Representantes de ONGs, empresas, sociedade civil, chefes de Estado e de governo voltaram a reunir-se para debater quais os rumos que o planeta deve tomar para manter um crescimento sustentável e reduzir as agressões ao meio ambiente, vinte anos depois da Conferência Rio-92.
Desta feita, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20 – tinha como objectivo estimular novas medidas rumo a uma "economia verde”.
Tendo a crise financeira como pano de fundo, o desafio do encontro foi definir como todos os países, juntos, podem promover o chamado desenvolvimento sustentável, que atenda às necessidades das gerações presentes sem comprometer a habilidade das gerações futuras de suprirem as suas próprias necessidades.
O resultado da Rio + 20 é o documento “O Futuro que Queremos”, que se resume essencialmente numa longa lista de promessas para avançar para uma "economia verde", que impeça a degradação do meio ambiente, combata a pobreza e reduza as desigualdades.
No documento não são apontadas origens dos recursos para se realizar essa transformação – os meios de implementação, repetindo-se de forma sistemática um dos problemas da histórica conferência antecessora, a Rio-92.
A presidente brasileira, Dilma Rousseff, considera os resultados da conferência um avanço em relação aos elaborados em outras convenções da ONU e como um fracasso por ser pouco ambicioso por parte das delegações e ONGs ambientais.
Entidades da sociedade civil denunciaram o fracasso e a falta de ambição da conferência. «O acordo final é abstracto e não corresponde à realidade», afirmou Kumi Naidoo, do Greenpeace Internacional. Mary Robinson, ex-presidente irlandesa que também já ocupou o posto de Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, disse que os termos do documento não são suficientes e revelam inlusive um fracasso de liderança.
Em paralelo às principais negociações no Rio, empresas e governos firmaram mais de 200 compromissos de acções voluntárias em diferentes áreas. Energia, água e alimentos estão neste pacote, embora a maioria das promessas sejam de inclusão do tema ‘desenvolvimento sustentável’ em programas educacionais.