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  • Artistas ganham nova galeria

    Artistas plásticos baseados na cidade de Maputo e não só, dispõem desde a última semana, de mais um espaço para expor as suas obras. Trata-se da galeria do Núcleo de Artes reabilitada e melhor ajustada para acolher e promover obras de artistas plásticos moçambicanos.

    A reabilitação daquele espaço artístico surge na sequência de um acordo de parceria entre o Millennium bim, Núcleo de Arte e o Fundo de Desenvolvimento Cultural (FUNDAC), designado “Mais Cultura para Todos”.

    A parceria pretende reforçar o apoio ao desenvolvimento cultural no país através da concretização de projectos que levem o nome de Moçambique além-fronteiras.

    Sabe-se que através do seu programa de responsabilidade social denominado “Mais Moçambique pra Mim”, o Millennium bim tem apoiado vários projectos artísticos reconhecendo a sua importância no desenvolvimento da sociedade, estando sempre ao lado de instituições, projectos e pessoas que acreditam e trabalham para elevar a cultura moçambicana.

    Tendo contado com a participação activa de Stewart Sukuma, um dos artistas mais conceituados do país e embaixador da marca Millennium bim, e na presença de inúmeros artistas plásticos entre eles Estevão Mucavele, Naguib, Gomatsi, Nhongwene, Bata, a inauguração do espaço de exposição do Núcleo de Arte contou com a presença do Inspector-Geral do Ministério da Cultura, Arnaldo Bimbe, de Manuel Marecos Duarte, Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, Ângela Kane, Presidente do Conselho de Administração do FUNDAC, Níria Fernandes, Presidente da Assembleia do Núcleo de Arte e Artur Vicente, Director desta instituição.

  • Mercado de alimentos é lançado em Moçambique

    Designado Mercado de Alimentos Nutritivos, o projecto tem em vista a constituição de uma rede e plataforma de financiamento que ajuda empresas nacionais a fornecerem alimentos nutritivos para o mercado. Esta iniciativa irá incentivar o desenvolvimento de inovações que trarão uma dieta alimentícia mais diversificada e acessível para os moçambicanos. O projecto é implementado GAIN (Global Alliance for Improved Nutrition), uma organização que apoia e ajuda parcerias público-privada para aumentar o acesso aos nutrientes que faltam em dietas necessárias para que as pessoas e comunidades permaneçam mais fortes e saudáveis.

  • Por que as mulheres são centrais para a política externa dos EUA

    Opinião de John Kerry, Secretário de Estado dos EUA, a propósito do Dia Internacional da Mulher

    Na minha primeira semana como secretário de Estado dos Estados Unidos, tive a honra de me encontrar com um grupo de mulheres corajosas de Mianmar. Duas eram ex-prisioneiras políticas e, embora tivessem passado por tremendas dificuldades na vida, estavam empenhadas a ir em frente – fornecendo educação e capacitação para meninas, procurando empregos para os desempregados e defendendo maior participação na sociedade civil. Não tenho dúvida de que elas continuarão a actuar como poderosas agentes de mudança, levando o progresso às suas comunidades e ao seu país nos próximos anos.

    São oportunidades como essa que nos lembram por que é tão vital que os Estados Unidos continuem a trabalhar com governos, organizações e indivíduos em todo o mundo para proteger e fazer avançar os direitos de mulheres e meninas. Afinal, assim como no nosso país, os problemas económicos, sociais e políticos mais prementes do mundo simplesmente não podem ser resolvidos sem a plena participação das mulheres.

    Segundo o Fórum Económico Mundial, os países em que homens e mulheres estão mais próximos de desfrutar direitos iguais são muito mais competitivos economicamente do que aqueles onde a diferença de género deixou mulheres e meninas com acesso limitado ou sem nenhum acesso a assistência médica, saúde, cargos electivos e ao mercado. Do mesmo modo, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura estima que se as agricultoras tivessem o mesmo acesso que os homens a sementes, fertilizantes e tecnologia, elas poderiam reduzir em 100 milhões a 150 milhões o número de subnutridos do mundo.

    No entanto, num número muito grande de sociedades e num número muito grande de lares, mulheres e meninas ainda são subvalorizadas, não têm a oportunidade de frequentar a escola e são forçadas a casar ainda crianças. Muitas vidas têm sido perdidas ou mudadas para sempre pela violência de género. Como pai de duas filhas, não posso imaginar a dor sofrida pelos pais da jovem conhecida como “Nirbhaya”, a estudante de medicina de 23 anos assassinada num autocarro de Nova Delhi simplesmente por ser mulher, ou a angústia sofrida pelos pais de Malala Yousafzai, a menina paquistanesa baleada por extremistas ao subir num autocarro, simplesmente por querer ir à escola. Mas é para mim uma inspiração o compromisso destemido de Malala à sua causa, a determinação de Nirbhaya de levar seus agressores à Justiça mesmo estando à beira da morte, e a coragem dos seus pais de falar em nome das suas filhas e das mulheres de todos os lugares.

    Nenhum país pode progredir se deixar metade de sua população para trás. É por isso que os Estados Unidos acreditam que a igualdade de género é crucial para nossas metas comuns de prosperidade, estabilidade e paz e é por isso que investir nas mulheres e meninas no mundo é um aspecto crucial da política externa dos EUA.

    Investimos na capacitação e assessoria de mulheres empreendedoras para que elas possam não apenas melhorar a situação da sua família, mas também ajudar a fazer crescer a economia do seu país. Investimos na educação das meninas para que elas possam escapar do casamento precoce forçado, quebrar o ciclo de pobreza e transformar-se em líderes comunitárias e cidadãs engajadas. Melhorar a educação de meninas e mulheres e o seu acesso a recursos também melhora a saúde e a educação da próxima geração.

    Trabalhamos com parceiros em todo o mundo para melhorar a saúde materna, fortalecer agricultoras e impedir e solucionar a violência de género, porque todas as sociedades se beneficiam quando as mulheres são saudáveis, têm segurança e contribuem com seu trabalho, liderança e criatividade para a economia global. Os diplomatas dos EUA em todos os países trabalham para integrar plenamente as mulheres nas negociações de paz e nos esforços de segurança, porque levar as experiências, as preocupações e as percepções das mulheres para a mesa de negociação pode evitar futuros conflitos e construir uma paz mais duradoura.

    Hoje, Dia Internacional da Mulher, é dia de comemoração. É também o dia em que cada um de nós precisa renovar o seu compromisso com o fim da desigualdade que impede o progresso em todos os cantos do globo. Podemos e devemos nos comprometer com isso para que as nossas filhas possam subir no autocarro para ir à escola sem medo, todas as nossas irmãs possam alcançar a sua capacidade total e todas as mulheres e meninas possam realizar plenamente o seu potencial.

  • Stewart Sukuma ‘derrete’ fãs no Brasil

    O compositor e intérprete Stewart Sukuma encantou centenas de espectadores, que acorreram ao concerto “Boleia Africana”, um show repleto de coreografia, cores com fortes tons e desenhos geométricos da capulana, ocorrido, recentemente, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, Brasil.
    Acompanhado pela banda Nkhuvu, Stewart Sukuma fez ainda duetos com três cantores brasileiros, nomeadamente Socorro Lira, Elizah Rodrigues e Fabiano Medeiros.
    Numa exibição de alto nível, Sukuma e a banda Nkhuvu conquistaram o público, executando com mestria vários temas como Felizminha, Xitchuketa Marrabenta, Vale a Pena Casar? e Caranguejo.
    Durante cerca de duas horas de actuação, houve ainda espaço para Sukuma interpretar os seus grandes sucessos, entre eles Destinos, Ginani, Muliba, Messiah, Mahuta, Olumwengo, Mandziku Wa Siku, Tingalava Ny Matlahari Ndzilu, Hi Ta Kina Marrabenta, Wulombe, Sumanga e Tukuraka, fazendo dançar as cerca de 600 pessoas que compareceram ao show entre elas muitos moçambicanos residentes em vários Estados do Brasil, que cantaram e dançaram com o artista.
    O espectáculo “Boleia Africana“ consiste numa combinação da música moçambicana tradicional com a contemporânea, entre ritmos pulsantes e melodias doces. É igualmente caracterizada por uma instrumentação particular, que mistura instrumentos de percussão e de cordas, criando um som enérgico e dançante que se encaixa em diversos géneros musicais como afro, pop e jazz.
    Com o apoio da FUNDAC-Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação, esta foi a primeira aparição internacional de Stewart Sukuma e da Banda Nkhuvu, depois da sua recente nomeação como Embaixador de Boa Vontade do UNICEF em Moçambique.
    Para agradecer aos parceiros pelo apoio à deslocação ao Brasil, Stewart Sukuma vai realizar, ainda nesta sexta-feira, no Elvis Bar, em Maputo, um concerto também denominado “Boleia Africana”.
    A-propósito, Stewart Sukuma referiu que o show a acontecer no dia 8, no Elvis, Bar será uma forma de "agradecer a todos aqueles que tornaram possível o sucesso do show em Sao Paulo no Auditorio de Ibirapuera".
    Refira-se que o músico moçambicano aproveitou a ocasião para chamar à atenção sobre a importância da garantia dos direitos da criança e do adolescente, convidando o público a apoiar a causa.
    Aliás, após o concerto, Sukuma interagiu com adolescentes e educadores do projecto “Raízes do Futuro”, iniciativa do UNICEF na cidade de São Paulo, que vai apoiar 500 jovens brasileiros a prepararem-se para entrar no mercado de trabalho, ao longo dos próximo dois anos.

  • Anadarko e Videocon vendem participações na Bacia do Rovuma

    A companhia americana Anadarko Petroleum e a indiana Videocon pretendem vender 20 por cento das suas acções no seu projecto de gás natural em Moçambique, um negócio que poderá gerar mais de 4,5 biliões de dólares.

    Segundo a imprensa internacional, as duas companhias lançaram um leilão para a venda de parte das suas acções no projecto localizado na Bacia do Rovuma, província nortenha de Cabo Delgado, actualmente considerado uma das maiores reservas mundiais de gás natural.

    A companhia Videocon confirmou Terça-feira a sua intenção e disse ter contratado dois bancos de investimento para gerirem o processo de venda, e espera receber as primeiras propostas até o dia 14 de Março, escreve o jornal inglês Financial Times, na sua versão electrónica.

    "O Standard Chartered e o UBS (duas instituições bancárias) estão a interagir com várias partes, em nossa representação", disse o presidente da Videocon, o bilionário Venugopal Dhoot, anotando que "não seria adequado eu revelar quem são (essas partes) ".

    Acredita-se que o processo de licitação poderá atrair interesse de grandes companhias, incluindo a Royal Dutch Shell, que no ano passado desistiu a compra de participações no mesmo bloco, na altura vendidas pela companhia britânica Cove Energy, e que acabaram sendo adquiridas pela companhia tailandesa PTT Exploration and Production.

    Os grupos estatais da China e Índia, incluindo a Oil & Natural Gas Corporation da Índia, também poderão estar interessadas no negócio.

    Refira-se que o consórcio que opera na área 1 do bloco é liderado pela Anadarko, com 36,5 por cento das acções, sendo os outros accionistas a japonesa Mitsui, com 20 por cento, a BPRL Ventures e Videocon (ambas da Índia), com 10 por cento cada, e a companhia estatal tailandesa PTTEP, com 8,5 por cento.

    A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) representa o governo moçambicano com 15 por cento das acções.

    Com esse negócio, a Videocon pretende vender a totalidade das suas participações, enquanto a Anadarko tenciona leiloar 10 por cento das suas acções, o que irá reduzir a sua participação para 26,5 por cento.

    A venda dos 20 por cento de acções no consórcio poderá gerar 4,5 biliões de dólares, embora o bilionário indiano tenha esperado por propostas acima deste valor, uma vez que foram descobertas mais reservas de gás natural depois da conclusão do negócio com a tailandesa PTT no ano passado.

    "Há muito interesse no mundo", disse Dhoot, acrescentando que "não é apropriado revelar o meu preço, mas devia ser mais elevado".

    Prevê-se que a corrida por este leilão será maior, considerando a dimensão das reservas de gás descobertas na área em questão. Estimativas actuais apontam para a existência de uma quantidade superior a 130 triliões de pés cúbicos de gás natural na bacia do Rovuma, suficiente ara responder as necessidades do Japão durante os próximos 35 anos.

  • Trevor Manuel partilha experiência sul-africana sobre gestão dos recursos naturais, oportunidades e desafios

    O ministro da Planificação Nacional da República da África do Sul, Trevor Manuel, Eddie Rich, da EITI – Iniciativa de Transparência na Indústria Extractiva, Rodney Jagai, presidente da Universidade Trinidade & Tobago e ainda o COO do Rwanda Development Board, Tony Nsanganira, são os convidados de honra da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, para participar como figuras de destaque na 13ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), a decorrer nesta sexta-feira, na cidade de Maputo.

    Trevor Manuel e o presidente da Universidade Trinidade & Tobago vão transmitir aos participantes da CASP a experiência dos seus países, no que concerne à gestão dos recursos naturais, oportunidades e desafios, enquanto Tony Nsanganira debruçar-se-à sobre a experiência do Ruanda relativamente ao ambiente de negócios e competitividade empresarial, nomeadamente a remoção de barreiras ao investimento e consequente melhoria do ambiente de negócios naquele país africano.

    Para já, entre vários temas, a CTA tem agendado, como pano de fundo da conferência, o debate sobre a questão dos recursos naturais e as suas ligações à economia.
    Nesta vertente, pretende-se discutir as seguintes questões principais: “Quem ganha e quem perde neste negócio próspero de exploração de recursos naturais; como garantir que a agenda de “Melhoria do Ambiente de Negócios” prevaleça numa economia cujos atractivos são os recursos naturais existentes e a estabilidade política de que Moçambique goza e, ainda, como garantir que os esforços da CTA e do Governo, plasmados na matriz de prioridades acordada no último Conselho Alargado de Consulta, não sejam ofuscados pelos possíveis efeitos negativos da abundância de recursos”.

    Uma das preocupações que a Conferência Anual do Sector Privado pretende ver discutida é “até que ponto as fraquezas institucionais podem pôr em causa a capacidade de absorção do Governo destes recursos e ainda que iniciativas o Governo e o sector privado podem desenvolver para a promoção das Pequenas e Média Empresas (PME), para assegurar que estas tirem vantagens reais das oportunidades existentes no mercado".

    As discussões deverão igualmente incidir sobre a criação de condições para que as PME a operarem em Moçambique tenham acesso às oportunidades de negócios geradas pela exploração de recursos naturais em Moçambique e, dessa forma, tomem parte do processo de redução da pobreza pela via da criação de mais empregos no País.

    Refira-se que os debates sobre estes temas serão complementados por uma apresentação sumária do balanço das actividades desenvolvidas pela CTA no período 2011/2012, com vista a alcançar o seu propósito principal que é a Melhoria do Ambiente de Negócios.

  • Festival de estrelas no ‘Tropical de Zouk’

    A cantora Tanya Saint Val, considerada actualmente como uma das melhores e mais cotadas cantoras do estilo zouk, constitui a grande novidade da segunda edição do Festival Tropical Zouk 2013, a ter lugar nos dias 26 e 27 de Abril próximo, no Parque dos Continuadores, na cidade de Maputo, com o apoio da operadora da cultura, a mcel.
    Originária das Antilhas Francesas, Tanya Saint Val e o agrupamento musical Kassav, que participa pela segunda vez neste festival, serão as figuras de cartaz do grandioso espectáculo que vai juntar no mesmo palco vários artistas nacionais e estrangeiros.
    Do lado estrangeiro, vão ainda desfilar, no Parque dos Continuadores, outros grandes nomes, tais como Harry Diboula, Erik Brouta, Yola Semedo, Johnny Ramos, Janota, Mariza do Rosário, Timmy, Matias Damásio, Ludo, Princess Lover, Beto Dias e as famosa bandas Tabanka Jazz e Zouk Machine.
    Enquanto isso, dos artistas nacionais destacam-se nomes sonantes como Valdemiro José, Mahel, Dj Faya, Slowli, Júlia Duarte, Nuno Abdul, Ismael, Mito e Dikey Calisto Ferreira e os grupos Sáldicos e Xs Zouk.
    A organização do evento estará a cargo da Minó dos Santos Produções, que diz estarem asseguradas todas as condições técnicas, materiais e logísticas para realização da segunda edição do Festival Tropical Zouk "com sucesso".
    Numa conferência de imprensa ocorrida esta terça-feira, na cidade capital, Zófimo Muiuane, representante da mcel, salientou tratar-de de um projecto que a "mcel vai abraçar nos próximos três anos e queremos, mais uma vez, criar momentos de alegria e glamour para os nossos mais de cinco milhões de clientes e público em geral”, frisou.
    Enquanto isso, Minó dos Santos, responsável pela organização do evento, referiu que a segunda edição do Festival Tropical Zouk é fruto do sucesso alcançado no primeiro festival. “Daquilo que foi amealhado na primeira edição do festival, nós investimos para que acontecesse esta segunda edição. Estabelecemos, na altura, parcerias com vários artistas e grupos, os quais aceitaram o convite de participar nesta edição”, finalizou.

  • Governo lança ‘pente fino’ em locais turísticos

    A Inspecção-Geral das Actividades Económicas lançou uma campanha que pretende melhorar a qualidade dos serviços em instituições que servem ao público. A ideia é melhorar a prestação do sector do turismo.
    Em conferência de imprensa, o inspector-geral da actividade económica, José Rodolfo, disse que a campanha se designará “Limpeza ao Sector do Turismo”, uma iniciativa que pretende inspeccionar a qualidade de produtos e serviços prestados ao público, incluindo a qualidade de atendimento, em instituições ligadas a esta área, sobretudo estabelecimentos comerciais e de lazer.
    “Não acredito que um agente económico que seja proprietário de um hotel ou restaurante precise de ser ensinado que o estabelecimento deve estar limpo ou que o seu trabalhador tem de estar apto, em termos de saúde, para manusear alimentos. São essas situações que, se formos a encontrar no terreno, iremos aplicar multa”, informou José Rodolfo.
    O responsável avançou, ainda, que esta campanha tem a legislação como principal instrumento para se fazer valer. “Por exemplo, temos a legislação que regula o consumo de cigarros em sítios fechados, mas notamos que os frequentadores desses sítios, de forma premeditada, não acatam esta legislação. Em algumas situações, o cidadão sente-se marginalizado e desprezado quando frequenta esses sítios”, lamentou o inspector, referindo-se a casos de mau atendimento.
    Ainda de acordo com a fonte, “antes já fazíamos fiscalização ao sector (do turismo), só que, dada a gravidade dos problemas que estamos a constatar, julgamos ser importante reforçar as medidas de fiscalização”.
    A campanha já está em vigor e os infractores deverão ser sancionados de acordo coma a gravidade da infracção.
    “Em primeiro lugar, vamos procurar perceber a motivação da violação da legislação nos estabelecimentos, e, em função da constatação, tomaremos medidas recomendáveis, que podem ser simples advertências e estabelecimento de um prazo para a correcção. Mas, nas situações em que a saúde pública estiver em perigo, vamos tomar medidas punitivas”, explicou José Rodolfo.

  • Corrupção desencoraja investimento

    A corrupção é um dos principais factores que dificultam a melhoria do ambiente de negócios em Moçambique, indica o Índice de Ambiente de Negócios (IAN) 2012, publicado semana passada, em Maputo, pela empresa de consultoria KPMG.

    “A corrupção é um factor que desencoraja potenciais investimentos, aumenta os custos e reduz oportunidades de negócio para os agentes económicos e, consequentemente, reduz o crescimento da economia”, conclui a pesquisa.
    O IAN é baseado nas percepções dos agentes económicos em relação aos factores chave que influenciam a actividade económica, bem como com recurso a análise de variáveis de índole económica, social, política e institucional que afectaram o desempenho dos negócios no país no primeiro semestre de 2012.

    A pesquisa indica que dados resultantes das entrevistas aos empresários quanto a corrupção em 2012 revelam que 14 por cento deles foram sujeitos a situações de corrupção durante o período em análise.

    “Casos relatados incluem subornos nos concursos públicos e pagamentos nas tramitações alfandegárias “, indica a pesquisa, sublinhando, no entanto, que, a maior parte dos entrevistados (86 por cento) revelou não ter sido sujeita a situações de corrupção, tendo mesmo afirmado a diminuição ou mesmo inexistência de situações de suborno associadas ao pagamento de impostos.

    No capítulo sobre “corrupção relacionada com a tramitação de impostos”, 33.4 por cento dos entrevistados afirmaram que esse problema ocorre sempre, enquanto 36,7 por cento das empresas afirmaram que tal nunca ocorre.

    Por outro lado, esta percepção não é uniforme em todo o país. Enquanto na província de Tete, por exemplo, 61 por cento dos agentes económicos entrevistados afirmaram que as empresas não fazem pagamentos extras e não documentados, o mesmo já não sucede nas províncias de Manica e na Zambézia, onde 45 e 46 por cento dos entrevistados afirmam que tais pagamentos ocorrem sempre.

    Em Niassa, 46 por cento dos entrevistados afirmaram que algumas vezes as empresas efectuam esses pagamentos.
    No que toca aos subornos, a pesquisa indica que, de um modo geral, para os entrevistados, a estimativa da percentagem média dos valores das vendas anuais gastos em subornos reduziu em relação ao IAN 2011.

    Dados do relatório do Índice de Percepção da Corrupção e Transparência divulgados em Dezembro de 2011 colocam Moçambique na posição número 120 numa classificação em que o país considerado mais corrupto está no 182º lugar.
    Citado pelo IAN 2012, o documento considera que as oportunidades para a prática de actos de corrupção são criadas, em grande parte, pela delegação para o exercício de certas funções a funcionários nem sempre preparados para as responsabilidades confiadas.

  • Vale apoia construção e maneio de represas para população de Cateme

    A população de Cateme, no Distrito de Moatize, será este ano capacitada em técnicas de construção e maneio de represas agrícolas, com o financiamento da Vale Moçambique.

    O projecto a ser realizado em parceria com o Conselho Cristão de Moçambique, uma organização não-governamental moçambicana, com larga experiência em matéria de desenvolvimento comunitário, prevê para Março o início da construção de duas represas no rio Mualadzi, nas imediações de Cateme. Este repositório de águas servirá para a irrigação dos campos de cultivo, abeberamento do gado e uso doméstico, possibilitando assim a assistência às famílias que foram transferidas da área onde actualmente se produz o carvão, em Moatize.

    Para o efeito, a Vale Moçambique e o Conselho Cristão de Moçambique assinaram hoje, no Distrito de Moatize, um memorando de entendimento, para a concretização do projecto, orçado em cerca de 4 milhões de meticais, tendo como representante da Vale, o Director de Operações, Altiberto Brandão, e em representação do Conselho Cristão de Moçambique, Tiago Vilanculo, Delegado Provincial.

    Na ocasião, Altiberto Brandão, afirmou que constitui uma satisfação para a Vale Moçambique poder envolver parceiros como o Conselho Cristão de Moçambique com experiência e soluções de tecnologia adequados que irão contribuir para o desenvolvimento da população.

    Por seu turno, Tiago Vilanculo, Delegado Provincial de Tete do Conselho Cristão de Moçambique, reiterou que as técnicas de envolvimento comunitário e de construção de represas a serem empregues em Cateme já deram resultados positivos noutros contextos e “esperamos que a população de Cateme ao reter a água em represas, também possa satisfazer as suas necessidades no cultivo da terra e na criação de gado”, sublinhou.

    A construção das represas levará cerca de três meses e, após a sua conclusão, as represas passarão a ser propriedade da comunidade de Cateme, funcionando sob a supervisão das entidades do Governo.

    Um dos resultados que também se espera com este trabalho comunitário do Conselho Cristão de Moçambique será o municiamento das famílias de Cateme de uma nova abordagem no tratamento dos solos, ou seja, a prática de uma agricultura de conservação, a que faz uso de fertilizantes orgânicos e de outras técnicas agrícolas que são amigas do ambiente, a longo prazo mais sustentáveis para as famílias.

  • Projecto.Detalhe ganha contrato em Moçambique

    A empresa portuguesa Projecto.Detalhe foi seleccionada pela Petromoc – Petróleos de Moçambique, para desenvolver um posto de abastecimento de combustível em Maputo. O contrato inicia-se este ano e deverá terminar no próximo, segundo uma nota difundida pela Aicep – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

    A obra ficará localizada na Costa do Sol, bairro de Maputo situado ao longo da Marginal, e junto a um trecho do recente projecto Estrada Circular de Maputo. A Estrada Circular liga as cidades de Maputo, Matola e o distrito de Marracuene.

    "Moçambique é um mercado com boas oportunidades ao nível da engenharia e conta com um programa de investimentos muito ambicioso, nomeadamente na área do petróleo. A concorrência é porém cada vez maior. Há grandes empresas internacionais no terreno e é difícil competir, por exemplo, no preço. Mas nós, a par da capacidade técnica, estamos lá. Desde 2010. E acreditamos que isso é uma vantagem", refere Marcelino Cabral, diretor comercial da unidade de negócios de Moçambique.

    A Projecto.Detalhe Moçambique é uma das quatro filiais da Projecto.Detalhe, além das congéneres de Angola, Cabo Verde e Brasil. A operação em Moçambique representa 8% da facturação da empresa portuguesa.

  • PME vão buscar oportunidades geradas pela exploração dos recursos naturais

    A promoção de "business linkages" entre as grandes empresas e as PME (pequenas e médias empresas) moçambicanas, para que estas tirem benefícios das oportunidades geradas pela exploração dos recursos naturais e como garantir que a agenda de “Melhoria do Ambiente de Negócios” prevaleça, numa economia cujos atractivos são os recursos naturais e a estabilidade política, constituem alguns dos principais pontos a serem abordados durante a 13ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), a decorrer a 8 de Março próximo, em Maputo.
    O modelo e documentos a serem discutidos na CASP foram apresentados, esta quinta-feira, em Maputo, no decurso do Conselho Empresarial Nacional (CEN) da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, que teve por objectivo colher percepções do sector privado sobre a temática da CASP, que este ano acontece sob o lema: “Recursos Naturais em Prol do Desenvolvimento Empresarial”.
    Entre vários temas, a CASP vai igualmente debruçar-se sobre “as condições a serem criadas para que as PME a operarem em Moçambique tenham acesso às oportunidades de negócios geradas pela exploração de recursos naturais, no País, e dessa forma tomarem parte do processo de redução da pobreza pela via da criação de mais empregos”.
    Na ocasião, o presidente da CTA, Rogério Manuel, referiu que na CASP “pretendemos analisar como redefinir a estratégia para a melhoria do ambiente de negócios e promover o desenvolvimento empresarial, para além de fazer a análise de como os recursos naturais podem trazer valor acrescentado para o empresariado nacional, sobretudo no momento em que o País regista o «boom» de recursos naturais”.
    “A adopção de um quadro legal que garanta que as multinacionais operem com os investidores locais e que garanta uma previsibilidade de longo prazo do leque de serviços e produtos locais que elas possam procurar em Moçambique também constitui um desafio que em nosso entender deverá ser matéria de análise”, segundo frisou Rogério Manuel.
    Por seu turno, o ministro da Juventude e Desporto, Fernando Sumbana, em representação do Governo, referiu que, relativamente, ao envolvimento dos moçambicanos nos mega-projectos, “o sector privado deve tomar um papel proactivo", tendo enfatizado para que se mantenha o diálogo com o Governo para se encontrar "soluções adequadas para as inquietações da CTA”.
    O governante desafiou o sector privado a avançar com a produção de uma proposta de legislação, sobre o envolvimento dos investidores nacionais nos grandes projectos de exploração dos recursos naturais.
    “A luta que nos temos não é de confrontação entre o Governo e o sector privado, mas sim a procura de convergência na nossa agenda económica e defesa do interesses moçambicanos”, acrescentou Fernando Sumbana.
    Refira-se que a CASP, o evento mais alto no processo consultivo entre o Sector Privado e o Governo, será dirigido pelo Presidente da República, Armando Emílio Guebuza.

  • Novo romance de Mia explora figura de Ngungunhana

    O escritor moçambicano Mia Couto revela que está escrever um romance que abordará "as construções mitológicas sobre o império de Gaza", que se localizou no sul de Moçambique, em que pretende questionar o personagem de Ngungunhana.

    "Há pinturas que são feitas (à volta da figura do imperador Ngungunhana) e a pergunta é essa: quem era esse verdadeiro personagem do Ngungunhana?", diz Mia Couto, em entrevista exclusiva à Lusa, sobre a nova produção literária.

    O escritor mais traduzido de Moçambique está, desde o ano passado, a escrever o livro, que, garante, "muito certamente não será acabado este ano", pelo que pretende trabalhar o romance ainda sem título mais um ano.

    "A grande preocupação que eu tenho é mostrar que essa História, a grande História com H maiúsculo, a história oficial de um país é sempre construída – não só no nosso caso, em todos os casos do mundo – a partir de pequenas mentiras, pequenas ilusões. A necessidade de fabricarmos grandes heróis, personagens que estão acima de um humano tem que ser de alguma maneira desconstruída", diz.

    Contudo, assinala Mia Couto, a ideia não é atacar os mitos, porque, diz, entende "que um país precisa de heróis, mitos fundadores, mas, por outro lado, é preciso que a gente saiba que eles são fabricações".

    As proezas de Ngungunhana já tinham sido narradas em livro, em 1987, pelo escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa num romance intitulado Ualalapi, que, em seis episódios, narra os excessos daquele chefe após assumir o trono do império de Gaza, substituindo o seu irmão.

    "O Ualalapi foi um grande livro inspirador para este mesmo livro. Esta desconstrução da imagem que foi construída ideologicamente do Ngungunhana, quer dizer, é muito curioso, porque a personagem Ngungunhana é reconstruída do ponto da elaboração mítica, tanto pelos portugueses, como por nós, moçambicanos", afirma Mia Couto.

    O romance de Ungulani Ba Ka Khosa integra a lista dos 100 maiores romances do século passado.

    No próximo romance, Mia Couto vai falar sobre as construções mitológicas sobre o império de Gaza, a partir do seu tempo, olhando para trás.

    "Obviamente, eu quero questionar o tempo presente a partir dessas lições que nos deviam chegar do passado", afirma.

  • Navios voltam a atracar à noite no Porto da Beira

    A circulação de navios no período nocturno volta a ser possível no Porto da Beira depois de cerca de 20 anos. O facto deve-se à melhoria do canal de acesso com a recente conclusão das obras de dragagem de emergência.
    No entanto, o processo, que ainda decorre de forma condicionada, sobretudo por falta de sinalização nocturna, espera-se que venha a atingir a navegação de embarcações de grande dimensão durante 24 horas a partir do próximo semestre com a colocação no canal de acesso de novas bóias de iluminação e actuação de uma draga robusta em fase conclusiva de montagem na Europa.
    Numa primeira fase, segundo o director executivo da Empresa Pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique-Centro, Cândido Jone, os navios que transportam carvão mineral de Moatize e fazem o transbordo deste mineral nas embarcações de maior calado posicionadas no alto mar já navegam à noite, contrariamente ao tempo passado em que ficavam exclusivamente dependentes da maré do dia.
    Falando ontem em exclusivo à Reportagem da nossa Delegação da Beira, a fonte assegurou que mesmo quando o tempo está mau, as referidas embarcações operam sem sobressaltos. Exemplificou que nos últimos quatro meses há navios que zarpam e atracam naquele complexo ferro portuário até 21.00 horas.
    Contudo, para uma circulação permanente de navios no canal de acesso ao Porto da Beira, o Banco Europeu de Investimento já autorizou os CFM a utilizarem os 15 milhões de euros remanescentes da dragagem de emergência realizada em 2011 para a compra de bóias para iluminação, aquisição de instrumentos de navegação marítima e a reabilitação do Terminal dos Rebocadores.
    Tudo isto, de acordo com Cândido Jone, acontece numa altura em que uma nova draga robusta construída na Lituânia por empreiteiros e fiscais de países nórdicos, concretamente da Dinamarca, chega ainda este semestre no Porto da Beira para garantir a manutenção da quota de menos oito metros de profundidade do canal de acesso.