A empresa Corredor Logístico Integrado do Norte (CLIN), constituída pela Vale em 80%, e pelos CFM, em 20%, assina hoje com o Governo moçambicano, os Contratos de Concessão ferroviário e portuário que preconizam a construção de linhas e ramais ferroviários ligando Moatize a Nampula, e de um novo terminal portuário em Nacala-a-Velha, que farão parte de um sistema integrado de logística, o Corredor de Nacala. O Corredor criará capacidade para o escoamento da produção de carvão da região de Moatize até ao novo porto de Nacala-a-Velha, além do aumento do nível de serviço e competitividade no transporte das diversas cargas da região, e também da expansão e melhoria do transporte de passageiros.
O contrato assinado pelo Ministro de Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, representando o Governo de Moçambique, e Ricardo Saad, Director de Projectos da Vale para África, Ásia e Austrália, e Rosário Mualeia, Presidente do Conselho de Administração dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, ambos representando o Corredor Logístico Integrado do Norte (CLIN), viabilizará o transporte e embarque de carvão, cargas diversas e transporte de passageiros, garantindo um investimento seguro aos sócios deste empreendimento.
Nos termos dos contratos de concessão assinados, a Vale irá ceder 5% da sua participação social a favor de cidadãos e empresas moçambicanas, o que deverá ocorrer logo após o fim da construção. Neste mesmo contexto, a concessão estipula também que, futuramente e de forma progressiva, haja aumento da participação de cidadãos e empresas moçambicanas, além do próprio CFM.
Efectivamente, o Corredor Logístico Integrado do Norte (CLIN) compreende a construção de uma linha ferroviária ligando a região de Moatize, em Tete, à Nacala-a-Velha, em Nampula, passando pelo Malawi, com a construção de raiz de 230 km e a reabilitação de 682 km, além da construção do terminal portuário e de todas as infraestruturas associadas, num investimento de USD$ 4.5 biliões.
Recorde-se ainda, que em Dezembro passado, a Vale assinou com o Governo do Malawi o contrato de concessão ferroviária para a construção e operação de parte do Corredor de Nacala, cobrindo 137 km de linha férrea, entre a fronteira de Moçambique e Malawi até o trecho ferroviário existente no Malawi.
Os contratos de concessão assinados garantirão o direito de construção e operação de todo o trecho ferroviário e do terminal portuário necessário ao escoamento do carvão da região de Moatize até o porto de Nacala, assegurando que toda esta região atinja novos patamares de
crescimento e aumento da qualidade de vida e do poder económico, para além do aumento da produtividade e competitividade do transporte de cargas e melhoria do nível de serviço dos transportes de passageiros.