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  • B)CTA perspectiva crescimento em 2013

    A CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique realizou, este sábado, em Maputo, a Assembleia Geral ordinária, com o objectivo de apreciar e deliberar sobre o relatório de contas e actividades do exercício de 2012.

    Da agenda deste encontro, constou ainda a apresentação e debate do relatório de actividade e orçamento para o presente ano, prevendo-se um aumento de receitas ao nível da organização.
    De entre as actividades realizadas em 2012 destaca-se o início da revisão do Regulamento das Agências de Viagens para reduzir a burocracia e o custo das alterações ao prazo dos alvarás e garantias bancárias, bem como a proposta da Taxa do Turismo, que visa melhorar a qualidade do serviço turístico no País.

    No sector do agro-negócio, o relatório de actividades de 2012 salienta o estudo em curso sobre as barreiras não fiscais à agricultura e inclui o incentivo ao gasóleo, previsto no Diploma Ministerial 118/2005, uma vez que poucas empresas nacionais é que beneficiam da redução da taxa sobre o gasóleo.

    Na área dos transportes, particular destaque vai para o reajustamento das tarifas urbanas e inter-urbanas de transporte rodoviário de passageiros, considerando ter sido um reajustamento abaixo dos custos actuais de operação.

    Abordado à margem do encontro, o presidente da mesa da Assembleia Geral, Salimo Addula, referiu que o grande objectivo da CTA é tornar-se financeiramente sustentável: "Temos vindo a trabalhar nos últimos anos, por forma que a confederação se torne cada vez mais financeiramente independente, gerando receitas próprias para o cumprimento dos objectivos que esta organização se dedica”, frisou.

    Relativamente à Assembleia Geral ordinária, Salimo Addula explicou que teve como objectivo principal a apresentação do relatório de contas e actividades do exercício de 2012.
    “Também foi observado o parecer do Conselho Fiscal e ainda apresentado o plano de actividades e o orçamento para 2013”, indicou, realçando que se perspectiva um crescimento de receitas ao nível da CTA, bem como o aumento do volume de actividades em 2013.

  • V edição da Feira Internacional de Educação é já na quinta-feira

    É já na próxima quinta-feira que a Praça da Paz, na cidade de Maputo, vai acolher a V edição da Feira Internacional de Educação, uma iniciativa da Comunidade Académica para o Desenvolvimento da Educação (CADE), que tem como objectivo promover a orientação vocacional e profissional dos jovens e estudantes.
    O certame constitui uma montra das oportunidades de formação académica e profissional existente para os cidadãos, particularmente estudantes do ensino médio geral e técnico profissional, visando a sua orientação para o exercício de escolhas mais acertadas no prosseguimento dos seus estudos e de profissões.
    Numa conferência de imprensa de lançamento do evento, ocorrida nesta segunda-feira, na capital, o presidente da CADE, Cassamo Nuvunga, disse sentir-se “feliz pela crescente forma como a feira tem estado a ganhar o seu espaço no mercado nacional e internacional".
    “Teremos pela primeira vez uma delegação de Estado de Angola, composta por cinco pessoas e chefiada pelo secretário de Estado da Educação, e ainda uma forte presença da Universidade Agostinho Neto”, referiu Cassamo Nuvunga, realçando também a presença pela primeira vez no evento de uma delegação da República Checa.
    Por sua vez, Hélia Campos, directora de Recursos Humanos do Standard Bank, um dos principais patrocinadores da feira, referiu que “este ano, o Banco, para além de se posicionar no evento com o seu habitual stand para a promoção dos seus serviços financeiros, vai realizar uma palestra sobre o seu programa de estágios profissionais”.
    “Pretendemos clarificar os procedimentos que os jovens devem seguir para se candidatarem ao programa de estágios, mas mais, importante ainda o Banco pretende criar condições para enriquecer o currículo académico e profissional destes jovens, abrindo-lhes as portas para um universo de oportunidades”, realçou Hélia Campos.
    De referir que o apoio do Standard Bank a esta iniciativa enquadra-se no âmbito da sua estratégia de responsabilidade social que tem a Educação como pilar fundamental.
    Para o chefe do grupo de Eventos e Patrocínios da mcel-Moçambique Celular, Zófimo Muiuane, a maior operadora de telefonia móvel do País orgulha-se de fazer parte desta iniciativa de Educação pelo quinto ano consecutivo: “Temos estado a ver o crescimento deste evento e isso nos satisfaz, pois temos vindo igualmente a abraçar outros projectos educacionais, visando apoiar o desenvolvimento do sector”, finalizou.

  • Maputo acolhe XXIª edição do Fórum AICEP – Associação Internacional de Comunicações de Expressão Port uguesa

    A Cidade de Maputo vai acolher, entre os dias 2 e 3 de Maio próximo, a Assembleia-Geral e a XXIª edição do Fórum AICEP – Associação Internacional de Comunicações de Expressão Portuguesa, sob o lema “ A relevância dos Conteúdos, da Língua e das Comunicações na Economia do Mundo da Lusofonia”.

    A realização da presente edição, na capital moçambicana, segue-se à decisão da última Assembleia-Geral da AICEP, realizada no dia 12 de Abril de 2012 em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
    A AICEP foi constituída em Bissau, em Novembro de 1990, por 12 operadores de correios e Telecomunicações de Portugal e dos PALOP, no decorrer do III Encontro dos Operadores de Correios e Telecomunicações dos Países de Língua Oficial Portuguesa.

    Nos anos seguintes, realizaram-se mais duas Assembleias Plenárias, uma intercalar em Lisboa, em Junho de 1991 e outra em Maputo, em Dezembro de 1992.
    Em 26 de Novembro de 1993, foi celebrada formalmente, em Lisboa, a escritura de constituição e certificada a denominação adoptada – AICEP. Três dias depois, no dia 29 de Novembro de 1993 e já na Cidade da Praia, em Cabo Verde, foi realizada a primeira Assembleia Geral da Associação, já formalmente criada.

    Desde essa altura e até ao presente têm-se realizado com periodicidade anual as Assembleias-Gerais ordinárias da Associação, num sistema rotativo pelos vários Países e Territórios do Universo AICEP, às quais se têm sempre associado, desde o início, um fórum de reflexão sobre temas de actualidade no mundo das comunicações.

    A AICEP foi pioneira ao reunir no seu seio, desde o seu início, os sectores postal e de telecomunicações e, posteriormente, com a revisão estatutária do ano 2000, os Reguladores e a Indústria.
    Espera-se que na Assembleia-Geral de Maputo se proceda à mais uma revisão dos Estatutos para incluir no seio desta Associação outras empresas de Comunicações, designadamente do sector de televisão, após o que se formalizará a adesão formal da RTP (Portugal) e da STV – Soico Televisão (Moçambique) à AICEP, o que constituirá um marco histórico na vida desta Associação.

    Hoje, esta associação internacional é constituída por 24 Operadores de Correios e Telecomunicações, 5 Órgãos Reguladores de Comunicações, 4 Membros da Indústria/Serviços, dos 9 Países e Territórios de Língua Oficial Portuguesa.

  • Actividades do Sectro Público mais abertas às PMEs

    A CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique reuniu, recentemente em Maputo, a comunidade empresarial para a recolha de contributos e preocupações sobre a “Proposta de Regulamento Específico da Lei das Parcerias Público Privadas, Projectos de Grande Dimensão e Concessões Empresariais”.
    A proposta de regulamento tem como objectivo o estabelecimento de normas orientadoras e procedimentos aplicáveis ao processo de contratação, implementação e monitoria das parcerias público-privadas e concessões empresariais de pequena dimensão.
    Segundo o director executivo adjunto da CTA, Eduardo Macuácua, a organização convidou o sector privado, principalmente os empresários de pequenas e médias empresas (PME) para auscultá-los sobre o regulamento específico da Lei das Parcerias Público Privadas, Projectos de Grande Dimensão e Concessões Empresariais, aprovada pelo Governo.
    “A importância deste regulamento reside no facto de o Governo pretender abrir um espaço para a participação do sector privado nacional na gestão, construção, reabilitação e desenvolvimento de infra-estruturas e outros serviços que são de âmbito público, mas que podem ser geridos pelo sector privado”, realçou Eduardo Macuácua.
    O seminário, conforme referiu, vai produzir um parecer que reflecte o posicionamento do sector privado, a ser remetido ao Governo, com vista ao melhoramento do regulamento em debate.
    Após fazer a apresentação dos comentários à Proposta de Regulamento Específico da Lei das Parcerias Público Privadas, Projectos de Grande Dimensão e Concessões Empresariais, José Caldeira, da empresa Sal e Caldeira Advogados Lda., referiu que ao abrigo da legislação em vigor os pequenos empresários não estavam excluídos, mas a Lei não estava perfeitamente adequada como está na proposta que se pretende agora aprovar: “Os dois diplomas em vigor estavam mais desenhados para projectos que tivessem uma certa dimensão e as pequenas e médias empresas teriam algumas dificuldades de se ajustarem àquilo que são os requisitos que constam do diploma em vigor”, disse.
    Como passos seguintes, conforme sugere José Caldeira na sua apresentação, é necessário clarificar a questão da definição do mínimo não sujeito à fiscalização prévia para melhor se identificar a importância ou alcance da proposta de regulamento e sugerir melhorias para se potencializar o objectivo pretendido com a presente proposta de regulamento.
    Na sua opinião, “o primeiro problema que se levanta é a determinação do valor inferior não sujeito à fiscalização prévia que, até agora, depende de aprovação anual”.

  • “Fazer negócios em Moçambique” reune 100 agentes económicos em Tete

    O Standard Bank reuniu, recentemente, na província de Tete, perto de 100 agentes económicos, para apresentar soluções de financiamento e parcerias às pequenas e médias empresas (PME).
    No encontro, denominado Standard Bank Expresso e realizado com o lema “Fazer negócios em Moçambique”, o Banco apresentou as perspectivas da economia nacional, com enfoque em Tete, o ciclo do negócio, a Lei Cambial e seu impacto no negócio, soluções cambiais, incluindo o produto inovador ‘FX option’, que confere ao cliente o direito mas não obrigação de comprar ou vender moeda estrangeira, a um preço e data prefixados.
    De acordo com Chuma Nwokocha, director da Banca de Particulares, Pequenas e Médias Empresas do Standard Bank, pretende-se com este fórum, a ser replicado brevemente noutras cidades do País, criar uma plataforma de aproximação e engajamento contínuo do Banco com os clientes e parceiros de negócio.
    “O encontro debruçou-se sobre as implicações das transformações económicas do desenvolvimento no contexto global, as implicações das políticas macro-económicas sobre os negócios e vimos ainda de que forma o Standard Bank, como parceiro nos negócios, pode, através dos seus produtos e serviços, ajudar no crescimento do empresariado local”, disse Chuma Nwokocha.
    Relativamente à escolha de Tete para acolher o primeiro Standard Bank Expresso, Chuma Nwokocha explicou que reside no facto de esta província assumir uma posição relevante, em termos de crescimento económico nos últimos anos.
    “No ano passado, o PIB-Produto Interno Bruto da cidade de Tete cresceu na ordem de 40 por cento, impulsionado principalmente pelo desenvolvimento da actividade mineira, prevendo-se que este ano registe ainda um crescimento assinalável, o que contribui para o aumento dos agentes económicos”, referiu o director da Banca de Particulares, Pequenas e Médias Empresas do Standard Bank.
    Alfredo Padamo, administrador da empresa de distribuição de materiais eléctricos e construções, Eyeshop, disse a-propósito do encontro que, “aqui ficaram esclarecidas muitas dúvidas que existiam no seio do empresariado local sobre operações e leis, sobretudo a alteração da Lei Cambial que afecta em grande medida as empresas que operam com o mercado internacional”.
    “O Standard Bank informou-nos sobre o crescimento económico de cada província de Moçambique, incluindo os dados relativos à província de Tete, que nós os operadores económicos locais desconheciamos completamente”, frisou Alfredo Padamo.
    Já o empresário Adelino Khan, da empresa Autokhan, considerou que o Standard Bank Expresso é uma boa iniciativa, pois "haviam muitas questões cambiais e outras ferramentas essenciais, cuja mecânica não compreendiamos, mas que ficaram devidamente esclarecidas no fórum".

  • Construção de infra-estruturas: condição para rápido crescimento da economia

    O especialista em energia e infra-estruturas do Grupo Standard Bank, David Humphrey, defendeu, em Maputo, que para que "a economia moçambicana possa crescer rapidamente, com a descoberta dos recursos naturais, o País tem que priorizar a construção de infra-estruturas, sobretudo estradas, linhas férreas e portos, incluindo infra-estruturas de gás natural e carvão mineral".
    A tese de David Humphrey foi apresentada, no decurso do Economic Briefing do Standard Bank, tido recentemente lugar e no qual o especialista dissertou sobre “A importância de ter as infra-estruturas funcionais em Moçambique”.

    “Sem infra-estruturas, a economia moçambicana não pode crescer tão rapidamente quanto deveria, razão pela qual há que iniciar primeiro por desenvolver infra-estruturas para facilitar o transporte das mercadorias, depois desenvolver factores de maior valor, como portos e ainda infra-estruturas para petróleo, gás natural e carvão mineral”, referiu David Humphrey.

    Dirigindo-se a uma plateia de perto de 200 agentes económicos, David Humphrey referiu que “assumindo os avultados investimentos já efectuados pelas companhias internacionais nas áreas de carvão e gás, o desafio que agora se coloca para o Governo moçambicano é de saber como tirar proveito desse investimento e obter receitas: o Governo pode identificar os projectos que quer priorizar e a forma como quer fazer, determinar os papéis do sector público e privado, indicando igualmente as leis e as regulamentações a serem seguidas e os Bancos, como o Standard Bank, podem indicar o papel que pretendem desempenhar no processo, concedendo empréstimos ou então usar as nossas facilidades de comércio ou transacção em moeda estrangeira, para que esses projectos possam ser realizados da forma mais rápida e eficiente possível”, frisou.

    Sob o tema “Moçambique, uma história de crescimento”, o Economic Briefing promovido pelo Standard Bank debruçou-se ainda sobre as perspectivas de evolução da economia moçambicana e da região austral africana, e o efeito das descobertas de gás em Moçambique.

  • Oportunidade de Investimento na Av. Julius Nyerere

    Este edifício encontra-se à venda numa das zonas mais nobres de Maputo, a Av. Julius Nyerere. Com uma vista fantástica sobre a baía, esta propriedade é ideal para uso de escritórios e tem cerca de 3200m2 de área coberta. Grande oportunidade de Investimento com expectativas de retorno muito boas. Esta propriedade é usada como sede de um hospital que irá manter as suas operações noutra localização. O preço é negociável consoante as condições de negócio.

    Gonçalo Morgado Marques | Manager
    PAM GOLDING PROPERTIES MOZAMBIQUE LTD
    Av. Mártires de Mueda, Nº 707 – Hotel Cardoso – Shop 1 – Maputo, Mozambique
    Office: +258 21 492 076 Mobile: +258 82 369 8745 Facsimile: +258 21 492 076
    Email: goncalo.marques

  • Moçambique entre os mais atractivos

    Moçambique e Cabo Verde são dois dos mais atractivos destinos de investimento estrangeiro em África, em 2013, de
    acordo com um documento divulgado em Lille pela consultora francesa StrategiCo.
    No relatório “Riscos em África 2013”, a consultora refere-se à “mudança de percepção” dos investidores estrangeiros em
    relação a África, devido a um crescimento médio de 4,8% este ano, acima da média mundial de 2,5%, segundo o FMI.
    Números do Banco Mundial indicam que o investimento directo estrangeiro vai aumentar 57%, em dois anos, para 48,7
    mil milhões de dólares em 2014, adianta.
    Entre os 12 países que “sobressaem”, os “primeiros da turma” que “combinaram paz e desenvolvimento”, está Cabo
    Verde, um dos poucos países em África a passar para a classificação de país de rendimento médio.
    A StrategiCo realça a “transformação da economia” cabo-verdiana, com a agricultura a passar de 14,4% do PIB (1990)
    para entre 8% e 9%, e os serviços a aumentarem para 77%, o que “mostra que as autoridades foram capazes de fazer
    escolhas acertadas no aproveitamento de novas oportunidades que abriram o sector dos serviços”.
    As “perspectivas são boas a médio prazo”, embora permaneçam fraquezas, incluindo a dívida pública, que excede 75%
    do PIB; o desemprego, que afecta 21% da população activa; e a forte dependência comercial da zona euro, cuja crise
    actual “pode afectar as exportações”.
    “A curto e médio prazos, existem oportunidades nas infra-estruturas, tecnologias de informação, serviços marítimos e
    turismo. O país está a planear reparar infra-estruturas a médio prazo, e a construção pode tornar-se um sector
    interessante”, refere a StrategiCo, citada pela agência Macauhub.
    Em Moçambique, onde 45% do PIB vem dos serviços, a percentagem da indústria está a crescer, tal como a da
    agricultura.
    O IDE situou-se em 2,1 mil milhões em 2011 e 4 mil milhões em 2012, e “a descoberta do imenso campo de gás natural
    do Rovuma deverá atrair mais investimento”.

    in O País

  • Estudantes universitários reflectem sobre o seu papel no mercado

    Perto de 300 jovens estudantes de sete instituições do ensino superior baseadas na capital do País participaram, quarta-feira última, em Maputo, no fórum global denominado “Mozambique Young to Business”, para reflectir sobre o papel dos jovens nos diferentes sectores do mercado.
    O evento, que reuniu estudantes das principais universidades do País, Organizações Não Governamentais (ONGs), representantes do Governo e empresas, incluiu a realização de workshops e debates sobre temas como internacionalização, liderança e inovação.
    Com esta iniciativa, a AIESEC pretende maximizar o seu impacto junto da sociedade, através da aproximação dos estudantes universitários às empresas e organizações, estimulando, desta feita, o desenvolvimento do potencial da juventude moçambicana, o espírito empreendedor, visão global e desenvolvimento de competências de liderança.
    Francisco Maibaze, presidente da AIESEC Moçambique disse a-propósito que o “Mozambique Young to Business” deste ano serviu para “reflectir sobre o papel dos jovens nos diferentes sectores do mercado, porque acreditamos que os jovens têm um papel fundamental para o desenvolvimento do País e as principais perspectivas que temos é que este seja um momento de reflexão para que, amanhã, os jovens possam ter cada vez mais uma atitude positiva em relação à sociedade, criando impacto positivo sobre ela”.
    “Do modo geral, este evento tem como objectivo juntar os principais pólos do mercado, nomeadamente ONGs, empresas, estudantes e a sociedade civil em geral, para reflectir sobre temas importantes, como o empreendedorismo, inovação, entre outros”, referiu Francisco Maibaze.
    Fundada em 2010 em Moçambique, a AIESEC conta com 50 mil membros em 107 países e tem por objectivo estimular a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança dos seus membros com impacto positivo na sociedade.
    As suas actividades também incluem programas de intercâmbio profissional e actua em iniciativas de integração de estudantes universitários no meio corporativo, projectos envolvendo o sector não corporativo, consciencialização de jovens para temas sociais tais como estágios de jovens estrangeiros em organizações moçambicanas e o envio de estudantes universitários nacionais para estágios internacionais.

  • Politécnica debate “pertinência ou não da revisão da Constituição”

    O Departamento de Ciências Jurídicas (DCJ) da Universidade Politécnica vai realizar na próxima sexta-feira, 26 de Abril, pelas 16:00h, no Anfiteatro desta universidade, um debate subordinado A "Constituição da República de Moçambique – 2004: pertinência ou não da sua revisão "a ser proferida pelo Professor Doutor Gilles Cistac (Professor Catedrático e Constitucionalista da Universidade Eduardo Mondlane).
    Este debate acontece numa altura em que a Assembleia da República de Moçambique está a levar a cabo, em todo o País, um conjunto de auscultações públicas em torno da Revisão da Constituição da República de Moçambique de 2004.

  • Próximos 10 anos: Rioforte prioriza agricultura

    A RIOFORTE, sociedade de investimentos do Grupo português Espírito Santo, vocacionada para a administração de activos não financeiros, decidiu fazer de Moçambique a base operacional para o desenvolvimento dos seus negócios e investimentos no sul de África, segundo declarações do respectivo PCA, Manuel Fernando Espírito Santo, entrevistado pelo nosso Jornal.

    A sociedade, de acordo com a fonte, terá como uma das suas primeiras prioridades concentrar os seus esforços no crescimento da primeira subsidiária directa do seu portfólio, a Mozaco – Mozambique Agricultural Corporation, em parceria com o Grupo moçambicano João Ferreira dos Santos, um dos expoentes da agricultura do nosso país, para além de ser reputado grupo empresarial em Moçambique.

    O plano de negócios da operação agrícola da Mozaco em Moçambique prevê a plantação de 220 hectares de soja e 240 hectares de algodão em 2013. Manuel Fernando Espírito Santo afiançou-nos que em termos operacionais, já estão actualmente cultivados 66 hectares de soja e dois hectares de algodão num projecto-piloto implantado precisamente em Malema. A primeira fase deste empreendimento (5 anos) o investimento será de 5 milhões de dólares norte-americanos.

    Soubemos que no quinto ano, pretende-se ter plantado 2000 hectares principalmente para a produção de soja (algodão, milho e girassol serão também plantados para recuperação das terras) e produzir 3 mil toneladas de soja e empregar 150 pessoas.

    Foi desenhada uma segunda fase (de 5 a 10 anos), período em que estão previstos investimentos na ordem de 45 milhões de dólares. “No décimo ano, pretende-se ter plantado os 20000 hectares de terra, produzindo cerca de 20 mil toneladas de soja” – disse a fonte.

    Nos primeiros dois anos estima-se que o projecto chegue a perto de 600 hectares, que crescerão progressivamente até atingir cerca de 2000 hectares. Desta forma, segundo o PCA da Rioforte, “o grupo pretende confirmar os pressupostos do seu business plan, de forma a aprofundar conhecimentos antes de avançar para o projecto completo, que deverá atingir 20000 hectares de exploração no médio prazo”.

    Um dos casos mais interessantes aplicados no Paraguai, onde a Rioforte mantém presença e que pretende desenvolver em Moçambique, tem a ver com a criação de uma base de empresariado local especializada, por exemplo estimulando trabalhadores a adquirirem equipamento e estabelecerem-se por conta própria com contratos de fornecimento de serviços e de financiamento promovidos pela própria companhia. “Esta iniciativa construiu hoje um núcleo de pequenos empresários que trabalham não só para as fazendas desta empresa no Paraguai, mas para herdades vizinhas, estimulando economias de escala, criando postos de trabalho e riqueza e promovendo a ascensão económica e social da população”.

    Ainda na entrevista com Manuel Fernando Espírito Santo, foi-nos dito que a empresa construtora Opway, pertencente ao Grupo Espírito Santo, “é outro expoente de relevo onde a Rioforte vai prestar apoio dinâmico e com vista à aceleração do crescimento daquela que é uma das mais antigas construtoras de origem portuguesa a operar em Moçambique”. Ela detém um “invejável” aliado a um conjunto de parcerias internacionais e relações crescentes com outras construtoras e grandes investidores internacionais no nosso país.

  • Apoio da UE na III fase

    A implementação do Plano de Acção do Sector Açucareiro nacional, uma iniciativa levada a cabo com fundos disponibilizados pela União Europeia entrou na terceira fase, sendo que o valor disponível para o efeito ascende a 4.9 milhões de euros.

    No âmbito do Plano de Acção do Sector Açucareiro, cuja implementação dura desde 2008, a União Europeia (UE) tem apoiado o sector açucareiro moçambicano através da iniciativa AMSP-Accompanying Measures for Sugar Protocol Countries , tendo sido realizadas as duas fases anteriores com enfoque na expansão das áreas de produção de cana sob gestão dos pequenos/médios outgrower, no fornecimento de treinamento e de capacidades técnicas para a mão-de-obra especializada das empresas açucareiras e das associações de outgrowers, bem como no desenvolvimento de programas sociais (escolas, fontes de água, rede sanitária/malária e HIV.

    Segundo os dados a que tivemos acessos, a implementação das medidas de acompanhamento, resultou na criação de 28 associações de pequenos produtores de cana. Destas associações 21 estão na açucareira de Xinavane, seis são da açucareira de Maragra e uma da açucareira de Mafambisse. Estas associações albergam um total de 2.317 membros. Em 2012 produziram 329.754 toneladas de cana numa área de 3.535 hectares.

    Segundo garante a garantia do CEPAGRI, a terceira fase que agora inicia, vai continuar a promover a expansão da cana-de-açúcar através de outgrowers, com incidência em três componentes centrais, nomeadamente, desenvolvimento de plantações de cana-de-açúcar através de pequenos produtores; melhoria dos sistemas de produções agrárias locais (investigação aplicada e transferência de tecnologia) e promoção das associações de agricultores.

    In Jornal Notícias

  • Vendas no mercado doméstico em queda

    Outros indicadores avançados pelo CEPAGRI indicam que as vendas no mercado doméstico, em 2012 registaram uma queda, uma tendência que vêm se verificando desde ano de 2011, depois dos aumentos sucessivos que vinha se verificando nos anos Passados.

    De referir que uma das razões desta redução nas vendas tem a ver com a situação económica do comércio em geral no país que afectou não só o açúcar como os outros produtos, pela falta de liquidez no mercado, como também a mudança de comportamento alimentar das populações, em relação ao açúcar.

    No ano passado foram vendidas no total 164.096 toneladas de açúcar para o mercado doméstico das quais 28.228 toneladas são de açúcar branco. Estas vendas representam uma redução de cinco porcento em relação às registadas no ano anterior.

    No que diz respeito ao mercado da SACU, outro mercado destinatário da produção moçambicana do açúcar, um novo mecanismo de determinação de quota anual para os países da SADC não membro da SACU foi aprovado.

    Neste mercado Moçambique foi alocado uma quota de 7.835 toneladas por ano. Mas que durante o ano comercial 2011/2012, Moçambique não realizou a exportação para este mercado, e todo o açúcar foi exportado para o mercado da UE.

    Aponta-se como uma das razões, para não se exportar para a SACU, tem haver com os preços praticados neste bloco que não são atractivos.

    No que diz respeito às importações, é de salientar que a Distribuidora Nacional de Açúcar (DNA), continuou a importar açúcar no âmbito da operação “Toll Refining” autorizada pelas Alfândegas.

    Neste âmbito, das 15.875 toneladas de açúcar importado em 2012, 12.938 toneladas foram efectuadas pela DNA e as restantes pela distribuidora internacional Kawena.

  • Exportações do açúcar em níveis históricos

    A indústria açucareira nacional exportou em 2012, um total de 243.583 toneladas de açúcar amarelo. Por esta operação, o país arrecadou um total de 126,2 milhões de dólares norte-americanos. Comparando com o ano 2011, que a indústria exportou 198.181 toneladas, as vendas do ano passado, representam um crescimento de 23 porcento. Fonte do Centro de Promoção da Agricultura Comercial (CEPAGRI) revela que o aumento de exportações verificado em 2012, representa o volume mais alto de vendas ao exterior de açúcar realizado em Moçambique. Salienta que todo o açúcar foi exportado para o mercado da União Europeia no âmbito da Iniciativa EBA e dos APEs (Acordos de Parceria Económica), sendo que os preços praticados no velho continente foram mais atraentes em relação a 2011, apesar de ter havido oscilação, mesmo quando comparado com o mercado internacional livre. A campanha açucareira de 2012 teve início em Abril na açucareira de Marromeu e as restantes açucareiras, nomeadamente, Maragra, Mafambisse e Xinavane no mês de Maio. No geral, segundo o Cepagri, este período representa um atraso no arranque do processamento de cana, sendo que o período normal seria de Abril para todas as açucareiras.

    Os dados avançados pela instituição revelam, igualmente, que, no global, a produção do açúcar registou um ligeiro aumento na campanha de 2012, em cerca de 2 por cento. Tal progresso resulta, sobretudo, dos avultados investimentos realizados pelas empresas na reabilitação e expansão de produção.

    A melhoria de gestão e da eficiência que aconteceram no âmbito da reabilitação e relançamento do sector açucareiro que se concentrou, até aqui, em quatro açucareiras, nomeadamente, Marromeu, Mafambisse, Xinavane e Maragra, bem como a implementação dos programas de expansão em curso, principalmente na açucareira de Xinavane também teve o seu impacto nos resultados obtidos.

    Em termos numéricos, o CEPAGRI adianta que a campanha açucareira do ano findo resultou numa produção de 3,3 milhões de toneladas de cana, 396.719 toneladas de açúcar e 130.357 toneladas de Melaço, cuja área total colhida foi de 45.917 hectares.

    Esta produção, representa um aumento de 8 porcento, na área colhida, dois porcento na produção de açúcar e uma redução de um porcento e 10 porcento na produção de cana, e melaço, respectivamente em relação ao ano anterior.

    Segundo os dados da instituição que temos vindo a citar, nem todas as açucareiras atingiram as suas metas previstas no PES2012 e que o aumento de produção de açúcar tem sido influenciado pelo aumento da área de produção que foi de oito porcento em relação ao ano anterior, e nas melhorias consideráveis da eficiência da produção industrial do açúcar. Este melhoramento é confirmado pela redução da quantidade de cana necessária para produzir uma tonelada de açúcar.

    Segundo o CEPAGRI, a redução na produção do melaço em dez porcento na campanha 2012, pode se atribuir a boa qualidade de cana e/ou eficiência das fábricas na extracção de açúcar reduzindo-se as perdas de açúcar em forma de melaço.