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  • ZIMOkAD – Zimbabwe Mozambique Cultural Art Dialogue

    O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, acolhe desde 18 de Setembro a exposição colectiva de Artes Plásticas ZIMOkAD – Zimbabwe Mozambique Cultural Art Dialogue que reúne os artistas plásticos Tapiwa Chapo e Charles Kamangwana, do Zimbabwe, e Butcheca e Titos Pelembe de Moçambique.

    A exposição resulta de um encontro de cerca de duas semanas sob a forma de residência artística na Escola Nacional de Artes Visuais de Maputo (ENAV). De 3 a 15 de Setembro os artistas trocaram ideias e partilharam experiências, explorando as técnicas da pintura, escultura, cerâmica e instalação para a criação desta mostra colectiva que estará patente até 29 de Setembro 2012 nos seguintes horários: das 10h00 às 19h00, de terça a sábado, e das 12h00 às 19h00, à segunda.

  • Soros Economic Development Fund investe em Moçambique

    O fundo de George Soros dedicado ao desenvolvimento económico investiu na criação de uma empresa de produção e venda de fornos que funcionam a etanol em Moçambique em substituição aos aparelhos convencionais que funcionam a carvão.

    Trata-se da CleanStar Mozambique, empresa que produz fornos “low-cost” que vende às famílias moçambicanas, para a qual o Soros Economic Development Fund investiu seis milhões de dólares.

    Os novos aparelhos, além de serem menos poluentes, representam menores riscos para a saúde das famílias já que o carvão liberta gases mais nocivos do que o etanol. O combustível utilizado nos novos fornos é criado a partir de mandioca, que é cultivada por pequenos produtores moçambicanos.

    Com este investimento, o fundo de Soros adquire uma participação de 19% no projecto de 20 milhões de dólares. O Soros Economic Development Fund não tem fins lucrativos mas realiza investimentos em organismos com esse fim, recuperando os capitais investidos.

    A empresa com sede em Nova Iorque e Maputo vendeu seis mil aparelhos desde que foi criada e pretende continuar a vender milhares de aparelhos. Para isso, vai utilizar o investimento feito em nome do multimilionário húngaro para reforçar a produção de fornos e incentivar a produção de mandioca para transformar em combustível.

  • FORNECIMENTO DE GÉNEROS ALIMENTÍCIOS, MATERIAL DE HIGIENE E LIMPEZA E GÁS DOMÉSTICO

    Informação:
    A Casa Militar convida empresas interessadas a apresentarem propostas, fechadas, para o fornecimento de géneros alimentícios, material de higiene e limpeza e gás doméstico.

    Data Limite:
    9 Outubro 2012

    Para mais informações, consulte:
    http://www.clubofmozambique.com/pt/faq4.php?cat_id=21

  • OBRA DE REABILITAÇÃO DE REPRESA DE NECUNGAS, TETE

    Informação:
    A Administração Regional de Aguas do Zambeze convida empresas interessadas, inscritas no Cadastro Único para Empreitada de Obras Publicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, a apresentarem propostas fechadas para obra de reabilitação de represa de Necungas, distrito de Moatize, Província de Tete.

    Data Limite:
    22 Setembro 2012

    Para mais informações, consulte:

    http://www.clubofmozambique.com/pt/faq4.php?cat_id=21

  • ANE: CONCURSOS PÚBLICOS PARA OBRAS DE EMERGÊNCIAS

    Informação:
    A Administração Nacional de Estradas solicita propostas seladas para a execução de
    Obras de Emergência de acordo com o seguinte:

    – Obras de Emergência da Estrada Terraplenada R811 entre Magude e Moamba na Província de Maputo (Reparação do Drift)
    – Obras de Emergência da Estrada Terraplenada N322 entre Madamba e Mutarara na Província de Tete (Reparação do Drift)
    – Obras de Emergência da Estrada Terraplenada R762 entre Cruz N1, Muepane e Quissanga na Província de Cabo Delgado (construção de
    aqueduto)

    Data Limite:
    8 Outubro 2012

    Para mais informações, consulte:
    http://www.clubofmozambique.com/pt/faq4.php?cat_id=21

  • Gaza ganha com turismo doméstico

    A cada dia que passa, os moçambicanos parecem ganhar consciência do potencial turístico que o seu país oferece. Segundo o director provincial do Turismo de Gaza, Roque Silva Manuel, nos anos de 2008 e 2009, a diferença entre o número de turistas nacionais e estrangeiros era muito grande, sendo que dos 25 mil turistas que visitavam a província apenas três mil (12 %) eram nacionais.

    Actualmente, a situação melhorou substancialmente. O número de turistas domésticos cresceu e, em termos indicativos, dos cerca de 68 mil turistas que afluíram à província de Gaza em 2011, 50% eram turistas nacionais. Por outro lado, os moçambicanos têm sido os primeiros a fazer reservas e a ocupar espaços nas estâncias turísticas, e cerca de 70% dos turistas que afluem à província de Gaza – em ‘períodos de pico’ do turismo – são moçambicanos.

    Em períodos de pico, cerca de 70% dos turistas são moçambicanos. Portanto, os moçambicanos passaram a ganhar gosto pelo turismo. Mas isto não caiu do céu, é fruto de um trabalho que temos estado a fazer para que os moçambicanos também usufruam das grandes potencialidades e oportunidades que o país oferece», referiu Roque Manuel, o director provincial do Turismo de Gaza.

    Entretanto, o mesmo dirigente reconhece que um dos grandes constrangimentos que o sector enfrenta passa pela questão da qualidade de serviços prestados. Por essa razão, além do esforço envolvido na construção de novas infraestruturas e no sentido de captar investimentos para o sector do turismo, o desafio agora deve passar também por trabalhar no sentido de melhorar a qualidade de serviços, não só nas estâncias turísticas mas também nos serviços que são prestados ao turista desde o local de desembarque ao local do alojamento.

    Nesse contexto, está-se a trabalhar em parceria com a Migração, as Alfândegas, a Polícia de Trânsito e com a própria Comunidade, de modo a que compreendam que também os residentes desempenham um papel importante na arte de bem-receber os turistas. E este trabalho ou esforço estende-se igualmente aos operadores turísticos, no sentido de criar neles uma mentalidade em prol da necessária profissionalização do sector.

    «Um dos problemas que tínhamos passava pela falta de escolas de formação para “saber fazer”, porque infelizmente a maior parte das instituições de ensino que temos no país são de formação mais formal, como a Escola Superior de Hotelaria e Turismo em Inhambane e a pessoa formada tem dificuldades de entrar no restaurante e saber servir, saber receber», revelou Roque Silva.

    Como forma de solucionar o problema, foi construída na praia do Bilene uma escola de formação em hotelaria e turismo, em parceria com o sector privado, com a missão de ensinar os formandos a saber atender e a receber o turista de forma adequada e profissional.

    Investimento no sector dispara

    Um dos grandes esforços que o governo da província de Gaza e o sector de turismo têm estado a desenvolver é no sentido de atrair investimentos para o sector de turismo na província. E estes investimentos provêm tanto de empresários estrangeiros como de nacionais.

    De acordo com o director provincial do Turismo de Gaza, Roque Silva Manuel, o nível de crescimento anual que a província de Gaza tem estado a registar, em termos de infraestruturas turísticas, atinge os cerca de 10 por cento nos últimos quatro anos. Facto que mostra até que ponto a província de Gaza está a revelar-se uma preferência em termos de investimentos turísticos.

    Cerca de cinco mil milhões de meticais foram investidos no sector turístico, em 2010, na província de Gaza, dos quais dois mil milhões estão a ser aplicados em construções de raiz de novas infraestruturas turísticas, incluindo restaurantes, enquanto os restantes três mil milhões se destinam à recuperação, ampliação e modernização de estabelecimentos já existentes.

    «Houve uma altura em que esta província era quase um corredor para os turistas que iam às praias da província de Inhambane, mas agora é um destino turístico, e acredito que vai continuar a sê-lo nos próximos anos», referiu Roque Silva.

    A maior parte dos projectos aprovados, em 2010, localizam-se nas praias de Chidenguele, cidade do Xai-Xai e no Bilene, sendo que nesta última localidade se desenvolve um turismo de alta qualidade, atraindo visitantes de praticamente todos os quadrantes do mundo.

    Em 2010, a província de Gaza, que conta neste momento com 2.887 camas, recebeu mais de 60 mil turistas nacionais e estrangeiros, o que representou um acréscimo de 12 mil em relação a 2009 e uma receita de 116 milhões de meticais, ou seja, mais 11 milhões do que em 2009.

    Em 2010, havia 165 estabelecimentos turísticos. Em 2011, houve um crescimento para 175 estabelecimentos, o que se reflectiu também no número de hóspedes com um aumento de cerca de 15 mil em relação a 2011 e de 25 mil turistas em comparação com os dois últimos anos. Por outro lado, o montante de 9.900 milhões de meticais em termos de fluxo de investimento privado resultou na abertura de oito novos estabelecimentos turísticos, em 2011.

    Roque Silva mostra-se extremamente satisfeito pelo facto dos investidores moçambicanos também estarem a aderir aos negócios de âmbito turístico, e sublinha que é um sinal de que estes começam a acreditar que também podem fazer a diferença investindo no sector. Exemplos dessa aposta no turismo são alguns projectos de empresários nacionais bem sucedidos nas praias do Bilene e em Chidenguele. Segundo o mesmo, a combinação do investimento estrangeiro com o nacional faz com que se crie uma dinâmica e uma competitividade extraordinária face ao produto turístico que se pretende que Gaza ofereça.

    Arsénia Sithoye [in Revista Capital de Setembro]

  • Rio Tinto investe 160 milhões de dólares

    BREVE: A Rio Tinto Coal Mozambique prevê realizar ao longo deste ano um investimento local de 160 milhões de dólares norte-americanos em Moçambique.

  • «O boom dos minérios pegou-nos de surpresa»

    As descobertas de imensos recursos minerais e a consequente convergência de multinacionais para Moçambique ocorreram de forma rápida, sem que o País estivesse preparado. A ideia é defendida por Casimiro Francisco, presidente da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento do Carvão Mineral (AMDCM).

    Segundo Casimiro Francisco, um dos principais sintomas do referido despreparo é a escassez de recursos humanos locais à altura das necessidades das mineradoras.

    As províncias de Tete e Nampula constituem o fulcro da mineração mas o índice de analfabetismo é de 80 por cento. A Rio Tinto recomenda que o fundamental é iniciar o processo de formação de quadros locais cinco anos antes de iniciar o processo de exploração mineira.

    A actual “guerra de talentos” entre as mineradoras, na qual os poucos quadros com know-how aceitável passam de uma empresa para a outra é reflexo de uma indústria mineira que se estreia no mercado internacional.

    Mas, por outro lado, o líder da Associação carbonífera verifica que em Moçambique, o boom dos recursos minerais acontece sem ser planificado, facto que limita a formação de quadros.

    «Neste primeiro momento ainda não existem condições mas, será desastroso se não aproveitarmos as oportunidades geradas pelos minérios para criar condições de empregabilidade para os recursos humanos nacionais».

    Neste quadro, a mineradora Rio Tinto explica que chega mesmo a contratar mão-de-obra nos países vizinhos da SADC para virem operar as complexas máquinas usadas na actividade mineira.

    Uma das prioridades actuais consiste na criação de um quadro que permita um investimento massivo no desenvolvimento e na capacitação dos recursos humanos. Então, os próprios projectos mineiros poderão criar esta oportunidade.

    Mas o desafio da empregabilidade para os recursos humanos moçambicanos ainda irá levar algum tempo. «Por enquanto, não temos condições. Numa primeira fase, teremos problemas. Os nossos recursos ainda não são se encontram preparados para enfrentar a exigência das multinacionais», garanteCasimiro Francisco, para quem o acto de legislar sobre esta matéria constitui igualmente outro desafio.

    In revista Capital, edição de Setembro de 2012.

  • Terra para produzir biocombustíveis ou alimentos?

    A produção de biomassa para biocombustíveis tem vindo a aumentar desde a última crise internacional de combustíveis nos meados da década de 2000. Estudos feitos sobre a produção de biomassa para biocombustíveis mostram que para satisfazer a demanda, com o nível actual de conhecimento, serão necessárias extensas áreas para cultivar plantas que possam ser processadas em biodiesel ou etanol.

    Há debates internacionais sugerindo que esta demanda por terras para biocombustíveis poderá impor problemas de segurança alimentar, devido à competição com os produtos alimentares, e afectar a biodiversidade por causa da destruição das florestas para o estabelecimento de culturas para biocombustíveis.

    Moçambique foi, diversas vezes, indicado como um dos países com muita terra disponível que podia ser disponibilizada para a produção de biocombustíveis. Houve muito debate sobre esta matéria que levou a processos que, por sua vez, incluíram o zoneamento para a identificação de áreas disponíveis, e a identificação de culturas com potencial que não fossem interferir com a segurança alimentar, entre outros.

    Pouco, porém, se tem falado sobre a redução da cobertura florestal resultante da expansão de áreas para a produção de biocombustíveis, levando à perda da biodiversidade.

    As principais causas das mudanças de cobertura vegetal em Moçambique foram identificadas como parte do inventário florestal nacional de 2007 como a conversão de áreas naturais para a agricultura (comercial e de subsistência), e a recolha de lenha e carvão para abastecer as grandes cidades.

    A taxa anual de desmatamento nacional (nos últimos 10 anos) é estimada em 0,58 por cento, variando de província para província, com a taxa provincial atingindo 1,67 por cento ao ano (Marzoli 2007).

    A produção de biocombustíveis requer extensas áreas para a produção de matérias-primas. Este requisito de terra implicará o desmatamento adicional, ou pelo menos, a conversão de áreas naturais para a agricultura.

    Enquanto a disponibilidade de terra não for considerada como um problema nacional, é importante observar algumas questões: as áreas com alta acessibilidade (estradas, ferrovias) têm a maior pressão do que áreas remotas com infra-estruturas limitadas, as áreas com disponibilidade de água para a irrigação, e as áreas com menos risco de secas – que são as que vão garantir a viabilidade comercial da produção de biocombustíveis.

    Por outro lado, há que ter em conta que a avaliação realizada pelo Ministério do Turismo em áreas de conservação indica que, embora as áreas sob conservação tenham aumentado nos últimos 10 anos, há ecossistemas que permanecem sub-representados, e entre esses estão ecossistemas de montanha e de zonas húmidas; e que a segunda comunicação nacional de Mudanças Climáticas estima que entre 70-80 por cento das emissões nacionais derivam da silvicultura e das mudanças no uso da terra.

    O que nos dizem os estudos

    As mudanças na cobertura da terra devem ser tomadas numa perspectiva multidimensional. Enquanto o plano de uso da terra não for claro e explícito, há um alto risco das áreas acessíveis e mais produtivas serem tomadas para a produção de biocombustíveis, criando potenciais conflitos com os usos agrícolas para a produção de alimentos.

    De momento, não são visíveis estes conflitos porque a terra cultivada também é muito pequena (cerca de 15 por cento da terra arável). Estudos sobre culturas de rendimentos (Arndt et al 2010) revelam que a expansão de áreas de culturas de rendimento é feita geralmente convertendo áreas de algumas culturas para outras, mais rentáveis.

    Estudos feitos sobre a disponibilidade de terra para biocombustíveis em Moçambique (Schut et al 2010) mostraram que tal terra não estava realmente disponível, pois incluía áreas agrícolas activas ou em pousio, áreas de colheita de lenha e carvão para as cidades. Outras ainda incluíam áreas de matas nativas com potencial para albergar diversidade vegetal e animal pouco conhecida.

    Um estudo detalhado, conduzido na província da Zambézia (Mabunda 2012) revelou que não havia áreas disponíveis para produção de biocombustíveis, utilizando o critério de áreas não ocupadas.

    Em abono da verdade, um estudo sobre disponibilidade de terras para produção de biocombustíveis em Moçambique, conduzido por Der Hilst (2012), indica que utilizando os critérios definidos na directiva da União Europeia, Moçambique tem menos terra do que se tem falado. O estudo aponta o uso extensivo de terra para agricultura e colheita de produtos florestais como lenha e carvão como os maiores ocupantes das terras.

    É preciso investir na intensificação da agricultura e de energia alternativa à lenha e ao carvão

    O negócio de carvão vegetal gera emprego em áreas onde não há alternativas e contribui para o balanço energético nacional, e, além disso, o comércio de carbono de plantações florestais também requer terra (boa terra) para o sequestro de carbono. Estes processos estão a olhar para essas mesmas áreas. O uso de terras degradadas para a produção de biocombustíveis pode ser visto como uma oportunidade para a recuperação da terra. Áreas abandonadas após corte e queima pela agricultura podem ser candidatas para a produção de biocombustíveis, mas a densidade populacional nessas áreas pode trazer à tona questões sociais e culturais a serem consideradas.

    Daqui se pode concluir que a disponibilidade de terra é um conceito pouco claro que, quando utilizado no contexto actual do uso de terra, pode resultar que há pouca ou nenhuma área disponível. Por outro lado, áreas para produção de biocombustíveis teriam que resultar da conversão de áreas com outros usos actuais, afectando os processos de produção e modo de vida rural.

    Paralelamente a competição pela crescente demanda de terras para diversos fins é um facto e o planeamento de uso de terra é cada vez mais necessário para orientar as prioridades do seu uso, aproveitamento e conservação. Investimentos para a intensificação da agricultura e de energia alternativa à lenha e ao carvão serão igualmente necessários para disponibilizar mais terra para produção de biocombustíveis.

    In Revista Capital, edição de Setembro

  • GRUPO INTERMODA: Ontem Alfaitaria, hoje um grande Grupo de pronto-a-vestir

    A história da Intermoda remonta ao século passado. Tudo começou quando o Pai de Atul Laxmissancar abriu as portas da sua Alfaiataria em 1968. Na época, ostentava a denominação de Fazel. Quis o destino que o filho viesse a assumir as rédeas do negócio na década de 90, e desde então tudo mudou. Mudaram-se os tempos, as vontades e surgiu o conceito do pronto-a-vestir. O modelo de negócio teve então de se adaptar e surgiu o Grupo Intermoda. Saiba como tudo aconteceu através do discurso directo do seu director-geral, cuja preocupação também passa pela responsabilidade social.

    O grupo Intermoda é indissociável do empresário Atul Laxmissancar. Como tem sido a sua história desde 1968?

    A empresa nasceu em 1968. Só que naquela altura era conhecida como Alfaiataria Fazel. Eu fui levado a gerir os destinos da Alfaiataria Fazel na década de 90, devido aos problemas de saúde de meu pai que foi de facto quem fundou o negócio. Mas fiz o percurso de baixo para cima. Entrei como ajudante e volvido algum tempo passei a sócio-gerente da loja. Uma vez nessa posição, tive de reestruturar a empresa, colocando, sobretudo, as pessoas certas nos lugares certos. Portanto, foi com o espírito de querer imprimir alguma mudança na abordagem do mercado moçambicano de vestuário pronto a vestir que surgiu com o nome comercial de Intermoda, que hoje é uma referência em termos de comércio de vestuário e calçado.

    Quais foram as dificuldades em termos de gestão que teve quando herdou a loja do seu pai?

    Foram várias. Eu era então um jovem pouco experiente e vi-me na responsabilidade de ter de levar o barco a bom porto. Mas tive o apoio dos nossos colaboradores e procurei ser arrojado nas minhas decisões.

    Numa outra fase, houve a necessidade de evoluir. De reestruturar a empresa face às novas exigências do mercado, isto porque nos anos 90, as pessoas já procuravam mais as roupas de pronto-a-vestir, rejeitando a ideia de as fazer no alfaiate. Então, decidi comercializar o vestuário de pronto-a-vestir e assim foi “desaparecendo” o vestuário por medida.

    O Grupo Intermoda tem hoje cerca de 110 trabalhadores e houve um crescimento significativo em termos do número de lojas. O que motivou este crescimento?

    A marca Intermoda conquistou muito rapidamente os moçambicanos e tivemos a necessidade de expandir conforme o crescimento e o sucesso que fomos tendo, pois uma loja não era suficiente para suprir às exigências da demanda. Nesse sentido, vimo-nos na contigência de abrir mais lojas e contratar mais pessoas para trabalhar.

    De que forma a Intermoda se posiciona face à concorrência?

    Procurando actualizar as marcas que comercializamos de modo satisfazer as necessidades dos nossos clientes. E, ao mesmo tempo, temos uma grande preocupação em praticar preços acessíveis como forma de abranger mais consumidores das classes média e baixa. O nosso foco é, sobretudo, satisfazer o cliente com um produto de qualidade associado a um bom preço.

    Além da linha de venda de vestuário há uma forte aposta no comércio de calçado, em particular de chinelos de borracha. Como é que o grupo Intermoda entra neste negócio?

    Nos fim de 1995 surgiu a oportunidade de comercializarmos chinelos de borracha, e temos estado a apostar nesse produto até hoje. Um dos grandes empurrões foi dado por um tio meu, que na altura vivia no Zimbabwe, e que me propôs que passasse a importar os chinelos ASIA. Actualmente, somos uma das referências em termos de comércio de chinelos em Moçambique. Temos revendedores e são eles que distribuem os chinelos pelas províncias, e o nosso produto é vendido até nos sítios onde não temos lojas.

    Como é que o Grupo Intermoda olha para a questão de responsabilidade social?

    O século XXI exige que as empresas não pensem só no lucro, mas também na forma como os seus negócios podem contribuir para o desenvolvimento do meio social em que se encontram. O princípio que nos conduz a envolvermo-nos em acções de responsabilidade social tem a ver com o amor que temos não só para connosco como para com o próximo.

    A preocupação pelas acções de responsabilidade social já vem da altura dos meus pais e tem vindo a evoluir. Há pouco tempo, estivemos envolvidos em projectos de responsabilidade social nas províncias de Maputo, Sofala e Nampula e temos a oportunidade de poder contribuir para o bem-estar de algumas pessoas carenciadas.

    Por ano, temos oferecido entre 50 a 60 mil pares de chinelos, mas a nossa meta nesta área da responsabilidade social é lançar um projecto designado “Ajudar Moçambique”, que consistirá na distribuição anual de cerca de 100 mil pares de chinelos às comunidades carenciadas ao longo do país, como forma de contribuirmos para aliviar o sofrimento das pessoas.

    In revista Capital

  • Mais de 50 biliões serão investidos nos Hidrocarbonetos

    O director-geral do Centro de Promoção de Investimentos, Lourenço Sambo, considera que já é altura de empresários nacionais começarem a cooperar com as companhias internacionais interessadas em investir no país. Esse caminho poderá ser aberto no seminário de hoje, que põe frente-a-frente empresários e importantes actores da área de hidrocarbonetos.
    O sector de hidrocarbonetos espera receber investimentos de mais de 50 milhões de dólares nos próximos sete a dez anos. A informação foi avançada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, que em parceria com o Centro de Promoção de Investimentos juntam hoje, em Pemba, província de Cabo Delgado, empresários nacionais num seminário para mostrar oportunidades de negócio do sector hidrocarbonetos.
    O seminário conta com a participação de cerca de 200 empresários nacionais. De acordo com o vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Agostinho Vuma, o evento tem como objectivo munir o sector privado de informações relativas aos grandes projectos, bem como estimular parcerias de negócios entre empresários locais e internacionais.

  • “Maputo/Katembe” lançada quinta-feira

    As obras de construção da ponte Maputo/Katembe, orçadas em 725 milhões de dólares norte-americanos, são lançadas quinta-feira, numa cerimónia a ser dirigida pelo Presidente Armando Guebuza. No mesmo dia o Chefe do Estado moçambicano vai igualmente lançar a primeira pedra do projecto de construção da estrada circular de Maputo, cujos trabalhos decorrem desde o mês passado.

  • Estratégia para o Corredor do Porto de Maputo vai ser encomendada

    A organização Mercado Comum para a África Oriental e Austral convidou as empresas de consultoria a manifestarem interesse na elaboração de uma estratégia para o corredor de carga do porto de Maputo, informou a página electrónica sul-africana Engineering News.

    A estratégia fará parte de uma abordagem coordenada centrada no desenvolvimento dos corredores de transporte e do porto de Maputo enquadrado num sistema integrado destinado a aumentar as trocas comerciais.

    O convite às empresas de consultoria foi apresentado em nome do Mercado Comum para a África Austral pelo Programa de Acesso Regional de Moçambique (MRGP, na sigla em inglês), que é conjuntamente financiado pelo Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional em Moçambique e pelo escritório do mesmo organismo para a África Austral.

    Este programa tem dois componentes, estando o relativo à parte nacional centrada na melhoria das infra-estruturas ao longo dos corredores da Beira e de Nacala através do fortalecimento da política de transportes e planeamento por parte do governo de Moçambique.

    A segunda componente, de carácter regional, pretende assegurar que as melhorias introduzidas nos corredores de desenvolvimento traduzir-se-ão em benefícios comerciais para os países vizinhos de Moçambique sem acesso directo ao mar através da redução dos custos com transportes.

    Fonte: (macauhub)

  • Mais de 2.340 documentos de identidade emitidos em três dias no distrito urbano KaMubukwana

    O distrito urbano KaMubukwana, que congrega 14 bairros, em Maputo, foi palco de quinta-feira a sábado último, de mais uma acção da campanha de cidadania promovida pelo Standard Bank, no âmbito do Festival do Batuque, inserido nas celebrações dos 125 anos da cidade de Maputo, das quais este Banco é o patrono.

    Neste contexto, as brigadas móveis da Autoridade Tributária de Moçambique, do Registo e Notariado e da Direcção de Identificação Civil, processaram mais de 2.340 documentos, dos quais 1.112 correspondem a NUIT´s (Número Único de Identificação Tributária), acima de 180 Cédulas Pessoais e 1.050 títulos de identificação para Bilhetes de Identidade biométricos, beneficiando uma moldura humana considerável que acorreu em massa ao recinto da Escola Secundária Quisse Mavota, naquela urbe.

    Segundo Aurélio Fenita, representante do Standard Bank, esta iniciativa “visa apoiar os cidadãos a obterem documentos essenciais que lhes permitam o gozo efectivo da sua cidadania e, em simultâneo, apoiar o Governo a promover estes serviços básicos, bem como alargar a base tributária de modo a que todos possamos contribuir para o desenvolvimento do nosso País”.

    “É uma enorme satisfação para o Standard Bank ver que muitas pessoas passaram por esta escola, desde quinta-feira, para tratar dos seus documentos, seja BI, NUIT ou registo de nascimento”, sublinhou Fenita.
    Por seu turno, o vereador do distrito urbano KaMubukwana, David Cângua, saudou o Standard Bank pela promoção da campanha de cidadania e por ter levado àquele distrito, aproveitando a ocasião para apelar ao Banco a dar continuidade a estes serviços básicos para os cidadãos, cujo acesso, por motivos diversos é limitado.

    Já Lázaro Manhiça, residente do bairro do Zimpeto, naquele distrito, disse que “o Standard Bank está a fazer um gesto muito gratificante para o povo moçambicano, na medida em que muitos de nós têm falta de dinheiro para emitir o BI, outros não têm conhecimento dos mecanismos a usar para ter um NUIT, enfim, muitas dificuldades. Fiquei admirado em ver que há pessoas que têm 50 anos de idade e nunca tiveram oportunidade de se registar, ver uma família inteira que não estava registada, mas hoje graças ao Standard Bank já estão registados, pelo que está de parabéns o Banco”.

    Refira-se que os cidadãos que emitiram os seus documentos em KaMubukwana poderão obtê-los num prazo de 15 dias.
    Refira-se que a campanha de cidadania, promovida pelo Standard Bank, decorre desde Agosto de 2011, tendo já passado pela região açucareira de Xinavane, província de Maputo, no município de Nacala Porto, província de Nampula, no município de Chimoio, província de Manica, no município de Chibuto, na província de Gaza, para além dos artistas e feirantes do FEIMA e mais recentemente esteve no distrito da Katembe.