro-smart grids- as mudanças na matriz energética regional e, de particular importância, a prestação de serviços de qualidade aos consumidores e as expectativas dos diferentes stakeholders”.

    A conferência contará com a presença de delegados das entidades reguladoras da região, mas também oradores e investigadores da Europa, da América e de outras regiões de África que participarão num conjunto de paineis especializados.

    “A energia é um factor determinante para o sucesso do desenvolvimento e do investimento em qualquer região e em qualquer país, por maioria de razão esta é uma verdade absoluta na região da SADC, onde se torna necessário aumentar a capacidade de produção e de distribuição de energia eléctrica para chegar a mais consumidores e com maior disponibilidade, por isso a importância desta conferência onde se irão discutir os caminhos para o futuro”, afirma um quadro sénior do CNELEC, que acrescenta ainda “os países presentes têm uma população de quase 190 Milhões de habitantes e, praticamente todos se encontram numa fase de desenvolvimento industrial que exige quantidades significativas de energia, cujo défice poderá ser um entrave importante para esse desenvolvimento, pelo que discutir os caminhos para mais e melhor energia é um dever e uma obrigação de todos nós reguladores do sector eléctrico”.

    A Conferência terá lugar no Hotel Radisson Blu e contará com a presença de diversas entidades, incluindo o ministro de Energia do nosso País, paralelamente à Conferência decorrerá a 10ª Assembleia Geral Anual da RERA.

  • Chiziane questiona descrença sobre curandeirismo

    Com objectivo de revisitar as tradições africanas e os seus respectivos conceitos, crenças, sistemas de pensamentos e visões do mundo, Paulina Chiziane e o médico tradicional, Rasta Samuel Pita, lançaram quarta-feira última, em Maputo, a obra literária intitulada “Por quem vibram os Tambores do Além?”.
    O lançamento desta obra, sob chancela da Índico Editores, contou com o alto patrocínio da maior operadora de telefónia móvel em Moçambique, mcel, e decorreu no Centro Recreativo da Universidade Politécnica (CREISPU) numa cerimónia bastante concorrida por diversas individualidades da praça, nomeadamente escritores, políticos, académicos, entre outros.
    Partindo para uma escrita contemplativa e reflexiva diferente da ficcionista, que lhe é habitual, Paulina Chiziane chama a atenção às mentes africanas “colonizadas” pelos conceitos ocidentais que desacreditam as tradições africanas, particularmente no curandeirismo.
    “Se Deus é o único que criou a todos de maneira igual, deu a Moisés o poder da magia, também deu aos curandeiros, o mesmo poder. Por que é que hoje, os curandeiros são condenados e Moisés é louvado?”, questionou a autora, acrescentando que na sua obra literária toca num ponto bastante sensível, que é a libertação espiritual do continente africano, em especial de Moçambique.
    De acordo com autora do livro, a opinião generalizada sobre o curandeiro africano e moçambicano em particular é negativa, mas ninguém sabe argumentar as suas posições. “As pessoas que criticam os curandeiros não conhecem as suas normas e nem os seus princípios. O conceito de “Deus único” saiu de um africano, chamado Moisés, para o mundo. Como é que de repente aparecem religões do ocidente a afirmar que África está nas trevas e os curandeiros são os diabos”.
    Rasta Samuel Pita, o co-autor do livro, que diz ter conhecido Paulina Chiziane em 2003, revela que o livro é espiritual, “porque um dia, dormi e sonhei algo que podia escrever. O que está aqui escrito não veio por acaso”, disse agradecendo o apoio prestado pela mcel.
    Por seu turno, o PCA da mcel, Teodato Hunguana, afirmou que sua instituição se sente orgulhosa por estar associada a tão importante obra de Paulina Chiziane e Rasta Samuel Pita, no âmbito da promoção e desenvolvimento da literatura moçambicana. “Já estivemos antes associados à Paulina, noutras obras e fazemos questão de garantir que a mcel continuará a apoiá-la”, finalizou.

  • CTA contesta margens máximas de lucro

    Um estudo com vista a fazer uma reflexão e enquadramento teórico-económico e jurídico do Decreto 56/2011, de 04 de Novembro, que regula e fixa as margens máximas de lucro sobre 12 produtos considerados essenciais para as populações de renda baixa foi apresentado em Maputo, quinta-feira última.
    O estudo foi apresentado por Vasco Nhabinde, docente universitário, num encontro que contou com a participação de operadores económicos, gestores, políticos, jornalistas e estudantes do ensino superior, entre outros, organizado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA e a Associação Comercial de Moçambique – ACM.
    Adelino Buque, porta-voz da CTA, frisou que o encontro teve como principal objectivo contestar o Decreto 56/2011, cuja implementação cabe ao Ministério da Indústria e Comércio, que não se enquadra com a actual estrutura do mercado.
    “O sentimento que nós temos como associação comercial é que o Decreto e as respectivas margens de lucro foram determinados numa base não realistíca. Esta medida tem muitas implicações na comunidade empresarial”.
    De acordo com Buque, o Decreto 56/2011 remete a comunidade empresarial do comércio à percepção de que as instituições do Governo ainda não olham para este sector como factor do desenvolvimento económico do nosso País, “na verdade as margens estipuladas sobretudo para os produtos frescos representam um asfixiar do comércio formal em Moçambique”, disse.
    Por outro lado, o porta-voz afirmou que a medida é um retrocesso enorme para o sector comercial, por isso recomenda-se ao governo a conceder estímulos à produção local dos produtos básicos e oferecer isenção ou tarifas reduzidas na importação dos mesmos.
    “Devido às dificuldades que o governo tem para efectivamente exercer o controlo dos preços e das margens de lucro e o facto destes se situarem abaixo dos níveis estabelecidos, recomenda-se a revogação do Decreto”.
    Para além de ter sido apresentado o estudo que visava medir o impacto do referido Decreto sobre os operadores económicos, ainda durante o encontro, teve lugar um debate sobre o mesmo tema.

  • Rui Veloso dá show no Coconuts

    O Coconuts, em Maputo, tornou-se pequeno para o público que se fez presente em massa para assisitir aos dois shows do considerado pai do rock português, Rui Veloso, que actuou em grande no último fim-de-semana.
    Acompanhado pela sua banda, o cantor luso levou ao rubro as emoções com uma soberba actuação, tendo interpretado vários temas, novos e antigos, incluindo os de maior êxito da sua carreira com total de 14 álbuns editados, encantando o público com um show caracterizado pela fusão de diversos ritmos europeus e africanos, arrancando vezes sem conta fortes aplausos da plateia.
    Um dos momentos mais altos do concerto, cujas honras da casa ficaram a cargo do jovem músico moçambicano Sérgio Muiambo, foi a actuação da música “O prometido é devido”, que os espectadores fizeram questão de cantar em coro afinado.
    A propósito, Zófimo Muiuane, representante da mcel, referiu que os espectáculos de Rui Veloso, “constituem mais uma realização da mcel, no que concerne ao diversificado programa do Verão Amarelo, que já é considerado uma marca constante desta grande empresa de telefonia móvel”.
    “Temos estado a apostar anualmente em eventos ímpares, trazendo glamour e alegria aos nossos clientes e ao povo moçambicano em geral, para além de inovar com produtos, serviços, tarifas baixas e outras promoções que a operadora proporciona”, indicou Zófimo Muiuane.
    Os espectadores, que acorreram ao Coconuts, aplaudiram o regresso da estrela portuguesa a Moçambique pela quinta vez e mostraram-se satisfeitos com os shows. Pedro Barreto louvou a iniciativa da mcel e da organização por ter escolhido um grande compositor português, Rui Veloso, para abrilhantar o público moçambicano. “Temos que relevar a importância deste espectáculo pela adesão do público”.
    Enquanto isso, Danilo Pascoal, também espectador, indicou ser a primeira vez que assiste a um espectáculo do género, em Maputo, de um cantor português de renome como Rui Veloso. “Foi um espectáculo muito interessante, pois ele é considerado o monstro da música portuguesa”.

  • Bancarização motiva exposição inforgráfica

    Com o objectivo de se estender os serviços financeiros à escala nacional, com enfoque nas zonas rurais, o Banco de Moçambique lançou o projecto estruturante de Bancarização, em 2007, contribuindo assim para a inclusão financeira do cidadão moçambicano.

    No âmbito do XXXVII Conselho Consultivo do BM, realizado no presente ano, na cidade de Pemba, o Banco de Moçambique procedeu ao lançamento de uma exposição denominada “A Bancarização em Moçambique” com o propósito de ilustrar, através de infográficos, fotografias, vídeos, entre outros, alguns dos resultados da implementação do projecto de Bancarização, durante os 5 anos de vigência.

    Tendo passado por Pemba, Nampula, Lichinga, Beira, Tete, Quelimane e Maxixe, a exposição marcará a sua última etapa na cidade de Maputo, de 28 de Outubro a 1 de Novembro, na Fortaleza de Maputo, e decorrerá no horário das 09:00 – 17:00H.

  • Doing Business Report 2014

    A SOFID – Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento e o IFC/Banco Mundial vão lançar o relatório “Doing Business Report 2014” no próximo dia 29 de outubro às 14h30 no S. Jorge, na Av. Liberdade, 175.
    O relatório, que classifica 185 economias, identificando o desenvolvimento do ambiente de negócios de cada país em relação com os seus pares, será pela primeira vez lançado simultaneamente em Washington e em Lisboa.
    A lançamento do relatório pela SOFID tem como objetivo contribuir para o debate das reformas fundamentais para atrair investimento e gerar crescimento, estando previsto um debate sob o tema “Ambiente de Negócios em Portugal e Países Emergentes Estratégicos”.

    Nota: A sua confirmação poderáser feita pelo telef. 21 313 77 60.