A taxa de câmbio praticada pelos bancos comerciais nas transacções com o público foi de 28,70 meticais por dólar, corres-pondente a uma apreciação de 0,66% na quinzena, face a uma depreciação de 0,42% na quinzena anterior. Desde o início do ano, o metical depreciou 5,86%. O metical continua a depreciar-se em relação ao dólar americano. No fim da primeira quinzena do presente mês, a cotação média do metical em relação ao dólar dos Estados Unidos foi de 28,73 meticais, no Mercado Cambial Interbancário (MCI), isto é, nas transacções de moeda entre o Banco de Moçambique e os bancos comerciais. A moeda nacional depreciou 0,14% após 0,07% na quinzena anterior. Desde o início do ano, a moeda nacional depreciou em 5,86% e, em termos anuais, 5,70%.
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Brasileiros interessados em jazigos de calcário
Empresários brasileiros mostram-se interessados na exploração, em grande escala, dos jazigos de calcário existentes em quantidades consideráveis em pelo menos quatro distritos da província de Nampula, nomeadamente Nacala, Memba, Monapo e Mossuril. A partir do calcário, pretendem produzir, numa primeira fase, fertilizantes agrícolas e, posteriormente, o clinker, matéria-prima para a indústria do cimento.
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Mudanças climáticas: Estratégia do país deve reflectir acções de adaptação e mitigação
A ESTRATÉGIA Nacional de Mudanças Climáticas, em elaboração, deve priorizar as acções de adaptação e de mitigação, de modo que Moçambique possa reduzir a vulnerabilidade e continue a experimentar o seu desenvolvimento. Esta visão é do Secretário Permanente do Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA), Maurício Xerinda, falando no encontro que a sua instituição manteve recentemente com o sector privado, visando discutir e acomodar os interesses daquele sector neste documento ainda em elaboração no país. Na acepção de Maurício Xerinda, as acções de adaptação vão criar capacidade de conviver com mudanças climáticas, sendo que a mitigação é importante pois permite que o país possa aceder a recursos financeiros e tecnológicos para implementar actividades que melhorem a vida dos moçambicanos, através de um maior acesso à energia limpa e uso de recursos como gás e carvão mineral, o que reduzirá a maior dependência a combustíveis fosseis importados.
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Turkish Airlines em vias de voar para Moçambique
A transportadora aérea Turkish Airlines, poderá lançar voos directos para Moçambique graças a um acordo de cooperação rubricado entre as autoridades de aviação de ambos os países. A LAM não será afectada pelo banimento imposto às companhias aéreas moçambicanas de voar para a Europa por motivos de segurança pelo facto de a Turquia não ser membro da União Europeia.
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Manica com mais mulheres empreendedoras
Pelo menos 818 mulheres empreendedoras foram registadas durante o primeiro semestre deste ano no Sector da Mulher e Acção Social que também contabilizou 48 associações de mulheres, que têm contribuído, em grande medida, para o aumento do número de empregos e do incremento da produção na província.
No que concerne ao programa de Subsídio Social Básico, foram assistidos 24.817 mil beneficiários em todos os distritos da província sendo, 23.455 mil idosos, 1.158 mil portadores de deficiência e 204 deficientes crónicos, o que corresponde a uma realização do plano em 93.6 por cento, de acordo com Maria Isabel Raimundo, directora da Mulher e Acção Social naquela região do centro do país.
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Avenida Eduardo Mondlane pode vir a mudar de imagem
ASSOCIAÇÃO ‘MIKHALU’ pretende mudar a face da estátua de Eduardo Mondlane, e da avenida que ostenta o seu nome em Maputo, a partir deste mês.
Num projecto orçado em aproximadamente 193 mil meticais, esta iniciativa da MIKHALU, uma associação dos amigos e residentes do distrito municipal KaMpfumu iniciou com os preparativos 25 de Agosto.
Segundo o presidente desta associação, João Mazivila, esta a iniciativa insere-se no projecto de conservação e valorização do património da capital moçambicana e neste caso, pretende “brindar” os citadinos por ocasião da passagem dos 20 anos da paz, a assinalar-se 04 de Outubro, dos 125 anos da urbe, a 10 de Novembro, e dos 37 anos da independência celebrados no passado 25 de Junho.
Neste âmbito, a MIKHALU vai promover jornadas de limpeza ao longo de toda a avenida e nos respectivos passeios, plantio de árvores e flores, colocação de baldes de lixo nos postos de iluminação pública, criação de parcerias para a gestão de sanitários privados, pintura de árvores, entre outras actividades.
Pretende-se ainda, realizar jornadas de sensibilização dos utentes da avenida em torno do artigo 45 da Constituição da Republica que diz ser responsabilidade de cada cidadão promover o bem-estar da saúde pública e da defesa do meio ambiente na comunidade.
Para João Mazivila, a escolha da avenida Eduardo Mondlane tem a ver com o facto de simbolizar a unidade nacional e ser o cartão-de-visita para o mundo e orgulho da moçambicanidade, para além de que a avenida apresenta sinais de degradação dos passeios, proliferação de lixo, urina nas árvores, entre outros problemas provocados pela falta de consciência ambiental por parte de alguns munícipes, associado a falta de condições básicas de saneamento do meio.
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Bossa Nova com Xixel Langa no CCFM
O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, apresenta hoje às 20:30 horas um concerto de Bossa Nova da Cantora moçambicana Xixel Langa ao lado de Hortêncio Langa e Arão Litsuri, inserido na promoção de música brasileira com destaque na poesia associada a imagem e outras formas artísticas de autores moçambicanos.
Xixel Langa acompanhada pela banda TP50 irá apresentar 20 músicas de autores e intérpretes da música popular brasileira (MPB) tais como Elis Regina, Tom Jobim, Catetano Veloso, Djavan, entre outros. A banda contará com Xixel na voz, António Prista no violão, Sérgio no baixo, Catarina Sofia na flauta, Timóteo Cucheno no Saxofone, Miguel Prista Alcídeo Pires na acústica e Mauro no piano.
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20 projectos turísticos foram aprovados em Manica
Vinte novos estabelecimentos turísticos destinados a alojamento, restauração e bebidas vão entrar em funcionamento ainda este ano na província de Manica, no quadro da implementação do Plano Económico e Social do sector de turismo naquela parcela do país.
O director provincial do Turismo de Manica, António Dinis, que revelou o facto, disse que durante este ano deverão ser emitidos 20 alvarás que poderão legalizar o funcionamento de igual número de estabelecimentos turísticos.
Ainda para 2012, o sector do turismo, em Manica, prevê formar 30 trabalhadores dos sectores de alojamento, restauração e bebidas, ao mesmo tempo que realizará 30 visitas de divulgação do programa “Bem Servir”. Constam ainda do lote das acções do turismo, inspeccionar 165 estabelecimentos turísticos.
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Serviços de telecomunicações cobren 32,83% da população
Apesar do avanço, a escassez de recursos tem ditado a limitação de investimentos no sector. A informação é avançada pelo PCA da TDM, que diz ainda que a disponibilidade de telecomunicações e tecnologias de informação e comunicação deixaram de ser luxo.
Moçambique conheceu, na área das telecomunicações um desenvolvimento assinalável, o que se traduz numa taxa de acesso de 32,83% por 100 habitantes, segundo deu a conhecer o presidente do Conselho de Administração das Telecomunicações de Moçambique.
A informação foi avançada no contexto da cerimónia de abertura de um workshop, que reúne, desde esta terça, em Maputo, representantes dos países que constituem a Associação de Telecomunicações da África Austral (SATA).
Para Teodato Hunguana, a escassez de recursos tem ditado a limitação de investimentos no sector.
“Os investimentos no sector das telecomunicações não responde ainda de forma proporcional à importância que se reconhece. A escassez de recursos disponíveis que tem de atender a uma considerável multiplicidade de necessidades prioritárias… Todavia, na medida em que o desenvolvimento do sector das telecomunicações e das tecnologias de informação e comunicação potenciar o desenvolvimento de todos os outros sectores irá, certamente, ganhar espaço nas prioridades da acção governativa e esta tendência acentuar-se-á mais em cada país“, revelou Hunguana. -
Ribáuè projecta fábrica de descaroçamento de algodão
O distrito de Ribáuè, província de Nampula, vai contar a partir de Novembro próximo, com uma nova fá-brica de descaroçamento de algodão cujos equipamentos encontram-se neste momento, em processo de montagem. Avaliada em cerca de quatro milhões de meticais, o empreendimento é propriedade da OLAM Moçambique, multinacional com interesses em diferentes áreas económicas em particular na agricultura, e que controla uma concessão algodoeira na região abrangendo três distritos. Dados colhidos pela nossa Re-portagem junto da delegação regional norte do instituto de algodão de Moçambique, IAM, indicam que o equipamento da fábrica é moderno e com uma grande eficiência no contexto do processamento do chama-do “ouro branco” constituindo desta forma uma mais-valia, porquanto a qualidade da fibra da cultura será de elevada qualidade para concorrer no mercado que se apresenta mais competitivo nos últimos tempos.
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Moçambique na segunda fase da pesquisa do milho tolerante à seca
Moçambique foi aprovado pelos parceiros do projecto WEMA (Water Efficient Maize for África) pa-ra continuar na segunda fase das pesquisas em curso com vista a produção de sementes de milho tolerante à seca e resistente a infecções. O prosseguimento do país nessa iniciativa vai passar pela actualização de alguns aspectos de regulação do uso de sementes geneticamente modificadas, cujo processo já está ao nível do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) para submissão ao Conselho de Ministros. A aprovação de Moçambique ocorreu semana passada, em Nairobi, Quénia, durante a segunda reunião dos parceiros do projecto WEMA onde foi avaliado o estágio das investigações sobre a matéria em Moçambique, África do Sul, Tanzânia, Uganda e Quénia. Na ocasião, o país apresentou o nível em que as suas pesquisas se encontram desde que o projecto começou a ser implementado, no ano de 2009. Pedro Fato, do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), e coordenador técnico do projecto, explicou que já foi concluído o processo de selecção do Campo de Ensaios Confinados (CEC), no Chókwè, na província de Gaza, onde foram igualmente efectuadas algumas experiências.
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Investimentos mudam Nacala
O fluxo de investimentos canalizados para a cidade de Nacala, na província de Nampula, está a mudar aquela área que, a pouco e pouco, tende a se tornar numa referência em matéria de crescimento económico.
Dados recentes indicam que, nos últimos três anos, Nacala-Porto atraiu investimentos no valor de 400 milhões de dólares norte-americanos para a implantação de 46 projectos, dos quais 25 já estão operacionais. A implementação dos referidos empreendimentos já proporcionou a criação de 1350 mil novos postos de emprego, para além de oferecer oportunidades a mais novos investidores no âmbito da Zona Económica Especial (ZEE), por sinal a primeira criada no país.
O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nacala-Porto, Chale Ossufo, considera a zona como o pulmão económico da região norte, cujas potencialidades portuárias estão a atrair mais investidores de diversas partes do mundo.
Reconheceu que a implantação da Zona Económica Especial, apanhou os nacalenses em contrapé, daí que as primeiras oportunidades de emprego criadas pelos investidores não foram absorvidas pela classe média laboral, mas sim por carpinteiros, pedreiros, electricistas, canalizadores sendo que os jovens que esperavam a sua absorção não tiveram essa sorte porque os projectos implantados necessitavam de mão-de-obra qualificada e especializada.
Apontou o facto de a maioria parte das pessoas formadas e que procuram oportunidades de emprego nas empresas que abrem em Nacala terem sido a nível do Ensino Secundário Geral em detrimento do Ensino Técnico-Profissional, havendo por isso, acções previstas para que algumas instituições se responsabilizem pela formação da sua mão-deobra, como sucede com a Oldebrech empresa que está a construir o novo aeroporto internacional e a Vale Moçambique que pretende construir um terminal de carvão mineral.
“Mesmo assim, a nossa cidade conheceu nos últimos três anos, um crescimento assinalável, onde destacamos o aumento da capacidade da cobertura de 12 por cento para os actuais 55. Reconhecemos que ainda falta muito neste aspecto, por isso estamos num processo de reabilitação e ampliação da barragem e da rede do sistema de abastecimento de água”, apontou o edil de Nacala.
Ainda no que diz respeito ao abastecimento de água aos residentes, o edil fez saber que foram construídos 280 fontanários para abastecer um universo de 94 mil munícipes, para além de efectuar sete mil novas ligações domiciliárias da rede pública que garante o consumo de água potável a mais de 37 mil habitantes. No entanto, apontou os bairros de Mahelene, Lile, Mupeta, Naphuza, Matola, Locone, Janga1 e Janga2 como sendo os que ainda enfrentam problemas relacionados com o abastecimento regular de água.
Num outro desenvolvimento, Chale Ossufo, afirmou que em face do crescimento habitacional que a cidade de Nacala está a conhecer com implantação de muitas infra-estruturas na sua maioria destinadas para indústrias, a edilidade criou sete zonas de expansão reservadas à construção de residências e instituições de carácter social ou económico.
“Temos reservado um espaço para atribuir a todas universidades que têm extensões aqui em Nacala para construírem os seus campus e neste preciso momento, estamos a instalar as redes de abastecimento de água e fornecimento de energia eléctrica, na perspectiva de criar atractivos para quem quer residir nestas zonas”, salientou. -
Moçambique precisa de 693 milhões de meticais para relançar produção de trigo
Cerca de 693 milhões de meticais são necessários para o relançamento da produção de trigo até 2017, segundo prognósticos do Ministério da Agricultura (MINAG).
O projecto visa reduzir a dependência de Moçambique na importação do cereal e o montante está a ser mobilizado junto dos parceiros internacionais de cooperação com Moçambique, acção a decorrer até finais deste ano de 2012 para aquisição de fertilizantes, sementes melhoradas, assistência técnica e uso de variedades produtivas nas zonas de maior potencial agro-ecológico do país.
Esta necessidade consta de um documento sobre estratégia do sector agrário de Moçambique para o período 2012/2017 que também aponta como outras acções a desenvolver a realização de campanhas fitossanitárias, divulgação de preços de compra e de referência pré-campanha para tornar o país num importante produtor de trigo nos próximos cinco anos.
O programa deverá envolver também o sector privado nacional de forma a permitir que até a campanha agrícola 2016/2017 o país possa atingir o volume de produção anual de cerca de dois milhões de toneladas de trigo, de acordo ainda com o MINAG, frisando que o actual nível de cultivo do cereal é “insignificante e não responde às necessidades de consumo dos moçambicanos”. O consumo nacional de trigo é de 437 mil toneladas por ano, contra produção de apenas 22 mil toneladas/ano. -
“Instituto Criança Nosso Futuro” recebe doação no valor de 2,9 milhões de meticais
A “China Road and Bridge Corporation” 2,9 milhões de meticais (aproximadamente 104 mil dólares americanos) ao Instituto Criança Nosso Futuro.
Este instituto, cuja patrona é Maria da Luz Guebuza, esposa do presidente moçambicano, promove e defende os direitos das crianças, da mulher, do idoso, da pessoa portadora de deficiência e da família no país. A “China Road and Bridge Corporation” é a empresa responsável pela execução do projecto de Estrada Circular para a área metropolitana de Maputo, e da ponte entre Maputo e Katembe.
Momentos depois de receber o respectivo cheque das mãos de Sun Liqiang, vice-presidente da “China Road and Bridge Corporation”, Maria da Luz Guebuza manifestou a sua satisfação pelo facto de esta multinacional de construção civil preocupar – se com questões sociais.
«É verdade que são empreiteiros mas também pensam nas nossas crianças: este apoio vai ajudar a aliviar o sofrimento de muitas crianças e mulheres. Agradecemos a vossa sensibilidade nesta matéria», disse Maria da Luz Guebuza.
Por seu turno, Sun Liqiang disse ser estratégia da empresa que dirige incluir a responsabilidade social e empresarial. «Vamos nos esforçar em satisfazer o povo moçambicano não só com as nossas obras, mas também com a nossa responsabilidade social», afirmou.











