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  • Bolsa de Mercadorias prevista para Dezembro

    O Governo moçambicano prevê lançar até ao final deste ano, um projecto designado Bolsa de Mercadorias de Moçambique, para responder aos desafios do fluxo da produção entre os produtores e os mercados.

    O projecto é uma resposta do Ministério da indústria para situações de insegurança alimentar que têm afectado muitas regiões do país, mesmo havendo abundância de produção em outros pontos.

    Moçambique é um dos países africanos com graves problemas de insegurança alimentar e bolsas constantes de fome, havendo casos em que, na mesma região, haja crise de alimentos num ponto e produtos a apodrecerem noutro.

    Com a Bolsa de Mercadorias de Moçambique o Governo pretende criar condições para acabar com este tipo de situação, com base em infraestruturas rodoviárias e centros de armazenamento necessários para que a cadeia de valores entre os centros de produção, os agentes económicos e o mercado esteja completa.

  • Bolsa de Mercadorias prevista para Dezembro

    O Governo moçambicano prevê lançar até ao final deste ano, um projecto designado Bolsa de Mercadorias de Moçambique, para responder aos desafios do fluxo da produção entre os produtores e os mercados.

    O projecto é uma resposta do Ministério da indústria para situações de insegurança alimentar que têm afectado muitas regiões do país, mesmo havendo abundância de produção em outros pontos.

    Moçambique é um dos países africanos com graves problemas de insegurança alimentar e bolsas constantes de fome, havendo casos em que, na mesma região, haja crise de alimentos num ponto e produtos a apodrecerem noutro.

    Com a Bolsa de Mercadorias de Moçambique o Governo pretende criar condições para acabar com este tipo de situação, com base em infraestruturas rodoviárias e centros de armazenamento necessários para que a cadeia de valores entre os centros de produção, os agentes económicos e o mercado esteja completa.

  • Pintura de Edwin em exposição

    No quadro do seu programa de apoio à cultura, encontra-se patente desde 22 de Agosto na Mediateca do BCI a Exposição de Pintura “Sem Título”, da autoria do jovem artista plástico moçambicano Edwin Filipe.

    O mesmo artista realizou, recentemente, a primeira exposição individual “Mata-Bicho” há sensivelmente um ano.

    Edwin Filipe, de 28 anos, apresenta-se como um artista experimental e autodidacta, que nunca se fecha a ideias novas e assume-se como um elemento aglutinador de ideias e conceitos que resultam num universo de cores e formas. Por sua vez, este universo reflecte a multiplicidade de padrões da natureza, criando uma certa ordem a partir do seu caos interior, montando, tal e qual um puzzle, uma harmonia de sabores visuais, reflexos de si e da vida.

    Edwin resurge com uma exposição de pintura que prefere deixar o título ao critério do espectador. A exposição sem título é composta por 21 obras trabalhadas a tinta de óleo e tinta da china. A mesma será inaugurada, hoje, na Mediateca do BCI em Maputo.

    Edwim Filipe é participante assíduo de iniciativas de carácter artístico e social que se realizam na cidade de Maputo, em parceria com outros agentes culturais.

    Do seu currículo consta a obtenção de uma menção honrosa no Concurso de Belas Artes promovido pelo Banco de Moçambique em 2010 (júri presidido pelos mestres Malangatana e Naguib). A exposição encerra a 31 de Agosto.

  • Moçambique na rampa de lançamento

    Os empresários portugueses estão rendidos ao "boom" da economia moçambicana. Acreditam que possa vir a ser uma oportunidade consistente e uma alternativa aos mercados tradicionais visados pela economia portuguesa.

    Os empresários portugueses estão rendidos ao "boom" da economia moçambicana. Acreditam que possa vir a ser uma oportunidade consistente e uma alternativa aos mercados tradicionais visados pela economia portuguesa

    É visível o entusiasmo em Portugal por África e, muito concretamente, por Moçambique. Os empresários portugueses estão rendidos ao "boom" da economia moçambicana. Acreditam que possa vir a ser uma oportunidade consistente e uma alternativa aos mercados tradicionais visados pela economia portuguesa.

    A economia moçambicana apresenta uma grande pujança, uma dinâmica aparentemente imparável e, pelas grandes oportunidades que são noticiadas tem sido alvo de grande interesse por parte de grandes, médios e pequenos investidores.

    Na verdade, o país aparece cada vez mais na rota dos fluxos internacionais de capitais e é palco de inúmeras manifestações de interesse que vão surgindo um pouco por todo o mundo. Segundo dados registados pelo Banco de Moçambique, em 2011 o IDE (Investimento Directo Estrangeiro) atingiu os USD 2,1 mil milhões e o CPI – Centro de Promoção de Investimentos de Moçambique, espera atrair nos próximos três anos, investimentos na ordem dos USD 17 mil milhões.

    Moçambique e a sua economia vivem hoje uma forte pressão por parte dos grandes investimentos, impulsionados, sobretudo, pelos grandes "players" internacionais na área da extracção de carvão, que preparam a exploração de grandes concessões de carvão mineral, designadamente a brasileira Vale, a anglo-australiana Rio Tinto / Riversdale, a indiana Jindal e dezenas de empresas chinesas, checas, japonesas, inglesas, etc. A Vale e a Rio Tinto já começaram a extrair e exportar carvão através do porto da Beira. A Jindal espera iniciar a exportação de carvão ainda este ano.

    A linha ferroviária do Sena, que liga Moatize (Tete) ao porto da Beira, disporá de uma capacidade máxima de 6,5 milhões de toneladas (t) por ano quando as obras de reconstrução ficarem concluídas. O porto da Beira deve ficar saturado aos 20 milhões de t (entre 5 a 10 anos).

    O escoamento do carvão é, pois, um problema por resolver. O potencial de produção da bacia carbonífera do Zambeze é enorme e há já estimativas que colocam, dentro de 10 anos, a fasquia nos 100 milhões de t por ano, o que exige grandes investimentos no sector dos transportes, nomeadamente caminhos-de-ferro e portos.

    Com financiamento da Vale, encontram-se já em fase de projecto os empreendimentos de ligação de Moatize à linha férrea de Nacala, através do Malawi por onde poderão, depois de modernizada a linha férrea, vir a ser escoados cerca de 40 milhões de toneladas por ano, o que implica a construção de um porto de águas profundas em Nacala.

    Quando o porto de carvão de Nacala atingir o seu máximo será necessário encontrar soluções/investimento para escoar os restantes 40 milhões de t de carvão.

    Para garantir a colocação do carvão no mercado internacional, especialmente na China, Índia e Brasil, cuja tonelada está a ser transaccionada a cerca de USD 400 (há 4 anos oscilava pelos USD 90), estes grandes operadores estão dispostos a montar a logística necessária através do financiamento de pesadas infra-estruturas de transporte. Sem pretender antecipar tendências, poderá passar por aí o financiamento das referidas soluções o que, a verificar-se, abrirá espaço para o lançamento de grandes concursos e/ou convites, direccionados especialmente ao sector da engenharia e Obras Públicas.

    Avaliados em mais de USD 2 mil milhões cada um, estes investimentos estão circunscritos à escala de grandes multinacionais. No entanto, é mais do que evidente o efeito multiplicador que estes projectos têm na economia do país e daí a criação de condições para o aparecimento de oportunidades para inúmeras actividades paralelas e nalguns casos complementares, em que se destaca o cimento, o coque, o alumínio e as ferro-ligas. A dinâmica que estas operações estão a gerar na economia local pressiona fortemente a oferta de habitação, centros de saúde, escolas e creches. Actividades complementares como a indústria hoteleira, o comércio, os transportes públicos a agricultura e a pecuária estão também sob forte pressão.

    As cidades de Tete, Beira e Nacala têm, a curto prazo, de se transformar em plataformas logísticas eficientes onde não faltarão oportunidades de negócio nas áreas das acessibilidades, equipamento urbano e sectores de apoio como consultoria, serviços de informática, transportes rodoviários e comunicações.

    Os investimentos referidos e a futura dinâmica de exportação de gás natural, carvão, energia eléctrica e titânio serão determinantes no crescimento da economia e, seguramente alteraram já e virão a alterar muito mais a estrutura económica deste país já em evidente processo de transformação.

    In Jornal de Notícias (Portugal)

  • Vale Moçambique recebe escolas na Mina de Moatize

    A Vale Moçambique recebeu estudantes e professores da Escola Secundária de Cateme na mina de Moatize, na província de Tete, na última semana. Eles acederam ao convite formulado pela empresa, no âmbito do Programa de Visitas Escolares, implantado em Março deste ano.
    Para o gerente de Desenvolvimento Social da Vale Moçambique, Abdul Adamo, a intenção é levar crianças e jovens para conhecer a mina e despertar neles o interesse pelo projecto. “Ao conhecer as máquinas, equipamentos e operações da mina, eles também podem transmitir estas informações aos colegas e à comunidade”, enfatizou Adamo.
    Até o momento, dez escolas da região de Tete já participaram do programa, que a princípio tem como foco as escolas da área impactada pela mina, mas que deverá ser extendido para instituições de outras regiões de Moçambique.
    Para o Director da escola, Mário Wilson Vive, a visita é importante porque abre o horizonte dos estudantes, permitindo que, principalmente aqueles da região possam compreender a importância da exploração de recursos minerais para a província e para o país.
    Mário Vive acrescentou que se trata também de satisfazer a curiosidade dos jovens, afinal “eles ficam inclinados em conhecer a mina, porque esta é uma empresa grande que pode oferecer muitas oportunidades de emprego em Tete”.
    Alunos e professores tiveram a oportunidade de observar como é feita a exploração do carvão, as modalidades de processamento, a quantidade produzida e a selecção dos diferentes tipos do produto.
    A estudante da 11ª classe da Escola Secundária de Cateme, Felícia Notice, ficou entusiasmada. “Ao saber que existem, mesmo ao nosso lado, máquinas tão desenvolvidas e classificadas como maiores em África, faz-me sentir orgulhosa. Gostaria de um dia poder trabalhar nesta empresa”.
    Esta motivação é partilhada pelo Director de Operações da Vale Moçambique, Altiberto Brandão, que salientou a importância de despertar nos estudantes o desejo de se juntarem às operações da empresa, acreditando que no futuro, eles possam fazer parte do quadro de funcionários.
    O programa inclui, entre outras actividades, visitas ao mirante principal, de onde se tem uma panorâmica de toda a planta de carvão, e ao mirante da mina, para mostrar o carvão e o camião fora de estrada 797 de perto. O veículo é o maior em África, com capacidade para 400 toneladas.
    No primeiro semestre deste ano, mais de 700 pessoas visitaram a Mina de Carvão de Moatize, entre empresários, ONG´s, escolas, instituições privadas e governamentais. O Programa de Visitas Escolares acontece às sextas-feiras, com grupos de 20 a 30 pessoas.

  • Projecto de cidadania do Standard Bank chega à KaTembe: Mais 2.000 cidadãos obtêm BI’s, NUIT’s e Cédulas Pes soais

    Cerca de dois mil documentos, entre Bilhetes de Identidade, Cédulas Pessoais e NUIT- Número Único de Identificação Tributária, foram emitidos gratuitamente, no bairro Guachene, no distrito municipal da KaTembe, no âmbito do Festival do Batuque e do projecto de cidadania do Standard Bank, ocorridos este sábado, enquadrado nas comemorações dos 125 anos da cidade de Maputo.
    Refira-se que, enquanto o Festival do Batuque exalta a cultura como factor diferenciador de povos e cidades, o projecto do Standard Bank- patrono das celebrações dos 125 anos da cidade capital – promove a cidadania, apoiando cidadãos, dos vários pontos do País, a obter documentos essenciais, que lhes permitem o gozo efectivo dos seus direitos e cumprimento de deveres.

    Durante três dias consecutivos, de quinta a sábado últimos, as brigadas móveis da Autoridade Tributária de Moçambique, do Registo e Notariado e da Direcção de Identificação Civil, processaram, no total 1.928 documentos, dos quais 618 correspondentes ao NUIT, 488 a Cédulas Pessoais e 830 a títulos de identificação para Bilhetes de Identidade biométricos.

    Intervindo na ocasião, o vereador distrital da KaTembe, Luís Matsinhe, saudou o Standard Bank pelo projecto de cidadania, uma vez que o registo civil teve uma grande adesão, por parte dos munícipes de KaTembe.
    “KaTembe só teve acesso a uma repartição de registo civil a partir do ano passado, ainda por cima com capacidade limitada, para satisfazer a demanda do distrito”, indicou o vereador, realçando que esta campanha de cidadania

    do Standard Bank "veio em boa altura e ultrapassou as expectativas, a avaliar pela aderência da população".
    Por seu turno, o representante do Standard Bank, Alfredo Lemos, disse que “ficamos muito satisfeitos quando cá chegámos na quinta-feira e encontrámos uma grande moldura humana à nossa espera, o que significa que o projecto de cidadania do Standard Bank já está, de alguma forma, ajudar a melhorar a vida das pessoas da KaTembe”.

    “Graças a este projecto que trouxemos à KaTembe, no âmbito da celebração dos 125 anos da cidade de Maputo, das quais o Standard Bank é patrono, desde quinta-feira que muitos munícipes já têm NUIT, muitas crianças foram registadas e, muito brevemente, vários cidadãos vão receber também os seus Bilhetes de Identidade, emitidos gratuitamente neste espaço”, frisou Alfredo Lemos.

    Debruçando-se sobre a campanha, Sebastião Pimentel, representante da Direcção Nacional de Identificação Civil, referiu que o projecto do Standard Bank conseguiu atender ao maior número que foi possível de pessoas, num total de 830 cidadãos, cujos Bilhetes de Identidade poderão ser obtidos já dentro dos próximos 15 dias.

    Já o coordenador do Cadastro e do Imposto Simplificado para Pequenos Contribuintes, da Autoridade Tributária de Moçambique, Marcos Miguel, referiu que “a avaliação é positiva, pois em três dias conseguimos atribuir 618 NUITs, particularmente a pessoas singulares. "Esperamos que tenhamos

    prestado a nossa colaboração, pois sentimos que muita gente aqui não tinha o NUIT”.

  • Grupo português de transportes vai iniciar actividade em Moçambique

    O grupo português “Paulo Duarte” vai entrar no mercado de Moçambique através da sua participada Transportes Paulo Duarte, a maior empresa do grupo e que opera no sector rodoviário de mercadorias e logística de distribuição, informou o presidente José Paulo Duarte.

    Em declarações ao jornal português Público, aquele responsável disse que a empresa já está licenciada em Moçambique onde, em conjunto com parceiros portugueses e moçambicanos vai iniciar a actividade em Maputo, cidade onde tem sede, antes de se expandir para o resto do país.

    O grupo aplicou neste projecto meio milhão de euros e vai operar com camiões próprios, estando igualmente prevista a criação de uma empresa de manutenção capaz de tratar localmente das necessidades da frota.

    Com instalações em Torres Vedras, Setúbal, Matosinhos, Azambuja e Lamego, o grupo Paulo Duarte possui 600 viaturas e mais de 620 reboques e conta com cerca de 900 trabalhadores (quer na área dos transportes quer na área da agricultura), tendo iniciado a expansão internacional, com a presença em Espanha.

  • Portugal terá 140 empresas na Facim 2012

    Pelo menos 140 empresas portuguesas ou moçambicanas de capitais portugueses vão participar na edição deste ano da Feira Internacional de Maputo – Facim, de 27 de Agosto a 2 de Setembro em Ricatla.

    A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal – AICEP informou que o pavilhão de Portugal na maior feira empresarial de Moçambique, onde estarão 50 empresas e associações empresariais centradas em sectores de forte implantação no mercado moçambicano, como os materiais de construção, agro-alimentar e vinhos, terá uma área bruta de 1171 metros quadrados.

    Estarão também presentes firmas portuguesas das áreas de metalurgia e metalomecânica, construção civil e consultoria, rochas ornamentais, tecnologias de informação, material eléctrico e electrónico, indústria do papel, portos, transportes e logística, artigos para o lar e de higiene e limpeza, confecção e vestuário, máquinas agrícolas e produtos pecuários.

    «Este ano, à semelhança da edição do ano transacto, o interesse das empresas portuguesas pelo mercado moçambicano ultrapassou a capacidade de acolhimento do Pavilhão de Portugal, tendo algumas delas optado por expor autonomamente noutros pavilhões da Facim», destaca o comunicado da AICEP, lembrando que “a presença de Portugal no certame é já tradicional e remonta aos anos 1980″.

  • Moçambique aguarda aval da ONU para alargar plataforma continental

    BREVE: Moçambique aguarda ainda o aval da Organização das Nações Unidas para alargar a plataforma continental dos actuais 540 mil quilómetros quadrados para 676 mil quilómetros quadrados, disse em Maputo o director do Mar no Instituto de Mar e Fronteiras (Imaf).

  • Jazz no Venus Club

    A Banda de Jazz e fusion, The Lost Experience, realiza a 23 de Agosto as 20 horas, um concerto musical no espaço Venus Night Club, localizado na rua de Bagamoyo, baixa da cidade de Maputo.

    A banda The Lost Experience vai acompanhar o conceituado saxofonista e trompetista Zé Maria que, pela primeira vez, vai escalar aquele espaço para partilhar o palco com os jovens do jazz. E todos que se deslocarem ao local poderão se deliciar com os sabores de jazz oferecidos por Zé Maria e o quarteto The Lost Experience. Esta banda é composta por Celo na guitarra; Terêncio na guitarra; Kid na viola baixo; Zito na bateria. Tem ainda como convidados os músicos Anselmo, Angélico e Vido.

    No dia 26 haverá jam sassion, a partir das 17 horas, sendo que a ideia é juntar vários artistas que se dedicam à investigação e produção do jazz para que possam partilhar suas experiências e trocar impressões entre eles, ao mesmo tempo que deixam um legado para os jovens que igualmente tem paixão por este estilo musical.

  • Dança contemporânea em Maputo

    A dança contemporânea irá invadir a cidade de Maputo de 10 a 15 de Setembro – “Semana da Dança”, num evento que contará com a participação de companhias nacionais e uma companhia convidada proveniente do Brasil.

    Debates, workshops, palestras, espectáculos de dança contemporânea, de entre outras actividades sócio-culturais, serão levadas a cabo nesta semana, onde se pretende fazer uma reflexão sobre a situação actual da dança contemporânea em Moçambique.

    Segundo Quito Tembe, produtor da Iodine da Produções, o evento servirá ainda para a reflexão sobre a profissionalização e formação dos coreógrafos/bailarinos nacionais.

    As actividades da Semana da Dança já estão em curso, podendo se visitar os ateliês de dança que estão a decorrer no Centro Cultural Franco-Moçambicano. As aulas estão a ser ministradas por coreógrafos profissionais convidados como é o caso de Maria Helena Pinto, Idio Chichava, Lulu Sala.

    O encontro servirá ainda para fazer a preparação da Plataforma de Dança Internacional Kinani – 2012, através dos vários workshops que marcarão esta semana.

    A Iodine Produções é uma estrutura de produção estabelecida na cidade de Maputo, que apoia jovens criadores na área da dança contemporânea.

    Perante a ausência de estruturas sólidas, que promovam o desenvolvimento das artes performativas, concretamente a dança contemporânea em Moçambique, a Iodine procura fomentar o desenvolvimento de iniciativas culturais com o intuito de promover o conceito de contemporaneidade no contexto da produção artística moçambicana na área da dança”, afirma Quito Tembe.

    A Iodine tem apoiado jovens bailarinos e coreógrafos, com o intuito de contribuir para uma maior projecção e difusão da dança, quer a nível nacional como internacional, através do desenvolvimento de projectos e criação de eventos que promovam e divulguem a dança contemporânea de origem moçambicana, quer a nível internacional, através da representação de Moçambique em festivais, programas de intercâmbio e outras iniciativas de carácter cultural.

  • Suspensão da inscrição de advogados estrangeiros é “razoável e compreensível”

    O antigo bastonário da Ordem dos Advogados de Portugal, José Miguel Júdice, considerou, em entrevista à Lusa em Maputo, “razoável e compreensível” a decisão da Ordem dos Advogados de Moçambique (ODM), de suspender a inscrição de advogados estrangeiros.

    A Ordem dos Advogados de Moçambique suspendeu em 2007 o protocolo de cooperação com a Ordem dos Advogados de Portugal, interrompendo a inscrição de novos advogados portugueses em Moçambique.

    Esta decisão foi justificada pelo alegado desinteresse da congénere portuguesa em discutir os termos da aplicação da cláusula da reciprocidade na inscrição de advogados entre os dois países.

    Os advogados moçambicanos queixavam-se de não lhes ser concedida a oportunidade de exercer a actividade em Portugal, enquanto os seus colegas portugueses gozavam da facilidade de trabalhar em Moçambique.

    Em entrevista à Lusa sobre o impasse entre as duas ordens, o ex-bastonário da Ordem dos Advogados de Portugal, José Miguel Júdice, disse compreender a postura da Ordem dos Advogados de Moçambique, manifestando-se defensor de uma cooperação com benefícios mútuos.

    “É razoável e compreensível que a Ordem dos Advogados de Moçambique ponha limitações no exercício da profissão pelos estrangeiros, porque Moçambique é um país que está numa fase inicial de formação de advogados”, disse.

    José Miguel Júdice aludia ao facto de a formação de juristas em Moçambique ter sido retomada há relativamente pouco tempo, depois de ter sido suspensa por razões políticas, após a independência do país em 1975.

    “É como se fosse criar uma indústria de curtumes e não deixar que durante algum tempo se importem curtumes para proteger a indústria nacional”, defendeu o advogado.

    Para José Miguel Júdice, Portugal podia permitir que os advogados das ordens congéneres lusófonas exerçam no país, mesmo sem a contrapartida da reciprocidade, uma vez que a cooperação deve ser feita numa base de apoio aos Estados com serviços ainda em consolidação.

    Apesar de o protocolo de cooperação entre a Ordem dos Advogados de Moçambique e a congénere portuguesa estar suspensa, José Miguel Júdice defendeu que a cooperação entre os advogados deve fluir, através de parcerias entre escritórios.

    O advogado apontou a parceria entre o escritório de que é sócio, PLMJ, e o escritório moçambicano GLM, como exemplo das possibilidades de colaboração entre advogados moçambicanos e portugueses, sem necessidade de uma articulação institucional entre as ordens.

    “Nós temos a certeza clara de que os nossos clientes portugueses que vêm a Moçambique são assistidos por um bom escritório de advogados, nós damos formação a advogados de GLM que vão a Portugal. Não vejo nenhum problema, com franqueza, que afecte as relações entre os dois países”, disse José Miguel Júdice.

  • 70.º Aniversário: Quelimane quer rescrever sua história

    O Edil de Quelimane, Manuel de Araújo, desafiou os estudantes dos cursos de História das instituições de ensino superior a apostarem na investigação e pesquisa, com vista à reconstituição do património histórico da urbe, por forma a que as actuais gerações tenham uma ideia clara sobre as metamorfoses que a cidade sofreu, desde os contactos com o mundo árabe até hoje

  • Competições Regionais de Língua Portuguesa e Matemática em Moçambique 2012

    O Projecto Pensas/MINED que se afirmou em Moçambique com o objectivo primordial de prestar apoio a professores de Ensino Secundário nas áreas de Língua Portuguesa e de Matemática recorrendo às TIC, como estratégia fundamental rapidamente foi confrontado com a necessidade e mais-valia de interagir directamente com os alunos deste país.

    Assim estendendo o que se faz em Portugal, no Pmate, com as Competições Nacionais de Ciência, o Projecto propôs-se a desenvolver Competições em todos os Centros onde as condições logísticas e físicas o permitissem. Assim, em 2009, nasceram as primeiras Competições Regionais e realizaram-se na cidade da Beira; no ano seguinte, na Beira e em Nampula; em 2011, Beira, Nampula e Inhambane e, este ano, a acrescer a estas três cidades é a vez de Quelimane participar nesta actividade, que move alunos de cinco Escolas Secundárias de cada cidade.

    Os treinos para as provas finais estão a decorrer em todos os Centros, com a supervisão e apoio de professores responsáveis e, nestes últimos meses, de forma mas intensiva, uma vez que estão à porta as provas de Competição Final.

    Estas serão as datas das provas Pensar@Língua e M@tMoz 2012:

    Inhambane: 1 de Setembro
    Nampula: 15 de Setembro
    Quelimane: 22 de Setembro
    Beira: 6 de Outubro

    Aqui fica o testemunho de três alunos da Escola Samora Moisés Machel acerca da sua participação nas Provas de Competição do ano passado!