Cerca de duas mil pessoas entre doentes de Sida em tratamento anti-retroviral, com tuberculose e mal nutridos, em Moçambique, passarão a beneficiar a partir de Agosto, de uma cesta básica avaliada em 985 meticais (35 dólares norte-americanos), no âmbito do programa de apoio social directo a ser financiado pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA).
Carlota Benjamim, técnica no departamento de assistência social no Instituto Nacional de Acção Social (INAS), informou que o programa irá vigorar durante seis meses.
255 serão seleccionados na Beira, capital da província central de Sofala, sendo os restantes em Maputo, Gaza (sul), Gondola, Chimoio, Tete e Moatize (centro), segundo indica Carlota Benjamim.
Para o efeito, decorre na Beira uma capacitação de técnicos do INAS, dos serviços distritais de Saúde, Mulher e Acção Social e do PMA, em matéria de sistema de informatização e registo dos beneficiários.
Entretanto, a delegada do INAS na Beira, Laura Salvador Machava, afirmou que naquela urbe 2.660 pessoas necessitam de apoio social directo, mas, deste número, 1.545 já estão a receber ajuda financiada do Estado moçambicano.
Contudo, Laura Machava lamentou a exiguidade financeira para vários programas de apoios social como de subsídio social básico, incluindo o apoio social directo.