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  • Códigos de Gaudí

    O Centro Cultural da Embaixada de Portugal em Maputo inicia as suas atividades culturais do ano de 2013 com a inauguração da exposição de artes plásticas de Sónia Sultuane intitulada Códigos de Gaudí, na próxima 5ª Feira, dia 7 de fevereiro de 2013, às 18.30h. Este evento estará patente até dia 24 de fevereiro (domingo).

    Serão ainda organizadas diversas atividades paralelas, merecendo destaque as “Conversas com:”

    Francisco Noa, com o tema “A Dimensão Estética na Era do Vazio”, no dia 13 de fevereiro às 18h00

    Lionel Papane, sobre “Portais para a Meditação” e

    Denise Sultane, sobre “O Bem-estar Através da Cor/A Cor e as Sensações”, ambas no dia 20 de fevereiro às 18h00

    – a própria artista, Sónia Sultuane, no domingo, dia 24 de fevereiro às 17h00.

    A exposição está também aberta aos domingos das 11 as 19h.

    Esta exposição – segunda individual de Sónia Sultuane no Camões – apresenta um conjunto de instalações de pintura. “Códigos de Gaudí” foi como Sónia Sultuane decidiu denominar esta sua exposição”, numa homenagem às formas originais utilizadas por Antoni Gaudí, na sua interpretação da arquitectura moderna. Sónia Sultuane experimentou-as em Barcelona, num momento de particular afetividade, apresentando-nos agora a sua interpretação das sensações que ali viveu. Esta visão pessoal e afetiva dos conceitos imortais e universais de Gaudí transborda no “festivo, intenso e diversificado colorido, no carácter ornamental de cada quadro, nas suas formas curvas, na luminosidade das cores inventadas e reinventadas, na dimensão simbólica e poética dos elementos convocados e sobretudo no arrojado investimento nas asas de imaginação que nos levam muito além daquilo que é a nossa existência imediata, prosaica e contingente. Enfim, tal como a vida, a arte, por mais abstracta que ela seja, é um círculo perfeito. Neste caso, de um lirismo incontornável, tais são as dimensões de interioridade, e não só, que estes Códigos de Gaudí nos permitem entrever.” (Francisco Noa, na sua apresentação “Poemas pintados”, patente no catálogo da exposição)

  • Modelo de negócios inclusivos vira moda

    Nos últimos tempos, e sempre que se fala em desenvolvimento sustentável invariavelmente se menciona o conceito de negócios inclusivos em Moçambique. Os negócios inclusivos mais não são do que iniciativas empresariais de negócio sustentável que, sem perderem o seu objectivo de lucro, contribuem para a redução da pobreza com a inclusão das comunidades de baixa renda na sua cadeia de produção de valor.

    Helga Nunes (Maputo) in revista Africa 21

    As comunidadesao serem integradas como parceiras e beneficiárias dos negócios inclusivos obtêm um certo número de vantagens. Se por um lado, se registam mais-valias em termos de emprego e de renda, através da venda dos produtos produzidos no seio comunitário, por outro, as comunidades podem adquirir uma participação no capital social das empresas investidoras.

    O conjunto de vantagens pode influir directamente na qualidade de vida das populações comunitárias, uma vez que contribui para a melhoria da sua segurança alimentar e nutricional, assim como potencia um número mais alargado de projectos sociais financiados e recursos sócio-económicos para os agregados familiares.

    Ao mesmo tempo, o Governo obtém um leque de vantagens com a implementação dos negócios inclusivos. Nesse domínio, a prática traduz-se na melhoria das relações encetadas com as comunidades; na maior consciência e conservação do meio-ambiente; no reforço dos negócios inter-empresas e entre as empresas e comunidades.

    No que tange à perspectiva económica, os benefícios espelham-se na maior dinâmica dos negócios e, sobretudo, no emprego da força de trabalho local.

    O que ganham as empresas?

    Este modelo de negócios inovador torna-se particularmente interessante por conseguir motivar as empresas a trabalharem com as comunidades de baixa renda, e por conduzir as regiões ao crescimento sócio-económico mediante um ritmo de desenvolvimento sustentável. A perspectiva, aliás, é que surjam novas oportunidades de crescimento para todos, assim como o acesso a novos mercados.

    Mas que benefícios os negócios inclusivos trazem às empresas? A melhoria do fornecimento de matérias-primas, com maiores garantias de qualidade; a promoção da inovação aliada aos negócios; o reforço das capacidades dos recursos humanos locais, e a abertura de perspectivas de novos produtos e mercados são apenas algumas das vantagens apontadas.

    Nesse âmbito, espera-se que as empresas, sobretudo as de pequena e média envergadura (que constituem a maior fatia do tecido empresarial moçambicano) possam expandir as suas actividades de negócio com o reforço das comunidades locais.

    Conselho de Negócios Inclusivos já foi lançado

    Atenta a todas estas possibilidades, a Organização Holandesa de Desenvolvimento (SNV) em Moçambique, cujo compromisso passa por reduzir a pobreza e a desigualdade nos mercados, crê que o País pode vir a beneficiar através da promoção de modelos de negócio inclusivo, em parceria com o World Business Council for Sustainable Development. Como tal, e com o apoio da Fundação Ford, aquela organização concebeu um vasto inventário sobre as experiências dos negócios inclusivos no país.

    O resultado do Mapeamento de Negócios Inclusivos em Moçambique assinalou um grande interesse por parte das grandes empresas em desenvolver parcerias com as PME’s e as comunidades, enquanto fornecedoras de produtos e serviços.

    Daquele mapeamento extraíram-se as recomendações para um ambiente de negócios propício e para o estabelecimento de um Conselho de Negócios Inclusivos como forma de garantir o desenvolvimento e a coordenação das políticas pró-negócios inclusivos, das estratégias e do conhecimento.

    Nesse sentido, o Conselho de Negócios Inclusivos (CNI) foi lançado a 18 de Dezembro e conta com o apadrinhamento de instituições públi­cas que são suas fundadoras como o Instituto para a Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME), o Centro de Promoção de Investimentos (CPI), a Confederação das Associações Económicas (CTA) e a Direcção Nacional de Promoção de Desenvolvimento Rural – DNPDR do Ministério da Administração Estatal.

    Concurso «100 melhores PME’s» é um motor

    Dada a necessidade de divulgar o conceito de Negó­cios Inclusivos e as suas boas práticas, o CNI está direc­tamente envolvido (através da SNV Moçambique) na concepção do concurso «100 Melhores PME’s», em parceria com o grupo SOICO, IPEME, BDO, o banco BCI, CPI, CTA e DNPDR.

    A primeira edição do concurso premiou a serigrafia RJM Produções com o principal prémio do concurso «100 Melhores Pequenas e Médias Empresas de Moçambique 2012», no valor de um milhão de meticais, numa disputa que contou com a participação de 139 PME’s de todas as províncias.

    Analogamente ao concurso, pretende-se disseminar o conceito dos Negócios Inclusivos a 28.478 PME’s através da comunicação social; estimular e promover as suas práticas e providenciar assistência técnica às melhores PME’s identificadas no âmbito do projecto. Os organizadores pretendem ainda que sejam melhorados os negócios de 4.698 PME’s, as condições de vida de 21.322 trabalhadores e de 149.254 agregados familiares.

    Exemplos de empresas que aderiram ao modelo

    Um pormenor interessante é que o conceito de Negócios inclusivos já não é novo em Moçambique. Existem algumas empresas que o têm vindo a implementar com sucesso, como a OLAM MOÇAMBIQUE, a Export Marketing, a Moçambique Orgânicos, a Mozambique Honey Company e a Piripiri Elefante Moçambique.

    O que têm feito essas organizações? A OLAM Moçambique procura providenciar a melhoria do maneio agrícola na produção de amendoim. Por um lado, pretende incrementar a produtividade dos pequenos agricultores de Nampula, por outro, promove a utilização da fábrica de processamento de amendoim da OLAM em Nacala, ao passo que a Export Marketing faz a mesma coisa que a OLAM, mas no que toca à cultura do gergelim.

    A empresa Moçambique Orgânicos (vencedora da categoria de Melhor PME Inclusiva 2012) dedica-se à produção agropecuária em Inhacoongo (Inhambane) e possui um programa de outgrowers, que consiste na assistência intensiva e na partilha de infraestruturas de rega com os pequenos produtores à volta.

    Já a Mozambique Honey Company – empresa de produção de mel baseada em Manica – compra mel aos pequenos apicultores e presta assistência aos mesmos no que diz respeito ao maneio como forma de incrementar a produtividade e qualidade.

    A Piripiri Elefante Moçambique (PPEM) encontra-se a interagir com os produtores de Marracuene (localidade próxima de Maputo), desde 2009. A PPEM é subsidiária da companhia Elephant Pepper e possui um contrato com a Nando’s (multinacional sul-africana de restauração e retalho de produtos de piripiri), que apoia financeiramente o projecto-piloto e garante a compra de todo o piripiri fornecido.

  • Portugal não vai abrandar relações com Moçambique

    O Embaixador de Portugal, Mário Godinho de Matos garantiu que apesar da contenção orçamental no contexto da crise da zona do Euro, o seu país não vai abrandar a cooperação com Moçambique.
    Mário Godinho de Matos, que falava há dias, em Maputo, durante uma conferência de imprensa, disse ainda que apesar da necessidade de racionalizar os gastos e independentemente de outras acções que temos que tomar, a cooperação portuguesa em relação com Moçambique não sofreu qualquer redução”.
    “A cooperação com Moçambique nas suas variadíssimas vertentes é um dado adquirido e um dado fixo que nós não queremos, de maneira nenhuma, deixar que seja afectado por essa contenção orçamental. Felizmente, os peritos dizem que parece que estamos a sair dessa crise, pelo menos da fase mais aguda e, portanto, creio que daqui para frente teremos ainda mais possibilidades de incrementar ainda mais a nossa cooperação”, disse Godinho de Matos.
    No ano passado, as trocas comerciais entre os dois países aumentaram, com as exportações de Moçambique para Portugal a registarem um incremento de cerca de 10 por cento e as importações do nosso país a partir daquele país europeu a conhecerem um crescimento de cerca de 20 por cento. De referir que as exportações portuguesas para Moçambique, em 2012, ultrapassaram 150 milhões de dólares norte-americanos.
    O diplomata português falava no âmbito de uma cerimónia de formalização da Comissão de Gestão do Protocolo de Coperação entre a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) de Moçambique e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) de Portugal.
    Na ocasião, Mário Godinho de Matos, explicou que a formalização da Comissão foi o culminar de um processo iniciado em 2010, com a assinatura de um protocolo entre os governos dos dois países.

  • Reservas de gás natural e carvão elevam Moçambique

    As reservas de gás natural e de carvão podem tornar Moçambique numa das referências mundiais do sector energético nos próximos 10 anos, atingindo, nesse período, um PIB igual ou superior ao de Angola, estimou hoje a consultora SPTEC Advisory.
    A consultora da área da indústria do petróleo e do gás natural em África e no Médio Oriente, que prepara uma conferência sobre o tema para maio em Maputo, lembra que, em 2012, os operadores em Moçambique anunciaram descobertas de gás natural de mais de 100 triliões de pés cúbicos (2.900 biliões de metros cúbicos), rondando as reservas de carvão as 23.000 milhões de toneladas.
    "Moçambique tem hoje reservas de gás suficientes para fornecer a Alemanha e a França durante cerca de 20 anos e as reservas de carvão podem abastecer, ao ritmo actual, o mercado da União Europeia durante cerca de 25 anos", afirma Roger Carvalho, presidente executivo da SPTEC Advisory.

  • Lugela volta a produzir chá

    O distrito de Lugela, na província da Zambézia, poderá voltar a produzir chá nos próximos tempos. Para o efeito, o Governo pro-vincial acaba de assinar uma escritura de compra e venda com investidores privados interessados na reactivação daquela unidade que outrora pertenceu à companhia Madal. Fonte governamental na Zambézia disse ao nosso jornal estarem a decorrer, neste momento, levantamentos para se apurar o número de famílias que ocupam a área de 4 300 hectares pertencente à unidade fabril. No geral, apesar de se assumir como um dos sectores estratégicos para a economia nacional, o sector do chá continua a atraves-sar uma fase bastante crítica caracterizada por uma fraca mobilização de investimentos público-privado, envelhecimento das plantas e consequentemente uma baixa produtividade. Estudos recentes mostram que no caso particular da Zambézia, a maior produtora da cultura de chá, dos mais de 30 mil hectares ocupados pelas chazeiras, apenas 10 mil é que estavam a ser explorados para um sector que para além de poder gerar altos valores monetários ostenta um potencial de empregabilidade invejável.

  • Sam Mangwana em grande no festival da Marrabenta

    Com a presença do conceituado músico internacional Sam Mangwana, o VI Festival de Marrabenta arrancou na última sexta-feira, no Centro Cultural Franco Moçambicano, na cidade de Maputo, com um espectáculo ímpar, com actuação dos artistas mais populares deste estilo musical.
    O espectáculo foi um verdadeiro sucesso, pois, para além da figura do cartaz Sam Mangwana, que encerrou a noite em grande com temas já conhecidos entre nós como "Tio António" e “Vamos para o Campo”, fizeram-se, também ao palco, decanos da marrabenta, tais como Dilon Ndjindji, Manjacaziano (Alberto Mula), para além da nova "musa" Neyma.
    Ao longo do fim-de-semana prolongado participaram ainda neste Festival outros nomes consagrados, nomeadamente Xidimingwana, Roberto Chitsonzo, Childo Tomás, A. Mahenguane, Gémeos Paruque e Cheny Wa Gune, para além dos agrupamentos Orquestra Djambu, Rádio Marrabenta e Makawela dos TPM.
    O Festival da Marrabenta viria a juntar-se às comemorações de Gwaza Muthini, que se assinalou, sábado último, na vila-sede do distrito de Marracuene, tendo-se estendido ao Centro Cultural de Matalane, onde viria a decorrer o último show, com a participação de numerosos artistas.
    A nova "musa" da marrabenta, Neyma, que abrilhantou ao público moçambicano com os seus habituais temas musicais como “A Hi Dzimeni”, aproveitou a ocasião para pedir ao público um minuto de silêncio, em homenagem à apresentadora de televisão Keta de Jesus, que pereceu na tarde da sexta-feira.
    Abordado no local do evento, Zófimo Muiuiane, representante da mcel, enalteceu o compromisso que a sua instituição tem para com a sociedade, “que é de criar uma satisfação total para aqueles que são os nossos clientes, para aqueles que adoram a mcel. Está aqui o resultado, está todo mundo emocionado com este tipo de iniciativa”.
    Enquanto isso, a espectadora Marta Macitela parabenizou as empresas que patrocinaram o evento, em especial a maior empresa de telefonia móvel, a mcel, visto tratar-se de " iniciativas como estas que estamos a precisar. É sempre bom ouvir o que é nosso. Nós não só gostamos de ver artistas de fora, como também gostamos do que é nosso”.
    Parte das receitas deste Festival reverterão a favor das vítimas das cheias.

  • Grupo Lonrho traz “easyHotels” para Moçambique

    O grupo Lonrho Hotels irá investir cerca de 10 milhões de dólares para a reabilitação do Hotel Dom Carlos, propriedade do complexo Estoril, na cidade da Beira (Sofala).

    O grupo Lonrho vocaciona-se para hotéis destinados a homens de negócio e decorre de um conglomerado britânico que actua nos sectores da indústria, infra-estrutura, agronegócio, hotelaria e serviços de apoio. A ideia é trazer para Moçambique os “easyHotels”, uma das cadeias de hotel mais dinâmicas do grupo, que aposta em destinos de alto crescimento.

    Depois de reabilitado, o easyHotel Beira passará a contar com um total de 90 quartos e a expectativa é ter 90 por cento de ocupação durante todo o ano, ou seja, aproximadamente 26.000 hóspedes. Além do easyHotel Beira, prevê-se a construção de algumas residências e um espaço comercial com uma ampla selecção de lojas, restaurantes e cafés, incluindo a segunda cafetaria Espretto em Moçambique.

  • Aeroporto de Maputo com hotéis e restaurantes

    Arrancam ainda este ano as obras de construção de um complexo imobiliário no Aeroporto de Internacional de Maputo, que, além de hotéis, vai incluir restaurantes e serviços de catering.
    O desenho arquitectónico do parque já foi concluído, estando-se agora a elaborar o projecto executivo que permitirá o início das obras dentro de alguns meses.
    Manuel Veterano, presidente do Conselho de Administração dos Aeroportos de Moçambique (ADM), disse, em Dezembro, que as infraestruturas serão edificadas dentro da área aeroportuária de Mavalane, do lado do estaleiro das obras de modernização recentemente terminadas.
    Com a materialização do parque imobiliário no que concerne a hotéis, o Aeroporto Internacional de Maputo vai oferecer quase todos os serviços que se encontram em outros empreendimentos do género no mundo.
  • Carvário Muária na FITUR em Madrid

    O Ministro do Turismo Carvário Muária participa nos próximos dias 30 de Janeiro a 03 de Fevereiro na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR) com o objectivo de estimular o encontro entre o mercado turístico moçambicano e os potenciais parceiros e investidores do mundo europeu.

    À margem da realização da FITUR e a convite do Secretário Geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Taleb Rifai, o titular da pasta do Turismo moçambicano irá participar na quarta edição do Fórum de Negócios e de Investimentos em Turismo para África (INVESTOUR).

    Carválho Muária vai falar durante o fórum sobre as oportunidades de investimento e da oferta turística de Moçambique.

    Este evento é co-organizado pela FITUR e a Casa África em colaboração com a Organização Mundial do Turismo.

  • CTA espera por respostas mais céleres do Governo

    A CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique acaba de realinhar a sua estratégia de acção com os seus objectivos, com vista a assumir, este ano, uma postura mais interventiva, na perspectiva da melhoria efectiva do ambiente de negócios em Moçambique, segundo anunciou o porta-voz da organização, Adelino Buque, momentos após o encerramento do encontro com os seus parceiros de cooperação, empresários e outros convidados, ocorrido entre os dias 24 e 27 do corrente mês, no Bilene, província de Gaza.
    Neste encontro, os participantes concluíram que, para uma melhoria do ambiente de negócios em Moçambique, a CTA pretende ver uma maior eficácia no diálogo publico-privado.
    "O Governo deve ser mais célere na concretização das reformas políticas e legais apresentadas pela CTA, o seu principal interlocutor do sector privado", concluíram os perto de 30 participantes, dentre os quais empresários, técnicos e parceiros de cooperação, entre outros convidados.
    O porta-voz da CTA, Adelino Buque referiu que a reunião produziu, igualmente, “ideias, sobretudo no que deve ser feito no presente ano, para tornar a CTA mais interventiva, para alinhar os objectivos da organização, visando a melhoria efectiva do ambiente de negócios e ainda melhorar as actuações da organização nas áreas que dizem respeito à facilitação de negócios no País”.
    Tratou-se, conforme realçou, de “um momento de reflexão sobre as estratégias a seguir e que serviu igualmente para fazermos uma avaliação daquilo que tem sido o desempenho da CTA”.
    “Revisitámos a visão e a missão da organização, tendo em conta o actual desenvolvimento sócio-económico do País e revimos a estratégia de sustentabilidade e de intervenção, particularmente na área dos mecanismos consultivos, pois constituem a face mais visível da CTA na sua relação com o Governo”, explicou Adelino Buque.
    Do conjunto dos pontos debatidos no encontro, constaram ainda a avaliação da implementação do Plano Estratégico, avaliação da capacidade de resposta da organização às oportunidades de melhoria do ambiente de negócios, avaliação da estrutura organizacional e a redefinição da estrutura da organização, tendo em conta os objectivos traçados.

  • É tempo de energia sustentável

    Com o elevado preço do carvão vegetal, está a ser criada uma enorme oportunidade de mercado para alternativas e soluções de cozinha eficientes. O mercado de carvão movimentou só na cidade de Maputo um valor próximo dos 45 milhões de dólares, em 2011. E estas cifras podem vir a atingir os 300 milhões de dólares.

    Helga Nunes (texto) . Tânia Hirstova (fotos) . in África 21

    Em Moçambique, 95% dos agregados familiares dependem da biomassa (lenha ou carvão) como fonte de energia diária para cozinhar e aquecer alimentos. Em 2011, as cidades que registam o maior ritmo de crescimento (Maputo, Beira e Nampula) consumiram oito milhões de sacos de carvão vegetal com 20 kg cada, fazendo disparar os preços, entre 2010 e 2012, na ordem dos 200%.

    Embora a região norte ainda possua recursos de biomassa abundantes, capazes de satisfazer a procura durante os próximos 25 anos, a região sul, onde reside mais de 30% da população, encontra-se actualmente numa situação crítica. Nessa região é cada vez mais difícil aos agregados familiares sustentarem as suas necessidades em termos de energia de biomassa, sobretudo quando se trata das famílias de baixa renda.

    As previsões para Moçambique deixam claro que, mesmo com um investimento real de 2 biliões de dólares até 2020, mais de 60% da população continuará a não ter acesso à rede de energia eléctrica, ficando desse modo refém da biomassa para satisfazer as suas necessidades energéticas.

    Sabe-se que as condições de acessibilidade e de produção vêm-se tornando mais difíceis e mais caras, encarecendo também os preços ao consumidor final. Como tal, o investimento em fontes alternativas à biomassa é considerado estratégico no âmbito de uma política energética comprometida com os objetivos do PARPA – Plano de Ação para a Redução da Pobreza Absoluta.

    Este cenário, que inclui igualmente a desflorestação, impõe soluções urgentes e alternativas à energia de biomassa, em particular nas zonas urbanas, onde o acesso à energia pode ser tanto escasso como caro.

    Nesse sentido, dois organismos ligados às questões das energias renováveis, mais concretamente a SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento) e o FUNAE acreditam que a população moçambicana deverá ter a liberdade de aceder, escolher e usar os mais credíveis, convenientes e eficientes recursos energéticos para consumo doméstico e comercial.

    Soluções energéticas sustentáveis conduzem a aliança estratégica

    Em Moçambique, a procura de soluções sustentáveis para o sector da biomassa (carvão e lenha) e para o desenvolvimento de soluções energéticas alternativas está a evoluir, sobretudo devido ao impacto que o uso tradicional da biomassa representa na saúde, no ambiente, na educação, na nutrição e capacidade produtiva.

    O Ministério da Energia, o Fundo Nacional para a Energia (FUNAE), o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Agricultura (FDA), a Cooperação Técnica Alemã (GIZ), o Programa Africano de Energias Limpas do Banco Mundial, a Comissão Europeia, a Embaixada da Noruega, as Nações Unidas e a SNV são alguns dos parceiros que pretendem a implementação de soluções de energia limpas e modernas, a longo prazo.

    Como tal, e através de uma aliança estratégica entre o FUNAE, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo, o GIZ e outros parceiros-chave, a SNV encontra-se concentrada em catalizar o desenvolvimento do mercado de alternativas viáveis de cozinha, promovendo novos negócios, criando oportunidades de rendimento e proporcionando a 260 mil famílias de baixa renda em Moçambique, até 2015, a liberdade de escolher e usar fontes de energias convenientes e limpas.

    Sector privado pode introduzir alternativas ao carvão

    Em 2011, foram consumidos três milhões de sacos de carvão em Maputo, movimentando um mercado de 70 milhões de dólares, e, entre 2010 e 2012, o preço disparou de 250 para 650 meticais (mais de 200%).

    Este novo patamar de preços e de gasto para as famílias de baixa renda cria uma verdadeira oportunidade de mercado para o sector privado introduzir alternativas ao carvão, entre as quais se incluem os briquetes, os fogões de carvão eficientes, o gás e o ethanol.

    A SNV encontra-se, actualmente, a trabalhar no desenvolvimento de micro-clusters de Fogões Eficientes de Carvão (FEC’s)na província de Maputo, fortalecendo a capacidade local de produzir e distribuir fogões com 40% de eficiência da modalidade Mbaula, assim como outros modelos para uso doméstico e comercial.

    Mbaula é uma marca de fogão a carvão conhecida e bem sucedida no Quénia e na Tanzânia. E espera-se que, através das convenientes adaptações e de estratégias de Marketing orientadas para a Base da Pirâmide (BOP), a mesma venha a transformar-se numa alternativa viável de cozinha em Moçambique.

    Nesse sentido, através de uma parceria entre o GIZ (Cooperação Alemã) e as associações Livaningo e Kulima, a SNV pretende vir a alavancar as suas actividades neste novo sector, promovendo o acesso a 20 mil fogões eficientes de carvão e beneficiando mais de 100 mil pessoas até 2015.

    Uma alternativa possível cozinhando com o Ethanol

    Por intermédio do estabelecimento de uma parceria estratégica com a companhia Clean Star, a SNV encontra-se a fazer uso do conhecimento local e da sua experiência em termos de desenvolvimento económico para promover no mercado soluções de cozinha a ethanol.

    A cozinha a ethanol está a ser introduzida em Moçambique, com a marca “Ndzilo” (que significa “Chama” na língua local) e os resultados encontram-se prestes a tornar esta solução no que parece ser uma nova referência bem como uma alternativa viável para as famílias de baixa renda. Aliás, espera-se que mais de 30 mil mulheres venham a usar o ethanol nas suas cozinhas até 2015.

    Juntamente com o Conselho Municipal da Cidade de Maputo, o ethanol da marca (Ndzilo) também irá ser promovido junto dos vendedores de cozinha nos mais de 40 mercados municipais, colaborando para a redução de consumo neste segmento, que tem o maior gasto de carvão per capita.

    A todo o gás!

    Junto com o Município de Maputo e através de uma parceria firmada com a GALP, a SNV irá levar a cabo uma estratégia de gás para a Base da Pirâmide (BOP) com o intuito de abranger os agregados familiares de baixa renda e os produtores informais de comida com gás natural.

    Tendo os preços do carvão atingido mais de 30 dólares norte-americanos por cada saco de 65 kg, o gás transforma-se numa energia viável para cerca de 28 mil famílias na cidade de Maputo.

    Hoje, a SNV, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo e a GALP partilham com grande entusiasmo a ideia de transformar essas famílias em consumidoras de gás natural, e através dessa conquista poupar custos e tempo na cozinha.

    O projecto em causa pretende apoiar a capacidade do sector privado em fornecer LPG com boa qualidade, a bom preço e por meio de uma rede de distribuição eficaz e adaptada ao BOP.

    A título de curiosidade, e de acordo com um estudo realizado pela SNV, numa parceria com o FUNAE e o Conselho Municipal da Cidade de Maputo, 1.800 famílias no bairro da Mafalala (província de Maputo) já compreenderam que o gás é uma alternativa ideal para cozinhar. Neste bairro, 30% das famílias já combinam o carvão com o gás, e tudo indica que tal em breve venha a ser uma tendência.

  • Vale tira carvão e repõe flora em Moçambique

    A companhia brasileira Vale investiu recentemente na produção de mais de 90 mil mudas de plantas, visando repor as espécies nativas dos locais onde esta mineradora está a explorar carvão mineral.

    A companhia brasileira Vale investiu recentemente na produção de mais de 90 mil mudas de plantas, visando repor as espécies nativas dos locais onde esta mineradora está a explorar carvão mineral.

    A maioria das 90 mil mudas de plantas é de espécies nativas de Moatize, local onde esta companhia explora jazidas de carvão mineral desde Agosto de 2011. A iniciativa enquadra-se no programa de gestão ambiental da empresa.

    Segundo um comunicado de imprensa da Vale, as plantas fazem parte de um levantamento detalhado realizado em 2007, considerando o impacto da actividade de mineração e sobre as quais a empresa se compromete a revegetar e recuperar as áreas mineradas.

    "Nessa época, foi realizado um levantamento detalhado da flora e fito-sociologia existente, estimando-se o volume de madeira das formações naturais na área de implantação da mina, tendo sido identificadas e marcadas as árvores que seriam preservadas para possibilitar a manutenção da biodiversidade local e preparar a futura reabilitação das espécies nativas", indica o comunicado.

    O responsável pela gestão do viveiro da Vale, Maurício Simbine, disse que a empresa tem uma equipa que se dedica a colecta de sementes e posterior armazenamento. Essa semente é posteriormente usada para a multiplicação das mudas.

    O viveiro iniciou as suas actividades em 2010 e dedica-se a recolha e armazenamento de sementes de espécies nativas de Moatize, estando a maior parte a ser utilizada para a revegetação e recuperação das áreas que foram utilizadas na fase de implantação do projecto.

    Paralelamente, cerca de 6 mil mudas foram já doadas às comunidades, escolas, instituições do Governo local e ao público em geral de Moatize e da vizinha cidade de Tete, com o objectivo de incentivar ao plantio de árvores na região, contribuindo para a preservação da flora de Tete.

    "A primeira avaliação é positiva porque eles têm aderido, têm solicitado mudas e temos feito acompanhamento em instruir sobre as técnicas de plantio e os cuidados que se tem de dar às plantas", disse Simbine.

    Por outro lado, para preservar a fauna local, a Vale tem apoiado as actividades de limpeza das áreas do projecto, afugentando aos animais para lugares seguros e resgatando aqueles que apresentam dificuldades de mobilidade.

    Para além disso, o programa de gestão ambiental inclui ainda a monitorização da fauna aquática e terrestre, do ar e dos recursos hídricos, para verificar o seu comportamento com a implantação e operação da mina.

  • Investimentos portugueses: Mais 96 apartamentos em Maputo

    A Indiconstroi – Sociedade de Construções de Moçambique, Lda – é uma empresa moçambicana constituída por empresários portugueses, e está a finalizar a construção de 96 apartamentos e uma área comercial de 600 metros quadrados, em Maputo, num investimento de oito milhões de dólares.

    A obra, em fase final de construção, está inserida na Urbanização do Zimpeto a cargo da mesma empresa, que prevê a construção de 574 fogos perfazendo um investimento total de 47 milhões de dólares.

    A localização deste novo núcleo urbano é um dos factores distintivos do empreendimento, uma vez que se situa junto dos acessos da nova circular de Maputo, junto ao Estádio Nacional do Zimpeto.

    “Estamos muito satisfeitos com o bom acolhimento que o nosso projecto está a despertar, junto das autoridades moçambicanas e de prestigiados clientes locais” referiu o empresário João Nogueira, administrador da Indiconstroi.

    Segundo o administrador, já foi iniciada a comercialização dos espaços, sendo que a procura está a ultrapassar a oferta. Por outro lado, já foi assegurada a instalação de uma agência do Millennium bim numa das lojas da urbanização.

    “Apostamos na excelência da qualidade, com padrões europeus, sem esquecermos a competitividade do preço», sublinha o responsável, frisando que «a Indiconstroi não quer entrar na febre da especulação imobiliária que se faz sentir no centro da cidade de Maputo”.

  • Moçambique cai no Índice de Liberdade Económica

    Segundo a 19.ª edição do Índice da Liberdade Económica divulgado pelo instituto de investigação norte-americano, Heritage Foundation,sobreliberdade econômica, Moçambique é 2,1 pontos pior do que no ano passado, com deteriorações em sete das 10 liberdades económicas, incluindo a liberdade de comércio, liberdade de investimento, e o controle dos gastos do governo.

    De acordo com o relatório da Heritage Foundationsobreliberdade económica, Moçambique ocupa a posição 123 (de um total de 177) com uma pontuação total de 55 numa classificação de 1 a 100.

    Moçambique está em 22 dos 46 países da região da África Subsariana, e a sua pontuação global está abaixo da média mundial.

    O instituto de investigação americano reconhece que, apesar de alguns progressos em anos anteriores, os controles estatais e deficiências institucionais prejudica gravemente o desenvolvimento do setor privado, e o país fica no crescimento da produtividade e expansão económica dinâmica. O fundamento da liberdade económica é frágil e desigual.

    “Durante o segundo semestre de 2011, Moçambique voltou a exportar carvão pela primeira vez em 20 anos. No entanto, problemas estruturais, incluindo a gestão das finanças públicas e quadros legais pobres e subdesenvolvidos minam crescimento do setor privado. Políticas de comércio e investimento são reduzidas por interferência do governo na economia. Políticas fiscais arbitrárias a aplicação marginal de direitos de propriedade, e do Estado de Direito fraco têm impulsionado muitas pessoas e empresas para o setor informal”. Pode ler-se no relatório.
    No que diz respeito aos países lusófonos, Cabo Verde tem a mais livre de todas as economias lusófonas com 63,7, o que a torna a 65.ª mais livre das 177 classificadas no índice de 2013 (mais 58 acima de Moçambique).

    Moçambique, Brasil, Timor-Leste, Angola e Guiné-Bissau estão entre os 25 países com menor liberdade económica, conforme mostra índice o divulgado pela norte-americana Heritage Foundation.

    A 19.ª edição do Índice da Liberdade Económica, realizado por aquele centro de pesquisa conotado com a direita conservadora dos Estados Unidos, em colaboração com o Wall Street Journal, indica que, em média, a liberdade económica no mundo aumentou apenas 0,1 ponto no último ano.

    Segundo o índice, os EUA e a Irlanda, assim como a Guiné Equatorial, registaram cinco anos consecutivos de declínio da liberdade económica. Cada um destes países registou um declínio cumulativo de cinco pontos ou mais desde 2008.