O ministro do Turismo do nosso país, Fernando Sumbana, disse esta semana na vila de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, que o seu sector é dos que mais contribuíram, no ano passado, para a economia nacional, com 231 milhões de dólares, superando em 17.1%2525 os valores registados em 2010, que foram de 197.3 milhões de dólares.
Os dados a que se referia Fernando Sumbana, segundo reiterou, têm como fonte o Banco Central, mas que não incluem as receitas sem registo formal, como seja, o consumo de produtos nacionais e a compra de vários bens, por visitantes estrangeiros.
Sumbana que falava na abertura do IX conselho coordenador do seu ministério, que decorreu em Macimboa da Praia, disse que o turismo é igual a outros bens e produtos de exportação, argumentando que a diferença reside no facto de uns precisarem de sair do país para trazerem divisas e o turismo conseguir o mesmo sem necessidade de sair de Moçambique.
“Enquanto a madeira e outros produtos de exportação só depois de saírem de Moçambique é que temos as divisas, o turismo traz-no-las, sem sair, e tem a vantagem de podermos vender muitas vezes a mesmo produto, se é verdade que, por exemplo, um elefante pode ser visto muitas vezes e em todas elas ser-lhe paga a respectiva a taxa correspondente à razão porque determinado turista se deslocou ao nosso país”, explicou o ministro do Turismo.
Por outro lado, segundo o titular da pasta do Turismo, o produto que o turismo “exporta” tem a virtude de trazer imediatamente a renda, sem esperar por caminhos sinuosos para que os directamente ligados a ele, recebam o valor da venda da sua produção.
Todavia, mesmo tendo em conta que o sector vem registando a estabilidade dos níveis de atracção de investimentos no país, notou-se, em 2011, a redução do volume dos projectos aprovados (de hotéis e agências de viagem), pois foi de 540 milhões de dólares americanos, contra 740 milhões de 2010.
“Esta redução constatada em 2011, deve-se ao menor número de mega-projectos aprovados em relação aos anos anteriores” , justificou o ministro do Turismo.
Ainda assim, o sector emprega hoje cerca de 42.000 trabalhadores, o que na sua opinião, contribui grandemente para o incremento da estabilidade sócio-económica nos locais onde os investimentos estão a ocorrer.
Por outro lado, conforme Fernando Sumbana, o sector do Turismo foi confrontado com alguns constrangimentos que não permitiram a implantação, por exemplo, do projecto Kapulana nos distritos ao ritmo que se desejava e a criação de infra-estruturas básicas nas zonas de interesse turístico, para a viabilização dos projectos integrados.
Na verdade, o nascimento de grandes projectos, como o Arco-norte, teve que deparar com dificuldades de vária ordem, entre as quais, as estradas e alguns aeroportos que necessitam de estar à altura do turismo transnacional.
Neste momento, segundo soube a nossa Reportagem, depois do aeroporto de Vilanculo que foi concluído para a recepção de voos internacionais e o de Maputo, ainda em reabilitação e ampliação, o de Nacala segue o mesmo caminho, bem assim deve-se encontrar uma solução acertada para o de Pemba, que passa pela sua transferência para um local fora da cidade.
“Há, na verdade, novos elementos positivos que doravante catalisarão a dinâmica do sector do turismo no nosso país, como sejam, a liberalização do espaço aéreo nacional para voos intercontinentais directos, que vai incrementar a demanda, atribuição de licenças especiais em todas as áreas de conservação, permitindo a formalização e arrecadação de receita adicional e a implementação do estatuto do fiscal, de modo a que esta função seja cada vez mais valorizada e regrada”, explicou Sumbana.