Moçambique está em vantagem no que diz respeito ao comércio intra-africano, chegando a superar aquilo que é a média do continente.
Segundo o Ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, actualmente, Moçambique está com uma média estimada em cerca de 12 %, contra sete que é a media do conjunto dos países africanos.
Actualmente, o comércio intra-africano é frágil, por se situar abaixo de 10 % em relação ao que África vende fora do continente. De modo a inverter este cenário, a União Africana decidiu escolher para a 19ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da UA o lema: “Impulsionar o Comércio Intra-Africano”, tendo em vista a apelar os africanos a aumentarem as suas trocas comerciais entre si.
Moçambique, apesar da sua vulnerabilidade em termos de desenvolvimento económico, tem conseguido vender mais produtos e serviços dentro do continente, concorrendo para este desempenho positivo a energia de Cahora Bassa, as linhas-férreas e os portos, essencialmente.
«Ao nível das trocas comerciais em África, Moçambique tem uma vantagem, porque é fornecedor de energia para alguns países africanos, e tem portos e caminhos-de-ferro que têm permitido ser uma alavanca para o desenvolvimento para os países do interlan», disse Inroga.
Armando Inroga explicou ainda que em termos de resultados das trocas comerciais formais e informais, Moçambique está melhor que muitos países do continente. «Moçambique está com trocas comerciais, incluindo serviços, acima de 12 %. Só em energia, transporte e portos já estamos acima de 8.5 %. Isto tem influência no crescimento do país», acrescentou.