Cerca de cinco mil mulheres foram atendidas nos últimos 18 meses no Hospital Central de Maputo (HCM) devido a complicações resultantes de abortos clandestinos, um problema classificado como sendo de saúde pública em Moçambique.
De acordo com dados do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do HCM, das cinco mil mulheres, 3.608 referem-se a mulheres atendidas em 2011 e as restantes (cerca de 1.300) foram atendidas no primeiro semestre deste ano, após terem praticado aborto clandestino, que culminou com complicações.
Do universo das mulheres atendidas, apenas uma resultou em óbito, devido ao tempo que levou até se dirigir ao hospital.
Segundo as autoridades sanitárias, o aborto clandestino e os partos feitos fora das unidades hospitalares são as principais causas da morte materno-infantil em Moçambique, e de um modo particular nas zonas suburbanas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o aborto inseguro é a terceira principal causa de morte entre as mulheres grávidas no país, o que coloca Moçambique com uma das mais elevadas taxas de mortalidade materna em todo o mundo.
Segundo o “Mediafax”, apesar de parecerem assustadoras, as estatísticas estão aquém da realidade, uma vez que outros casos acontecem em casa e não são registados.