BREVE: O reino da Suazilândia espera exportar mais de 1 milhão de toneladas de ferro em pó (conhecido por ferry crom) do porto de Maputo. Desde Janeiro, altura em que iniciaram as operações, a Suazilândia já exportou do porto de Maputo para a China mais de 160 mil toneladas de ferry crom.
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Portucel Moçambique prevê exportar 800 milhões de dólares por ano
O grupo português Portucel Soporcel que actua no fabrico de papel instalou-se no mercado moçambicano em 2009, com um projecto integrado de produção florestal, de energia e de pasta de papel, prevendo exportar cerca de 800 milhões de dólares por ano. Pedro Moura, administrador da Portucel Moçambique, fala do empreendimento, cujo compromisso é vir a contribuir para a valorização da floresta, fomentar o emprego local e o tecido empresarial, dinamizar a agricultura de rendimento, numa lógica de preservação ambiental e responsabilidade social.
A Portucel baseou-se em Moçambique em 2009. O que motivou a empresa a abraçar o mercado moçambicano?
A Portucel, na sua actividade de longos anos, vendendo os seus produtos num conjunto de países muito alargado, entendeu ser o momento de expandir e internacionalizar a sua produção. E olhou para várias geografias no sentido de poder desenvolver projectos de produção industrial fora do país. Olhamos para a América Latina e para África e Moçambique mostrou ser um país que tinha aptidões muito importantes, nomeadamente na produção florestal, por ter uma posição geoestratégica importante em relação aos mercados asiáticos, e pela forte afinidade cultural com Portugal. Nesse sentido, começamos a estudar o potencial para o projecto. Verificamos que haviam condições e apresentamos uma proposta de investimento ao Governo moçambicano. E para implementar esse projecto foi constituída a Portucel Moçambique, a 1 de Abril de 2009.
A partir de 2025 a Portucel pretende investir 2.3 biliões de euros nos seus projectos e criar 7.500 empregos em Moçambique. Qual é o actual grau de implementação deste projecto?
Até 2025, o total de investimento será de 2.3 biliões de dólares e prometemos criar 7.500 postos de trabalho directos. Estamos à vontade para, ao longo da implementação do projecto, virmos a atingir esse número e ultrapassá-lo.
Algumas populações residentes em Manica ficaram menos receptivas em relação à concessão de 220 mil hectares à Portucel para o projecto de produção de papel. Até que ponto já foi superada esta situação?
De facto, tivemos algumas hesitações em algumas comunidades. E o princípio que adoptámos é que sempre que houvesse hesitações nós não iríamos forçar e acabamos por encontrar áreas alternativas. Hoje, o assunto está resolvido. Houve um debate na província de Manica e obtivemos a respectiva aprovação pelo Conselho de Ministros em Dezembro do ano passado (2011). Portanto, está de facto ultrapassada essa dificuldade.
Além de Manica, quais são outras regiões em que estão instalados?
Temos um DUAT (Direito de Uso e Aproveitamento de Terra) para a província da Zambézia, no qual também estamos a trabalhar. Portanto, estamos em Manica com 183 mil hectares e na Zambézia com 173 mil hectares, e estamos a trabalhar de acordo com o plano do projecto. Agora, estamos na fase de instalação de ensaios para podermos testar o melhor material vegetal e assim podermos, quando tivermos a selecção feita, passar à fase da plantação industrial. Ao mesmo tempo, estamos a desenvolver alguns estudos na área da logística, porque não é possível partir para este investimento sem termos a garantia de que vamos poder escoar o produto de forma competitiva.
O Executivo moçambicano mostra-se a favor da criação de negócios que revelam um potencial de implementar uma cadeia de valores e mais postos de trabalho. Como é que se manifesta esta mais-valia nos negócios da Portucel?
O negócio da Portucel já pressupõe a instalação de uma cadeia de valores e esse é o grande efeito estruturante que este negócio tem para a economia nacional. E quando estamos a produzir pasta estamos a desenvolver, a incentivar uma cadeia de valor que começa com a produção da matéria-prima e que vai garantir a sua transformação num produto com a possibilidade de viajar muito melhor para mercados de destino, comparado com a madeira. Portanto, dá sustentabilidade à produção de madeira no país. Acrescenta-lhe esse valor.
O grande impulsionador de mão-de-obra é de facto a componente florestal. A parte industrial já nem tanto, porque a fábrica a ser instalada será uma fábrica moderna, de alta tecnologia, mas tem essa enorme vantagem que é a de fixar esta cadeia de valor e de ter um papel muito forte de estruturação da economia, consolidando os postos de trabalho a montante e naturalmente dotando o país de tecnologias de ponta, o que vai ser importante para o desenvolvimento de quadros.
Existe também a possibilidade de, a partir daí, se desenvolver outro tipo de negócios porque em torno de uma fábrica destas são múltiplas as pequenas e médias empresas que irão actuar nas áreas de manutenção no campo da electrónica, mecânica, engenharia civil, entre outros.
Qual é o destino da pasta de papel produzida?
O destino é o mercado asiático. Moçambique tem uma posição geoestratégica muito boa, e pode ser uma plataforma importante para negociar com os mercados asiáticos, fundamentalmente a China e a Índia.
Moçambique está a receber muitos megaprojectos, abrindo possibilidades de melhores negócios para fornecedores. Até que ponto a Portucel já assegurou alguma ligação rentável com os referidos megaprojectos?
Os megaprojectos de que ouvimos falar não têm interface com o projecto da Portucel, pois este é um projecto que começa por criar a matéria-prima, portanto ele não vai utilizar um recurso que o país tem, ele vem criar recursos. Como tal, viemos ajudar a desenvolver recursos no país que são transformados totalmente no interior do país e depois saem já com um valor acrescentado muito alto, daí a previsão no impacto das exportações do país de cerca de 800 milhões de dólares por ano. Se compararmos esse valor com aquilo que é hoje o nível das exportações do país, e se a fábrica estivesse a funcionar, estamos a falar de um crescimento que corresponderia a mais de 20% das exportações moçambicanas, na base do valor acrescentado interno.
A Portucel Moçambique aposta no mercado nórdico ou é suposto Portugal fornecer àquele mercado?
Temos na nossa produção papel e vendemos para 119 países, neste momento. Vendemos também a pasta de papel e os nossos clientes são fundamentalmente da Europa, ao passo que a produção aqui em Moçambique tem em vista os mercados asiáticos. Pode acontecer que alguma produção seja enviada para a Europa que é deficitária em produtos florestais, mas aqui o foco principal é o mercado asiático.
É um mercado muito concorrencial porque temos que competir com os brasileiros. Eles têm hoje uma posição competitiva fortíssima no que concerne à produção de pastas com base em eucalipto. Esse é um dos grandes desafios no projecto em Moçambique – sermos competitivos com os brasileiros.
A que fins é que se destina essa pasta?
A pasta tem um leque de aplicações muito grande. Desde o papel de impressão e de escrita ao papel para fins de higiene – como lenços, guardanapos, toalhas de papel – ao papel para fins de embalagem de sumos e leite, trata-se de um produto que pode ser misturado com outro tipo de fibras no sentido de fazer embalagens em cartão. Portanto, existe uma panóplia de aplicações muito alargada. A pasta tem essa multiplicidade de aplicações, e inclusivamente pode ser usada até em mobiliário.
O que esperam fazer nos primeiros cinco anos em termos de produção?
A capacidade está planeada entre um milhão e 1.5 milhões de toneladas por ano. O escoamento far-se-á através dos portos, e esta é uma questão que hoje nos preocupa seriamente. No caso de Manica, o porto adequado será o da Beira e teremos de garantir a capacidade a nível da linha e a nível do porto. No caso da Zambézia, estamos a estudar uma solução alternativa, porque a que possuímos obriga a operações logísticas muito caras e, eventualmente, podem condenar o projecto. Portanto, estamos a estudar alternativas, as quais pensamos apresentar em breve ao Governo para podermos verificar se há viabilidade.
Arsénia Sithoye/Helga Nunes [in revista Capital]
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Governo autoriza mais uma instituição do ensino superior
Mais uma instituição de ensino superior vai entrar em funcionamento em Moçambique, aumentando, deste modo, a capacidade de absorção de estudantes que concluem o nível médio no país. Trata-se de um Instituto Superior pertencente a Sociedade Manica Chinhamapare Investimentos SA (SOMACHIL, SA), com sede na cidade de Manica, província do mesmo nome, no centro do país.O decreto que cria esta instituição de ensino superior foi aprovado pelo Conselho de Ministros na sua 30ª sessão ordinária.
O porta-voz do governo e vice-ministro da justiça, Alberto Nkutumula, disse tratar-se de uma instituição privada e de âmbito nacional. A mesma goza de autonomia administrativa, financeira, patrimonial e cientifico-pedagógica.
O novo Instituto Superior vai leccionar os cursos de Ciências Jurídicas, Ciências Económicas, Ciências Sociais e Humanas, Engenharias e Ciências Tecnológicas. Todos os cursos terão o nível de licenciatura.
Actualmente existem 42 instituições de ensino superior em Moçambique, das quais 18 públicas e 24 privadas. A criação desta instituição ocorre num ano em que se celebra os 50 anos do ensino superior em Moçambique. -
Empresa portuguesa ganha contrato com a Rio Tinto em Moçambique
A Fernave, empresa do grupo estatal luso CP, conquistou um contrato de 1,2 milhões de euros que colocará maquinistas portugueses a conduzir os comboios que irão transportar o carvão explorado nas minas de Moatize.
Segundo noticiou o jornal "Público", maquinistas portugueses vão conduzir as pesadas locomotivas que rebocam comboios de 600 e 800 toneladas entre Tete e o porto da Beira, no âmbito da exploração do carvão das minas de Moatize (Tete).
O contrato entre a Fernave e a Rio Tinto prevê que a empresa da CP preste assistência técnica e forneça recursos humanos (maquinistas e inspectores de tracção) à operação ferroviária do corredor da Beira. A própria Rio Tinto recrutou como director de operações um ex-administrador da CP.
"As multinacionais estão a integrar novo material circulante e novos métodos de trabalho e é preciso formar recursos humanos locais e, ao mesmo tempo, assegurar os serviços que já estão em curso", disse Rui Lucena, administrador da Fernave, ao "Público".
Este não é o primeiro contrato da empresa portuguesa em África. Em Angola, a Fernave é a entidade formadora do Caminho de Ferro de Luanda, que reactivou recentemente a exploração ferroviária para passageiros entre a capital e Malanje. Na semana passada, a empresa com formadores portugueses terminou um curso para 20 maquinistas angolanos, segundo o jornal português.
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Consultor propõe formas de se evitar efeitos da “maldição” dos recursos minerais
A criação, no País, de um "Fundo Soberano de Riqueza", com base nos dividendos do gás natural e carvão mineral, para resolver os "problemas da maldição que geralmente tem afectado os países exportadores de recursos naturais, como a volatilidade, efeito da Dutch Disease e a vulnerabilidade institucional", constituíram algumas das sugestões feitas, esta terça-feira, em Maputo, por um consultor da USAID-SPEED.
Dissertando, num seminário promovido pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, sobre os “Efeitos da Explosão de Recursos Naturais em Moçambique no Crescimento Económico”, o consultor e economista sénior, Tyler Biggs, explicou que “ter muito rendimento em recursos naturais nem sempre significa ter sucesso económico, pois os países exportadores de recursos naturais não conseguem avançar automaticamente”.“Países com muitos recursos naturais tendem a ter elevada volatilidade e ciclos de expansão e contracção que prejudicam o crescimento económico, particularmente, quando os mercados financeiros são menos desenvolvidos”, referiu Tyler Biggs, salientando que a volatilidade é “uma questão central do problema da maldição dos recursos naturais”.
Entre as opções políticas para a gestão da expansão dos recursos minerais, o consultor e economista sénior mencionou a distribuição directa da receita pelos cidadãos.
Na sua opinião, “a distribuição directa da receita reduziria o risco da má utilização pública dos recursos e estabeleceria o princípio de que os recursos pertencem a todos os cidadãos”.
Entretanto, “dada à falta de infra-estruturas para a efectivação da distribuição directa dos recursos pelos cidadãos, executar o programa através dos governos centrais, distritais e municipais poderá incorrer em vazamento e não é tarefa fácil, apesar de ser realizada em alguns países”.A-propósito do seminário, o assessor económico da CTA, Hipólito Hamela, disse que “numa situação em que o País foi abençoado pela abundância de recursos naturais, nomeadamente gás natural e carvão mineral, é muito importante reflectir agora sobre quais os possíveis ganhos”.
“Vai haver um conjunto de recursos que o Estado tem que ter capacidade de absorção. Mas existem várias formas de gastar bem o dinheiro e este consultor colocou-nos algumas alternativas que a CTA tem estado já a discutir”, indicou Hipolito Hamela, realçando que o “Fundo Soberano de Riqueza é uma espécie de bolsa onde se guarda o dinheiro resultante dos recursos naturais, para não se gastar de qualquer maneira, garantindo que as gerações vindouras, no pós-gás e carvão possam ter uma fonte de sustentabilidade”.
Refira-se que, com base nas novas descobertas de gás pela Anadarko e ENI, assumindo o valor dos jazigos de 400 biliões de dólares ao longo de quatro décadas, as exportações do País atingirão 10 biliões de dólares anuais, sendo a participação das empresas de extracção de 50 por cento da receita e os remanescente cinco biliões de dólares para o Estado moçambicano.
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Município de Quelimane vai introduzir recolha de lixo por bicicleta
O município moçambicano de Quelimane vai introduzir a bicicleta na recolha de lixo das suas ruas, anunciou o presidente do município da Zambézia, a província onde circulam mais bicicletas no país. Segundo Manuel Araújo, eleito pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força da oposição, a bicicleta permitirá a minimizar o "crónico problema" da deficiente recolha de resíduos sólidos na cidade.
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Moçambique tem o mar menos poluído de África
Moçambique tem o mar menos poluído em relação a países africanos como África do Sul, Quénia, Togo e Djibuti, de acordo com uma pesquisa da organização norte-americana Conservation International (CI).
O estudo refere que de um total de 171 países do planeta, Moçambique é o 82º classificado em termos de qualidade de águas do mar, com uma pontuação de 54 pontos, dos cem possíveis, segundo refere a Rádio Moçambique.
Para proceder à classificação, foram tomados em conta dez objectivos públicos que representam uma ampla gama de benefícios que um oceano saudável proporciona às pessoas.
Os dez indicadores que foram avaliados têm a ver com a sustentabilidade da actividade pesqueira, acesso à pesca artesanal pelas comunidades, sustentabilidade na colheita de recursos marinhos, a preservação do habitat, que absorve o carbono, protecção costeira, criação de emprego com garantia de sustentabilidade costeira, turismo e recreação, protecção de espécies e lugares marinhos, limpeza das águas e, por fim, a protecção da biodiversidade.
Moçambique está melhor colocado que países africanos como Quénia, Djibuti, Togo e África do Sul (94° classificado), todos com 52 pontos, Madagáscar (105° classificado), São Tomé e Príncipe (115° classificado), entre outros. O último classificado do ranking mundial sobre a qualidade das águas do oceano é a Serra Leoa.
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Mostra de Ciência e Tecnologia move parcerias em prol da inovação
Decorreu em Agosto, nas instalações da Escola Secundária Josina Machel de Maputo, a X Mostra Moçambicana de Ciência e Tecnologia, organizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
Envergando o lema “Ciência, Tecnologia e Inovação como a Primeira Força Produtiva”, a Mostra tem por objectivo divulgar os resultados de investigação científica, inovação e desenvolvimento tecnológico, criar um espaço para uma maior interacção e estabelecimento de parcerias entre os investigadores, inovadores e sector privado e entre estes com o público em geral.
Na cerimónia de abertura, o primeiro-ministro, Aires Ali, referiu que o objectivo da realização desta Mostra além da divulgação dos resultados da investigação científica e da inovação, é promover o estabelecimento de parcerias entre as instituições de investigação e do ensino, inovadores e sector privado, para o desenvolvimento de produtos ou soluções que possam ser objecto de industrialização e comercialização, para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e o desenvolvimento do País.
Além da exposição de ciência, tecnologia e inovação, decorreu no contexto do evento uma sessão de diálogo entre o sector privado, inovadores, instituições de investigação e de ensino, tendo em vista o estabelecimento de parcerias para o apoio à inovação em Moçambique.
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Mulheres-chefes de família capacitadas em artesanato
Vinte mulheres oriundas de zonas ricas em recursos naturais para o artesanato estão a receber, na cidade de Inhambane, treinamento para exploração das oportunidades de negócio na indústria cultural através do artesanato.
Trata-se das mulheres da região de Mutamba, no distrito de Jangamo, onde existe argila para o fabrico do bloco queimado, material de construção de baixo custo que, neste momento, é muito procurado; da ilha de Inhambane, zona rica em material para a cestaria, e do bairro Josina Machel, praia do Tofo, potencialmente rico em recursos naturais para escultura e objectos de adorno.
De acordo com a directora adjunta da Educação e Cultura de Inhambane, Beatriz Mufaniquisso, a ideia da capacitação das mulheres em matéria de artesanato e olaria surge da necessidade de munir mulheres-chefes de família para, a partir dos recursos à sua volta, desenvolverem algumas actividades para sustentar as suas próprias famílias.
«O Ministério da Cultura, com ajuda dos seus parceiros de cooperação, seleccionou vinte mulheres que, neste momento, estão a aprender a fazer cestaria, esculturas, produção de bijutarias com base em conchas e outros derivados marinhos, que podem ser colocados no mercado para render dinheiro para sustento familiar», disseBeatriz Mufaniquisso.
No final do curso, com duração de 15 dias, estas mulheres terão bagagem suficiente para valorizar o que está ao seu redor, fazendo algo para apoiar a sua própria família.
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Pesca moçambicana atinge 200 mil toneladas por ano
BREVE: A captura de peixe em Moçambique aumentou cerca de 66 por cento nos últimos quatro anos, disse em Maputo o Ministro das Pescas, Victor Borges
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Alexandre Manguele lança em Quelimane Campanha Nacional de Saúde Oral
Perto de 60 mil crianças da comunidade escolar e não só, em todo o País, serão incentivadas e sensibilizadas a observar os hábitos e cuidados com a saúde da sua própria boca.
Quem o garante, é Alexandre Manguele, titular da pasta da Saúde, que falava esta segunda-feira para mais de duas mil crianças, em Quelimane, província da Zambézia, no quadro do lançamento da Campanha Nacional de Saúde Oral, organizado pelo seu Ministério, o da Educação bem como o Ministério da Mulher e Acção Social.
Sob lema “Um dentista, uma escola, promovendo a higiene oral para o desenvolvimento saudável das nossas crianças”, esta campanha conta com um forte apoio da mcel- Moçambique Celular, que disponibilizou material adequado à promoção e sensibilização de saúde oral, para garantir que a educação e a promoção da saúde oral se tornem uma realidade no nosso País.
Segundo deu a conhecer, na ocasião, Alexandre Manguele, “o Governo moçambicano, em particular o Ministério da Saúde, saúda a mcel por envolvimento nesta mobilização social de saúde oral e gostaríamos que o procedimento da mcel servisse de exemplo para outras empresas e serviços públicos ou privados, de modo a promover esta campanha de saúde pública”.
“Hoje lançamos aqui em Quelimane, a Campanha Nacional de Saúde Oral e no ano passado foi em Maputo; queremos que a partir deste lançamento fiquem as crianças mobilizadas, principalmente nas escolas”, disse Manguele, para depois acrescentar que “queremos, igualmente, que os médicos e dentistas também se sintam mobilizados a aderir a esta campanha, para que se estabeleça a nossa meta, que é em cada escola termos, pelo menos, um dentista a cuidar da saúde oral das crianças e que até a próxima campanha, pelo menos 60 mil crianças nas escolas sejam abrangidas por esta campanha”.
Já Cláudio Chiche, Administrador Comercial da mcel, afirmou que “a campanha de saúde oral nas escolas representa um grande passo na busca de uma saúde melhor para a sociedade em geral, uma vez que se soma a outros programas desenvolvidos pelo Governo, visando garantir o acesso à saúde aos mais de 20 milhões de moçambicanos”.
“Para além da sua área principal de negócios, que hoje possibilita as comunicações nos 128 distritos deste longo Moçambique, aos seus 5 milhões de clientes, a mcel tem pautado o seu posicionamento e empenho nas práticas socialmente responsáveis, prestando uma notável contribuição nos sectores da Educação e Saúde, para além de outras áreas como o Ambiente, a Cultura e o Desporto”, realçou Cláudio Chiche.
Por seu turno, o governador da Zambézia, Francisco Itaí Meque, saudou o lançamento da Campanha Nacional de Saúde, tendo referido que “é para nós uma grande satisfação poder estar presente no lançamento nacional da Campanha de Saúde Oral nas escolas. Este acto é uma acção fundamental para promover os direitos das crianças e jovens, em particular, através da prevenção da ocorrência de problemas ligados a saúde da boca. A escolha da nossa bela e rica província da Zambézia, em particular a cidade de Quelimane, para o lançamento desta iniciativa, constitui um marco importante no roteiro da realização de eventos de cariz social e humanitário nacional na nossa província”.
De salientar que esta é a segunda vez consecutiva que a mcel participa da Campanha Nacional de Saúde Oral. Participaram do lançamento da presente Campanha, o governador da província da Zambézia, o ministro da Saúde, o administrador comercial da mcel, o presidente do município de Quelimane, representantes das direcções provinciaís da saúde e educação, para além de outros parceiros da campanha. -
Dans’ Artes já mexe
Dans’Artes é um projecto liderado pela bailarina e coreógrafa Maria Helena Pinto e uma das suas primeiras manifestações foi ter realizado a 30 de Agosto um sarau cultural nas actuais instalações desta vila artística ainda em construção na Comunidade de Djonasse, no Distrito de Boane.
O sarau brindou expressões artísticas de disciplinas como artes plásticas, dança e música com o objectivo de trazer as artes e a cultura ao público de um modo geral, sem discriminação de idades e grupos sociais e com a participação das comunidades.
O Dans’Artes é um espaço físico de acolhimento de artistas de todas as disciplinas. Lá serão desenvolvidas diversas actividades de difusão de obras de arte, formações, workshops e intercâmbios artístico-culturais entre artistas moçambicanos e estrangeiros.
A vila será composta por infraestruturas como um teatro, uma casa de acolhimento dos artistas, edifícios de alojamento e demais espaços de desenvolvimento de actividades culturais e turísticas. -
Moçambique atraiu 6 mil milhões de dólares em investimento nos últimos dois anos
Cerca de 500 projectos de investimento, avaliados em mais de seis mil milhões de dólares, foram aprovados nos últimos dois anos em Moçambique, montante que se eleva para 20 mil milhões de dólares quando se considera os últimos seis anos, informou o Centro de Promoção de Investimentos (CPI) de Moçambique.
De acordo com o diário Notícias, de Maputo, os sectores de agricultura e agro-indústria, recursos minerais, energia, transportes e comunicações, pescas e aquacultura, construção civil e turismo figuram na lista das preferências dos investidores que escolhem o território moçambicano.
Lourenço Sambo, director-geral do CPI, indicou que o investimento em diversas áreas empresariais no país tende a aumentar, ano após ano, em resultado da intensificação das campanhas de promoção e acrescentou que a procura por oportunidades de negócio em Moçambique possa crescer nos próximos anos estimulada pela estabilidade política e macroeconómica.
Garantindo que em Moçambique não existe qualquer risco para o investimento privado, Sambo salientou que Moçambique é signatário de acordos de protecção de investimento e acordos com vista a evitar a dupla tributação e evasão fiscal, com muitos países do mundo, nomeadamente com Portugal.
Tendo como meta a captação de maior número de investimento, o CPI tem estado a trabalhar em estreita colaboração com as missões diplomáticas especialmente quando o investidor pretende obter informação preliminar sobre Moçambique e como investir no país.
O Centro de Promoção de Investimentos está presente, além da cidade de Maputo, onde se localiza a sede, nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia, Tete e Nampula e Lourenço Sambo adiantou que a curto prazo serão abertas delegações na África do Sul, Brasil e China.
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Fundação Vale firma compromissos para beneficiar Tete e Moatize
A Fundação Vale em Moçambique acaba de firmar novos contratos no âmbito das parcerias com o Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água – FIPAG, com vista ao aumento da capacidade de captação, tratamento e distribuição de água, e com o Fundo para o Fomento da Habitação – FFH, para o desenvolvimento de um sistema para o aumento da oferta habitacional, ambos beneficiando o distrito de Moatize e a cidade de Tete.
Em relação ao apoio ao FIPAG, e considerando as especificações técnicas demandadas por esta instituição, a Fundação Vale contratou uma empresa especializada para desenvolver o plano director e o projecto executivo para a expansão da capacidade de captação, tratamento e distribuição de águas para as áreas urbanas de Tete e Moatize, em Moçambique. O estudo, que será desenvolvido no período de 10 meses, contará com um investimento de aproximadamente 700 mil dólares.
Paralelamente, a Fundação Vale, respeitando os Termos de Referência propostos pelo Fundo de Fomento da Habitação, contratou uma empresa que deverá elaborar o Sistema para o Aumento da Oferta Habitacional, com o intuito de definir objectivos estratégicos, políticas e directrizes programáticas, planos de trabalho, fontes de recursos, metas e indicadores que reflictam o entendimento do Governo central e local, sector privado e sociedade civil no que concerne a um programa de promoção de habitação acessível em Tete. O referido Sistema a ser elaborado, contará ao longo de 8 meses com um investimento de aproximadamente 340 mil dólares.
A propósito destas parcerias, a Directora Executiva da Fundação Vale, Joaquina Saranga (na foto), referiu que a Fundação quer cooperar com instituições que já actuam em Moçambique, para optimizar as experiências positivas e aumentar a capacidade de investimento em acções sustentáveis que tragam de facto a melhoria de vida das pessoas.
No mês de Julho, a Fundação foi uma das grandes contribuintes na implantação da primeira Fábrica de Antirretrovirais de Moçambique, financiando em USD$ 4.5 milhões a sua infra-estrutura. “Apesar de ser ainda uma instituição jovem, a Fundação Vale já investiu mais de 5 milhões de dólares, e prevê, apenas no segundo semestre de 2012, investir mais 8 milhões”, sublinhou a Directora Executiva.
Em 2013, a Fundação irá ainda financiar as obras do Centro Desportivo de 25 de Setembro, em Moatize, as actividades produtivas na Fazenda Modelo com a comunidade de Cateme, a reabilitação do Jardim Botânico Tunduru, em parceria com a empresa de Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique – CFM – e o Conselho Municipal de Maputo, entre outros.
Actualmente, as principais actividades da Fundação estão focadas para Tete e Maputo. Contudo, com a construção do novo Terminal Multiusuário de Carvão, em Nacala-a-Velha, resultante da concessão do Governo moçambicano, já estão em desenvolvimento novos projectos que serão implementados naquela região, assim como em Beira.
As actividades da Fundação nestes locais estarão focadas inicialmente na área de educação, com apoio às 11ªs e 12ªs classes do ensino secundário, em Beira, e a implementação de cursos de capacitação técnica em Nacala-a-Velha, prevendo-se para 2013, a implementação de novos projectos na área de saúde e actividades económicas nesta localidade.











