Reiniciou no inicio de Julho, o licenciamento de viaturas de 15 lugares para o transporte semi-colectivo de passageiros, vulgos “chapa”, na cidade de Maputo, entretanto, mas o acto regista uma fraca adesão por parte dos operadores.
A maior parte dos que se dirigem à Direcção Municipal dos Transportes e Trânsito vai-se informar sobre os requisitos necessários para a obtenção da licença, de acordo com a fonte competente. No momento do pedido da licença, os operadores devem apresentar, entre outros documentos, o seguro, a ficha de inspecção e o registo da actividade feito nas Finanças.
Apesar da fraca procura, Carlos Diante, director municipal dos Transportes e Trânsito, mostrou-se confiante na mudança do cenário nos próximos dias. Em duas semanas, apenas haviam sido emitidas 30 licenças, o que é nitidamente pouco. Contudo, o director advertiu que daqui a algum tempo a Polícia Municipal vai começar a “caçar” as viaturas sem licença.
A atribuição de licenças aos “chapa” de 15 lugares havia sido suspensa em Setembro de 2004. Na altura, o Município alegou que este tipo de viaturas concorria para o congestionamento do tráfego rodoviário e frequentemente violava as regras de trânsito. As autoridades invocaram ainda a necessidade de conferir uma maior comodidade e segurança aos passageiros.
Os “chapas” de 15 lugares foram igualmente banidos das rotas que ligam a Matola e Maputo.
Contrariamente ao que se esperava, Maputo continuou a acolher “chapas” daquele tipo, cenário que vem piorando desde 2008. Actualmente, estima-se que a capital tenha cerca de 700 “chapas”, dos quais volta de 200 são ilegais.