Categoria: Moçambique

  • Standard Bank conecta PME´s à Eni Rovuma Basin

    De 10 a 14 de Agosto, cerca de 50 PME participaram de um programa de imersão empresarial, promovido pelo Standard Bank, através da sua incubadora, em parceria com a Eni Rovuma Basin, no âmbito da promoção de ligações comerciais e de oportunidades para PMEs.

    Denominada #Ideate Bootcamp, a iniciativa teve como objectivo apoiar as PME moçambicanas na validação dos seus modelos de negócio, de forma a garantir a sua sustentabilidade e escalabilidade.

    Durante a formação, realizada de forma virtual, os participantes, de todas as províncias do País, obtiveram ferramentas que lhes irão permitir redesenhar, avaliar, melhorar e comunicar os seus modelos de negócio.

    O administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, explicou que a iniciativa visa, acima de tudo, apoiar e fazer crescer as PME, de modo a contribuírem no crescimento da economia do País, prestando serviços ou fornecendo produtos às grandes empresas, como as multinacionais envolvidas nos projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL), na província de Cabo Delgado.

    “Entendemos, como Standard Bank, que para termos um crescimento económico sustentável e inclusivo, é necessário incluir as PME e os empreendedores locais neste ecossistema. Moçambique oferece inúmeras oportunidades, particularmente no sector de Petróleo e Gás, mas não só, onde estas empresas podem dar o seu contributo, devendo, para tal, estarem preparadas, qualificadas e com capacidade”, disse Chuma Nwokocha.

    Por seu turno, o director geral da Eni Rovuma Basin, Roberto Dall´Omo, referiu-se à importância das PME na promoção do crescimento económico do País, na criação de postos de trabalho, na geração de renda e na melhoria da vida das populações.

    “As PME podem, a longo prazo, contribuir para alavancar a economia, ajudando-a a alcançar níveis de crescimento económico sustentável sem precedentes. Por isso, decidimos investir na sua promoção, capacitação e desenvolvimento por serem um pilar importante na nossa Estratégia de Desenvolvimento de Conteúdo Local”, sublinhou Roberto Dall´Omo.

    De acordo com Tatiana Pereira, da ideiaLab, parceiro implementador desta iniciativa, a presente edição do programa virtual de imersão empresarial, foi uma óptima oportunidade para promover ligações entre as diferentes PME do país, e dar mais oportunidades às que não se encontram na capital, Maputo.

    Para os participantes, a iniciativa superou as suas expectativas, tendo em conta os conteúdos e as ferramentas adquiridas durante os cinco dias da formação. “Foi um privilégio participar neste programa. A experiência foi boa, e o que nos resta, como beneficiários, é pegar nas ferramentas, adequá-las ao nosso negócio e implementá-las para podermos conquistar o mercado”, considerou Rogério Cutane, representante da firma NEMALA, Lda., que actua na área das Tecnologias de Informação e Comunicação, na província de Maputo.

    Importa realçar que o #Ideate Bootcamp faz parte do Plano de Conteúdo Local do Projecto Coral Sul e resulta de um memorando de entendimento firmado entre a Eni Rovuma Basin e o Standard Bank, em 2018.

    O Projecto Coral Sul é operado pela Eni Rovuma Basin em nome dos Parceiros da Área 4, nomeadamente Mozambique Rovuma Venture S.p.A. (MRV, uma joint venture incorporada pela Eni, ExxonMobil e CNPC), Galp, KOGAS e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P.

    Para esta edição, foram seleccionadas empresas ligadas às áreas de agricultura, energias renováveis, lavandaria, fabrico de móveis, transporte de mercadorias, logística, armazenagem, transporte de pessoas, mecânica, construção civil, construção de estradas, alimentação, recrutamento, gestão de resíduos sólidos e saúde e segurança no trabalho.

  • Vitória Diogo enaltece capacitação de confissões religiosas para retoma dos cultos

    Vitória Diogo, Secretária de Estado na província de Maputo, destacou na sexta-feira (14 de Agosto) a importância e pertinência da capacitação das confissões religiosas da província, em matérias de prevenção da propagação da pandemia da Covid-19.

    A formação teve lugar no seguimento do Decreto Presidencial que autoriza a retoma dos cultos a partir de 18 de Agosto, e beneficiou, para além de líderes religiosos, lideranças dos distritos, gestores dos serviços notariais, magistrados e membros da Polícia da República de Moçambique, devendo ter réplicas a níveis dos distritos e postos administrativos.
    Vitória Diogo sublinhou que há necessidade de as confissões religiosas cumprirem com o protocolo sanitário, definido de modo a assegurar que a retoma dos cultos seja segura, saudável e contribua para a paz espiritual dos religiosos.

  • Instituto Superior Monitor promove investigação científica sobre Estudos Socio-económicos e Jurídicos

    O Centro de Investigação em Economia e Sociedade, do Instituto Superior Monitor, está a conceber uma revista científica intitulada Estudos Organizacionais.

    Celina Máquina, directora do centro de investigação e coordenadora editorial da revista, explica que esta publicação tem como objectivo divulgar análise científica relacionada com o mundo organizacional, que possa ser útil para cargos directivos de empresas e associações não-governamentais, mas também líderes sindicais e fazedores de políticas públicas.
    Referindo que em Moçambique existem imensas Instituições de Ensino Superior a ministrar cursos superiores nas áreas empresariais, relacionadas com a gestão de empresas ou de recursos humanos, com a contabilidade e auditoria, ou com o direito empresarial, Celina Máquina lamenta a quase inexistente produção científica nestas temáticas, que obriga muitos docentes a recorrer a teorias desenvolvidas noutras latitudes e realidades sociais, com o difícil desafio de adaptação à realidade moçambicana.
    “Desta forma, algumas instituições de ensino não são produtoras de conhecimento inovador, mas apenas reprodutoras de conhecimento já existente”, defende. “As organizações moçambicanas têm uma especificidade própria relacionada, por exemplo, com a predominância do informal, com a ausência de tecnologia, com a influência de relações familiares ao nível da gestão ou com a falta de integração do território”.
    Essa realidade não é captada nos livros técnicos de apoio ao ensino superior, pelo que importa que “comecemos a construir teorias melhor aplicadas à nossa realidade”, conclui a coordenadora.
    Celina Máquina explica que o primeiro número da revista estará pronto no final de 2020 e contará com a contribuição dos professores dos cursos de licenciatura e de pós-graduações, mas também dos mestrandos do Instituto Superior Monitor, que se encontram a terminar os seus projectos finais.
    De periodicidade anual, a revista Estudos Organizacionais pretende constituir um espaço privilegiado da investigação científica produzida no Instituto Superior Monitor.

    Desde o ano de 2019 que o departamento de pós-graduações do ISM ministra cursos de mestrado de cariz profissionalizante, nomeadamente em Gestão de Recursos Humanos, Sociologia do Trabalho e das Organizações e em Direito Empresarial.

  • O impacto e desafios da pandemia do novo coronavírus na Balança Comercial

    O volume do comércio de bens com o exterior apresentou, em 2019, no País, um comportamento estacionário, em relação ao ano anterior, tendo sido transacionados bens no valor total de 12.096.7 milhões de dólares norte-americanos, contra 11.956.5, em 2018, o que corresponde a uma variação positiva de 1.2 por cento.
    Estes dados foram anunciados pelo ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, no decurso do Webinar de reflexão sobre o impacto e desafios da pandemia do novo coronavírus na Balança Comercial de Moçambique, no contexto da SADC, ocorrido, sábado, 15 de Agosto, em Maputo.
    Conforme indicou o governante, o saldo da Balança Comercial deteriorou-se, em 2019, em 827 milhões de dólares, situando o défice em 2.758.9 milhões, contra os anteriores 1.931.9 milhões, em 2018, comportamento que resulta da queda das exportações e da subida das importações.
    “Em 2019, saíram do País bens no valor de 4.668.9 milhões de dólares, o equivalente a uma queda de 6.9 por cento, face aos 5.012.2 milhões, registados, em 2018”, referiu o ministro, acrescentando que “a entrada de bens, no País, registou um valor global de 7.427.8 milhões, o equivalente a um crescimento de 7.0 por cento, face aos 6.944.2 milhões registados, em 2018”.
    Excluindo os megaprojectos, as exportações, em 2019, situaram-se em 2.218.9 milhões, mais 23.7 por cento, face a 2018, enquanto as importações foram no valor de 6.525.5 milhões, mais 9.6 por cento, face a 2018.
    Num outro desenvolvimento, o titular do pelouro da Indústria e Comércio, referiu que a pandemia do novo coronavírus está, indubitavelmente, a impactar negativamente a economia moçambicana, bem como da região, tornando difícil a mobilidade de pessoas e mercadorias dum país para o outro, dificultando, deste modo, o fluxo do comércio.
    “Estes factores estão a concorrer para o agravamento do défice na conta corrente da balança de pagamentos, impactando negativamente na entrada de divisas em moeda externa, com particular destaque para o dólar norte-americano, tendo em consideração que o comércio internacional é a força motriz para o desenvolvimento de qualquer economia”, realçou.
    Apesar do choque que se verificou, no primeiro semestre do corrente ano, e que resultou num abrandamento significativo do nível de actividade empresarial, conforme enfatizou Carlos Mesquita, projecta-se, para o segundo semestre, uma tendência de recuperação gradual da actividade empresarial, podendo o nível da perda de facturação baixar de 65 por cento, para 32 por cento.
    Refira-se que o Webinar “Exportações vs Covid-19”, promovido pelo Ministério da Indústria e Comércio, em parceria com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, enquadra-se no âmbito das comemorações dos 40 anos da SADC e constitui uma plataforma de debate virtual

  • Vitória Diogo entrega kids de emprego em Marracuene

    Vitória Diogo, Secretária de Estado na província de Maputo, entregou, na terça-feira (11 de Agosto), "kits" de emprego a 17 jovens do distrito de Marracuene e sementes à Associação dos Camponeses de Bolaze, com mais de 200 membros.
    Os "kits" de auto emprego são para as áreas de refrigeração, carpintaria, pintura, mecânica auto, canalização, agricultura e construção civil.
    Na ocasião, a Secretária de Estado estimulou os jovens a valorizarem o esforço do Governo, através da geração de mais postos de trabalho e também de implementação de actividades concorrentes ao bem-estar de famílias e desenvolvimento do distrito de Marracuene.
    De notar que esta actividade teve lugar no quadro da visita de trabalho que Vitória Diogo cumpre ao distrito de Marracuene, com duração de dois dias.

  • Novo Laboratório de Paleontologia foi inaugurado na Gorongosa

    Durante a sua recente visita ao Parque Nacional da Gorongosa para as celebrações do Dia Mundial dos Fiscais de Fauna Bravia, a Ministra da Terra e Ambiente de Moçambique, Ivete Maibaze, inaugurou o novo Laboratório de Paleontologia do Parque.

    O Laboratório de Paleontologia foi construído para fornecer um espaço de trabalho adequado para estudar as recentes descobertas de fósseis de mamíferos na Gorongosa. O laboratório contém uma sala de colecção de fósseis, uma sala de trabalho para análise de fósseis, um escritório, uma sala de aula e uma sala de armazenamento (para todos os equipamentos de colecta e levantamento).

    Esta nova instalação é uma expansão bem-vinda para o Laboratório de Biodiversidade Edward O. Wilson, que foi inaugurado em 2014. O Laboratório está a apoiar inventários de biodiversidade e pesquisas ecológicas. Possui um laboratório molecular e possui colecções zoológicas e botânicas de espécies do Parque. Também é realizado um mestrado em tempo integral em Biologia da Conservação, com doze estudantes Moçambicanos.

    Com este novo Laboratório de Paleontologia, será possível exibir a coleção de fósseis, fornecer um espaço de trabalho para investigadores de paleontologia e primatologia (incluindo a Escola de Campo Oxford-Gorongosa anual) e adicionar outra sala de aula para programas educacionais, permitindo workshops de programas de mestrado em simultâneo.

    O Projecto Paleo-Primata da Gorongosa (PPPG) é liderado pela Dra. Susana Carvalho – Professora Associada de Paleoantropologia na Escola de Antropologia e Museu de Etnografia de Oxford, onde coordena o Laboratório de Modelos de Primatas para Evolução Comportamental no Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva. O Projecto está actualmente a formar e orientar vários estudantes Moçambicanos na área da paleontologia: Jacinto Mathe a nível de Mestrado / Doutoramento, Amélia Macôa, Clara Mendes e Açucena Nhantumbo a nível de licenciatura (Universidade Eduardo Mondlane). Tongai Castigo (que estuda paleobotânica) tem colaborado estreitamente com a equipa do PPPG e agora está a ter colaboração do Projecto num artigo sobre plantas fósseis. Outra estudante Moçambicana na área de primatologia é Rassina Farassi, que está a concluir o seu mestrado.

  • BCI entrega meios de proteção contra a COVID-19 em Tete

    O governador da província de Tete, Domingos Viola, recebeu do BCI, na quarta-feira (5), meios de proteção e de higienização, no âmbito do plano deapoio à prevenção contra a pandemia do novo Coronavírus, que o Banco está a levar a cabo em todo país.

    Constituído por máscaras faciais, recipientes, suportes para a lavagem das mãos e caixas de sabão, o material foi entregue no edifício do governo da província, pela directora comercial regional do BCI em Tete, Aida Muholove, numa cerimónia que contou ainda com a presença de membros do governo provincial e de colaboradores do BCI.

    Domingos Viola recordou, na ocasião, que “estamos mergulhados nesta fase delicada das nossas vidas devido ao cenário da COVID-19. Nós temos feito o nosso esforço, ao nível da província, para conter a propagação desta doença, e achamos que este material vai dinamizar um pouco mais e acrescentar valor às nossas contribuições, para que esta doença não atinja mais pessoas”. Prometeu “fazer chegar este material à população mais carenciada. Como sabem, a província é extensa. Há população lá nos distritos para a qual em algum momento é difícil conseguir uma máscara facial, um balde, sabão para fazer a higienização das mãos”. Apelou para que “mais parceiros possam ter esta boa vontade de dar um pouco àqueles que precisam”. A finalizar expressou os seus agradecimentos ao BCI “por se ter prontificado com este gesto, que é muito humano, neste exacto momento em que precisamos muito que tal aconteça, no sentido de contermos a propagação da doença”.

    Já a representante do BCI salientou que a oferta “constitui uma ação solidária que julgamos oportuna perante os desafios que a província e o país atravessam”. Aida Muholove manifestou ainda gratidão ao governo de Tete “por conceder ao BCI oportunidade de poder dar substância ao seu compromisso de trabalhar e apoiar as comunidades, onde está inserido”.

  • #FicaEmCasa do Standard Bank com gospel

    A 7ª edição do projecto social #FicaEmCasa, ocorrida, na noite de sexta-feira, 7 de Agosto, foi marcada pela exaltação ao amor e à esperança, através da música gospel.
    Volvidos sensivelmente quatro meses de confinamento, decorrente da pandemia do novo coronavírus, o projecto, promovido pelo Standard Bank, em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e a Televisão de Moçambique (TVM), juntou no mesmo espaço os artistas Alfa Thulana, Xixel Langa e Onésia Muholove.
    Cumprindo com a sua promessa, Alfa Thulana proporcionou ao público temas de cariz religioso, intercalado-os com o rock. A meio da sua actuação anunciou a primeira convidada da noite: a dinâmica compositora e entertainer, Xixel Langa, que arrasou com as suas enérgicas melodias afro jazz.
    Seguiu-se a vez da jovem cantora Onésia Muholove juntar-se, igualmente, à festa, cantando e encantando os corações dos amantes da música moçambicana. Um dos pontos mais altos da sua performance aconteceu quando cantou, em dueto, um tema gospel, com o cabeça de cartaz do espectáculo, Alfa Thulana.
    Transmitido através das redes sociais do Standard Bank e ainda pela TVM e pela Rádio Universitária da UEM, o show live alcançou, no Facebook, 2.494 pessoas, em tempo real, e obteve 139 likes, 167 comentários e 23 partilhas. No Instagram teve 93 likes e 87 comentários.
    “Foi uma grande bênção. Estou feliz por ter participado neste projecto. Aliás, durante os preparativos do evento já se antevia que seria um sucesso, pois as equipas de trabalho demonstraram grande profissionalismo”, comentou Alfa Thulana, momentos após o show.
    Trata-se, segundo disse, de uma iniciativa nobre, na medida em que, além de ser de cariz educativa, faz com que os músicos não fiquem ociosos, uma vez que cria uma oportunidade para puderem fazer o que mais gostam: cantar e tocar vidas, através da música.
    “A música tem o poder para transformar situações negativas em positivas, pelo que espero que as pessoas que nos acompanharam nesta noite tenham sido tocadas, através das nossas composições nesta iniciativa proporcionada pelo Standard Bank e seus parceiros”, frisou.
    Para Xixel Langa, foi um evento fantástico: “Adorei muito. A organização foi impecável, a partir do cumprimento do horário até à qualidade do som. A minha participação foi especial, misturada com a música gospel de Alfa Thulana e a afinada voz da Onésia”, afirmou.
    A participação de Onésia Muholove resumiu-se em duas composições que retratam o amor, paz e conforto. No final agradeceu ao banco pela oportunidade: “Agradeço bastante pela oportunidade. Tenho a certeza de que aproveitei a ocasião para ganhar mais notoriedade e contribuir ainda no combate à Covid-19”, concluiu.
    Importa realçar que esta iniciativa visa, essencialmente, entreter, através da arte, as pessoas durante o período de isolamento social, disseminando mensagens sobre a prevenção da Covid-19.

  • Covid-19: UE elogia plano de contingência da Portucel em Moçambique

    A União Europeia (UE) reconheceu o plano de contingência da empresa portuguesa Portucel pelo seu plano de contingência contra a covid-19 em Moçambique, anunciou hoje a companhia em comunicado.

    A nota diz que a UE distinguiu a eficácia da abordagem adotada pela Portucel na prevenção do novo coronavírus junto dos trabalhadores, suas famílias e comunidades residentes na área de implementação do projeto da companhia nas províncias de Manica e Zambézia, centro de Moçambique.

    As medidas específicas adotadas incluem o contato "porta a porta" em detrimento das reuniões com toda a comunidade, manutenção do Programa de Desenvolvimento Social em paralelo com os cuidados de proteção, fornecimento de "sprays" desinfetantes para as ferramentas usadas pelos trabalhadores no campo, distribuição de gel desinfetante e de material e equipamento às autoridades distritais na área de influência do projeto.

    "As prioridades deste plano visam proteger os funcionários e as suas famílias, salvaguardar a continuidade operacional e os empregos, prestando, ao mesmo tempo, apoio contínuo às comunidades cuja necessidade se tornou ainda mais importante num contexto de agravamento das condições socioeconómicas causadas pela pandemia", refere o comunicado.

    O plano de contingência que a Portucel está a seguir em Moçambique está em linha com as diretrizes definidas pela The Navigator Company, entidade detentora da Portucel, e pelas autoridades moçambicanas e está adaptado às necessidades específicas do projeto no país africano.

    Em Moçambique, a Portucel está a desenvolver um projeto florestal com um investimento de longo prazo avaliado em 2,5 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros), destaca o comunicado.

    O empreendimento prevê exportações anuais estimadas, na primeira fase, de 100 milhões de dólares (84,4 milhões de euros) e, na segunda fase, de mil milhões de dólares (844 milhões de euros).

    Na primeira fase, serão gerados mais de 2.000 empregos e, na segunda fase, mais de 8.000 postos de trabalho.

    Moçambique regista um total de 2.029 casos positivos de covid-19, 15 mortos e 765 pessoas dadas como recuperadas, segundo as últimas atualizações.

    A pandemia de covid-19 já provocou mais de 701 mil mortos e infectou mais de 18,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

    A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

    PMA // PJA

    Lusa

  • BCI doa material de prevenção contra a COVID-19 na Zambézia

    O BCI ofereceu, há dias, um lote de meios de proteção e de higienização, ao Gabinete da Esposa do Governador da província da Zambézia, na cidade de Quelimane. A entrega do material, composto por recipientes para a lavagem das mãos e respectivos suportes, máscaras faciais e caixas de sabão, insere-se no Plano do BCI de apoio à Prevenção contra a pandemia do novo Coronavírus.

    A Esposa do Governador da Zambézia, Margarida Matos, que recebeu o material, enalteceu o gesto, salientando que “juntos somos mais fortes”, e assegurou que “estes produtos de higienização hão de chegar às localidades da nossa província”.

    Em representação do BCI, a directora comercial regional, Sara Manhica, agradeceu, por seu turno, a oportunidade dada ao Banco de fazer parte dos esforços que estão a ser desenvolvidos para fazer face ao flagelo. Frisou ainda que com o apoio o BCI pretende ajudar a minimizar os efeitos nefastos da pandemia, naquela província da região centro de Moçambique.

    Recorde-se que, no actual contexto de luta contra a Covid-19, através da sua rede de Agências, o BCI está a canalizar apoios a unidades hospitalares e centros de saúde, ao nível provincial, distrital e dos postos administrativos, em todo o País.

  • Alfa Thulana #FicaEmCasa

    Pioneiro do gospel contemporâneo no País, o cantor Alfa Thulana vai-se apresentar, nesta sexta-feira, como figura de cartaz, do espectáculo musical, a ser transmitido ao vivo nas redes sociais do Standard Bank e ainda pela Televisão de Moçambique (TVM) e a Rádio Universitária da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
    O artista, cujo estilo musical é predominado pela fusão do jazz ao gospel contemporâneo, com influência de afro-fusion e funky, executa também músicas acapella, devido à sua devoção pela harmonização vocal.
    Trata-se do prosseguimento do projecto social #FicaEmCasa, promovido pelo banco, em parceria com a televisão pública moçambicana e a UEM, visando disseminar mensagens sobre a prevenção da Covid-19 e ainda proporcionar interacção dos artistas com o público.
    “Neste show vou fazer o casamento entre dois estilos, para agitar a noite de sexta-feira, nomeadamente o gospel e o jazz, sendo que vou levar ao público mensagens de amor, esperança, fé e compaixão’’, referiu Alfa Thulana.
    Para o músico, os shows live promovidos pelo banco, constituem uma grande oportunidade para incentivar o convívio nas famílias, bem como veicular mensagens educativas sobre a prevenção da Covid-19, assim como em relação a outros aspectos da vida.
    Por outro lado, conforme Alfa Thulana explicou, se não fosse por causa deste tipo de iniciativas os músicos não teriam trabalho, após todos os shows terem sido cancelados por causa do isolamento social.
    Para enriquecer ainda mais a sétima edição do projecto social #FicaEmCasa, Alfa Thulana vai partilhar o palco com duas conceituadas cantoras, designadamente Xixel Langa e Onésia Muholove.
    Xixel Langa é uma dinâmica vocalista de jazz. Filha do músico Hortêncio Langa, Xixel esteve destinada a brilhar em palco.
    Refira-se que este projecto social tem contribuído para a dinamização da cultura, em particular a música, através da exposição dos artistas, numa altura em que está vedada a realização de espectáculos musicais. em cumprimento das medidas decretadas no âmbito do Estado de Emergência, devido ao novo Coronavírus.

  • BCI e Instituto Agrário de Boane unidos face à COVID-19

    O Instituto Agrário de Boane (IAB), em Maputo, recebeu,na quarta-feira (5), do BCI, um lote de meios de proteção e de higienização composto por estruturas metálicas e respectivos recipientes, que permitem higienizar usando pedais; centenas de máscaras faciais e dezenas de viseiras.

    Em representação do BCI, Henrique Macamo, gerente afecto à Agência de Boane, afirmou que com a oferta o Banco pretende dar o seu contributo nos esforços que estão a ser desenvolvidos naquela instituição de ensino técnico, no actual contexto. E encoraja o Instituto a “continuar a ser um vector importante na prevenção contra a pandemia, criando condições para que professores, estudantes e funcionários administrativos possam exercer a sua actividade num ambiente cada vez mais saudável”.

    A directora do IAB, Rosalina Macie, expressou, por seu turno, satisfação pelo gesto de solidariedade do Banco: “é nosso propósito honrar a confiança que depositaram em nós, ao escolherem a nossa instituição para a atribuição destes materiais. Acreditamos que fazer o melhor uso possível dos recursos atribuídos constitui a melhor forma de honrar quem nos distingue com o seu apoio” – disse.

    Já João Chambal, chefe de repartição de administração e planificação, em representação dos serviços distritais de educação juventude e tecnologia de Boane, louvou igualmente a iniciativa, acrescentando que “como sabem esta instituição tem alunos em regime de internato. Quando voltarem estarão ainda mais seguros e provavelmente o processo de ensino e aprendizagem poderá decorrer de forma mais agradável e com mais segurança”.

    Refira-se que oIAB existe desde 21 de setembro de 1988 e está vocacionado para a formação de técnicos médios agro-pecuários. Actualmente conta com 420 formandos, 38 formadores e 30 funcionáriosadministrativos.

    Fundado em 1996, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) é uma das principais instituições financeiras de Moçambique, mantendo, hoje, a posição cimeira do sistema bancário no que diz respeito aos volumes de crédito, depósitos e activos, e com a maior rede comercial do país. No contexto de luta contra a pandemia do novo Coronavírus, está a desencadear um conjunto de acções de apoio em todo o país, no âmbito do seu programa de responsabilidade social.

  • Empresários brasileiros interessados em Agro-negócios em Moçambique

    Empresários brasileiros manifestaram, durante o Economic Briefing, organizado recentemente pelo Standard Bank, o interesse em investir no agronegócio em Moçambique, dado o potencial agroecológico e as oportunidades que o País oferece neste sector, considerado um dos mais promissores.O evento, que decorreu em forma de "webinar", foi concebido especificamente para empresários brasileiros baseados naquele país latino-americano, mas com empreendimentos ou interesses em Moçambique e tinha como objectivo apresentar o ambiente e as perspectivas macroeconómicas, bem como as oportunidades de investimento existentes em diversos sectores no nosso País.
    Na sua intervenção de abertura, o administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, realçou o facto de o "webinar" decorrer numa altura em que estão a ser feitos enormes investimentos no sector do gás na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.
    "Estes investimentos constituem uma oportunidade ímpar para as empresas moçambicanas e brasileiras, e esperamos que ajude a tomar as melhores decisões em relação às áreas de investimento", disse.
    Para a directora-geral do escritório do Standard Bank no Brasil, Natália Dias, os projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) que estão a ser desenvolvidos na bacia do Rovuma, e que vão colocar Moçambique na lista dos cinco maiores produtores e fornecedores deste importante recurso energético no mundo, têm potencial para dinamizar diversos sectores no País, tais como os de agronegócio, transporte, logística, entre outros.
    "É um momento histórico para Moçambique, por isso organizamos este evento para partilhar as informações sobre as oportunidades de investimento, bem como a experiência do Standard Bank, que tem sido parceiro de diversas empresas multinacionais (incluindo brasileiras) e do Governo local", sublinhou Natália Dias.
    Durante o evento, os empresários brasileiros apresentaram questões ligadas às taxas de juro aplicáveis ao sector, às ligações existentes entre os produtores, a indústria e o mercado consumidor, ao escoamento, aos incentivos oferecidos pelo Governo a quem pretende investir no sector, entre outras.
    Na ocasião, para além de apresentar o ambiente e as perspectivas macroeconómicas, o economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, falou da experiência do banco no agronegócio e partilhou informações relevantes sobre o sector no País.
    Referiu-se ao projecto “Sustenta”, promovido pelo Governo, através do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, como um claro indicador da vontade de alavancar e dinamizar o sector do agronegócio no País.
    "Através deste projecto, o Governo fornece aos produtores técnicas e equipamentos agrícolas, na perspectiva de que as pessoas abandonem a enxada e as práticas rudimentares, e passem a usar maquinaria moderna para a produção", disse, acrescentando que “numa fase inicial, o projecto Sustenta foi implementado em duas províncias (Nampula e Zambézia), e a partir deste ano passa a ser em todo o País. O objectivo é começar a transformar a agricultura de subsistência numa agricultura mais mecanizada e mais virada para o mercado”, explicou o economista-chefe do Standard Bank aos potenciais investidores brasileiros.
    O Standard Bank é um dos poucos bancos da praça que está directamente envolvido em vários sub-sectores agrários de grande impacto ao nível do País, como por exemplo, o de cereais (milho para a produção de cerveja e ração para a indústria avícola), mandioca (para a produção de cerveja) açúcar (convencional e orgânico), avicultura, tabaco, banana, entre outros.
    Ao apoiar este sector, o banco acredita que estará, também, a dinamizar outras áreas de negócio, incluindo produtores, empresas de transporte e logística, pequenas e médias empresas (PME), grandes empresas, grossistas, retalhistas.
    Importa realçar que o Economic Briefing, que foi apresentado numa sessão de videoconferência em respeito às medidas de prevenção da Covid-19 em vigor no Brasil e também em Moçambique, é um evento promovido pelo banco, para apoiar os empresários no processo de tomada de decisão, através da partilha das expectativas da evolução da economia moçambicana, regional e mundial. FOTO: Natália Dias

  • Galp ajuda crianças de Nampula a defenderem-se da COVID-19

    A Fundação Galp e a Helpo celebraram o dia da criança africana junto da Comunidade de Natôa, Província de Nampula, com a entrega de 273 kitscompostos por máscaras, produtos de higiene e material informativo às crianças da Escola Secundária local.

    Com as aulas suspensas pela declaração do Estado de Emergência em todas as escolas do país, a Fundação Galp e a Helpo aproveitaram as deslocações dos estudantes à escola, em períodos de recolha ou entrega de fichas de exercícios, para sensibilizarem as crianças sobreos cuidados de saúde relacionados com a prevenção à COVID-19.

    Cada kité composto por duas máscaras e sabão, produtos de muito difícil acesso nas comunidades mais remotas da Província de Nampula. Os alunos receberam também um folheto informativo sobre as medidas de prevenção contra a COVID-19. A distribuição doskitsserá feita ao longo de vários dias e de forma sequenciada, observando as restrições e recomendações no âmbito da pandemia do coronavírus.

    A actuação da Fundação Galp e da Helpo na região norte de Moçambique, nomeadamente nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, tem sido particularmente dinâmica nas áreas da educação e saúde, através do projeto Educar para o Futuro, que beneficiadirectamente cerca de 3.000 estudantes, através da atribuição de bolsas de mérito, distribuição de manuais e apoio alimentar.