Vinte e cinco mil jovens foram formados em dez anos de implementação de diferentes cursos nas escolas profissionais do país, o que lhes permitiu aceder ao mercado de emprego ou gerir negócios e empregar outras pessoas.
Os dados foram revelados pela vice-ministra da Educação, Leda Hugo, quando apresentava o relatório da avaliação internacional das Escolas Profissionais, acto enquadrado na semana dedicada ao debate sobre Educação e Desenvolvimento. A formação dos jovens foi feita baseando-se em nove ciclos de ensino e aprendizagem.
De acordo com Leda Hugo, as escolas profissionais, de nível básico, maioritariamente inseridas no meio rural e que têm uma inserção social e comunitária muito grande, fizeram grandes transformações onde estão implantadas, dando oportunidade de emprego aos jovens como empregado ou como empreendedor.
«Celebramos dez anos das escolas profissionais, mas na verdade são 16 anos de aturado trabalho de implementação de escolas profissionais em Moçambique, de arquitectura deste sistema que começou com um profundo estudo, passou pelo desenho do programa curricular, dos modelos de formação e consequente aprovação. Foram feitos nove ciclos de formação que permitiram a formação dos 25 mil jovens formados em diferentes áreas. Muitos deles, com o modelo de formação, logo à saída do curso tiveram emprego e liberdade de prosseguirem com os seus estudos, quer em institutos médios, politécnicos quer universidades», apontou.
Ao todo, o país conta neste momento com 44 escolas profissionais, depois de ter começado com apenas cinco. Muitos privados estão a implementar este modelo de escolas que formam pessoas para o negócio.
«As escolas profissionais são as que têm melhor rendimento pedagógico, ou seja, com cerca de 85% de aproveitamento positivo. São as que têm melhor interacção com o sector produtivo, maior relação escola-comunidade-emprego, sendo um modelo viável. O esforço agora é ter maiores escolas profissionais-modelo, espalhadas pelo país», explicou Leda Hugo.
A semana de Educação e Desenvolvimento encerrou com a apresentação do tema relacionado com a Nova Agenda dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.