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  • Formação na área mineira com novos horizontes

    Há, fundamentalmente, duas formas de aproveitar plenamente a presença dos recursos naturais para benefício do país: oferecer produtos e serviços às multinacionais que estão nos campos de prospecção e de produção, e formar quadros nacionais para trabalharem nos respectivos projectos. Se ainda é difícil avançar com o primeiro aspecto, por motivos vários, pelo menos há avanços em relação ao segundo.

    In revista Capital

    Depois de Angola e Malásia, a África do Sul, Trinidade Tobago e Noruega são outros países que, a partir deste ano, irão formar jovens moçambicanos na área geológico-mineira.

    Trata-se de uma maratona contra o relógio, que pretende dar resposta à insuficiência de pessoal qualificado, sobretudo nas áreas de petróleos e de carvão, que ganham cada vez maior expressão em Moçambique, com grandes reservas de carboníferas em Tete e a descoberta de amplos campos de gás natural na Bacia do Ruvuma, no norte do país.

    Recentemente, uma bolsa de estudos financiada pela empresa sul-africana Sasol e apoiada pelo Governo através do Ministério dos Recursos Minerais beneficiou 30 jovens moçambicanos. Daquele grupo saíram os primeiros 10 estudantes que, em Fevereiro, iniciaram uma formação na África do Sul. Os restantes 20 vão frequentar cursos da mesma área em instituições nacionais de ensino superior.

    O Governo e a Sasol acordaram estender a experiência nos próximos dois anos. Ou seja, enviar mais 10 estudantes para a África do Sul e colocar 20 a estudar internamente em 2014 e 2015, totalizando 90 quadros, 30 dos quais formados no país vizinho. Anualmente, os gastos serão de 390 mil dólares americanos, esperando-se que cada grupo conclua a formação em cinco anos.

    País espera formar mais de 4 mil técnicos

    Neste momento, o país conta com cerca 150 estudantes que já beneficiam de bolsas de estudo e a frequentarem cursos médios e superiores dentro e fora do país, no quadro da Estratégia de Formação e Capacitação de Recursos Humanos para o Sector dos Recursos Minerais, elaborada pelo Ministério de tutela.

    Para além de cursos específicos, como geologia, engenharia de petróleos ou perfuração, há outros considerados transversais e nos quais os moçambicanos se estão igualmente a formar, como economia, direito e psicologia.

    A Estratégia de Formação e Capacitação de Recursos Humanos para o Sector dos Recursos Minerais está orçada em 138 milhões de dólares americanos, e foi desenhada para o período compreendido entre os anos 2010 e 2020, década durante a qual espera-se formar um total de 4.220 técnicos, dentro e fora do país, como forma de responder aos desafios do sector.

    À luz deste instrumento, foram enviados para a Malásia, na Universidade de Petronas, 10 estudantes em 2010, 19 em 2011 e outros 19 no ano passado, que, juntando-se aos que foram estudar antes, totalizam cerca de 80. Há também casos isolados de estudantes de engenharia de petróleos: um na Holanda e outro na Noruega. Em Angola, no Instituto Nacional de Petróleos, formam-se dois moçambicanos, mas o plano de Governo passa por enviar, anualmente, 15 estudantes.

    Segundo informações recentes do Ministério dos Recursos Minerais, há contactos com os governos de Trinidade Tobago e da Noruega para o envio de estudantes nacionais a partir deste ano. Para Trinidade Toago já estão inscritos 10 estudantes, numa primeira fase, que vão frequentar cursos em áreas especialmente viradas para os petróleos.

    Internamente, os moçambicanos são formados pelo Departamento de Geologia da UEM, que tem capacidade para admitir 25 estudantes e gradua anualmente uma média de 15 estudantes. O Instituto Superior Politécnico de Tete admite anualmente 40 estudantes e gradua cerca de 15, e, por sua vez, o Instituto Médio de Geologia de Moatize admite anualmente cerca de 86 estudantes e gradua em média 22.

    A estratégia tem como fontes de financiamento o Orçamento do Estado, o Fundo de Bolsas, as contribuições de empresas no âmbito dos contratos, parceiros de cooperação, entre outras.

    FACTOS & NÚMEROS

    Estudantes Moçambicanos na área mineira

    Dentro e fora do país: cerca de 150

    Malásia: cerca de 80

    África do Sul: 10

    Angola: 2

    Meta para 2010: 4.220

  • Ponte de Boane à espera de solução

    A ponte de Boane, sobre o rio Umbeluzi, desabou em Janeiro do ano passado na sequência das enchurradas, agravando as condições de vida das populações do distrito de Boane.

    Desde então, os moradores dos bairros de Xideanine, Combatentes e Massaca, que tinham naquela infraestrutura a via mais rápida para aceder à vila-sede de Boane, viram o seu dia-a-dia transformar-se num autêntico embróglio, sobretudo devido às dificuldades de acesso.

    Com a queda da ponte, o custo dos transporte a partir desses bairros à vila – onde as pessoas compram os seus bens de primeira necessidade – aumentou na altura de seis para 10 meticais.

    A dita cuja ponte estabelece também a ligação entre o distrito de Boane e demais locais com notório potencial agrícola, nomeadamente, os Pequenos Libombos e os distritos de Goba e Matutuíne.

    Em Massaca, onde habitualmente impera a falta de água potável, as populações vêm-se na contingência de efectuar longas caminhadas até à barragem dos Pequenos Limbombos para adquirir o precioso líquido.

    Em Outubro do ano passado, o ministro das Obras Públicas e Habitação visitou o local e avançou que a solução definitiva do problema passaria pela construção de uma ponte, que se encontra contemplada no projecto da estrada Boane-Ponta D’Ouro. Um projecto que surge, por sua vez, no âmbito da construção da Ponte Maputo-Katembe.

    Na ocasião, Cadmiel Muthemba assegurou ainda que a Administração Nacional de Estradas (ANE) estava a avançar com uma solução provisória, que passaria pela reparação da ponte a partir de finais de Novembro de 2012. Contudo, tal ainda não aconteceu.

    Actualmente, se o condutor mais aventureiro quiser transitar naquele local ‘sem dar outras voltas’, terá necessariamente de arriscar e atravessar as águas do rio Umbeluzi dentro da sua própria viatura. Fica, entretanto, uma questão no ar: Para quando uma solução viável?

  • Vendendo o Moçambique Imobiliário

    A empresa REC (Real State Consulting) dedica-se à consultoria imobiliária e faz uma clara aposta nos estudos de mercado. José Castilho, seu director geral, fala sobre o mercado imobiliário em Moçambique, as disparidades nos preços e alguma especulação associada, sobretudo em locais agraciados por grandes investimentos.

    In revista Capital

    Em que contexto a REC | Real Estate Consulting abraçou o mercado moçambicano?

    A REC é uma empresa moçambicana presente no mercado há 12 anos. Em Janeiro de 2012, alterámos a designação social porque especializámos o nosso âmbito de actuação e os serviços profissionais que prestamos. O mercado imobiliário em Moçambique é a nossa vocação e é num contexto de crescimento e profissionalização desse mercado que nos inserimos. Actuamos prestando serviços de consultoria imobiliária de A a Z, excluindo a construção. A nossa actividade é muito forte na oferta de estudos de mercado, viabilidade de projectos de investimento imobiliário, estudos de “Best Use”, avaliações e planos de pormenor na nossa área da consultoria e uma forte especialização nos segmentos de Retail, Logística, Escritórios e Imobiliário relacionado com o Turismo, na área de Intermediação imobiliária. Naturalmente, quanto maior é a especialização mais necessidade temos de nos socorrer de quadros com formação e experiência adequada pelo que temos vindo a estabelecer parcerias com players internacionais muito fortes e com abrangência mundial para quem os standards de serviço são necessariamente muito altos. É esse o caminho que queremos seguir.

    A área imobiliária é relativamente nova em Moçambique. Como é que caracteriza o actual estágio deste mercado?

    De facto, o mercado imobiliário está em formação. Desde o início do ano corrente que se assiste a um crescimento do número de promotores que se estão a estabelecer com uma oferta de qualidade nos sectores imobiliários em que apostamos, constituindo excepção um ou outro promotor com presença anterior que já ofereciam esses produtos. Porém, em matéria de serviços especializados há poucas empresas presentes que têm capacidade de entender o mercado imobiliário mais profissional, o que constitui um desafio e uma oportunidade para as empresas moçambicanas que, como nós, têm vindo a investir na formação de equipas e captação de Know How para um mercado que ainda não tem a procura por parte dos promotores que será necessária para sustentar tal investimento. O que isto significa é que temos assistido a algumas disparidades nos preços de mercado e alguma especulação no que diz respeito a localizações novas originadas pelos grandes investimentos no país, nomeadamente nas cidades onde os sectores mineiros, portos, e de “Gas and Oil” estão presentes. É preciso que os promotores imobiliários suportem os seus investimentos em estudos profissionais de padrões internacionais, em trabalho de intermediação especializado e em análises financeiras rigorosas, sob pena de não conseguirem atrair investimento para os seus projectos junto de investidores profissionais no mercado imobiliário, que entendem bem a linguagem da negociação, mas sobretudo uma linguagem técnica muito específica e independente que os fará motivar para essa negociação.

    Qual é o diferencial da Real Estate Consulting face a concorrência?

    Diferenciamo-nos nas seguintes vertentes: Profissionalização, especialização e âmbito internacional. Apostámos imenso na integração de quadros com curriculum profissional e académico muito forte e em certificação segundo normas internacionais, no sentido da profissionalização dos serviços. Especializámo-nos em diferentes sectores do imobiliário, excluímos outros onde uma empresa como a nossa não é competitiva e estabelecemos parcerias internacionais com marcas de referência mundial que nos ajudam a “vender” Moçambique na sua vertente imobiliária.

    Que factores determinam maiores vendas na área imobiliária, segundo a experiência adquirida pela REC?

    Percebo o sentido da sua pergunta e acho que os vossos leitores gostariam de ver uma resposta directa sobre as suas dúvidas de investimento na resposta a essa questão. Mas não há uma resposta directa porque essa resposta depende de algumas variáveis para as quais existem diferentes respostas. Em primeiro lugar, em que sector de actividade imobiliária? Retail? Logística? Residencial? Turismo? Cada uma destas áreas imobiliárias tem uma resposta enquadrada diferente. Em segundo lugar, para que montantes de investimento? Cada tipo de produto tem um mercado diferente e uma colocação em diferentes tipos de investidores/consumidores. Agora, o que lhe posso dizer com toda a certeza é que é possível maximizar vendas sempre que se adequa o produto ao mercado que dele precisa. Para tal, é preciso saber qual é o mercado expectável para o sector e local em que se vai investir e adequar o investimento ao produto que mais pode ser procurado. Isto mitiga o risco do investimento e potencia o sucesso. Como em tudo nos negócios, maior preparação leva a maior sucesso independentemente de excepções bem-sucedidas que todos conhecemos e que quando copiadas também podem levar ao fracasso dos novos projectos.

    Até que ponto a expansão geográfica da cidade de Maputo (novas construções na periferia) representa oportunidades de negócios no sector imobiliário?

    Até ao ponto em que a procura justifique essa expansão. Na cidade de Maputo, e particularmente por parte do Município, assistimos a esforços no sentido de organizar a expansão da cidade com propostas de criação de planos directores, novas vias de acesso, etc.. A cidade em si, como a conhecemos, começa a ter novas construções na periferia, mas é preciso lembrarmo-nos de que essa periferia já existe e tem gente fixada obrigando a alguma preocupação social. Para que isso represente oportunidades de negócio é também necessário que a economia das famílias moçambicanas seja melhorada para que essas famílias tenham acesso a esses produtos e para que os investimentos sejam sustentados. Outra vertente do investimento na periferia que tem a ver com a instalação de novas empresas constitui também uma oportunidade. Porém, os promotores dessas iniciativas devem ponderar os investimentos, porque apesar do crescimento económico a que se assiste, a transferência do rendimento para as famílias não é imediata e isso significa que um investimento poderá estar parado e sem colocação durante bastante tempo. Por outro lado, cumprir os planos de expansão da cidade existentes é fundamental para diminuir riscos.

  • CDM com + lucros

    A empresa Cervejas de Moçambique registou este ano, um crescimento dos lucros em mais de dezassete por cento, comparativamente ao ano passado, totalizando mais de um bilião e quinhentos milhões de meticais.

    De acordo com o relatório de contas da empresa, este incremento é resultado da boa performance das receitas, que foram estimulado pelo aumento significativo das vendas nas zonas norte e sul do país.

    A Auditoria da Empresa de consultoria KPMG, no relatório de contas da empresa Cervejas de Moçambique, referentes ao período entre 2012 e 2013 aponta, que neste intervalo, a companhia fabricante de bebidas alcoólicas registou um balanço financeiro positivo.

    Ao todo, os lucros líquidos da empresa aumentaram em 17,5 por cento, totalizando mais de um bilião e quinhentos milhões de meticais. O facto é justificado pelo incremento do volume das vendas, em doze por cento, liderados pelo aumento significativo nas zonas norte e sul do país. A última registava fraco crescimento nos últimos três anos, e veio no período em análise, a registar um incremento, de dois dígitos.

    O aumento das vendas permitiu que no final do exercício económico a empresa atingisse receitas brutas de mais de nove biliões, em 2013, contra mais de sete biliões, do ano passado.

    O relatório da KPMG indica ainda que o Estado arrecadou de impostos, da CDM, mais de 625 milhões de meticais contra os anteriores cerca de 428 milhões, em 2012.

    O dividendo dos lucros este ano, será elevado para 8 meticais por acção, contra os anteriores 5 meticais e 72 centavos, do ano passado. O dividendo será proposto para aprovação na Assembleia Geral de Accionistas, no próximo mês.

    Fonte: Notícias

  • Maurícias e Índia procuram oportunidades de negócios

    Delegações empresariais da Índia e das Maurícias encontram-se em Moçambique, em busca de oportunidades de negócios e de troca de experiências, visando o estabelecimento de parcerias com investidores locais.
    As duas delegações são constituídas por empresários de diferentes ramos de actividade, com maior destaque para a área têxtil, agro-negócios, engenharia, construção civil, metalurgia, ourivesaria, energia, transportes, farmácias, plantas ornamentais e medicinais, impressão e publicação, entre outras.
    As delegações mantiveram encontros, em separado, quinta-feira última, em Maputo, em conferências de intercâmbio empresarial, envolvendo a CTA – Confederação das Associações Económicas, representantes do Ministério dos Recursos Minerais, da Indústria e Comércio, e empresários nacionais que operam em áreas similares, com o objectivo de criar sinergias e parcerias, fortalecer as relações bilaterais, incrementar o volume de negócios e identificar representantes e distribuidores dos produtos daqueles países em Moçambique.
    Intervindo na abertura do encontro com a delegação da Índia, considerada como a 5ª maior economia do mundo, Rogério Manuel, presidente da CTA, encorajou aos empresários destes países a investir em Moçambique, argumentando para tal, as facilidades que o País oferece, nomeadamente, a facilidade de iniciar um negócio, de realizar transacções no comércio externo através da Janela Única Electrónica, incentivos fiscais, legislação laboral clara sobre a contratação de mão-de-obra estrangeira, legislação adequada que protege o investimento, regimes fiscais simplificados para as PME, entre outras reformas que, segundo ele, tornam o mercado nacional atractivo a novos investimentos.
    “Acreditamos que este intercâmbio empresarial constitui um momento ímpar para a troca de experiências entre as empresas e que juntos vamos participar no desenvolvimento económico e bem-estar dos nossos povos” afirmou o presidente da CTA.
    No decurso da 2ª edição de encontros comerciais Maurícias-Moçambique, o primeiro secretário da Embaixada das Maurícias em Moçambique, Lachoomun Vishal, descreveu Moçambique como uma nação que oferece grandes oportunidades para investimentos e com uma série de vantagens adicionais, como consequência do desenvolvimento do sector mineiro e de recursos minerais, convidando assim os seus compatriotas a apostarem neste mercado.
    “De igual modo encorajamos os empresários moçambicanos também a direccionarem os seus investimentos para as Ilhas Maurícias e, desde já, mostramos a nossa total prontidão em vos disponibilizar todas as informações necessárias para um melhor ambiente de negócios, no âmbito deste intercâmbio comercial”, frisou. Importa referir que as Ilhas Maurícias destacaram-se no primeiro semestre de 2012 como o 3º maior investidor em Moçambique.

  • Lareira traz a Maputo know how do teatro português

    Cerca de 14 grupos de teatro das cidades de Maputo e Matola beneficiaram de formação na área, orientada pelo encenador português João de Melo Alvim. A oficina, intitulada «Do texto ao palco e do palco ao texto,» visava dotar os actores de ferramentas que impulsionam a versatilidade destes na sua relação com o palco e texto, entre outras habilidades.

    O encenador veio até Maputo, a convite do grupo moçambicano Lareira, que possui um protocolo de intercâmbio com a companhia portuguesa Chão de Oliva. Durante a sua estadia em Maputo, de 24 a 28 de Junho, João Alvim aproveitou a ocasião para assistir a algumas peças nas principais salas do teatro nacional. Segundo o mesmo, o teatro moçambicano possui uma forte componente de intervenção social, facto bem aproveitado no cenário de liberdade de expressão que o País possui.

    Os actores participantes da oficina, realizada no teatro Mapiko, são unânimes quanto ao impacto artístico colhido na oficina. Para Jorge Cuna, actor do grupo Khulequeta, o real impacto da oficina só será efectivo logo que partilhar a experiência colhida com os colegas do seu grupo. Por seu turno, o director artístico do Lareira, Dias Santana, garante que o Lareira irá organizar mais oficinas visando saciar a actual demanda dos grupos moçambicanos emergentes por este tipo de iniciativa.

  • Vem aí o I Encontro Empresarial Público-Privado da CPLP

    Moçambique vai acolher, no próximo dia 17 de Julho, o Primeiro Encontro Empresarial Público-Privado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, cujo objectivo será a reflexão conjunta sobre as oportunidades de negócios no mercado lusófono.
    Sob lema “Inovar e Expandir para os Novos Mercados”, o encontro é organizado pela Confederação Empresarial da CPLP, CE-CPLP, em coordenação com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique-CTA e a Associação Industrial de Moçambique-AIMO.
    O evento conta ter a participação de cerca de 250 convidados, entre representantes de empresas nacionais e estrangeiras públicas e privadas, de diversos sectores de actividade, para além de políticos, estudantes de cursos de gestão e economia e quadros médios e superiores de diversas áreas.
    Espera-se que, durante o evento, pela primeira vez, os diversos agentes económicos que operam no espaço da CPLP reflictam sobre as oportunidades de negócios que o mercado lusófono oferece.
    Falando numa Conferência de Imprensa, na última terça-feira em Maputo, o Vice-Presidente da CTA, Agostinho Vuma, afirmou que também se espera que o encontro sirva de "base para a promoção de um debate entre as empresas da CPLP, e de plataforma de acção e entendimento, no âmbito da Lei de Parcerias Público-Privadas, recentemente aprovada em Moçambique".
    Por sua vez, o Presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Carlos Simbine, afirmou que o encontro de Maputo vai "permitir que a comunidade empresarial da CPLP tenha maior intercâmbio comercial e troca de experiências e, consequentemente, um espaço de desenvolvimento de negócios ainda mais amplo que o actual".
    Ainda a respeito deste encontro, o Vice-Presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Rogério Samo Gudo, realçou que o mesmo vai permitir "inovar o espaço da CPLP, permitindo a troca de experiências empresariais com os outros sete países falantes de Português, nomeadamente, Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste".
    De referir que Moçambique preside, actualmente, à Confederação Empresarial da CPLP.

  • Como gerar empregos, rendimentos e prosperidade em Moçambique

    A SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento) e a editora Ndjira organizam, hoje às 18 horas, uma mesa redonda subordinada ao tema «Como gerar empregos, rendimentos e prosperidade em Moçambique».

    O evento, que irá contar com a presença de profissionais do sector, vai decorrer com as presenças especiais do Ministro do Turismo, Carvalho Muária; Ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana Jr. e do Edil de Maputo, David Simango.

    A mesa redonda irá apresentar como moderadores: Quessanias Matsombe (Presidente da FEMOTUR), José Augusto Psico (PCA do INATUR), Noor Momade (Presidente da AVITUM) e Federico Vignati (Chefe do Programa de Turismo da SNV).

    Na mesma sessão terá ainda lugar a apresentação pública do Programa «Maputo Hospitaleiro» bem como do livro «Economia do Turismo».

    Ecos da Obra «Economia do Turismo», da autoria de Federico Vignati:

    Dr. David Simango

    Presidente do Conselho Municipal de Maputo

    “Esta obra, fruto de um apurado trabalho de pesquisa e construção participativa, é, indubitavelmente, uma excelente contribuição para uma melhor compreensão das potencialidades do turismo para o desenvolvimento do país. É, pois, uma obra pertinente, que surge no momento oportuno em que o Governo de Moçambique se tem empenhado no desenvolvimento do turismo como importante contribuição no combate á pobreza no país. Com efeito, pelo valor que a obra tem, considerando , em particular, a importância de que se reveste o turismo, na nossa bela capital, Maputo, aproveitamos este ensejo para felicitar o autor.”

    José Augusto Tomo Psico

    Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Turismo ( INATUR)

    “Esta obra é de extrema importância para os intervenientes no destino turístico moçambicano e não só.

    Moçambique, com o seu povo hospitaleiro, respeitoso e acolhedor de culturas diversas, onde se entrelaça um ambiente cultural diversificado e rico, reflectindo influências africanas, árabes, swahilis e portuguesas, resultantes de movimentos ancestrais que cruzaram esta pérola do Índico, é sem dúvidas um destino privilegiado para qualquer visitante.

    Aliado ao grande rigor acadêmico, a obra orienta ao leitor sobre como gerir de forma sustentável um destino turístico, apresentando soluções práticas para se alcançar a competitividade no concorrido mercado turístico e, conseqüentemente, criar condições para o desenvolvimento de uma prática turística mais saudável e rentável para Moçambique.

    Bem-haja! “

    Noor Momade

    Presidente da Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos de Moçambique (AVITUM)

    Presidente da COTUR

    "A obra elaborada por Federico Vignati – Economista Sénior da SNV, é uma contribuição oportuna que vem ao encontro dos mais altos interesses de nosso país. A economia do turismo representa para nós Moçambicanos um dos ingredientes fundamentais para alcançarmos não só o crescimento, mas a prosperidade social, cultural e econômica. Neste obra, o autor consegue partilhar importantes conhecimentos, que tenho certeza virão ajudar, a nível nacional e local, a planejar e gerir o turismo de forma cada vez mais participativa e concertada, para assim alcançarmos juntos o sucesso. “

    Paula Nimpuno-Parente

    Fundação Ford

    “Importantes experiências de desenvolvimento sustentável vêm emergindo na África Austral e as organizações envolvidas nestes esforços, estão reunindo experiência substantiva através de redes de conhecimento activas e adequada documentação. Este conhecimento está agora pronto para ser compartilhado no sentido de influir de forma positiva em políticas e investimentos comprometidos com o desenvolvimento sustentável a inclusão social. Neste marco, gostaria de parabenizar o excelente trabalho de Federico Vignati, Assessor Sénior da SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento), um dos inúmeros parceiros da Fundação Ford na África e em todo o mundo, que está demonstrando nesta publicação sobre Economia do Turismo, que turismo, desenvolvimento económico e alívio à pobreza devem andar cada vez mais de mãos dadas.”

    Marcel Leijzer

    Gerente Global do Programa ST-EP, OMT

    "Desde 2004, a SNV e a Organização Mundial do Turismo têm colaborado activamente na implementação do Programa ST-EP (Turismo Sustentável para a Erradicação da Pobreza). A SNV tem prestado apoio técnico e financeiro para ajudar a implementar mais de 50 projetos ST-EP na África, Ásia, América Latina e nos Balcãs, sendo portanto, um importante parceiro global.

    Nesta publicação sobre Economia do Turismo, estudos de caso são apresentados de vários de nossos projectos conjuntos de ST-EP em África. A publicação de Federico Vignati oferece uma visão abrangente de conhecimentos técnicos e experiências práticas que o sector público e privado poderão utilizar como referência para ampliar os efeitos positivos do turismo na economia. Aplicando as ferramentas e as lições apresentadas na publicação, os praticantes do turismo em África e outros continentes podem ajudar a desenvolver o sector do turismo de forma sustentável, criando oportunidades de empregos e rendimentos para grupos pobres e vulneráveis da sociedade”.

  • Rio Tinto à venda em Moçambique

    A multinacional australiana Rio Tinto está a preparar a venda parcial ou total da sua unidade em Moçambique e já lançou um concurso interbancário para a seleção de um consultor financeiro para assistir o processo, informa o "The Wall Street Journal" na sua edição de terça-feira, citado pela agência AIM.

    Esta decisão contraria a posição assumida em Fevereiro último, quando esta companhia assegurou que não tencionava vender o seu projecto apesar de uma revisão em baixa de três biliões de dólares no mês anterior e que levou à demissão do seu antigo director executivo, Tom Albanese, que foi substituído pelo australiano Sam Walsh.

    Na altura, Walsh disse em conferência de imprensa que Moçambique "não faz parte do nosso programa de desinvestimento".

    Se a Rio Tinto optar em vender a maioria das suas acções, o novo comprador terá de arcar com uma parte considerável das despesas de capital para a continuidade do projecto.

    Por outro lado, se a decisão for pela venda de todas as acções, a Rio Tinto poderá arrecadar mais de 700 milhões de dólares americanos.

    Refira-se que, em Abril de 2011, a Rio Tinto comprou a participação da mineradora australiana Riversdale na província de Tete, depois de desembolsar 3,7 biliões de dólares, tendo, em seguida, tomado plena posse do projecto em Junho do mesmo ano.

    O principal activo da Riversdale foi o projecto de carvão de Benga, no distrito de Moatize. Benga é uma mina gigantesca de carvão a céu aberto, que começou a exportar carvão em Junho do ano passado.

    A Rio Tinto já vendeu, desde 2009, activos avaliados em mais de cinco biliões de dólares. Depois da nomeação de Walsh como director executivo, no início do corrente ano, a companhia tem vindo a livar-se das pequenas operações como forma de tentar reduzir os custos.

    Recentemente, a Rio Tinto anunciou a redução da mão-de-obra em Moçambique num cenário que afirma ter a ver com as perdas registadas nas operações de 2012.

    Este exercício, que se enquadra nas mudanças organizacionais da empresa, culminou com a desvinculação de 76 trabalhadores, entre os quais 56 moçambicanos e 20 estrangeiros todos ligados à área de pesquisa e prospecção mineira.

  • Mais de 500 casas de Cateme reabilitadas e entregues aos legítimos proprietários

    Quinhentas e setenta e seis das 716 casas da vila de Cateme, no Distrito de Moatize, foram já reabilitadas pela Vale Moçambique, sob a supervisão da Direcção Provincial das Obras Públicas e Habitação de Tete, representando um grau de realização de 80 por cento. As casas foram aceites pelos respectivos proprietários, através da assinatura de um termo formal no acto da recepção.

    Altiberto Brandão, Director de Operações da Vale em Tete, referiu a propósito que “só temos a agradecer a todas as famílias a cooperação que tornou possível este grau de execução das obras e reafirmamos a nossa disponibilidade para levar este processo a bom termo, com a ajuda de todos os intervenientes”.

    Suzana Luizi, casada e mãe de 4 filhos, recebeu de volta a sua casa, após aguardar pelo fim das obras executadas pela CETA, empresa contratada pela Vale para esta empreitada. “Eles melhoraram o chão da casa e substituíram uma das portas da minha casa que não funcionava bem”, disse Suzana Luizi, que foi transferida de Chipanga para Cateme, “agora estou mais satisfeita com a minha casa”, salientou.

    Em 2012, a Vale deu início a correcções às estruturas habitacionais das comunidades reassentadas em Cateme e 25 de Setembro, envolvendo a reabilitação das casas danificadas ou com defeitos de construção, a reconstrução dos pavimentos nas habitações, a substituição das chapas de cobertura danificadas, a substituição de toda caixilharia atacada por térmites e a reparação da instalação eléctrica das casas.

    Paralelamente, foram recondicionadas as drenagens, protegendo as casas contra a entrada de água da chuva. Ainda como parte do programa de incremento de infra-estruturas e serviços de electricidade acordado entre a Vale e o Governo de Moçambique em Memorando assinado, foi realizado um aumento na rede de distribuição por todas as ruas da povoação de Cateme, incluindo a facilitação da ligação entre as residências. Foi também concluída a reabilitação do sistema de abastecimento de água existente em Cateme e 25 de Setembro, revendo os equipamentos e condicionando-os para um pleno funcionamento.

    Bairro 25 de Setembro

    Entretanto, arrancou no mês passado o processo de reabilitação das casas no Bairro 25 de Setembro, na Vila de Moatize, encontrando-se em recuperação 39 casas de um total de 289 que serão reabilitadas.

    Ainda em fase inicial de reabilitação, a Vale novamente apela ao diálogo e à colaboração das famílias do Bairro 25 de Setembro para que o processo de reabilitação siga a bom termo pela empresa CETA, a exemplo do acontecido em Cateme, e sejam concluídos os prazos acordados.

  • Moçambique Capitais e o BES África Reforçam Posição no Moza Banco

    Foi ontem formalizado o acordo final, e obtidas as necessárias autorizações, para o Moza Banco passar a ter uma nova estrutura accionista, com o reforço da posição da Moçambique Capitais, SA que passa a deter 51% e o parceiro estratégico BES África, SA a deter 49% do capital da instituição financeira nacional.

    Esta nova estrutura surge na sequência da recente operação de aquisição, por parte do BES África do capital anteriormente detido pela Geocapital, passando desta forma o Moza Banco a ter dois accionistas de referência, nomeadamente a Moçambique Capitais e o BES África.

    Esta formalização concretiza-se no dia em que o Moza Banco, procedeu à inauguração de mais duas agências, mais concretamente na cidade da Maxixe e de Tete, sendo esta a segunda agência da instituição financeira na Província de Tete e a 23º no País, em um momento que a instituição está a completar cinco anos de existência no mercado, que se assinalam no próximo domingo. Na tarde de 6ª Feira o Moza Banco irá inaugurar o seu “Balcão Escola” na Cidade de Maputo.

  • B) fotos da assinatura de contrato entre INCM e mcel

    A mcel-Moçambique Celular vai expandir a cobertura dos seus serviços de comunicações de voz, dados e internet para mais 13 postos administrativos e 35 localidades nas sete províncias das regiões Centro e Norte de Moçambique, num investimento estimado em cerca de 144 milhões de meticais, financiado pelo Fundo de Acesso Universal.
    Para o efeito, a maior operadora de telefonia móvel do País celebrou, sexta-feira última, em Maputo, com o INCM-Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique, um contrato de prestação de serviços de Acesso Universal, derivado do concurso público lançado em Setembro do ano passado, no qual a mcel venceu os lotes 2 e 3, correspondentes ao Centro e Norte do País.
    Ao abrigo deste projecto, com a duração de 12 meses, a mcel vai expandir a sua cobertura, abrangendo mais 700 mil habitantes, para além dos actuais 5 milhões de clientes em todo o País.
    Falando momentos após a assinatura do contrato, Mamudo Ibraimo, administrador delegado da mcel, lembrou que “através dos fundos do Serviço Universal, o primeiro contrato, assinado em 2011, permitiu à mcel cobrir 21 postos administrativos e o segundo contrato, assinado no ano passado, vai possibilitar a cobertura de mais 22 postos administrativos”.
    “Após a conclusão do presente contrato, a nível dos postos administrativos, a mcel passará a cobrir 313 dos 428 postos administrativos do País, representando uma cobertura de 73 por cento a nível de postos administrativos”, realçou Mamudo Ibraimo.
    Ao levar as comunicações às zonas economicamente menos favorecidas – conforme acrescentou Mamudo Ibraimo – “não só providenciaremos serviços de voz, sms e dados, como também daremos a possibilidade aos residentes locais de se beneficiarem de serviços financeiros, através da nossa plataforma mKesh, podendo as populações, de forma mais fácil, receber e transferir montantes para outros pontos do País, assim como estimular as suas poupanças de forma mais segura”.
    Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração do INCM, Isidoro Pedro da Silva, indicou que, ao abrigo dos projectos de Acesso Universal, “até à data foram cobertas 21 localidades nas províncias de Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete e Niassa, beneficiando uma população de 254.691 habitantes”.
    “Neste momento, está em curso a cobertura de 22 localidades nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado, para beneficiar 353.022 habitantes”, frisou Isidoro Pedro da Silva, ajuntando que, “no futuro, o Governo vai continuar os esforços no sentido de garantir as comunicações a todos os cidadãos no território nacional”.

    Na mesma ocasião, foi igualmente celebrado um acordo similar, envolvendo a operadora Movitel, respeitante ao lote 1, correspondente a 15 localidades da zona Sul do País, num valor de 217 milhões de meticais.

  • Contratação de Cidadãos de Nacionalidade Estrangeira para o Sector de Minas e Petróleos

    O sector privado, representado pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, distancia-se da informação veiculada por alguns órgãos de comunicação social, segundo a qual foi aprovada a proposta de Revisão dos Regulamentos relativos aos Mecanismos e Procedimentos para Contratação de Cidadãos de Nacionalidade Estrangeira para o Sector de Minas e Petróleos.
    Este posicionamento surge na medida em que a CTA solicitou à Ministra do Trabalho e ao Presidente da Comissão Consultiva do Trabalho a prorrogação do prazo do envio da posição da CTA, a ser entregue à Ministra até ao próximo dia 14 de Junho.

    Na referida carta, a organização sustenta que “tratando-se de matérias tão sensíveis e de capital importância, torna-se imperioso proceder à auscultação do sector privado, a nível nacional, e assim evitar eventuais animosidades e instabilidade económica e social no mercado”.

    Sucede que a CTA apenas recebeu as propostas no dia 14 de Maio do corrente ano, tendo-lhe sido solicitada a apresentar a sua posição no dia 22 de Maio, data da realização da Plenária da CCT-Comissão Consultiva do Trabalho, ou seja, foi-lhe concedido o prazo de 5 dias úteis, para consultar as 75 associações empresariais, a nível de todo País.

    Entretanto, a CTA considera que os fundamentos apresentados nas propostas constituem um problema social real e bastante actual, ao qual o sector privado não está alheio, devendo deste modo analisar, ponderadamente, para que a solução das actuais anomalias não crie outras novas, mais prejudiciais para o País.

    “Lamentamos que já tenha sido publicado em alguns órgãos de informação que as propostas de Revisão dos Regulamentos Relativos aos Mecanismos e Procedimentos para a Contratação de Cidadãos de Nacionalidade Estrangeira tenham sido aprovadas na Plenária da CCT de 22 de Maio”, finaliza a carta da CTA.

  • Maputo acolhe iniciativa Leadership Challenge

    Moçambique acolheu pela primeira vez a iniciativa Leadership Challenge, uma campanha estudantil da região austral de África, que visa oferecer ao mercado de trabalho profissionais de qualidade.
    Organizado pela AIESEC – Associação Internacional de Estudantes de Economia, o evento teve lugar, em Maputo, no sábado último.
    Trata-se de uma iniciativa que está igualmente a ser implementada em alguns países da região, nomeadamente, África do Sul, Tanzânia e Botswana, e tem como objectivo recrutar os melhores estudantes finalistas ou recém-graduados de diferentes universidades para fortalecer o mercado de trabalho.
    Em Moçambique, a iniciativa reuniu vinte melhores estudantes finalistas e recém-graduados das maiores universidades do País, tais como a Universidade Eduardo Mondlane, Universidade Pedagógica, ISCTEM e Politécnica, para além de representantes de algumas empresas nacionais.
    De acordo com o presidente da AIESEC, Francisco Maibaze, as empresas nacionais têm dificuldades de alcançar os melhores estudantes dentro das universidades: "Esta iniciativa facilita todo esse processo, criando um ambiente de troca de experiências entre jovens estudantes e agentes económicos”, frisou.
    Para além de fortalecer o mercado de trabalho, segundo Maibaze, a iniciativa tem também como objectivo principal garantir que os jovens estudantes obtenham experiências de trabalho em equipe, pois “normalmente, quando o estudante está na universidade tem um grupo de estudo, o mesmo acontece no mercado de emprego, onde trabalha em equipa”.
    Conforme referiu o presidente da AIESEC, dos 20 estudantes, serão seleccionados dois melhores para um estágio internacional na Tanzânia e outro na África do Sul.
    Por seu turno, um dos participantes no evento, José Chiluvane, finalista do curso de Economia da Universidade Eduardo Mondlane, acredita que a iniciativa vai desenvolver competências aos jovens estudantes para melhor contribuir para o desenvolvimento do País.
    De acordo com Chiluvane, em Moçambique não existe uma relação directa entre empreendedorismo e inovação, “por isso, em 2012, Moçambique posicionou-se, em segundo lugar na região, em inovação, mas no mesmo ano, posicionou-se nos últimos lugares em termos de empreendedorismo”.
    Enquanto isso, Erick Pinto Costa, representante da Gemprel, uma das empresas parceiras da AIESEC, afirmou que a sua instituição acolheu a iniciativa com agrado e resolveu apoiá-la.
    “A partir deste evento, vamos receber alguns jovens que estão aqui para um estágio profissional no sector de administração e marketing da nossa empresa”, referiu Erick Costa.
    Erick Pinto Costa acrescentou ainda que uma das grandes barreiras que o jovem recém-graduado encontra no mercado de trabalho é a experiência: “Por isso estamos aqui para dar um impulso ao jovem para uma melhor inserção no mercado de emprego”, finalizou.