Blogue

  • Grupo português de transportes vai iniciar actividade em Moçambique

    O grupo português “Paulo Duarte” vai entrar no mercado de Moçambique através da sua participada Transportes Paulo Duarte, a maior empresa do grupo e que opera no sector rodoviário de mercadorias e logística de distribuição, informou o presidente José Paulo Duarte.

    Em declarações ao jornal português Público, aquele responsável disse que a empresa já está licenciada em Moçambique onde, em conjunto com parceiros portugueses e moçambicanos vai iniciar a actividade em Maputo, cidade onde tem sede, antes de se expandir para o resto do país.

    O grupo aplicou neste projecto meio milhão de euros e vai operar com camiões próprios, estando igualmente prevista a criação de uma empresa de manutenção capaz de tratar localmente das necessidades da frota.

    Com instalações em Torres Vedras, Setúbal, Matosinhos, Azambuja e Lamego, o grupo Paulo Duarte possui 600 viaturas e mais de 620 reboques e conta com cerca de 900 trabalhadores (quer na área dos transportes quer na área da agricultura), tendo iniciado a expansão internacional, com a presença em Espanha.

  • Portugal terá 140 empresas na Facim 2012

    Pelo menos 140 empresas portuguesas ou moçambicanas de capitais portugueses vão participar na edição deste ano da Feira Internacional de Maputo – Facim, de 27 de Agosto a 2 de Setembro em Ricatla.

    A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal – AICEP informou que o pavilhão de Portugal na maior feira empresarial de Moçambique, onde estarão 50 empresas e associações empresariais centradas em sectores de forte implantação no mercado moçambicano, como os materiais de construção, agro-alimentar e vinhos, terá uma área bruta de 1171 metros quadrados.

    Estarão também presentes firmas portuguesas das áreas de metalurgia e metalomecânica, construção civil e consultoria, rochas ornamentais, tecnologias de informação, material eléctrico e electrónico, indústria do papel, portos, transportes e logística, artigos para o lar e de higiene e limpeza, confecção e vestuário, máquinas agrícolas e produtos pecuários.

    «Este ano, à semelhança da edição do ano transacto, o interesse das empresas portuguesas pelo mercado moçambicano ultrapassou a capacidade de acolhimento do Pavilhão de Portugal, tendo algumas delas optado por expor autonomamente noutros pavilhões da Facim», destaca o comunicado da AICEP, lembrando que “a presença de Portugal no certame é já tradicional e remonta aos anos 1980″.

  • Moçambique aguarda aval da ONU para alargar plataforma continental

    BREVE: Moçambique aguarda ainda o aval da Organização das Nações Unidas para alargar a plataforma continental dos actuais 540 mil quilómetros quadrados para 676 mil quilómetros quadrados, disse em Maputo o director do Mar no Instituto de Mar e Fronteiras (Imaf).

  • Jazz no Venus Club

    A Banda de Jazz e fusion, The Lost Experience, realiza a 23 de Agosto as 20 horas, um concerto musical no espaço Venus Night Club, localizado na rua de Bagamoyo, baixa da cidade de Maputo.

    A banda The Lost Experience vai acompanhar o conceituado saxofonista e trompetista Zé Maria que, pela primeira vez, vai escalar aquele espaço para partilhar o palco com os jovens do jazz. E todos que se deslocarem ao local poderão se deliciar com os sabores de jazz oferecidos por Zé Maria e o quarteto The Lost Experience. Esta banda é composta por Celo na guitarra; Terêncio na guitarra; Kid na viola baixo; Zito na bateria. Tem ainda como convidados os músicos Anselmo, Angélico e Vido.

    No dia 26 haverá jam sassion, a partir das 17 horas, sendo que a ideia é juntar vários artistas que se dedicam à investigação e produção do jazz para que possam partilhar suas experiências e trocar impressões entre eles, ao mesmo tempo que deixam um legado para os jovens que igualmente tem paixão por este estilo musical.

  • Dança contemporânea em Maputo

    A dança contemporânea irá invadir a cidade de Maputo de 10 a 15 de Setembro – “Semana da Dança”, num evento que contará com a participação de companhias nacionais e uma companhia convidada proveniente do Brasil.

    Debates, workshops, palestras, espectáculos de dança contemporânea, de entre outras actividades sócio-culturais, serão levadas a cabo nesta semana, onde se pretende fazer uma reflexão sobre a situação actual da dança contemporânea em Moçambique.

    Segundo Quito Tembe, produtor da Iodine da Produções, o evento servirá ainda para a reflexão sobre a profissionalização e formação dos coreógrafos/bailarinos nacionais.

    As actividades da Semana da Dança já estão em curso, podendo se visitar os ateliês de dança que estão a decorrer no Centro Cultural Franco-Moçambicano. As aulas estão a ser ministradas por coreógrafos profissionais convidados como é o caso de Maria Helena Pinto, Idio Chichava, Lulu Sala.

    O encontro servirá ainda para fazer a preparação da Plataforma de Dança Internacional Kinani – 2012, através dos vários workshops que marcarão esta semana.

    A Iodine Produções é uma estrutura de produção estabelecida na cidade de Maputo, que apoia jovens criadores na área da dança contemporânea.

    Perante a ausência de estruturas sólidas, que promovam o desenvolvimento das artes performativas, concretamente a dança contemporânea em Moçambique, a Iodine procura fomentar o desenvolvimento de iniciativas culturais com o intuito de promover o conceito de contemporaneidade no contexto da produção artística moçambicana na área da dança”, afirma Quito Tembe.

    A Iodine tem apoiado jovens bailarinos e coreógrafos, com o intuito de contribuir para uma maior projecção e difusão da dança, quer a nível nacional como internacional, através do desenvolvimento de projectos e criação de eventos que promovam e divulguem a dança contemporânea de origem moçambicana, quer a nível internacional, através da representação de Moçambique em festivais, programas de intercâmbio e outras iniciativas de carácter cultural.

  • Suspensão da inscrição de advogados estrangeiros é “razoável e compreensível”

    O antigo bastonário da Ordem dos Advogados de Portugal, José Miguel Júdice, considerou, em entrevista à Lusa em Maputo, “razoável e compreensível” a decisão da Ordem dos Advogados de Moçambique (ODM), de suspender a inscrição de advogados estrangeiros.

    A Ordem dos Advogados de Moçambique suspendeu em 2007 o protocolo de cooperação com a Ordem dos Advogados de Portugal, interrompendo a inscrição de novos advogados portugueses em Moçambique.

    Esta decisão foi justificada pelo alegado desinteresse da congénere portuguesa em discutir os termos da aplicação da cláusula da reciprocidade na inscrição de advogados entre os dois países.

    Os advogados moçambicanos queixavam-se de não lhes ser concedida a oportunidade de exercer a actividade em Portugal, enquanto os seus colegas portugueses gozavam da facilidade de trabalhar em Moçambique.

    Em entrevista à Lusa sobre o impasse entre as duas ordens, o ex-bastonário da Ordem dos Advogados de Portugal, José Miguel Júdice, disse compreender a postura da Ordem dos Advogados de Moçambique, manifestando-se defensor de uma cooperação com benefícios mútuos.

    “É razoável e compreensível que a Ordem dos Advogados de Moçambique ponha limitações no exercício da profissão pelos estrangeiros, porque Moçambique é um país que está numa fase inicial de formação de advogados”, disse.

    José Miguel Júdice aludia ao facto de a formação de juristas em Moçambique ter sido retomada há relativamente pouco tempo, depois de ter sido suspensa por razões políticas, após a independência do país em 1975.

    “É como se fosse criar uma indústria de curtumes e não deixar que durante algum tempo se importem curtumes para proteger a indústria nacional”, defendeu o advogado.

    Para José Miguel Júdice, Portugal podia permitir que os advogados das ordens congéneres lusófonas exerçam no país, mesmo sem a contrapartida da reciprocidade, uma vez que a cooperação deve ser feita numa base de apoio aos Estados com serviços ainda em consolidação.

    Apesar de o protocolo de cooperação entre a Ordem dos Advogados de Moçambique e a congénere portuguesa estar suspensa, José Miguel Júdice defendeu que a cooperação entre os advogados deve fluir, através de parcerias entre escritórios.

    O advogado apontou a parceria entre o escritório de que é sócio, PLMJ, e o escritório moçambicano GLM, como exemplo das possibilidades de colaboração entre advogados moçambicanos e portugueses, sem necessidade de uma articulação institucional entre as ordens.

    “Nós temos a certeza clara de que os nossos clientes portugueses que vêm a Moçambique são assistidos por um bom escritório de advogados, nós damos formação a advogados de GLM que vão a Portugal. Não vejo nenhum problema, com franqueza, que afecte as relações entre os dois países”, disse José Miguel Júdice.

  • 70.º Aniversário: Quelimane quer rescrever sua história

    O Edil de Quelimane, Manuel de Araújo, desafiou os estudantes dos cursos de História das instituições de ensino superior a apostarem na investigação e pesquisa, com vista à reconstituição do património histórico da urbe, por forma a que as actuais gerações tenham uma ideia clara sobre as metamorfoses que a cidade sofreu, desde os contactos com o mundo árabe até hoje

  • Competições Regionais de Língua Portuguesa e Matemática em Moçambique 2012

    O Projecto Pensas/MINED que se afirmou em Moçambique com o objectivo primordial de prestar apoio a professores de Ensino Secundário nas áreas de Língua Portuguesa e de Matemática recorrendo às TIC, como estratégia fundamental rapidamente foi confrontado com a necessidade e mais-valia de interagir directamente com os alunos deste país.

    Assim estendendo o que se faz em Portugal, no Pmate, com as Competições Nacionais de Ciência, o Projecto propôs-se a desenvolver Competições em todos os Centros onde as condições logísticas e físicas o permitissem. Assim, em 2009, nasceram as primeiras Competições Regionais e realizaram-se na cidade da Beira; no ano seguinte, na Beira e em Nampula; em 2011, Beira, Nampula e Inhambane e, este ano, a acrescer a estas três cidades é a vez de Quelimane participar nesta actividade, que move alunos de cinco Escolas Secundárias de cada cidade.

    Os treinos para as provas finais estão a decorrer em todos os Centros, com a supervisão e apoio de professores responsáveis e, nestes últimos meses, de forma mas intensiva, uma vez que estão à porta as provas de Competição Final.

    Estas serão as datas das provas Pensar@Língua e M@tMoz 2012:

    Inhambane: 1 de Setembro
    Nampula: 15 de Setembro
    Quelimane: 22 de Setembro
    Beira: 6 de Outubro

    Aqui fica o testemunho de três alunos da Escola Samora Moisés Machel acerca da sua participação nas Provas de Competição do ano passado!

  • Suazilândia espera exportar mais de 1 milhão de toneladas de ferro em pó através do porto de Maputo

    BREVE: O reino da Suazilândia espera exportar mais de 1 milhão de toneladas de ferro em pó (conhecido por ferry crom) do porto de Maputo. Desde Janeiro, altura em que iniciaram as operações, a Suazilândia já exportou do porto de Maputo para a China mais de 160 mil toneladas de ferry crom.

  • Portucel Moçambique prevê exportar 800 milhões de dólares por ano

    O grupo português Portucel Soporcel que actua no fabrico de papel instalou-se no mercado moçambicano em 2009, com um projecto integrado de produção florestal, de energia e de pasta de papel, prevendo exportar cerca de 800 milhões de dólares por ano. Pedro Moura, administrador da Portucel Moçambique, fala do empreendimento, cujo compromisso é vir a contribuir para a valorização da floresta, fomentar o emprego local e o tecido empresarial, dinamizar a agricultura de rendimento, numa lógica de preservação ambiental e responsabilidade social.

    A Portucel baseou-se em Moçambique em 2009. O que motivou a empresa a abraçar o mercado moçambicano?

    A Portucel, na sua actividade de longos anos, vendendo os seus produtos num conjunto de países muito alargado, entendeu ser o momento de expandir e internacionalizar a sua produção. E olhou para várias geografias no sentido de poder desenvolver projectos de produção industrial fora do país. Olhamos para a América Latina e para África e Moçambique mostrou ser um país que tinha aptidões muito importantes, nomeadamente na produção florestal, por ter uma posição geoestratégica importante em relação aos mercados asiáticos, e pela forte afinidade cultural com Portugal. Nesse sentido, começamos a estudar o potencial para o projecto. Verificamos que haviam condições e apresentamos uma proposta de investimento ao Governo moçambicano. E para implementar esse projecto foi constituída a Portucel Moçambique, a 1 de Abril de 2009.

    A partir de 2025 a Portucel pretende investir 2.3 biliões de euros nos seus projectos e criar 7.500 empregos em Moçambique. Qual é o actual grau de implementação deste projecto?

    Até 2025, o total de investimento será de 2.3 biliões de dólares e prometemos criar 7.500 postos de trabalho directos. Estamos à vontade para, ao longo da implementação do projecto, virmos a atingir esse número e ultrapassá-lo.

    Algumas populações residentes em Manica ficaram menos receptivas em relação à concessão de 220 mil hectares à Portucel para o projecto de produção de papel. Até que ponto já foi superada esta situação?

    De facto, tivemos algumas hesitações em algumas comunidades. E o princípio que adoptámos é que sempre que houvesse hesitações nós não iríamos forçar e acabamos por encontrar áreas alternativas. Hoje, o assunto está resolvido. Houve um debate na província de Manica e obtivemos a respectiva aprovação pelo Conselho de Ministros em Dezembro do ano passado (2011). Portanto, está de facto ultrapassada essa dificuldade.

    Além de Manica, quais são outras regiões em que estão instalados?

    Temos um DUAT (Direito de Uso e Aproveitamento de Terra) para a província da Zambézia, no qual também estamos a trabalhar. Portanto, estamos em Manica com 183 mil hectares e na Zambézia com 173 mil hectares, e estamos a trabalhar de acordo com o plano do projecto. Agora, estamos na fase de instalação de ensaios para podermos testar o melhor material vegetal e assim podermos, quando tivermos a selecção feita, passar à fase da plantação industrial. Ao mesmo tempo, estamos a desenvolver alguns estudos na área da logística, porque não é possível partir para este investimento sem termos a garantia de que vamos poder escoar o produto de forma competitiva.

    O Executivo moçambicano mostra-se a favor da criação de negócios que revelam um potencial de implementar uma cadeia de valores e mais postos de trabalho. Como é que se manifesta esta mais-valia nos negócios da Portucel?

    O negócio da Portucel já pressupõe a instalação de uma cadeia de valores e esse é o grande efeito estruturante que este negócio tem para a economia nacional. E quando estamos a produzir pasta estamos a desenvolver, a incentivar uma cadeia de valor que começa com a produção da matéria-prima e que vai garantir a sua transformação num produto com a possibilidade de viajar muito melhor para mercados de destino, comparado com a madeira. Portanto, dá sustentabilidade à produção de madeira no país. Acrescenta-lhe esse valor.

    O grande impulsionador de mão-de-obra é de facto a componente florestal. A parte industrial já nem tanto, porque a fábrica a ser instalada será uma fábrica moderna, de alta tecnologia, mas tem essa enorme vantagem que é a de fixar esta cadeia de valor e de ter um papel muito forte de estruturação da economia, consolidando os postos de trabalho a montante e naturalmente dotando o país de tecnologias de ponta, o que vai ser importante para o desenvolvimento de quadros.

    Existe também a possibilidade de, a partir daí, se desenvolver outro tipo de negócios porque em torno de uma fábrica destas são múltiplas as pequenas e médias empresas que irão actuar nas áreas de manutenção no campo da electrónica, mecânica, engenharia civil, entre outros.

    Qual é o destino da pasta de papel produzida?

    O destino é o mercado asiático. Moçambique tem uma posição geoestratégica muito boa, e pode ser uma plataforma importante para negociar com os mercados asiáticos, fundamentalmente a China e a Índia.

    Moçambique está a receber muitos megaprojectos, abrindo possibilidades de melhores negócios para fornecedores. Até que ponto a Portucel já assegurou alguma ligação rentável com os referidos megaprojectos?

    Os megaprojectos de que ouvimos falar não têm interface com o projecto da Portucel, pois este é um projecto que começa por criar a matéria-prima, portanto ele não vai utilizar um recurso que o país tem, ele vem criar recursos. Como tal, viemos ajudar a desenvolver recursos no país que são transformados totalmente no interior do país e depois saem já com um valor acrescentado muito alto, daí a previsão no impacto das exportações do país de cerca de 800 milhões de dólares por ano. Se compararmos esse valor com aquilo que é hoje o nível das exportações do país, e se a fábrica estivesse a funcionar, estamos a falar de um crescimento que corresponderia a mais de 20% das exportações moçambicanas, na base do valor acrescentado interno.

    A Portucel Moçambique aposta no mercado nórdico ou é suposto Portugal fornecer àquele mercado?

    Temos na nossa produção papel e vendemos para 119 países, neste momento. Vendemos também a pasta de papel e os nossos clientes são fundamentalmente da Europa, ao passo que a produção aqui em Moçambique tem em vista os mercados asiáticos. Pode acontecer que alguma produção seja enviada para a Europa que é deficitária em produtos florestais, mas aqui o foco principal é o mercado asiático.

    É um mercado muito concorrencial porque temos que competir com os brasileiros. Eles têm hoje uma posição competitiva fortíssima no que concerne à produção de pastas com base em eucalipto. Esse é um dos grandes desafios no projecto em Moçambique – sermos competitivos com os brasileiros.

    A que fins é que se destina essa pasta?

    A pasta tem um leque de aplicações muito grande. Desde o papel de impressão e de escrita ao papel para fins de higiene – como lenços, guardanapos, toalhas de papel – ao papel para fins de embalagem de sumos e leite, trata-se de um produto que pode ser misturado com outro tipo de fibras no sentido de fazer embalagens em cartão. Portanto, existe uma panóplia de aplicações muito alargada. A pasta tem essa multiplicidade de aplicações, e inclusivamente pode ser usada até em mobiliário.

    O que esperam fazer nos primeiros cinco anos em termos de produção?

    A capacidade está planeada entre um milhão e 1.5 milhões de toneladas por ano. O escoamento far-se-á através dos portos, e esta é uma questão que hoje nos preocupa seriamente. No caso de Manica, o porto adequado será o da Beira e teremos de garantir a capacidade a nível da linha e a nível do porto. No caso da Zambézia, estamos a estudar uma solução alternativa, porque a que possuímos obriga a operações logísticas muito caras e, eventualmente, podem condenar o projecto. Portanto, estamos a estudar alternativas, as quais pensamos apresentar em breve ao Governo para podermos verificar se há viabilidade.

    Arsénia Sithoye/Helga Nunes [in revista Capital]

  • Governo autoriza mais uma instituição do ensino superior

    Mais uma instituição de ensino superior vai entrar em funcionamento em Moçambique, aumentando, deste modo, a capacidade de absorção de estudantes que concluem o nível médio no país. Trata-se de um Instituto Superior pertencente a Sociedade Manica Chinhamapare Investimentos SA (SOMACHIL, SA), com sede na cidade de Manica, província do mesmo nome, no centro do país.O decreto que cria esta instituição de ensino superior foi aprovado pelo Conselho de Ministros na sua 30ª sessão ordinária.
    O porta-voz do governo e vice-ministro da justiça, Alberto Nkutumula, disse tratar-se de uma instituição privada e de âmbito nacional. A mesma goza de autonomia administrativa, financeira, patrimonial e cientifico-pedagógica.
    O novo Instituto Superior vai leccionar os cursos de Ciências Jurídicas, Ciências Económicas, Ciências Sociais e Humanas, Engenharias e Ciências Tecnológicas. Todos os cursos terão o nível de licenciatura.
    Actualmente existem 42 instituições de ensino superior em Moçambique, das quais 18 públicas e 24 privadas. A criação desta instituição ocorre num ano em que se celebra os 50 anos do ensino superior em Moçambique.

  • CTA cria centros de desenvolvimento de negócios

    CTA cria centros de desenvolvimento de negócios

    A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) vai criar três centros de desenvolvimento de negócios para resolver o problema da falta de informação que afecta os empresários nacionais e, deste modo, poderem tirar partido das oportunidades que existem.

    Segundo Hipólito Hamela, membro da CTA, os empresários nacionais não têm aproveitado as oportunidades de negócios existentes no país criadas pelos grandes projectos que operam no país, sobretudo ao nível da indústria extractiva, devido à falta de informação.

    Assim, a CTA vai criar os centros de desenvolvimento de negócios nas três regiões do país, sendo um em Maputo, no Sul, outro na Beira (Centro), e último em Nampula, no Norte.

    Ainda não se sabe exactamente quando os mesmos serão criados, mas Hamela revelou que já há recursos financeiros para o efeitol.

    “A CTA vai criar três centros de negócios para informar as empresas nacionais sobre as necessidades das grandes empresas de modo a terem mais negócios. Por exemplo, o que as grandes empresas vão precisar a curto, médio e longo prazo para viabilizar as suas actividades, o que pode constituir negócios com as várias empresas”, explicou.

    A CTA defende que haja cada vez mais ligação entre os grandes projectos e as Pequenas e Médias Empresas (PME’s), o que poderá contribuir, ainda que indirectamente, para a criação de mais emprego para moçambicanos.

    Hamela disse que a forma de os moçambicanos participarem nos grandes projectos no sector de recursos minerais que se desenvolvem no país é através da prestação de serviços.

    “Este tipo de ligações pode criar mais emprego, mais benefícios para os moçambicanos como empresários, porque não temos capacidade tecnológica para investir directamente nesta indústria. Então podemos tirar dividendos prestando serviços as grandes empresas”, defendeu.

    Hamela falava hoje, em Maputo, durante o seminário de apresentação dos resultados do estudo sobre “os efeitos da explosão de recursos naturais no crescimento económico de Moçambique”. O referido estudo foi encomendado pela CTA e contou com o apoio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Empresarial (SPEED).

    O estudo, que foi debatido hoje publicamente, será igualmente apresentado ao Conselho Directivo da CTA que deverá formular a sua posição oficial sobre a matéria.

    (AIM)

  • Autocarros a gás voltam a circular em Maputo

    Autocarros a gás voltam a circular em Maputo

    Os autocarros a gás da Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo (EMTPM) que durante a semana passada estiveram paralisados devido à escassez daquele combustível para o seu abastecimento voltaram a circular.

    A informação foi dada por Lourenço Albino, administrador para área de Negócios e Projectos na EMTPM, segundo o qual pelo menos 120 autocarros movidos a gás circulam desde sábado nas horas de ponta para minorar a crise de transporte na cidade de Maputo.

    Este número de autocarros a gás chega a baixar para 80 nas chamadas horas mortas, entre às 9 e 15 horas, altura em que se regista uma ligeira redução da procura de meios de transporte.

    No entanto, Lourenço Albino disse não saber se a resolução do problema de escassez de gás era definitiva ou não, mas que a empresa voltou a receber o combustível com pontualidade e a reposição tem sido feita sem atrasos.

    “Ainda não falamos com o nosso fornecedor para aferirmos se a crise está definitivamente ultrapassada”, disse Lourenço Albino, citado pelo “Noticias” na sua edicao de hoje.

    Não se referiu, no entanto, aos prejuízos causados à empresa nos dias em que os autocarros a gás estiveram paralisados, garantindo que este problema seria discutido com o fornecedor deste tipo de combustível.

    “Temos um contrato comercial com o nosso fornecedor de gás onde estão previstas todas as questões e é com eles que vamos avaliar e discutir o problema dos prejuízos causados com a paralisação dos autocarros”, acrescentou.

    A normalização do fornecimento de gás foi confirmada pela Autogás, através do seu representante Nuno Fernando que afirmou que a situação está normalizada desde o fim-de-semana.

    “Já estamos a receber gás suficiente para fornecer os nossos consumidores e acreditamos que o problema de escassez já foi ultrapassado”, disse Fernando, acrescentando que para a EMPTM e outros clientes também vão receber gás com pontualidade.

    Este revelou que para além da Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo ,a Autogás fornece gás a diferentes empresas privadas de segurança privada e a singulares.
    A escassez de gás nas cidades de Maputo e Matola resultaram de problemas eléctricos.

    In AIM

  • Empresa portuguesa ganha contrato com a Rio Tinto em Moçambique

    A Fernave, empresa do grupo estatal luso CP, conquistou um contrato de 1,2 milhões de euros que colocará maquinistas portugueses a conduzir os comboios que irão transportar o carvão explorado nas minas de Moatize.

    Segundo noticiou o jornal "Público", maquinistas portugueses vão conduzir as pesadas locomotivas que rebocam comboios de 600 e 800 toneladas entre Tete e o porto da Beira, no âmbito da exploração do carvão das minas de Moatize (Tete).

    O contrato entre a Fernave e a Rio Tinto prevê que a empresa da CP preste assistência técnica e forneça recursos humanos (maquinistas e inspectores de tracção) à operação ferroviária do corredor da Beira. A própria Rio Tinto recrutou como director de operações um ex-administrador da CP.

    "As multinacionais estão a integrar novo material circulante e novos métodos de trabalho e é preciso formar recursos humanos locais e, ao mesmo tempo, assegurar os serviços que já estão em curso", disse Rui Lucena, administrador da Fernave, ao "Público".

    Este não é o primeiro contrato da empresa portuguesa em África. Em Angola, a Fernave é a entidade formadora do Caminho de Ferro de Luanda, que reactivou recentemente a exploração ferroviária para passageiros entre a capital e Malanje. Na semana passada, a empresa com formadores portugueses terminou um curso para 20 maquinistas angolanos, segundo o jornal português.