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  • Propinas de estudantes passam a ser pagas via mKesh da mcel

    Os estudantes do Instituto de Educação e Gestão (IEG) poderão pagar as suas propinas, entre outros serviços, sem quaisquer custos adicionais por meio do telemóvel, via mKesh, a primeira solução de serviços financeiros móveis em Moçambique.
    Para o efeito, um memorando de entendimento foi celebrado, terça-feira última, no município da Matola, província de Maputo, entre o IEG e a Carteira Móvel, uma empresa participada pela mcel, por ocasião das comemorações dos 21 anos de criação daquele estabelecimento de ensino.
    Na ocasião, foram sorteados cinco iPads, oferecidos pela mcel-Moçambique Celular, para alguns estudantes, no âmbito da parceria existente entre ambas instituições.
    Aurélio Matavel, gestor do mKesh e chefe de operações na Carteira Móvel, disse a-propósito do memorando de entendimento, que se trata de “um marco histórico, em que o IEG se torna na primeira instituição de ensino que faz a integração directa com a Carteira Móvel, através do mKesh, para efeito de pagamento de propinas”.
    “Esperamos que outras instituições de ensino superior adiram a este produto em todo o País, pois é uma ferramenta que concede facilidade única para os estudantes poderem fazer o pagamento das suas propinas e outros serviços, em qualquer momento e lugar”, realçou Aurélio Matavel.
    Por sua vez, Pedro Cruz, director do IEG, explicou que “sorteamos cinco iPads e outros brindes, porque a mcel se associou, em Novembro último, à nossa campanha de angariação de novos alunos e decidiu oferecer iPads a alguns alunos de 2013”.
    “Também houve uma parceria assinada com o mKesh que vai tornar o IEG na primeira escola a beneficiar de uma experiência piloto de pagamento de propinas entre outros serviços, através do sistema mKesh, sem quaisquer custos para os alunos”, finalizou Pedro Cruz.

  • “SMS para a Vida”: mcel contribui para redução das taxas de mortalidade infantil

    O Ministério da Saúde, a mcel e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) assinaram, na última quarta-feira, em Maputo, um Memorando de Entendimento que dá início ao projecto “SMS para a Vida”, visando contribuir para a redução das taxas de mortalidade infantil e melhoria da saúde materna, para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
    A cerimónia teve lugar no Ministério da Saúde e foi testemunhada pelo Director Nacional de Saúde Pública, Mouzinho Saíde, o Presidente do Conselho de Administração da mcel, Teodato Hunguana e o Representante Adjunto interino do UNICEF, Emanuele Capobianco.
    O projecto “SMS para a Vida” visa apoiar o MISAU a melhorar, através dos Serviços de Mensagens Curtas (SMS), o nível de informação do público sobre as práticas de prevenção relacionadas com as principais doenças existentes no País, e sobre a utilização dos serviços de saúde pela população.
    Como parte deste projecto, que tem a duração inicial de três anos, a mcel disponibilizará ao MISAU, a utilização da sua plataforma de SMS como um canal de comunicação para enviar a todos os assinantes da mcel, incluindo o serviço pré-pago e de contrato, mensagens de texto (SMS) com recomendações sobre saúde e outros elementos relativos à promoção dos direitos da criança.
    A mcel vai também disponibilizar a inclusão das mensagens no serviço de recarga automática giro e serviço Mbip. As mensagens serão divulgadas mensalmente, podendo a frequência aumentar em caso de emergências humanitárias e de epidemias graves, como parte da resposta de emergência do MISAU.
    “A mcel, no âmbito das suas acções de responsabilidade social corporativa, privilegia também acções onde a sua tecnologia pode ser aplicada para o bem das comunidades moçambicanas e, neste projecto específico, irá permitir que os seus mais de 5 milhões de clientes beneficiem de informações relacionadas com os cuidados de saúde pública e deste modo contribuir para o melhoramento da qualidade de vida das populações”, disse o PCA da mcel, Teodato Hunguana.
    Por seu turno, o Director Nacional de Saúde Pública, Mouzinho Saíde, referiu que “no âmbito da sua responsabilidade nacional de planificação de Saúde, o MISAU começou recentemente a contemplar o uso da telefonia móvel e da tecnologia SMS nos seus programas de promoção de saúde. Acreditamos que o maior aproveitamento destas tecnologias irá contribuir de forma significativa para o aumento do conhecimento de um segmento importante da população em relação aos cuidados primários de saúde e de protecção da criança”.
    As mensagens deste projecto serão produzidas pelo MISAU com a assistência técnica do UNICEF, com base na mais recente edição do manual Saúde e Vida, publicado pelo UNICEF, OMS, UNESCO, FNUAP, PNUD, ONUSIDA, PMA, Banco Mundial e lançado em Moçambique pelo Ministério da Saúde em Abril de 2011. Este manual baseia-se nas mais recentes descobertas científicas de médicos e especialistas em desenvolvimento infantil de todo o mundo, e contém informação vital apresentada em linguagem simples que ajuda a salvar, a melhorar e a proteger a vida das crianças, evitando mortes maternas e de crianças, doenças, lesões e violência.
    “Este é mais um exemplo de uma Parceria Público-Privada inovadora e estratégica para o país, e do papel crucial que o sector privado pode desempenhar, com os seus meios técnicos e recursos, no apoio aos esforços nacionais para a promoção da saúde e da protecção dos direitos da criança”, disse o Representante Adjunto do UNICEF interino, Emanuele Capobianco.

  • BCI e Fundação Malangatana são parceiros

    O BCI celebrou um Acordo de Parceria com a Fundação Malangatana, no âmbito da sua Política de Responsabilidade Social e do contínuo esforço de promoção do desenvolvimento da cultura moçambicana.

    Com este acordo, o BCI pretende garantir uma parceria de apoio mecenático à Fundação Malangatana que contribua para perpetuar a memória do Mestre Malangatana Valente Ngwenya, falecido em 2011, e renovar o interesse dos moçambicanos, sobretudo dos mais jovens, na descoberta e estudo da sua obra, tão relevante para as artes plásticas do nosso país e uma referência a nível internacional.

    Uma das primeiras formas de dar visibilidade a esta parceria e de alcançar estes objectivos será consubstanciada na aplicação em paredes das Agências bancárias do BCI de imagens reproduzindo detalhes de obras de arte da colecção do Banco, entre as quais painéis em ferro que estiveram expostos na Agência Sede do Banco, uma obra original do mestre Malangatana, exclusiva do acervo do BCI. Estes painéis estão a ser recuperados e serão oportunamente colocados em local de acesso ao público.

  • 35 milhões usd para agro-negócios

    Vai ser lançado, dentro de dias, em Moçambique, um programa de desenvolvimento de agro-negócios e apoio ao estabelecimento de fundo de garantia de empréstimo, num investimento fixado em 35,6 milhões de dólares norte-americanos – o equivalente a 1,1 mil milhões de meticais.

    Com efeito, para a sua operacionalização teve lugar, recentemente, em Maputo, a primeira reunião para a constituição do comité directivo do programa, órgão que integra representantes dos financiadores, bancos, sector privado, sociedade civil e Ministério da Agricultura.

    Denominado “Agro – Investe”, a iniciativa conta com o financiamento do Governo da Dinamarca, em 33,1 milhões de dólares, enquanto que os remanescentes 2,5 milhões de dólares serão alocados pela GAPI – Sociedade de Investimentos.

    O programa, segundo um comunicado de imprensa a que o “Notícias” teve acesso, pretende, igualmente, a apoiar o empresariado nacional no sector de agro-negócios e reforçar a capacitação institucional do Ministério da Agricultura, concretamente o CEPAFRI e a Direcção de Economia.

    O projecto terá a duração de quatro anos e tem programado um orçamento na ordem de 45 milhões de meticais especificamente para o financiamento de jovens na área de agro-negócios.

    Enquanto isso, as instituições micro-financeiras rurais irão beneficiar de uma verba de 33 milhões de meticais, no âmbito do melhoramento do acesso aos serviços financeiros à população, especialmente aos produtores de cana-de-açúcar, destinada à venda à indústria açucareira.

    Segundo o documento, o Agro-Investe vai centrar as suas atenções nos pequenos e médios produtores, tendo em vista aumentar o crescimento económico e ajudar na criação de empregos, em prol da população pobre, através do incentivo à produtividade das pequenas e médias empresas.

  • GALP: É urgente Moçambique estar no mercado do gás

    O presidente da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, considerou esta quarta-feira «urgente» Moçambique entrar
    no mercado de exportação de Gás Natural Liquefeito (LNG), alertando para o perigo de redução do valor do recurso em
    caso de atraso.
    Ao longo da Bacia do Rovuma, norte de Moçambique, decorre uma das maiores pesquisas e prospeções de petróleo,
    feitas por uma dezena de multinacionais petrolíferas, entre elas a portuguesa Galp Energia, bem como a norteamericana
    Anadarko, a malaia Petronas (malaia), a canadiana Artumas, a italiana ENI, a norueguesa Norsh Hydro, entre
    muitas outras.
    Moçambique prevê iniciar em 2018 a venda de gás natural descoberto na costa marítima da província de Cabo Delgado,
    o que poderá contribuir para o Produto Interno Bruto em 13 por cento, contra os atuais 1,7 por cento, dos recursos
    naturais no geral.
    Falando na Conferência Internacional sobre Gás, que hoje arrancou em Maputo, Ferreira de Oliveira disse que
    «Moçambique tem um papel chave no desenvolvimento desta capacidade de produção imprescindível para o
    abastecimento de energia no mundo».
    Mas, acrescentou, «se Moçambique se atrasar no desenvolvimento dos projetos isso será um estímulo a que outros
    apareçam», uma vez que «a posição de Moçambique está quase equidistante do mercado Europeu, da América do Sul e
    do extremo Oriente».
    MINERADORA

  • Porto de Nacala a partir de amanhã vai ser gerido por empresa privada

    O Porto de Nacala, na província de Nampula, passa a partir de amanhã, 15 de Março, a ser gerido por uma empresa de capitais nacionais, denominada de Portos do Norte, naquilo que constitui o desfecho feliz de uma longa negociação com o actual concessionário, o CDN – Corredor de Desenvolvimento do Norte.

    A Portos do Norte é uma sociedade anónima, cujos capitais são totalmente subscritos e realizados por cidadãos nacionais, agrupados em várias sociedades e pela empresa pública Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique. As mesmas sociedades privadas são detentoras de 15 porcento do capital da SDCN, empresa que conjuntamente com os CFM, constituem o CDN, sendo o accionista maioritário a Vale Emirates.

    De acordo com o seu presidente da comissão executiva, Fernando Amado Couto, decorrem os últimos preparativos negociais com o CDN, de forma que seja cumprido o prazo estabelecido para a tomada da gestão do mais importante porto da zona norte do país.

    Fernando Amado Couto explicou que a nova empresa tem planos para uma melhoria da eficiência dos serviços, tendo sido adquiridos equipamentos de manuseamento de contentores e delineado um plano que vai permitir a melhoria da circulação de camiões dentro do recinto portuário e dos acessos ao próprio porto.

    A comissão executiva das Portos do Norte integra ainda Carlos Mucapera, como director de Finanças, Leonilde Loide Bazar, directora de Administração e Recursos Humanos e ainda Agostinho Langa, como director de Operações. Para o reforço da equipa de gestão, a empresa assegurou a contratação de vários técnicos com experiência na área portuária.

    Ainda de acordo com Fernando Amado Couto, está contratada a assistência de uma empresa de renome do Sri Lanka, para assegurar a manutenção dos equipamentos portuários, na sua opinião “uma das questões mais complexas que se nos coloca porque não existem, no mercado nacional, quadros técnicos em número suficiente”. Para além desta missão, devem, durante o período de vigência do contrato de dois anos, assegurar a formação de técnicos moçambicanos.

    Esta decisão da gestão do Porto de Nacala, fundamental para a economia da zona norte do país e para alguns países do hinterland, já havia sido tomada desde o ano passado. A sua efectivação só agora se torna possível, na medida em que foram longas e complexas as negociações, nomeadamente na reestruturação accionista do CDN e do posicionamento no Corredor de Nacala.

    De acordo com o seu director executivo, “trata-se de uma manifestação clara de que os interesses nacionais podem e devem estar assegurados nos grandes projectos, e que existe capacidade interna, quer a nível de gestão, quer da mobilização de recursos financeiros e só desta forma os mesmos se tornam sustentáveis a médio e longo prazos”.

    Espera-se a realização de uma cerimónia que envolva os novos gestores e todos os trabalhadores do Porto de Nacala, em data a anunciar. “Antes de festejar; um importante facto para a economia do país importa demonstrar de imediato o trabalho e a implementação de medidas que sirvam os clientes e utentes do Porto. Dar uma nova imagem ao porto de águas profundas de Nacala”, comentou Couto.

  • Vale abre clínica da noite

    A companhia mineira brasileira Vale, no contexto do seu programa de responsabilidade social, em parceria com o Governo províncial de Tete e outros parceiros na luta contra o HIV/SIDA, acaba de abrir uma "clínica da noite" na região de Moatize, informa a agência AIM.

    Para a construção das instalações, a Vale investiu cerca de seis milhões de meticais numa parceria público-privada que conta ainda com participação da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), através do Centro Internacional para a Saúde Reprodutiva (CISR).

    Um comunicado da Vale, recebido pela AIM, destaca que a USAID através da CISR dará apoio directo aos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social de Moatize, no apetrechamento da clínica, formação do pessoal e na implementação de programas de prevenção e combate ao HIV/SIDA.

    A clínica vai assistir principalmente camionistas, trabalhadoras do sexo e jovens atraídos pelas oportunidades de emprego naquela região, garantindo o aconselhamento e testagem do HIV, assim como o tratamento de doenças sexualmente transmissíveis.

    Azélia Novela, Directora dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social de Moatize, mostrou-se satisfeita com os meios disponibilizados e reconheceu o esforço dos parceiros que se juntaram para melhorar as condições de atendimento dos cidadãos.

    Ela referiu ainda que a clínica irá funcionar no período das 16 às 22 horas locais. "Habitualmente, atendemos 30 pessoas por dia, mas a partir de agora, com estas instalações, o número vai certamente aumentar", acrescentou.

    Anteriormente, a clínica funcionava em dois pequenos contentores adaptados à função.

    Localizada à entrada da Vila de Moatize, um emergente pólo de desenvolvimento económico com cerca de 40 mil habitantes, ao longo da Estrada Nacional número 123, a construção da clinica durou sete meses.

    As novas instalações foram inauguradas pelo Governador da província de Tete, Ratxide Akyiamungo Gogo, em cerimónia presenciada pelo Director de Operações da Vale, Altiberto Brandão, e Mbate Matandalasse, em representação do Centro Internacional para a Saúde Reprodutiva, e ainda Elsa da Barca, Administradora do Distrito de Moatize.

  • “Mulheres Africanas” a Caminho de Portugal

    O filme “Mulheres Africanas – A Rede Invisível” do realizador Carlos Nascimbeni e Produção da Cinevideo Produções será exibido no Ciclo de Cinema “Cine-ONU / Direitos e Desenvolvimento” no próximo dia 21 de Março pelas 18 horas no Auditório da CPLP em Lisboa. A projecção do filme será seguida de uma conversa/debate com alguns convidados e possibilidade de participação por parte do público.

    Filme retrata o poder de transformação de heroínas africanas, o panorama das conquistas e as lutas das mulheres deste continente no último século. Além disso, o longa celebra as vitórias das mulheres comuns que encaram os desafios do dia-a-dia com esperança e determinação.

    O Ciclo de Cinema “Cine-ONU / Direitos e Desenvolvimento” é uma iniciativa conjunta da Plataforma Portuguesa das ONGD e do Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) que teve início em 2012. O Ciclo de Cinema visa informar e consciencializar os portugueses para as questões relacionadas com o desenvolvimento, e tem exibições mensais, todas seguidas de um debate. As sessões são sempre abertas ao público, totalmente gratuitas.

    Cinco representantes e pilares do continente

    “Mulheres Africanas” mostra Graça Machel, política e ativista, esposa de Nelson Mandela; Leymah Gbowee, vencedora do Prêmio Nobel da Paz; Mama Sara Masari, empresária de grande projeção na Tanzânia, Luisa Diogo, ex-Primeira Ministra de Moçambique, e Nadine Gordiner, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura.

    “Elas são as vozes dessa obra que ratifica a influência, o poder e a importância da mulher em um continente tão diversificado e ainda pouco explorado e o privilégio de conhecer essas histórias ajuda a desvincular os estereótipos.Como por exemplo, a Leymah Gbowee, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, como imaginar que uma mulher conseguiu a paz na Libéria? Só através da projeção de um Prêmio Nobel que é capaz de fazer com que a história ultrapasse os limites do continente” – ressalta Mônica Monteiro presidente da Cinevideo Produções.

    A bravura, o comprometimento com a comunidade e o meio em que vivem são essências da maioria dessas mulheres que, do norte do Egito ao sul da África do Sul, erguem-se diante das desigualdades e injustiças. Em meio às milhares de línguas, às particularidades da religião e cultura onde vivem, elas fortalecem um coro contra os preconceitos, hasteando bandeiras não apenas em causa própria, mas em causa da África.

    Carlos Nascimbeni, o diretor privilegiado por ter a oportunidade de interagir com mentes tão poderosas, conta que elas foram escolhidas por sua atuação nos países e pelo reconhecimento internacional “A rede invisível no título do filme é uma referência a uma grande teia formada por milhões de africanas que têm como missão prover a África e no documentário, destaco a atuação desta mulher comum que articula o tecido social africano e forma líderes locais sem as quais a sociedade não existiria”disse Nascimbeni.

    Luisa Diogo, por exemplo, foi escolhida pela atuação na reconstrução de Moçambique; Graça Machel, por sua história na luta pela libertação, educação e envolvimento na questão do casamento de jovens meninas; Sara Masasi, da Tanzânia, por atuar no comércio e da indústria, e ter sua voz em um país muçulmano; Nadine Gordimer, prêmio Nobel de Literatura, por ser uma grande escritora que não recuou na luta contra o apartheid, e Leymah Gbowee, Prêmio Nobel da Paz, por sua luta conta o tirano Charles Taylor e liderança das mulheres da Libéria para conseguir a paz – detalha o diretor, que começou o trabalho em 2011 e levou 14 meses para concluir a obra.

  • 125 licenças software para a Universidade Politécnica

    A Universidade Politécnica, através da FUNDE –Fundação Universitária para o Desenvolvimento da Educação, recebeu na última terça-feira, em Maputo, um total de 125 licenças de software, para projectos e engenharia destinados à formação de estudantes, oferecidas pela Auto Desk, através da empresa brasileira de construção civil Camargo Corrêa, actualmente a operar em Moçambique.
    O software, denominado "Autodesk Building Design Suite" é do tipo CAD – Computer Aided Design (Desenho Auxiliado por Computador) e é utilizado, principalmente, para a elaboração de peças de desenhos técnicos em duas dimensões (2D) e ainda para a criação de modelos tridimensinoais (3D).
    Além dos desenhos técnicos, o software disponibiliza, igualmente, vários recursos para visualização em diversos formatos e é amplamente utilizado para projectos e engenharia.
    De acordo com Rosânia Silva, directora executiva da FUNDE – Fundação Universitária para o Desenvolvimento da Educação – a oferta feita pela Camargo Corrêa representa para a Universidade Politécnica "um grande avanço e constitui um salto em termos qualitativos".
    “O software que recebemos é de tecnologia de ponta e dos melhores que há actualmente no mundo de engenharia e de construção civil, daí que esta oferta represente, para nós, um grande salto e avanço porque, de agora em diante, os nossos laboratórios ficarão melhor apetrechados e bem preparados para a formação de estudantes” – realçou Rosânia Silva.
    Por sua vez, Fernando Stabile Bustos, representante da empresa Camargo Corrêa em Moçambique, disse, durante a entrega das 125 licenças, que a oferta visa "fortalecer os processos educacionais levados a cabo pela Universidade Politécnica, facto que permitirá que os estudantes que frequentam os seus cursos nesta instituição tenham facilidades de se empregar e, no futuro, exercer a sua profissão com liderança tanto no País, no continente africano e no mundo em geral".
    De referir que, a par da oferta das 125 licenças, a empresa Camargo Corrêa vai trazer, do Brasil, formadores para capacitar alguns docentes da Universidade Politécnica, de modo a que os mesmos, por sua vez, possam servir de multiplicadores juntos dos estudantes.

  • Sukuma regressa a casa

    Na hora do seu regresso à casa, o compositor e intérprete Stewart Sukuma realizou um espectáculo no último fim-de-semana, em Maputo, como forma de agradecer aos seus parceiros que contribuíram para a concretização do seu sonho em consolidar o projecto “Boleia Africana”.
    Acompanhado pela Banda Nkhuvu, Sukuma, mais uma vez, demonstrou ser um músico comprometido com a divulgaçấo de ritmos tradicionais e contemporâneos do nosso País, brindando a assistência com vários temas do seu vasto repertório, tais como “Felismina”, “Xitchuketa Marrabenta”, “Carangueijo”, “Julieta”, entre outros.
    No final do espectáculo, Sukuma aproveitou a ocasião para manifestar o seu apreço para com todos os que, directa ou indirectamente, têm acreditado no seu talento.
    “ Ai vai o nosso kanimambo para todos aqueles que apoiaram a nossa ida a São Paulo, no Brasil. Dia 24 de Fevereiro ficou na história dos espectáculos que aconteceram no Auditório de Ibirapuera, em São Paulo” frisou.
    Por seu turno, o espectador Totoni Quaresma, que confessa ter aplaudido o espectáculo de Stewart Sukuma, do "princípio ao fim", diz que “Stewart Sukuma esteve à altura dos seus pergaminhos, foi sempre o Sukuma que estamos habituados a ver, com algumas surpresas em termos de indumentária da banda e em termos de inovaçao; ele é um músico que está sempre em evolução e é muito batalhador”.

  • Hoje é dia da Mulher

    Hoje é Dia Internacional da Mulher. A data será marcada pelo lançamento, em Moçambique e em todo o mundo, da canção “Uma Mulher” escrita para homenagear as mulheres, as suas lutas e conquistas.

    Esta música, criada pela primeira vez para as Nações Unidas, celebra actos de coragem e determinação da mulher que, diariamente, contribui para o desenvolvimento e para a paz no seu país e comunidade. Contudo, chama atenção para a necessidade de mudança em atitudes e normas que perpetuam discriminação e violência contra as mulheres.

    Os autores da letra inspiram-se em histórias de mulheres cujas batalhas para o acesso à educação, rendimentos, saúde e uma vida digna sem violência contaram, ao longo dos tempos, com o apoio da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Género e Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres).

    Além dos contextos culturais, religiosos e múltiplas realidades, a canção traz consigo “uma mensagem de unidade e de solidariedade entre mulheres do mundo”, observa Michelle Bachelet, directora executiva da ONU Mulheres.

    A ONU Mulheres, instituição que fará o lançamento da canção, aproveita a ocasião para destacar a parceria existente entre esta entidade e o Governo, assim como organizações, quer governamentais, quer não governamentais que juntos buscaram soluções para tornar a igualdade de direitos entre mulheres e homens uma realidade no nosso país.

    Apesar dos ganhos, este organismo aponta desafios recorrentes como a persistência de altos índices de violência contra a mulher, acesso limitado a serviços de saúde e a sua vulnerabilidade frente a desastres naturais.

    Dados da Organização Mundial da Saúde de 2009 apontam que uma em cada cinco mulheres no mundo são ou foram vítimas de violência física e sexual por parceiro íntimo. Em Moçambique estima-se que 50 por cento de mulheres já sofreram alguma forma de violência física, sexual ou psicológica.

    De referir que “Uma Mulher” foi feita por 20 artistas de diferentes nacionalidades, entre os quais a maliense Rokia Traoré, a brasileira Bebel Gilberto, a etíope Meklit Hadero, a beninense Angelique Kidjo, a chinesa Jane Zhang e a indiana Anoushka Shankar. A música foi apresentada pela primeira vez em 2011, no lançamento da ONU Mulheres em Nova Iorque e pretende mobilizar pela igualdade de género e empoderamento das mulheres.

  • AIESEC solidariza-se com vítimas das cheias

    A AIESEC – a maior organização de estudantes do mundo, em parceria com o Conselho Municipal da Cidade de Maputo, acaba de oferecer um total de trezentas redes mosquiteiras tratadas às comunidades assoladas pelas cheias nas regiões Sul e Centro do País, segundo foi anunciado, na última quinta-feira, em Maputo, no decurso do seminário sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
    Trata-se de uma iniciativa inserida nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e levada cabo pela AEISEC, sob orientação das Nações Unidas, em que um dos pontos principais é o combate ao HIV/Sida e da Malária no mundo.
    Recentemente, esteve em Moçambique um grupo de estudantes estrangeiros, membros da AIESEC, a trabalhar com as comunidades, ONG’s e a sociedade civil, com vista a debruçarem-se em torno dos objectivos de Desenvolvimento do Milénio, particularmente no que respeita à erradicação da pobreza no mundo.
    De acordo com o presidente da AIESEC em Moçambique, Francisco Maibaze, “os estudantes estagiários, quando estiveram em Moçambique a trabalhar com as comunidades de base, criaram um projecto social em parceria com o Conselho Municipal da Cidade de Maputo, com vista à angariação de fundos para a compra de redes mosquiteiras a serem distribuídas em diversos centros de acomodação para as vítimas das cheias”, frisou.
    Por seu turno, Félix Mambucho, representante da Luarte, uma organização juvenil, agradeceu à AIESEC pelo contributo que tem dado às organizações juvenis, com vista a alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
    “A AIESEC tem vindo a apoiar várias organizações e associações juvenis, trazendo estudantes estrangeiros com outras experiências para nos ajudarem a desenvolver projectos sociais, em Moçambique”, finalizou Félix Mambucho.

  • Tete é a província com maior predominância de prostituição

    A empresa GfK Intercampus realizou recentemente um estudo de mercado sobre aspectos sociais de Moçambique e um dos temas eleitos foi justamente o da prostituição.

    De acordo com os resultados obtidos pelo estudo (representantivo de uma população de 3,34 milhões de pessoas, que residem nas zonas urbanas, com 15 ou mais anos de idade), concluiu-se que 67.5% da população residente nas zonas urbanas, ou seja, aproximadamente 70% dos indivíduos consideram que a prostituição seja má e que deve ser combatida. Ao mesmo tempo, cerca de 17% considera o fenómeno mau, apesar de perceber as causas que o motivam, e a restante percentagem que representa a minoria considera a prática boa, chegando mesmo a recomendá-la (2.8%).

    A sondagem revela ainda que 74.5% das mulheres entrevistadas considera a prostituição má e que devia ser combatida, ao passo que um número mais reduzido de homens (64.9%) partilha a mesma opinião.

    Quanto à predominância da prática, 43% afirma ser predominante a prostituição nos locais onde residem e 54.6% afirma não ser predominante, sendo que 2.5% preferiu abster-se com uma resposta nula.

    Um dado curioso é que a predominância da prostituição na zona sul é relativamente mais baixa (30.3%) do que a apurada nas zonas centro (54%) e norte (56.6%) do país, sendo a província de Maputo a que menos predominância apresenta (13.3%). Aliás, a cidade de Maputo regista a predominância de 22.1%, ao passo que as províncias de Gaza e Inhambane representam 42.5 e 43.4%, respectivamente. Facto surpreendente sobretudo se se pensar que é na capital que se situa a maior concentração populacional de Moçambique.

    As províncias que registam uma maior predominância são as de Tete (68.2%) e Manica (60%) no centro, e de Niassa (60%) e Cabo Delgado (57.8%) na região norte. Curiosamente, são zonas que assistem ao pulsar do desenvolvimento, em larga medida motivado pela exploração dos seus recursos naturais.

  • Trabalhadores ilegais sem tradição de imigração

    Cidadãos da Suécia, Escócia e Canadá, países sem tradição de imigração em Moçambique, já se incluem entre os imigrantes em situação ilegal no país, segundo dados da Inspeção de Trabalho da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

    Em comunicado de imprensa, o Ministério do Trabalho moçambicano refere que a Inspeção de Trabalho em Cabo Delgado suspendeu 26 estrangeiros, entre dezembro e fevereiro, "surpreendidos a trabalhar ilegalmente", incluindo cidadãos daqueles países.

    Entre os visados estão também cidadãos do Brasil, China, África do Sul, Senegal e Tanzânia, que trabalhavam sem o visto de trabalho, nomeadamente nos distritos de Pemba, capital provincial, e Mocímboa da Praia.

    "As empresas infratoras estão a ser sancionadas e os ilegais repatriados", indica a nota de imprensa.

    A província de Cabo Delgado está a conhecer um intenso movimento de estrangeiros, contratados por multinacionais envolvidas na pesquisa de hidrocarbonetos, principalmente gás e petróleo.

    Devido à estabilidade política e proximidade com a África do Sul, a economia mais avançada do continente africano, Moçambique regista um grande fluxo de imigrantes ilegais provenientes do Corno de África e dos Grandes Lagos.