Por uma gestão integrada do turismo
Realizou-se ontem, dia 7 dia, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, a III Reunião Nacional do Turismo, sob a orientação de Fernando Sumbana Júnior, ministro do Turismo de Moçambique, com o lema “Por um Turismo Dinamizando a Economia Nacional”.
Como corolário dos debates sobre os temas da III Reunião Nacional do Turismo, ficaram registadas como principais constatações e recomendações:
- É preciso ter em conta os três elementos que garantem a dinâmica do desenvolvimento do sector designadamente, a formação, a capacitação e o bem servir.
- Deve-se ter em conta o tipo de formação necessário no sector do turismo, definir as prioridades de formação, garantindo que esta seja realizada em três níveis: o básico, médio e superior.
- Os gestores das estâncias turísticas não têm cultura de formar os trabalhadores do sector do turismo. É preciso que haja formação para o trabalhador e para o próprio empregador. O sector do Turismo esta conjugar esforços para atingir 4 milhões de visitantes por ano até ao ano de 2020;
- Nos últimos 4 anos o foco do turismo mudou por força das indústrias extractivas;
- A lista negra em que se encontram as companhias aéreas nacionais dificultam a vinda de turistas ao país;
- O grande desafio para o desenvolvimento das APITS são as infraestruturas, os recursos humanos e a mitigação do conflito homem-fauna bravia;
- Existe dificuldade na aquisição do título de uso e aproveitamento da terra (DUAT);
- O preço para a emissão de vistos de entrada ao país tende a subir, o que contraria a política do turismo que visa atrair mais visitantes;
- A actuação da PRM como factor de constrangimento dos turistas;
- Os projectos Kapulana são uma iniciativa do Governo mas, qualquer interessado que tenha capacidade financeira pode contactar o INATUR para detalhes técnicos da sua implementação;
- No âmbito de alocação dos 7 milhões, constata-se que existe pouco investimento nos distritos com grande potencial turístico
- Deve-se estabelecer uma Combinação entre a cultura e o turismo;
- Para que a tendência de entrada de turistas se mantenham evolutiva, é necessário que se tenha em conta os seguintes aspectos:
- Formação na área de hotelaria,
- Estabecimento de segurança,
- Promoção dos destinos turísticos e
- Desenvolvimento das vias de comunicação e transportes.
- Referiu-se comparativamente ao turimos internacional o turismo domestico é o que melhor segurança transmite ao sector visto que não é muito susceptivel as oscilações económicas.
- Uma implementação bem sucedida de uma Plataforma informática de Gestão de Destinos Turísticos em Moçambique, assegurará a comunicabilidade, adaptabilidade e integralidade com o Sistema Nacional de Pagamentos, e-tributação, Janela Única Electrónica, que inclui a Janela Unica do Turismo, para a gestão do comércio externo, envolvendo a Migração e outras janelas nacionais de interesse estratégico.
- Muitas estâncias turísticas funcionam com regime de reservas e de pagamento fora do país, vindo o turista para Moçambique somente disfrutar das condições climáticas e das infra-estruturas erguidas, ficando toda a receita fora do país e sem registo mesmo para efeitos da balança de pagamentos.
- Ao longo de todo país, sobretudo da nossa bela costa marítima, existe uma proliferação de estâncias turísticas a exercer actividade de oferta de hospedagem numa base informal, isto é, sem o competente registo e sem o cumprimento das obrigações fiscais.
18. Na implementação de projectos turísticos há maior preocupação com os aspectos económicos em detrimento dos aspectos ambientais.
19. No concernente à prática da actividade agrícola no interior das AC’s, realça-se a incompatibilidade desta com as actividades de conservação. Assim sendo, fomentar a sua prática significaria promover o desenvolvimento desses assentamentos colocando em risco os objectivos de conservação
20. Existe falta de sensibilidade do MPD no processo de planificação das actividades das áreas de conservação, factor este que dificulta o acesso a fundos para operacionalização das actividades com vista a consmervação dos recursos;
§ As actividades económicas como o turismo e mineração podem ser combinados e desenvolvidas em harmonia desde que não prejudiquem a conservação dos recursos naturais;
