Categoria: Moçambique

  • SMC e Manica celebram contrato para potenciar serviço de cabotagem

    A Sociedade Moçambicana de Cabotagem (SMC) acaba de celebrar com a Manica Freight Services (Moçambique) S.A. um contrato de agenciamento a nível nacional, aplicável a todos os portos de Moçambique.

    A Manica Freight Services presta serviços nas áreas de agenciamento de navios, armazenagem, despacho e expedição de mercadorias, carga aérea e serviços marítimos.A partir de agora, passa a actuar como agente de navegação da SMC em todos os portos nacionais.

    Segundo Luís Archer de Carvalho, director-geral da Sociedade Moçambicana de Cabotageme representante do Grupo Peschaud em Moçambique, “a Manica Freight Services é o parceiro ideal para o projecto de desenvolvimento da cabotagem, devido à sua experiência de mais de 125 anos em território moçambicano e pela capacidade de angariação de clientes que possui”.

    Para Ahmad Chothia, director-geral da Manica Freight Services (Moç) SA, “este contrato representa mais um desafio para a empresa e uma oportunidade de pôr toda a vasta experiência da Manica ao serviço de tão importante projecto”.

    A Sociedade Moçambicana de Cabotagem inicia nos próximos dias o transporte regular de mercadorias em Moçambique, interligando o país desde o porto de Maputo até Afungi, na província de Cabo Delgado, com escalas nos portos da Beira, Quelimane, Nacala, Pemba e Mocímboa da Praia, nos dois sentidos. Nesta primeira fase, as operações vão ser asseguradas por dois navios da SMC que passam a garantir o transporte marítimo de mercadorias ao longo de toda a costa moçambicana.

    Ao revitalizar o serviço de cabotagem em Moçambique, a SMC está não só a fortalecer a ligação do país de norte a sul como a revitalizar e a dinamizar também o sector dos transportes, implementando uma nova dinâmica no desenvolvimento do país, contribuindo também para a inclusão dos moçambicanos.

  • Vitória Diogo quer combate conjunto ao trabalho infantil

    Vitória Diogo, Secretária de Estado na província de Maputo, exortou hoje, na última sexta-feira (12 de Junho), aos líderes comunitários do distrito de Magude e a toda a população da província, a engajarem-se no combate às piores formas do trabalho infantil. Ela falava por ocasião do dia 12 de Junho – Dia de Luta Contra o Trabalho Infantil. Pela ocasião, foi distribuído o Cartão Vermelho, como manifestação de luta contra o fenómeno.

    A Secretária de Estado destacou a necessidade do envolvimento das lideranças comunitárias e outros segmentos da sociedade no combate aos casamentos prematuros e outras formas de exploração infantil.
    Apelou aos pais e encarregados de educação a disseminarem os direitos de criança e a promoverem a sua protecção, combatendo todas formas de violações.

  • MIC

    O Ministério da Indústria e Comércio concedeu, na sexta-feira, 24 de Abril, o direito de uso do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” a um total de cinco empresas da província de Maputo, por se ter comprovado que reúnem requisitos para a sua elegibilidade à luz do Regulamento de Uso do Selo (Decreto 10/2012, de 11 de Maio), tais como a utilização significativa de recursos nacionais nos processos de produção, o cumprimento da legislação aplicável no País e a adopção de uma cultura de qualidade, através da implantação de sistemas de gestão de qualidade.Trata-se das empresas Afritubo-Tubos e Acessórios, Strides Pharma Mozambique, Prochem, Divina e C&C Neves, que se vão juntar às outras 59 certificadas com o selo “Made In Mozambique” ao nível daquela província.
    Para o ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, a atribuição do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” constitui um reconhecimento do Governo a estas empresas, por contribuírem para a valorização dos produtos e serviços nacionais e, igualmente, por estarem comprometidas com a melhoria contínua das práticas de negócio, uma vez que a elegibilidade deverá ser mantida por todo o período de validade da concessão da marca, que é de cinco anos. Por isso, “é louvável o passo dado pelas empresas, às quais apelamos a serem criativas e a esforçarem-se para que continuem a merecer a confiança e o carinho de todos os moçambicanos”, disse Carlos Mesquita, que instou às empresas distinguidas a tirarem proveito do crescimento do mercado nacional e das oportunidades de exportação resultantes das facilidades de circulação de pessoas e bens, bem como da liberalização do comércio.
    Num outro desenvolvimento, o ministro da Indústria e Comércio desafiou as empresas nacionais, em particular as de pequena e média dimensão (PME), a apostarem na produção massiva de alimentos e produtos de higiene, optimizando o uso de recursos nacionais.
    Por seu turno, a secretária de Estado da província de Maputo, Vitória Diogo, considerou, na ocasião, que a concessão do direito de uso do selo faz jus ao crescimento do tecido empresarial da província, não só em número mas também em qualidade.
    “Este é um sinal objectivo de que, como província, estamos a contribuir para a criação, inovação e produção no País, assim como para a geração de renda e criação de mais postos de trabalho”, referiu Vitória Diogo.
    Intervindo em representação das empresas distinguidas, António das Neves sublinhou que o selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” reconhece o contributo do tecido empresarial nacional para o desenvolvimento do País, devendo, por isso, significar uma mais-valia efectiva para os seus detentores.
    “O selo deve constituir um instrumento de promoção de negócios sustentáveis, que satisfaça às expectativas do consumidor e que contribua para o crescimento da produção nacional e desenvolvimento económico e social do País”, afirmou.

  • União Europeia – resposta global à pandemia do coronavírus

    Esta semana, a Comissão Europeia e o Alto Representante estabeleceram planos para uma resposta robusta e direccionada da União Europeia (UE) para apoiar os esforços dos países parceiros no combate à pandemia do coronavírus. A acção colectiva da UE vai centrar-se em lidar com a crise de saúde imediata e as necessidades humanitárias emergentes, fortalecendo os sistemas de saúde, a provisão de água e saneamento nos países parceiros e reforçando as suas capacidades de pesquisa e preparação para lidar com a pandemia, além de mitigar o impacto sócio-económico da mesma.

    Para apoiar essas acções, a UE vai garantir apoio financeiro aos países parceiros no valor de mais de 15,6 mil milhões de Euros dos recursos existentes para a acção externa. Juntamente com parceiros, a UE está a assegurar que o financiamento substancial já alocado a eles seja direccionado para ajudá-los a lidar com o impacto do coronavírus.

    A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que “o vírus não conhece fronteiras. Este desafio global precisa de uma forte cooperação internacional. A União Europeia trabalha incansavelmente para combater a pandemia. Todos sabemos que somente juntos poderemos parar a disseminação mundial do coronavírus. Para esse fim, a UE irá, em breve, organizar um evento virtual de para a mobilização do financiamento necessário e apoiar a Organização Mundial da Saúde para ajudar os países mais vulneráveis.”

    Por seu lado, o Alto Representante e Vice-presidente Josep Borrell acrescentou que "a pandemia do coronavírus exige uma acção global unida. A União Europeia e os seus Estados-Membros estão a desempenhar o seu papel no combate a esta crise de saúde e suas graves consequências - internamente e no estrangeiro. Enquanto fazemos de tudo o que podemos para apoiar os nossos cidadãos, também precisamos ajudar os nossos parceiros a lidarem com o impacto que a crise terá nos seus meios de subsistência, estabilidade e segurança. Esta é uma luta global que vamos vencer ou perder juntos. A cooperação e esforços conjuntos ao nível internacional e soluções multilaterais são o caminho a seguir para uma verdadeira agenda global para o futuro.”
    A Comissária para Parcerias Internacionais, Jutta Urpilainen, explicou que “enquanto o coronavírus ameaçar vidas onde quer que seja, não estamos seguros. Esta é a essência da cooperação e parcerias internacionais. Precisamos trabalhar juntos para enfrentar desafios comuns e, hoje, a Comissão Europeia, com esta resposta global de mais de 15,6 mil milhões de Euros, intensifica e lidera o trabalho com nossos parceiros, particularmente na África, para um futuro mais seguro para todos nós.” 

    O Pacote da ajuda Europeia

    A resposta da UE visa salvar vidas, fornecendo apoio rápido e direccionado aos nossos parceiros para enfrentarem esta pandemia. Nossa resposta combina recursos da UE, dos seus Estados-Membros e de instituições financeiras, em particular do Banco Europeu de Investimento e do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, para as necessidades a curto prazo, bem como os impactos estruturais a longo prazo nas sociedades e na economia. 
    A UE, como actor global e principal colaborador do sistema de ajuda internacional, vai promover uma resposta multilateral coordenada, em parceria com as Nações Unidas, instituições financeiras internacionais, assim como com o G7 e o G20. Nesse contexto, a UE vai continuar a adaptar a sua resposta à situação em evolução e concentrando-se nos países mais afectados que precisam de apoio à saúde, olhando para as pessoas mais vulneráveis, incluindo emigrantes, refugiados, pessoas deslocadas.
    Do pacote total de 15,6 mil milhões de Euros, 3,25 mil milhões serão canalizados para a África. 
    Na prática, o pacote global da resposta da UE significa: 

    · 502 milhões de Euros para acções de resposta de emergência com enfoque no apoio aos planos de resposta da OMS e Nações Unidas, assim como a Cruz Vermelha para estimular a capacidade de resposta em crises humanitáris; apoiar o aumento da produção na Europa de equipamentos de protecção individual e dispositivos médicos; a provisão de assistência em espécie aos países afectados via Mecanismo de Protecção Civil da União Europeia; apoiar os esforços globais para eliminar as restrições à exportação e garantir que as cadeias de suprimentos essenciais permaneçam intactas, principalmente os materiais médicos e farmacêuticos.

    · 2,8 mil milhões de Euros para apoiar a pesquisa, sistemas de saúde e de água, entre outras acções para apoiar os esforços de comunicação e consciencialiização sobre medidas de protecção e recomendações para evitar a propagação; financiamento da UE a iniciativas globais como o Fundo Global contra Sida, Tuberculose e Malária de modo a que apoiem na resposta ao coronavírus, continuando os seus programas de saúde; apoiar pesquisas adicionais sobre diagnóstico, tratamento e o treinamento de especialistas em vigilância epidemiológica; e assegurar a igualdade de acesso aos sistemas de saúde aos grupos vulneráveis.

    · 12,28 mil milhões de Euros para enfrentar as consequências económicas e sociais, com acções que incluem o apoio orçamental directo e financiamento concessional para os países parceiros adoptarem reformas sócio-económicas e redução da pobreza; apoiar o sector privado por meio de garantias, provisões de liquidez e assistência técnica; concessão de empréstimos ao sector público pelo Banco Europeu de Investimento, principalmente para equipamentos e suprimentos de saúde; promover formas de alívio da dívida consideradas pelo FMI nos países afectados.

  • Moza Banco apoia ICOR com 50 mil dólares

    O valor doado pelo Moza Banco visa apoiar na compra de material necessário para o atendimento no Instituto do Coração (ICOR) de doentes relacionados com a Covid-19

    O Moza Banco doou 50 mil dólares, equivalentes a 3.340.000 meticais, ao Instituto do Coração, para apoiar no atendimento aos pacientes ligados à pandemia da Covid-19. O valor doado pelo Moza Banco vai ajudar nas despesas não previstas no plano orçamental do instituto.

    Especificamente, este valor destina-se à compra de medicamentos, equipamentos de protecção individual dos trabalhadores, ventiladores e também deverá ajudar nas obras de requalificação da estrutura física, para se adaptar ao isolamento rigoroso destes doentes.

    Isto tudo não estava previsto no plano orçamental do ICOR para 2020, tal como explicou Maria Beatriz Ferreira, Directora-geral da instituição, tendo acrescentado que não estando previstas no orçamento da instituição, estas operações exigiram gastos adicionais ao que se esperava gastar no presente ano de 2020, sem a pandemia da Covid-19.

    “É por isso que o apoio do Moza Banco foi bastante fundamental pelo valor que foi, mas acima de tudo pelo momento em que foi”, em que “nós tanto estamos a precisar de apoio para fazer face a esta doença”, explicou a dirigente do instituto, mostrando satisfação e “profundo agradecimento” pelo facto de o banco ter sido um parceiro que apareceu num momento certo, para agregar valor ao ICOR e, principalmente, ao país inteiro.

    Neste momento, em termos de actuação face à Covid-19, o ICOR tem vindo a fazer consultas e análises tanto domiciliárias como dentro da instituição. “Criámos um espaço especial no recinto, para que estes doentes, desde o portão de entrada, não se misturem com outros pacientes. Nesse espaço, são feitas as análises e são entregues os medicamentos”, assegura Maria Beatriz Ferreira, acrescentando que os outros doentes não precisam de ter medo de ir ao ICOR, porque não há risco absolutamente nenhum de contaminação.

    O Instituto do Coração é uma instituição sem fins lucrativos. Está em Moçambique desde 2001, atendendo gratuitamente crianças cardíacas provenientes de famílias pobres. Até agora, o ICOR já operou gratuitamente mais de 2000 crianças, as quais, sem o tratamento, teriam perdido a vida.

    E é mesmo por causa do seu cunho filantrópico que o Moza Banco decidiu apoiar, no âmbito da sua responsabilidade social. Aliás, o PCA do banco, João Figueiredo, apareceu recentemente a exortar todos a fazerem o que podem para travar a propagação do novo Coronavírus em Moçambique.

  • BCI relança solução de pagamento virtual

    O BCI relançou, na quarta-feira, dia 8, o POS Virtual daki, uma solução que permite aos usuários do serviço dakivia Celular (Conta Móvel/Conta à Ordem), efectuar pagamentos através de um telemóvel com recurso à plataforma USSD (*124#), junto dos comerciantes com POS BCI, sem interação com o equipamento, tanto por parte do comerciante assim como do Cliente.

    Esta solução, lançada num contexto em que é recomendado o mínimo de interação com objectos ou equipamentos de uso público, junta-se ao conjunto de medidas que o Banco está a tomar, com vista a evitar a propagação do Coronavírus em Moçambique. Ela permite fazer pagamentos, sem necessidade de contacto físico com o teclado dos POS tradicionais, nem a entrega do cartão ao comerciante, sendo o pagamento efectuado exclusivamente por via do celular através do código *124#.

    O BCI incentiva desta forma os clientes e os utentes dos seus serviços a privilegiarem o uso dos canais digitais e telefónicos, evitando, quando tal for possível, o recurso às agências.

    As medidas já em curso, adoptadas pelo Banco, incluem a limitação do número de clientes presentes em simultâneo no interior das agências, com vista a garantir o distanciamento necessário; o reforço da higienização das instalações e a disponibilização de meios de desinfecção aos colaboradores e clientes nos espaços de atendimento público, para além de os colaboradores com funções de atendimento cuja actividade implica exposição aos clientes, em particular os caixas e atendedores estarem a usar máscaras de protecção e luvas durante o trabalho.

    Importa referir que a adesão a esta solução, lançada pelo BCI em 2016, é grátis, quer para os comerciantes, quer para os usuários.

  • YoungNetwork Group toma plano de contingênciaque os media internacionais aplaudem

    A agência de comunicação YoungNetwork Group, criou uma publicação de real-time marketing para as redes sociais da marca Chiquita nesta fase de isolamento social, que não passou despercebido à imprensa internacional.
    Dos Estados Unidos a Itália, a Chiquita foi notícia em Harvard, no Adweek, Vanity Fair e Adage, entre outros, pela sua nova imagem em tempos de pandemia.

    Pela primeira vez desde 1944, ano em que passou a personificar a marca, a Miss Chiquita desapareceu do emblemático logótipo azul e amarelo para incentivar os consumidores a respeitarem as medidas de segurança e de distanciamento social,necessárias em todo o mundo de forma a travar a propagação do novo Coronavírus. A nova imagem foi pensada para o Instagram, mas rapidamente a elevada aceitação levou a marca a implementá-la em toda a sua comunicação.

    Este foi um trabalho criativo desenvolvido pela YoungNetwork, em parceria com a equipa de Redes Sociais da Chiquita.
    “É nestas alturas desafiantes que as marcas têm que se reinventar e mostrar que conseguem manter os seus níveis de criatividade no auge, até porque têm a capacidade de fazer os cidadãos interiorizarem melhor as mensagens. A Miss Chiquita deu o exemplo e foi para casa. É uma forma forte de incentivar ao #stayhome e sem dúvida que reforça a responsabilidade social de uma marca divertida, mas atenta e séria perante um problema mundial”, afirma João Duarte, CEO da YoungNetwork Group.

  • Abertura do ano judicial foi hoje

    Vitória Diogo desafia sector da justiça a usar intensamente sistemas e as tecnologias de informação

    A secretária do Estado para a província de Maputo considera que o desafio da modernização da justiça chama os intervenientes do sector à criatividade e à boa orientação dos parcos recursos disponíveis, com vista à melhoria das condições do funcionamento dos tribunais, do Ministério Público e de todos os órgãos que fazem parte integrante da administração da justiça.
    Vitória Diogo fez este pronunciamento no decurso da cerimónia de abertura do ano judicial (2020), na província de Maputo, ocorrida, terça-feira, no município da Matola, sob o lema “Por um Sistema de Justiça Moderno e Economicamente Acessível”, tendo sustentado que “o desafio da modernização da justiça toca também, directamente, à utilização das tecnologias de informação e comunicação”.
    “As tecnologias de informação e comunicação vieram para simplificar processos, para acelerá-los e para aproximar os serviços cada vez mais aos cidadãos”, disse, ajuntando que se trata de “um desafio que nós trazemos a este sector para que comece a usar de uma forma mais intensa os sistemas e as tecnologias de informação”.
    Numa outra abordagem argumentou que modernizar significa, igualmente, a evolução da postura, atitude e comportamento profissionais, que se caracteriza pelo distanciamento de comportamentos desviantes que concorrem para a morosidade processual e a deterioração dos direitos dos cidadãos, tais como a corrupção e a prática do venha amanhã, a que muitas vezes a população está sujeita.
    “Ao quadro do pessoal da administração da justiça, maioritariamente jovem, na província de Maputo, exige-se simplicidade, ponderação, bom senso, postura de humildade e de aprofundamento do conhecimento para exercer este grande poder que está nas mãos de cada magistrado, sempre tendo em conta que cada sentença, cada palavra proferida toca directa e imediatamente na vida de cada cidadão, na criatura humana, que é o bem mais precioso de cada nação”, destacou.
    Por sua vez, a juíza presidente do Tribunal Judicial da Província de Maputo, Memuna Boné Veríssimo, referiu que o lema escolhido para a abertura do ano judicial “convida-nos a lançar um olhar sobre a justiça em Moçambique, no geral, e em particular na província de Maputo, sobretudo no que respeita à qualidade da justiça, no que se refere aos meios de trabalho, que possam proporcionar ao cidadão serviços modernos, garantindo a celeridade processual”.
    Todos os actores, conforme indicou, são chamados a remover todas as barreiras que impedem a prestação de bons serviços de justiça aos cidadãos e a todas as práticas que concorrem para a morosidade processual.
    Em relação ao desempenho do ano anterior, a juíza presidente apontou que em 2019, o Tribunal Judicial da Província de Maputo funcionou com um efectivo de 41 magistrados, dos quais seis juízes desembargadores, 35 juízes de direito, sendo 15 provinciais e 20 distritais.
    “Foram julgados, em 2019, oito mil, oitenta e nove processos, contra dois mil novecentos e vinte seis processos em 2018”, concluiu.

  • Solidez da Gapi reconfirmada a nível de África

    A Gapi-SI obteve pelo segundo exercício consecutivo o “rating A+ ” por ter alcançado uma pontuação de 89% no processo de avaliação anual feito aos membros da AADFI (Associação Africana das Instituições Financeiras de Desenvolvimento). A avaliação é feita anualmente e está aberta às cerca de 70 instituições financeiras de desenvolvimento africanas e abrange três indicadores: governação corporativa, estabilidade operacional e gestão prudencial.
    A Gapi é uma agência financeira de desenvolvimento criada há 30 anos para conceber e implementar programas de fomento do empresariado nacional e promover a inclusão financeira, económica e social. Ela foi constituída em Março de 1990 entre o Estado de Moçambique representado pelo Banco Popular de Desenvolvimento e a organização alemã, Fundação Friedrich Ebert.
    “O objectivo estratégico foi o criar uma instituição nacional público-privada que, não sendo um banco, pudesse apoiar os emergentes empresários nacionais a adquirirem capacidades para participarem mais activamente numa economia de mercado que estava a ser implementada com a adopção do programa de ajustamento estrutural acordado com o FMI e Banco Mundial em 1987” – recordou um dos fundadores da Gapi.
    Ao longo destas três décadas especializou-se na gestão de fundos destinados a melhorar o acesso a serviços financeiros por parte de micros e pequenas empresas, bem como na prestação de serviços de assistência técnica no âmbito de gestão de negócios de pequena escala. Desde 2007 a estrutura acionista é dominada por investidores privados nacionais com destaque para o grupo GapiGest liderado por Kekobad Patel, assim como, pela CTA, Confederação das Associações Empresariais, presidida por Agostinho Vuma.
    Nos últimos anos a Gapi priorizou programas focados no agro-negócio, no empreendedorismo entre jovens, na comercialização agrícola, desenvolvimento de mercados nas zonas rurais, instrumentos de garantias de crédito bancário, assim como também no lançamento de uma iniciativa – o FEREN – para assistir às pequenas empresas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth.
    A Gapi é uma instituição, registada como sociedade de investimentos e, como tal não gere depósitos do público, implementando programas de desenvolvimento à luz de contratos de gestão de recursos e projectos firmados com vários ministérios económicos e agências estatais, parceiros bilaterais em particular a Dinamarca, bem como instituições financeiras multilaterais, designadamente do IFAD, BAD, OIT entre outros.
    Com escritórios em todas as capitais provinciais, a Gapi está a implementar um programa de apoio à inclusão financeira que inclui a criação de microbancos com implantação a nível provincial e distrital. A criação destas unidades conta com a participação de outros investidores e empresários locais e visa aumentar a rede nacional de retalho dos serviços financeiros. Este programa inclui actividades de literacia financeira que tem beneficiado do apoio de instituições como o IFAD e BAD.
    Face aos crescentes desafios que têm sido colocados à Gapi, os seus acionistas deliberaram em 2018 e 2019 reforçar os fundos próprios da sociedade, bem como actualizar a sua estratégia por forma a que se alarguem e consolidem os serviços de apoio ao empresariado nacional, particularmente na capitalização de pequenas empresas operando em sectores relevantes para uma economia mais inclusiva.
    O actual rácio de solvabilidade da Gapi está acima dos 20%, e o seu capital social ascende a mais de 195 milhões de Meticais, maioritariamente subscrito e realizado por investidores privados nacionais.
    O exercício de 2019 foi o nono em que a Gapi participou nesta avaliação conhecida pela sigla PSGRS (Prudential Standards, Guidelines and Rating System). No decurso destes nove exercícios, a pontuação da Gapi, evoluiu num crescimento constante e desde uma pontuação de 67.2% (rating C+) em 2011, ao actual 89% a que corresponde o rating A+.
    Numa nota enviada há poucos dias à direção da Gapi, o secretário Geral da AADFI, Joseph Amihere, congratula esta instituição nacional pelo seu desempenho convidando-a a participar na cerimónia que irá decorrer em Abidjan, Costa do Marfim, para a entrega do certificado.
    A AADFI é uma Associação criada sob os auspícios do Banco Africano de Desenvolvimento que tem vindo a dar assistência aos seus membros para que melhorem i) a sua governação, ii) desempenho financeiro e iii) capacidade operacional. Esta agremiação conta com mais de 70 instituições financeiras envolvidas nas finanças para o desenvolvimento de África.

  • Absa recomenda parcerias estratégicas para crescimento do sector privado

    O Administrador Delegado do Absa Bank Moçambique, Rui Barros, encoraja às Pequenas e Médias Empresas a estabelecerem parcerias estratégicas, envolvendo os sectores público e privado, num modelo de negócio que tenha em conta os objectivos de sustentabilidade e a preservação do meio-ambiente.

    Intervindo, na passada Quinta-feira, 21, em Maputo, no âmbito da participação do Absa Moçambique, na terceira edição do Fórum Económico de Moçambique (MOZEFO), Rui Barros desafiou as PME´s nacionais a encontrarem na inovação, soluções que as permitam criar equidade e impactar positivamente as comunidades onde estão inseridas.

    “Achamos muito importante que haja uma consciencialização, não só do sector privado, mas das empresas em geral, que seguir um modelo de negócio que seja efectivamente amigo do ambiente, é já um factor crítico de sucesso para o futuro financeiro desse negócio”, afiançou.

    O Administrador Delegado do Absa Bank Moçambique garantiu, igualmente, que a Banca Comercial estará cada vez mais atenta às PME´s que seguem a linha da frente em matérias de preservação do ambiente.

    Rui Barros recomenda ainda a criação de plataformas que permitam gerir riscos, incentivar os negócios das Pequenas e Médias Empresas e criar valor para o Continente, citando como referência o recente acordo entre o Absa e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

    “Trata-se de um programa de gestão de risco para Pequenas e Médias Empresas, principalmente nos sectores de agricultura, nos sectores da Indústria ligeira e com enfoque particular para países do continente de renda baixa. Este programa permite trocas inter-regionais, onde o Absa e o BAD partilham o risco das operações, por forma a incentivar as transacções dentro do continente”, explicou.

    O Administrador Delegado do Absa Bank Moçambique apontou ainda o acesso ao financiamento, a construção de infra-estruturas e a qualificação do capital humano, através da formação e capacitação, como ´matéria-prima´ para o desenvolvimento sustentável e crescimento do Sector-Privado em Moçambique.

  • Consumidores de água devem 1.7 biliões de meticais à AdeM

    A empresa Águas da Região de Maputo (AdeM) procedeu, na segunda-feira, 25 de Novembro, ao lançamento do Programa Acelerado e Integrado de Redução de Perdas (PAIRP) que visa, essencialmente, imprimir mudanças profundas no seu desempenho e eficiência, diminuindo o índice actual de perdas, de 50 por cento para 19 por cento, até 2023.
    Trata-se de um programa que vai incidir sobre o controlo da dívida acumulada de clientes que, neste momento, atinge cerca de 1.7 biliões de meticais, representando 80 por cento da facturação mensal, com tendência a crescer, na ordem de 15 a 20 por cento, por mês.
    Pretende-se ainda com este programa erradicar aspectos relacionados com a suspensão de clientes, o consumo de água não facturada, a resolução de questões ligadas à eficiência energética, capital humano, abastecimento de água 24/24horas, uso de contadores fiáveis, entre outros.
    Intervindo na ocasião, Elias Machava, presidente do Conselho de Administração da AdeM, referiu-se à necessidade de introduzir mudanças na empresa, pois a única forma para fazê-la crescer é, efectivamente, apostar na transformação, com vista a alcançar os resultados pretendidos.
    “Precisamos nos engajar num processo de transformação para a sustentabilidade da empresa, olhando para os próximos três anos”, disse, realçando que “nós queremos uma AdeM diferente e eficiente, que possa fazer mais do que aquilo que faz actualmente”.
    Segundo consta, a AdeM está a operar a um nível correspondente a 50 por cento do seu potencial: “Acreditamos que é possível fazer mais. É por isso que estamos aqui hoje para reflectir e discutir ideias sobre como vamos implementar o Programa Acelerado e Integrado de Redução de Perdas”, frisou.
    Com uma carteira de 264.000 clientes, dos quais 30 por cento estão suspensos ou consomem água ilegalmente, a AdeM, conforme indicou Elias Machava, tem o desafio de acabar com esta irregularidade.
    Por outro lado, existem casos de clientes que constam da base de dados da empresa, cujo consumo de água é facturado, sem, no entanto, ser pago, porque a empresa não consegue efectuar a devida cobrança.
    “Trata-se de um problema que desafia a nossa eficiência e forma de actuar. Os custos de operação como a energia eléctrica e produtos químicos, representam 40 por cento da estrutura de custos, mas 50 por cento desses custos não conseguimos recuperar através dos clientes. Estes são alguns dos factores críticos que devemos ter em consideração”, enfatizou.
    Importa realçar que, com o PAIRP, a AdeM pretende implementar a mudança e criar, de forma acelerada, condições para que todos os colaboradores da empresa se sintam parte do processo de transformação e, de forma individual ou colectiva, contribuam para o alcance dos objectivos preconizados.

  • MITESS articula com SERNIC para combater fraudes na Segurança Social

    O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS) – através do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e Inspecção Geral do Trabalho (IGT) – promoveu, quinta-feira, 28 de Novembro, em Maputo, um seminário de articulação com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em matérias de prevenção e combate a fraudes ao Sistema de Segurança Social.
    O seminário tinha por objectivo principal capacitar os técnicos do INSS e os agentes do SERNIC, sobre a prevenção e o combate a fraudes.
    Vitória Diogo, titular da pasta do MITESS, disse, na ocasião, ser oportuno que o seminário capacite os auditores, inspectores de trabalho e os agentes do SERNIC, de conhecimentos técnico-investigativos que possibilitem a detenção e prevenção de fraudes no Sistema de Segurança Social obrigatório.
    “Os comportamentos desviantes e a prática de fraudes não só prejudicam aos verdadeiros utentes do sistema que, mensalmente, descontam dos seus salários para a velhice tranquila, mas prejudicam também a instituição, pondo em causa a sustentabilidade do Sistema. Com este seminário, pretendemos ainda que haja maior aproximação entre as nossas instituições, sendo nossa expectativa que se fortaleça a parceria para que cerrem as fileiras no combate sem tréguas contra os que praticam, intencional e dolorosamente, irregularidades na nossa instituição”, recomendou Vitória Diogo.
    Por sua vez, Fernando Francisco, director geral adjunto do SERNIC, garantiu que o seminário vai desenvolver estratégias abrangentes para o combate à problemática em discussão, tendo igualmente agradecido em especial à ministra Vitória Diogo, por ter contemplado no evento, a instituição que por lei tem atribuições em matérias de investigação criminal.
    “Nós achamos que a articulação entre o INSS e o SERNIC tem que ser uma relação bastante forte, tendo em conta que os problemas que nos afligem têm a ver com a economia do país e a segurança, que parecem pequenos, mas para nós são sérios”, explicou Fernando Francisco.
    Importa realçar que, no presente quinquénio, 34 processos disciplinares foram instaurados a nível nacional, com destaque para as delegações da cidade de Maputo, Manica, Cabo Delgado e província de Maputo, tendo culminado com penas de expulsão, demissão, despromoção e multas.

  • Funcionários públicos já podem falar gratuitamente na Vodacom

    O serviço denominado “Funcionário Público “vai permitir que funcionários de qualquer instituição estatal comuniquem entre si, bastando aderir à oferta.

    A Vodacom, no âmbito da sua missão de facilitar a comunicação no país, lançou recentemente um serviço inovador denominado “Funcionário Público”, que visa melhorar a comodidade e facilitar a comunicação entre a massa laboral do Governo.

    Trata-se de uma oferta que permite aos funcionários de empresas públicas moçambicanas falar com os seus colegas de qualquer instituição, de forma gratuita, desde que tenham também aderido a esta oferta.

    O serviço oferecido pela Vodacom Business é o primeiro do género no mercado das telecomunicações, permitindo chamadas gratuitas entre as instituições do sector público e os respectivos trabalhadores, além do acesso a dados móveis.

    Sempre procuramos pensar no que podemos acrescentar valor no sector das comunicações em Moçambique. A nossa ideia sempre foi reflectir sobre o que não existe ainda e o que podemos fazer para sermos diferentes no mercado, trazendo maior fluidez nas comunicações, no caso concreto, no seio dos funcionários públicos”, destacou José Correia Mendes, Director Executivo da Vodacom Business, a importância deste serviço.

    Para aderir a esta oferta o funcionário público deve dirigir se a uma Loja Vodacom, apresentar uma carta que comprove a sua função, não precisa de apresentar extracto bancário ou assinar um contrato e pode ainda pagar a sua subscrição via M-pesa, transferência bancária ou numa Loja Vodacom.

    Esta oferta permitirá aos funcionários públicos quebrar as barreiras de comunicação que enfrentam entre as diferentes repartições do sector.

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  • Estrelas do Acácia Jazz prometem uma actuação inesquecível

    Os músicos Joshua Redman, dos Estados Unidos, Jimmy Dludlu e Walter Mabas, ambos de Moçambique, prometeram agraciar o público com uma actuação inesquecível, na segunda edição do Standard Bank Acácia Jazz Festival, que terá lugar, esta quinta-feira, em Maputo.
    Numa conferência de imprensa, ocorrida, na quarta-feira, 27 de Novembro, na capital moçambicana, que contou com a presença dos promotores e organizadores do festival, os artistas mostraram-se satisfeitos por participar no evento, tendo prometido brindar ao público com o melhor dos seus repertórios.
    O saxofonista tenor norte-americano Joshua Redman disse, na ocasião, sentir-se muito honrado por estar em Moçambique e poder actuar para os moçambicanos: “É a primeira vez que venho a Moçambique, sendo a quarta vez que me desloco ao continente africano, após ter estado duas vezes na África do Sul e uma em Angola”, referiu, destacando que reina uma grande expectativa de partilhar o seu repertório com os moçambicanos.
    Por sua vez, o guitarrista Jimmy Dludlu considerou ser, igualmente, uma honra partilhar o palco com Joshua Redman e Walter Mabas: “Amanhã será uma grande festa. O menu será composto por pratos africanos e da diáspora, estando garantida uma água e sal, na abertura, xiguinya de cacana e uma feijoada com todos”, frisou.
    Já o guitarrista Walter Mabas começou por agradecer pela oportunidade de fazer parte do concerto. “Em nenhum momento da minha vida imaginei que podia partilhar o mesmo palco com grandes músicos como o professor Jimmy e Joshua. Tenho acompanhado, ao longo de vários anos, a trajectória artística de Joshua. É um dos meus ídolos”, indicou.
    O jovem músico acrescentou que para a maior parte da audiência as composições que vai interpretar no festival constituirão uma novidade: “Vou trazer temas originais e uma recriação de um músico moçambicano que faleceu recentemente”, enfatizou.
    Este festival, que atrai amantes moçambicanos do género musical jazz e de países vizinhos, é promovido pelo Standard Bank, em parceria com o Conselho Municipal da Cidade de Maputo e o Ministério da Cultura e Turismo.
    O director de Marketing e Comunicação do Standard Bank, Alfredo Mucavela, explicou tratar-se de um movimento cultural que tem por objectivo promover Maputo, colocando a capital do país no mapa internacional e fazer com que Moçambique seja também conhecido como um país amante do jazz.
    “Queremos conviver e celebrar com os moçambicanos e não só, pois participam também no festival cidadãos dos países vizinhos, nomeadamente do Reino de Eswatini e da África do Sul”, disse, ajuntando que “isso encoraja-nos bastante uma vez que o nosso objectivo é fazer de Maputo um destino turístico”.
    Para criar um grande movimento cultural, conforme sustentou Alfredo Mucavela, a segunda edição do festival vai incluir a poesia, através da poetisa Arira Mussa, e as artes plásticas, para alargar a base das comemorações da cidade de Maputo e mostrar o que a cidade tem de melhor para oferecer.
    “Queremos contribuir para o desenvolvimento da cultura, enaltecendo a africanidade. Por isso teremos o afro-jazz de Jimmy Dludlu, que representa a africanidade, o Walter que representa a moçambicanidade, e o Joshua Redman, que representa o mundo”, concluiu.

    Joshua Redman, saxofonista tenor americano