Categoria: Uncategorized

  • Moçambique com novos salários mínimos

    O Conselho de Ministros do governo moçambicano aprovou uma nova tabela dos salários mínimos por sector de atividade em Moçambique, com efeitos desde 1 de Abril. O maior aumento, de 31,91%, foi atribuído à indústria de extracção de minerais.

    O Conselho de Ministros aprovou, terça-feira (16), em Maputo, uma nova tabela dos salários mínimos por sector de actividade em Moçambique, com efeitos desde 1 de Abril, informa a AIM.

    Segundo a nova tabela, o maior aumento foi atribuído à indústria de extracção de minerais, cujo salário mínimo passa de 3.526 meticais para 4.651 meticais (cerca de US$ 155 dólares), como resultado de um ajuste de 31,91 por cento (um dólar equivale a cerca de 30 meticais ao câmbio corrente).

    "Ainda no mesmo sector de indústria de extracção de minerais, exclusivamente para pedreiros e areeiros, o salário mínimo passa de 3.295 meticais para 3.888 meticais, em resultado de um ajustamento de 18,01 por cento", anunciou o porta-voz do Conselho de Ministros, Alberto Nkutumula, que também desempenha as funções de vice-ministro da justiça.

    Para o sector da agricultura, caça e silvicultura o salário mínimo passa de 2.300 para 2.500 meticais, que corresponde a um reajuste é de 8,70 por cento.

    Na pesca industrial e semi-industrial o salário mínimo subiu de 2.680 para 2.850 meticais, uma subida de 6,34 por cento, enquanto o sector da pesca da kapenta o salário mínimo passou de 2.485 para 2.645 meticais, ou seja um incremento de 6,43 por cento.

    Na indústria transformadora o incremento salarial foi de 10 por cento, tendo passado de 3.585 para 3.943 meticais. A mesma percentagem foi atribuída ao sector de construção, que subiu de 3.177 para 3.495 meticais.

    No caso exclusivo da indústria de panificação, o salário mínimo passou de 3.021 para 3.195 meticais, um aumento de 5,75 por cento.

    Para o sector de produção, distribuição de electricidade, gás e água o salário mínimo passou de 3.817 passa para 4.107 meticais, um reajuste de 7,6 por cento.

    O governo decidiu atribuir nove por cento ao sector das actividades dos serviços não financeiros, cujo salário mínimo passa de 3.510 meticais para 3.826 meticais. O sector das actividades financeiras teve um ligeiramente superior, comparativamente ao de serviços não financeiros, ao passar de 6.571 de para 6.817 meticais (cerca de US$ 227 dólares), que corresponde a um aumento de 10,47 por cento.

    Para o caso do sector público, incluindo saúde, defesa e segurança, Nkutumula explicou que o reajustamento será em função das carreiras profissionais, mas que não deverá ser inferior a sete por cento.

    "Portanto, o salário mínimo da carreira mais baixa deixa de ser de 2.522 meticais e passa para 2.699 meticais", disse o porta-voz do governo, para de seguida acrescentar, "ainda está a ser trabalhada a tabela de reajustamento consoante as carreiras na função pública e muito brevemente o Conselho de Ministros vai-se pronunciar sobre o assunto.

    Questionado sobre o caso dos médicos, que no início do corrente ano chegaram a organizar uma greve para reivindicar uma serie de questões, incluindo o salário, Nkutumula reiterou que "o salário dos médicos, da polícia, dos professores e docentes em geral e demais funcionários, ainda está a ser trabalhado consoante as carreiras. O assunto foi abordado pelo conselho de Ministros mas como ainda não chegamos a uma conclusão sobre o aumento em termos percentuais".

    O governo vai pronunciar-se sobre o assunto em devido tempo, explicou Nkutumula.

  • FMI prevê crescimento “robusto” para África Subsaariana

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa as previsões de crescimento económico na África Subsaariana em 2013, que contudo continuará "robusto" e ao ritmo dos BRICS.

    No "World Economic Outlook", hoje divulgado, o FMI reduz em 0,2 pontos percentuais a sua anterior previsão para este ano, mas elevou em 0,4 pontos percentuais em 2014, para 6,1%.

    "Prevemos que a atividade na África Subsaariana se mantenha robusta, com países ricos em recursos e economias de baixos rendimentos a beneficiarem de uma procura interna robusta", refere o FMI.

    O ritmo de crescimento coloca a África Subsaariana a par dos BRICS, estando acima do Brasil (3% em 2013 e 4% em 2014), e da Rússia, ao mesmo nível que a Índia e apenas superado pelo da China (8% em 2013 e 8,2% em 2014).

    Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde integram o grupo da África Subsaariana.

    A maior economia da região, África do Sul, está em contraciclo com o conjunto de países, prevendo o FMI um crescimento de 2,8% este ano e de 3,3% no próximo, uma redução de 0,8 pontos percentuais em relação à anterior estimativa.

    O preço das matérias-primas, importante componente das economias da região, deverá recuar este ano e no próximo, respetivamente 2,3% e 4,9% no caso do petróleo.

  • Soluções tecnológicas que simplificam vidas

    A Novabase é líder em Tecnologias de Infomação em Portugal e instalou-se em Moçambique para simplificar a vida das pessoas. Além da Europa, a empresa aposta no Médio Oriente e em África, estando presente também em Angola. Nelson Teodoro, director-geral da Novabase Moçambique, explica as vantagens das suas soluções, revelando que a marca pretende ser a parceira tecnológica dos principais bancos e operadores de telecomunicações a operar no país, bem como ter uma participação nos projectos estruturantes do Governo.

    Helga Nunes (entrevista para a Capital)

    O que motivou a vinda da Novabase para Moçambique?
    A Novabase está fortemente empenhada na internacionalização das suas ofertas. Moçambique surge com duas motivações. Por um lado, o potencial do mercado Moçambicano: de acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional, Moçambique irá ter um crescimento anual de 7% até 2017, acima dos países emergentes. Por outro, temos já projectos em Moçambique desde 2009, e os nossos clientes solicitavam a nossa presença neste mercado.

    A empresa é líder em Tecnologias de Informação em Portugal, mas que tipo de serviços potenciaram essa conquista?

    A liderança foi estabelecida e está a ser mantida por conquistarmos a confiança dos nossos clientes. Somos o conselheiro e parceiro tecnológico dos nossos clientes.

    A confiança só não basta – a nossa oferta de serviços e produtos abrange hoje todas as necessidades de tecnologias de informação de uma empresa, qualquer que seja o sector de actividade. A Novabase, mais do que serviços, entrega soluções para problemas específicos. A nossa visão passa por tornar a vida das pessoas e das empresas simples e feliz.

    Temos projectos que vão desde a implementação de soluções de infra-estruturas de sistemas e comunicações até a soluções de desenho e definição de processos de negócio.

    Em termos práticos, e a título de exemplo, quando alguém entra numa agência bancária em Moçambique, existe uma grande probabilidade de interagir com soluções da Novabase sem se aperceber, porque ou implementámos componentes do equipamento informático, ou porque estamos a monitorizar esse equipamento 24×7.

    Que serviços pretendem implementar em Moçambique?

    A nossa aposta inicial é mais forte na área de infra-estruturas de sistemas e comunicações. São as áreas de maior prioridade para os nossos clientes. Estamos também a trazer soluções inovadores implementadas noutras geografias e que achamos terem valor acrescentado para os nossos clientes no mercado moçambicano.

    A Novabase quer ser o parceiro tecnológico dos principais bancos a operar em Moçambique, das empresas de telecomunicações, nomeadamente dos operadores móveis, e ter uma participação significativa nos principais projectos do Governo Moçambicano.

    Já possuem parceiros locais? Antevêem projectos específicos para o nosso país?A Novabase é, por natureza, um integrador. Ou seja, com base nos produtos dos nossos parceiros, hardware e/ou software, adicionamos os nossos serviços e apresentamos a melhor solução aos nossos clientes. Os parceiros com os quais estamos a trabalhar em Moçambique são a Cisco, a HP, Oracle, Microsoft e SAP. De alguns destes parceiros temos inclusive certificações específicas para Moçambique.

    A Novabase tem já neste momento a decorrer projectos específicos em mercados como a Banca, o Governo e Transportes.

  • A aposta vai para as infraestruturas

    O sector das infraestruturas é vital para dar suporte às taxas animadoras de crescimento do país. Ocorre, no entanto, que há muito por se fazer tendo em conta que grandes projectos económicos, como é caso da exploração do carvão, têm a sua real capacidade de produção refém de questões logísticas, por falta de infraestruturas de escoamento. É na perspectiva de não deixar que as infraestruturas sejam o nó de estrangulamento da economia nacional, que as mesmas merecem uma especial atenção por parte do Governo.

    In revista Capital

    Parte significativa dos investimentos públicos, público-privados e até mesmo privados está a concentrar-se nas infraestruturas, por tratar-se do alicerce que o país precisa consolidar para manter o actual ritmo de crescimento económico. Estamos a falar de montantes avultados mobilizados, dentro e fora do país, através de diferentes engenharias financeiras para suportar obras de vulto em sectores como estradas, ferrovias, aeroportos e portos. São, na verdade, empreendimentos estratégicos sob o ponto de vista de redução de custos de escoamento e fluxo de mercadorias de diversa natureza, bem como a ligação doméstica dos centros de produção aos mercados de consumo – um factor crítico na cadeia comercial.

    Infraestruturas aeroportuárias, ferroviárias, viárias e sociais em vista

    São exemplos destes empreendimentos as seguintes obras em curso e/ou por iniciar:

    Temos as obras do Aeroporto Internacional de Nacala, na província de Nampula. No que tange à ferrovia, existe a previsão do início da construção da linha férrea Moatize Nacala-à-Velha, este ano. Nos portos, teremos a construção do terminal de carvão de Nacala-à-Velha. Nas estradas destaca-se o ambicioso projecto da Ponte Maputo Ka Tembe, que vai ligar o distrito municipal da Ka Tembe à cidade de Maputo e também a estrada circular.

    Contudo, os investimentos não se concentram apenas em infraestruturas de aparente impacto económico imediato. As infraestruturas sociais também florescem um pouco por todo país, sobretudo em sectores como o da Educação, onde escolas e salas de aulas são construídas para acomodar o número de alunos que cresce de ano para ano. Temos também a saúde com obras de vulto por via dos hospitais e centros de saúde. Fora isso, temos o abastecimento de água que tem impulsionado várias obras tendo em vista o aumento das taxas de cobertura.

    No mercado imobiliário assiste-se também a obras de vulto, sobretudo na capital do País, por se tratar do ponto que agrega maior valor comercial aos imóveis, uma tendência que poderá mudar com novos pólos imobiliários a surgir em províncias promissoras como Tete. A iniciativa de construção é, na maioria dos casos, privada ou de singulares, sobretudo no segmento habitacional. Porém, já se observa neste mesmo sector, uma maior intervenção do Estado, através das parcerias público-privadas estabelecidas com grupos oriundos de países experimentados na matéria, como é o caso da China e da Espanha.

    De um modo global, o cenário que se verifica no sector da construção no país, marcado por obras públicas e privadas em diferentes sectores, é característico de economias em desenvolvimento, como é caso de Moçambique.

    Carteira fiscal vai crescer

    Não se pode falar de infraestruturas sem abordar a componente financeira. Qualquer país precisa de fundos para suportar os custos da edificação de empreendimentos nos diferentes sectores. Porém, a busca pelo financiamento, seja interno ou externo, deve ser feita de forma criteriosa e acima de tudo sustentável, para que o seu saldo não sufoque a economia em questão. É justamente nesta abordagem que os impostos são chamados a cumprir o seu papel: encaixar dinheiro nos cofres do Estado para que este possa financiar obras como as já mencionadas. Entretanto, isto só e possível com um sistema tributário eficaz, eficiente e abrangente. Não se trata de aumentar os valores dos impostos, mas sim os níveis de tributação, isto é, taxar todos aqueles que – à luz do regime fiscal vigente – devem pagar impostos.

    Portanto, a base tributária deve ser alargada e os que rendem mais devem pagar mais. Mas não se quer com isto dizer que a pressão fiscal deve incidir sobre grupos que aparentemente geram mais dividendos como é o caso dos megaprojectos. Aliás, em finais de 2012 o ministro das Finanças Manuel Chang veio a público dizer que, paulatinamente, os megaprojectos contribuiriam mais para a carteira fiscal nacional. Entretanto, o governante defendeu a necessidade de haver justiça fiscal, no sentido de que todos devem pagar impostos mas “não deve haver mais pressão para uns do que para outros”.

    Neste contexto, as metas de arrecadação de receitas internas para este ano são ambiciosas, estamos a falar de cerca de 114 mil milhões de meticais. Trata-se de uma cifra que reduz, em certa medida, a dependência da ajuda externa.

    Entretanto, este avanço pode ser visto em duas perspectivas, a primeira resulta do facto do País estar a fortificar efectivamente a sua carteira fiscal; e a segunda resultaria de uma pressão criada pela redução do apoio externo, tendo em conta a crise económica que afecta a Europa, continente do qual maior parte dos doadores é proveniente. Numa situação dessas, Moçambique viu-se forçado a olhar para soluções domésticas para cobrir o gap deixado pelos parceiros de cooperação.

    Seja qual for a causa, a verdade é que o fortalecimento e diversificação da carteira fiscal vai permitir ao país adquirir uma maior capacidade de financiar projectos estruturantes, sobretudo no sector das infraestruturas e em outros, cujo crescimento tem impacto directo na redução dos índices de pobreza.

  • PMEs e financiamento em debate

    O Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas – IPEME em parceria com o Jornal Negócios realizam no dia 18 de Abril de 2013, a Conferência “Conheça e Use Financiamento PME” sob o lema: “Buscando Soluções de Negócios” vs “Investir com segurança”, O tema nuclear da conferência centrar-se-á nas Oportunidades de crédito para Investir nas PME’s e o papel do Seguro neste processo.

    A conferência enquadra-se na celebração do 1º ano do jornal negócios e do 5º ano do IPEME, bem como, no âmbito das intervenções sectoriais de apoio e assistência empresarial às PME’s, sendo por isso, um fórum e serviço de especialidade que de forma combinada, dispõe produtos e soluções de financiamento e de seguro para as PME’s.

    O evento terá lugar no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano pelas 8:30 horas e contará com a presença de Sua Excelência o Primeiro-Ministro Dr. Alberto Vaquina e de Sua Excelência o Ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga .

  • Ernst & Young premiada pela World Finance

    Pela primeira vez, a World Finance, prestigiada revista de jornalismo financeiro, sedeada no Reino Unido, atribuiu um importante prémio à Ernst & Young Moçambique.

    Na cerimónia realizada no início deste ano, em Londres (Inglaterra), a Ernst & Young foi reconhecida com o prémio correspondente à categoria de Melhor Firma de Consultoria Fiscal em Moçambique.

    A distinção em apreço resulta de uma pesquisa sobre Moçambique, realizada com base numa amostra aleatória constituída por personalidades do sector empresarial – CEO´s, Directores-Gerais, Empresários e Gestores – e altos funcionários governamentais baseados no país.

    Os critérios de classificação baseiam-se, de entre outros, em indicadores como o contributo efectivo das empresas/instituições para o crescimento e desenvolvimento económico do país; o domínio de competências de gestão; o nível de implementação de políticas de governação corporativa; a capacidade de inovação e o reconhecimento da visibilidade da imagem e marca institucional.

    Os prémios anuais atribuídos pela World Finance têm-se tornado, nos últimos anos, uma referência incontornável no contexto da gestão pública e privada em Moçambique.

    Com um painel de jurados com cerca de 230 anos de experiência agregada em jornalismo financeiro, o seu objectivo, de acordo com os promotores, é, por um lado, premiar e celebrar a Excelência e, por outro, reconhecer e definir Padrões de Referência que deverão orientar e inspirar a actuação dos demais agentes económicos do mercado.

    Para a Ernst & Young, este prémio representa mais um reconhecimento pelos agentes económicos do trabalho desenvolvido pela empresa nos últimos anos, através da concretização de um posicionamento estratégico e de uma política de crescimento contínuo que tem por base as pessoas, para além de um forte compromisso com questões de responsabilidade social e de acções de parceria no desenvolvimento sustentado das famílias e das empresas moçambicanas.

  • Portugal e Moçambique Os melhores destinos do mundo para 2013

    O portal da Globe Spots classifica Portugal e Moçambique no topo dos dez melhores destinos a visitar em 2013. Em primeiro lugar, a Globe Spot destaca Portugal, pelo velho charme do país, as praças, as ruas, o vinho do Porto, e as pastelarias, entre outros, e recomenda as cidades de Guimarães (berço de Portugal e a capital da cultura 2012), Braga, Porto, Évora, Sintra.

    Entre outros lugares a conhecer, o Globe Spot sugere visitar a capela dos ossos, o palácio da Pena, as caves do vinho do Porto e o Cabo da Roca, que é o cabo mais ocidental da Europa.

    Em segundo lugar, ficou Moçambique. Entre os lugares de interesse, foram seleccionadas as cidades da Beira, Maputo, a Ilha de Moçambique, Inhambane, Entre Lagos e Nampula. Em destaque surgem as praias de Vilankulos e do Tofo, a viagem de comboio entre Nampula e Cuamba, e o mercado do "chapa".

  • Cidadela da Matola Um projecto abortado?

    Passam-se três anos desde que foi anunciada publicamente a construção do megaprojecto imobiliário – “Cidadela da Matola”. Uma parceria entre as empresas sul-africanas McCORMICK – Propriedade de Desenvolvimento, PIC – Public Investiment Corporation (detentora de 50% dos centros comerciais na África do Sul), e a empresa moçambicana SFI (consórcio moçambicano constituído por empresas de investimento), num esforço financeiro global estimado em cerca de 220 milhões de dólares.

    Projectava-se construir no terreno do antigo Centro de Transmissão da Rádio Moçambique, na Cidade da Matola, um centro comercial de 46 mil metros quadrados, edifícios para escritórios, uma zona residencial, uma clínica privada e um centro de saúde, um centro desportivo e ginásio, uma zona hoteleira com centro de conferências, zona para vendas e serviços de produtos automóveis, zona de mercado grossista e várias áreas para restaurantes, parques e jardins, para além de um complexo governamental de quatro edifícios com diversos departamentos do Governo da Província de Maputo, e um para o Conselho Municipal da Matola. O rol de realizações era de se perder o fôlego!

    Parcerias foram firmadas, investimentos estipulados, tarefas divididas. Enfim, o plano estava devidamente traçado conforme anunciou na ocasião Lúcio Sumbana, o administrador do projecto. Entretanto, nada foi erguido no local, e a mata tomou conta do espaço em questão.

    Previsões naquela época eram de que as obras do centro comercial iniciassem em Julho de 2010 e que durassem pelo menos 18 meses. Ou seja, por esta altura já deveríamos estar a gozar os prazeres desse templo comercial…

    Mas a verdade é que nunca mais se ouviu mais falar desde projecto, abafando assim a esperança dos que nele acreditaram. Para quando será? Eis a questão. Ou será a ‘Cidadela da Matola’ mais um daqueles projectos que nunca irá ver a luz do dia?

  • AMOR na gestão do lixo

    Reciclagem em Família: Empresas Ambientalmente responsáveis juntam-se a esta iniciativa No dia 20 de Abril , na praia de Costa do Sol (em frente ao Centro Comercial Marés), das 9 as 11 horas, a Associação Moçambicana de Reciclagem – AMOR e seus parceiros (Mcel, CDM, CMM, Millennium BIM), Juntamente com o Olho do Cidadão, o Centro Terra Viva, a Formiga Juju, a Golo, o Grupo Capoeira Brasil e a Embaixada dos Estados Unidos da América vão realizar o evento " Reciclagem em família", onde pais e filhos se reunirão em prol da protecção do meio ambiente e promoção da reciclagem na praia.
    Esta iniciativa resultou do engajamento de vários movimentos da sociedade civil preocupados com a gestão dos resíduos na cidade de Maputo e seus efeitos para o meio ambiente. Serão nesse dia, desenvolvidas várias actividades ambientalmente saudáveis para as famílias, tais como: 1- Limpeza da praia : Distribuição de sacos e material para limpeza e reciclagem dos resíduos recicláveis, realização do Concurso Recicla e Ganha. 2 – Oficina infantil : Tchova da Formiga Juju com Livros e Jogos infantis, Palestra sobre a tartaruga marinha, Concurso Melhor Castelo de Areia. 3 – Desporto : Ginástica aeróbica, Aulas de capoeira, Futebol de praia (que se joga tradicionalmente descalços, ou seja, numa Praia Limpa).
    Este evento será impulsado pela AMOR no âmbito do projecto Praia Limpa, Praia Gira, que iniciou as actividades em Dezembro de 2012. O projecto Praia Limpa, Praia Gira consiste na limpeza, recolha e reciclagem dos resíduos na praia do Costa do Sol e tem realizado jornadas de consciencialização ambiental dos vendedores e outros utentes da praia e juntamente tem exercido actividades de limpeza em toda a praia.

  • Website moçambicano dinamiza o mercado de trabalho nacional

    Lançado no passado dia 1 de Maio de 2012, Dia Internacional do Trabalhador, o www.emprego.co.mz, uma iniciativa privada que dissemina vagas de emprego em Moçambique através da Internet, é já a maior referência online para profissionais em busca de oportunidades de trabalho em todo o território nacional.

    Este serviço utiliza a Internet como veículo para o recrutamento de talento em Moçambique e é um dos portais online mais reconhecidos do País, atingindo 10 mil visitas diárias, mais de 1 milhão de visualizações de página mensais e 27 mil seguidores em redes sociais, como Facebook, Twitter e Linkedin.

    Em apenas 11 meses, o emprego.co.mz publicou mais de 2.200 vagas de emprego para mais de 500 instituições a operar em Moçambique. As estatísticas indicam que a maior afluência de candidatos parte de Maputo, Beira, Nampula, Tete e Pemba, e o portal foi visitado a partir de 153 países, com destaque para Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, África do Sul e Brazil.

    Para os recrutadores, o portal oferece serviços de publicação de vagas, permitindo a empresas, instituições e agências de recrutamento o acesso a milhares de potenciais candidatos locais.

    A Internet está a transformar a forma como organizações encontram pessoal qualificado. A rapidez, baixo custo e tamanho da audiência são factores determinantes para gestores de recursos humanos que procuram capital humano de alto valor.

    O projecto foi desenvolvido pela UX, uma empresa moçambicana, especializada na criação de tecnologias online que desempenham um papel transformador para empresas, instituições e a sociedade em geral.

    Segundo Frederico Silva, director comercial da UX, “o sucesso do emprego.co.mz demonstra uma forte demanda por serviços de informação online, de origem nacional, que sejam inovadores, eficientes e actualizados com regularidade”.

    Brevemente, o emprego.co.mz vai integrar novas funcionalidades que prometem revolucionar o mercado laboral em Moçambique.

  • Standard Bank dá prémios aos campeões do Torneio Pequenada

    O Standard Bank ofereceu, na última sexta-feira, material desportivo diverso às escolas que participaram na primeira edição do Torneio Pequenada Standard Bank, realizado no município da Matola nos meses de Fevereiro e Março.
    O material constituído por bolas, apitos, cronómetros, sapatilhas, fatos de treino, camisolas, calções, mecas, meias, entre outros, foi entregue aos representantes das dez escolas participantes do torneio, numa cerimónia ocorrida no Centro Social do banco, na Matola.
    Ainda como parte desta premiação, 22 atletas envolvidos no torneio infanto-juvenil e respectivos treinadores tiveram a oportunidade de assistir ao jogo de abertura da edição 2013 do Moçambola e ainda interagir com os jogadores do Maxaquene e Costa do Sol, para além de anteriormente terem já recebido medalhas e troféus.
    De referir que a primeira edição do Torneio Pequenada do Standard Bank, realizou-se no Centro Social do Banco, na Matola, de 16 de Fevereiro a 9 de Março, envolvendo cerca de 600 crianças de onze escolas.
    Os grandes vencedores foram as escolas primárias completas de Sikwama, Matola "J" e Mussumbuluco, todas do município da Matola, em masculinos, nas categorias de Tranquinas (dos 8 aos 10 anos), Benjamins (dos 11 aos 14 anos) e Petizes (dos 6 aos 7 anos), respectivamente.
    De acordo com o Administrador de Delegado do Standard Bank, António Coutinho, a primeira edição do Torneio Pequenada foi um sucesso, pois "a adesão dos participantes foi acima das expectativas, sendo que mais de 600 crianças de onze escolas aqui estiveram", realçou.
    Como primeira edição de um torneio do género, António Coutinho reconhece que foi uma grande experiência, uma vez que se conseguiu atingir o objectivo esperado que era o de despertar o interesse das crianças pelo desporto, em particular o futebol.
    "Toda a gente sabe que o Standard Bank está envolvido no Moçambola, e este torneio tem uma forte ligação, porque vai potenciar as camadas de iniciação", finalizou.
    Por seu turno, Naldo Joaquim, representante da Escola Primária Completa de Sikwama, agradeceu ao Standard Bank pela iniciativa de realizar o Torneio Pequenada, e sublinhou que o prémio vai ajudar muito a sua escola.
    "Nós tínhamos falta de material desportivo, e o equipamento e as bolas vão dar mais impulso para que a escola continue a movimentar a prática de futebol e a descobrir mais talentos".

  • Vale com bons resultados no controlo e combate a malária

    A Vale Moçambique tem registado resultados positivos na implementação do seu programa de controlo da malária nos seus trabalhadores, grande parte dos quais a operar no projecto carvão de Moatize, na Província de Tete, possuindo actualmente uma taxa de 3,29% comparativamente à prevalência da malária de 42.2% na província de Tete.

    Estes resultados são fruto de intensas campanhas realizadas dentro da empresa e nas comunidades circunvizinhas direccionadas à sensibilização sobre a doença e a mudança de comportamentos que constituem risco de infecção.

    No âmbito do programa, a empresa faz a disseminação de informação sobre a doença através de palestras, debates, cartazes e peças de teatro, bem como de acções de limpeza e destruição de criadouros de mosquitos. São realizadas ainda pulverizações nos escritórios e áreas contíguas e a distribuição gratuita de creme repelente e redes mosquiteiras impregnadas com insecticidas a todos os trabalhadores.

    Para melhor cobertura das suas acções a Vale instalou uma clínica no local de trabalho com capacidade de diagnóstico precoce da malária e disponibilidade de tratamento gratuito a todos os casos diagnosticados positivo.

    Investimento em saúde

    Considerando a malária a maior causa da mortalidade e de internamentos, que tem como consequência o absenteísmo nas empresas, a Vale Moçambique pretende reforçar a sua capacidade interna de suporte aos seus trabalhadores e famílias, bem como a sua parceria com o Governo para o controle da malária nas comunidades.

    Segundo Dr. Eduardo Munhequete, Gerente de Saúde da Vale Moçambique, a empresa está a instalar, em todas as suas unidades de produção, clínicas com capacidade laboratorial para o diagnóstico precoce da malária e tratamento gratuito aos trabalhadores e dependentes.

    De recordar que a Vale Moçambique entregou recentemente ao Governo de Moatize, um Centro de Saúde urbano e uma Clinica da Noite, ambas localizadas no distrito de Moatize.

  • B) fotos do workshop sobre a JUE

    Acima de 540 milhões de dólares norte-americanos, foram arrecadados para os cofres do Estado, através do sistema electrónico de desembaraço célere de mercadorias – Janela Única Electrónica (JUE), em ano e meio de implementação no País.
    Esta informação foi dada a conhecer, terça-feira última, em Maputo, no decurso do workshop sobre o estágio de implementação deste sistema, que entrou agora para a sua segunda fase, com a operacionalização dos módulos de trânsito, armazém aduaneiro e garantias.
    No encontro, que contou com a participação de agentes transitários, despachantes aduaneiros, operadores de armazém e as Alfândegas, o Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Rosário Fernandes, referiu que “a JUE representa um compromisso para com o desenvolvimento económico do País, cujo mérito reside na sua credibilidade e no facto de o sistema servir a todos, nomeadamente o Estado, agentes económicos, incluindo a própria região”.
    “Em 2012, tivemos uma capacidade doméstica de geração de receitas de 70 por cento contra uma dependência externa de 30 por cento, o que foi um marco histórico”, referiu Rosário Fernandes, acrescentando que “atingimos ainda um rácio fiscal de 23.8 por cento e entramos já no patamar dos indicadores de convergência na SADC”.
    Para garantir essa estabilidade e crescimento – conforme sublinhou – tem que ser igualmente a custo do papel que exercem todos os factores circunstantes: “Para este ano, o País tem aprovada, por Lei Orçamental, uma tabela de despesas de 175 mil milhões de meticais, que poderá sofrer agravamento, devido às calamidades naturais que assolaram o País, o que significa um esforço adicional em receitas”, frisou.
    “Nós já estamos preparados para, mais uma vez, fazer face aos desafios de 2013, através de acções mais acutilantes e da melhor eficácia na gestão da JUE, em termos de resultados palpáveis na receptação aduaneira, particularmente em todos os terminais estratégicos”, indicou o Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique.
    Rosário Fernandes mostrou-se, igualmente, satisfeito com o facto de o sistema da Janela Única Electrónica cobrir já todos os pontos de colecta de receita considerados estratégicos: “Faltam ainda outros pontos periféricos, mas que também já constam do calendário de expansão do sistema para o ano de 2013”, finalizou.
    Refira-se que o workshop serviu igualmente para auscultar e esclarecer as preocupações dos operadores aduaneiros, de modo a melhorar ainda mais o desempenho de todo o processo de desembaraço aduaneiro aliado à segunda fase de implementação da JUE.

  • Empresas francesas convidadas a investir “sem hesitação”

    Representantes de cerca de 30 empresas francesas de grande e média dimensão participaram no fórum de negócios franco-moçambicano, ocorrido esta quinta-feira, em Maputo, sob o tema “Como investir em Moçambique e participar na sua diversificação económica”.
    Trata-se de investidores nas áreas de saúde, energia, transportes, logística, agricultura, obras públicas, catering, fundo de investimento privado, desenvolvimento de softwares, pesquisas científicas, aquacultura, gás, banca, entre outras.
    Organizado pelo MEDEF-Internacional, uma organização empresarial francesa e a CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, em parceria com o Centro de Promoção de Investimentos (CPI), o evento contou com a participação do ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, e do embaixador da França em Moçambique, Serge Segura.
    Na ocasião, o vice-presidente da CTA, Agostinho Vuma, referiu que a França faz parte dos 43 países investidores em Moçambique, embora não conste da lista dos dez maiores: “Porém, existe muito espaço para este país europeu aumentar o nível de investimentos no nosso País”, frisou.
    “Moçambique apresenta-se como um destino atractivo para o investimento na área do turismo, onde possui um potencial quase inesgotável e diversificado”, indicou Agostinho Vuma, acrescentando esperar que os participantes ao encontro de negócios saiam “reforçados e munidos de informações úteis, para o estabelecimento de parcerias de negócios entre empresários franceses e moçambicanos”.
    Por seu turno, o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, disse que “as recentes descobertas e início da exploração de recursos energéticos e minerais não só fazem de Moçambique uma das maiores reservas mundiais de gás, e tornam o País num destino inevitável para o investimento, como também propiciam o fortalecimento e oportunidades de crescimento para a prestação de serviços de formação e desenvolvimento de unidades especializadas de suporte a essa indústria extractiva nascente, promovendo micro, pequenas e médias empresas moçambicanas, aonde a combinação entre o capital internacional e as empresas nacionais possa criar sinergias e consolidar numa perspectiva de ganhos conjuntos”.
    O governante convidou ainda os “empresários franceses a explorar as oportunidades de investimento que Moçambique oferece e avançarem, sem hesitação, no estabelecimento de parcerias consistentes com o empresariado moçambicano nas diversas áreas com potencial para o efeito”.
    Por sua vez, o diplomata francês, Serge Segura, disse que se pretende com esta visita “dotar as empresas francesas de melhores conhecimentos sobre as empresas moçambicanas e seu desenvolvimento e fazer ligações entre elas, o que para nós é um ponto importante no desenvolvimento das nossas relações bilateriais”.