Se num belo dia de domingo lhe apetecer levar a família a almoçar fora, e está na cidade de Maputo, então o restaurante Caipirinha poderá vir a ser uma excelente opção gastronómica. Além de gozar do privilégio de se situar junto à marginal, bem próxima das ondas do Índico, o estabelecimento apresenta uma esplanada – por onde se estendem diversas mesas e cadeiras – extremamente agradável.
Nesse sentido, o convite pode-se dividir em dois ambientes distintos. Um, interior, através de uma ampla sala decorada com motivos em madeira e outro, ao ar livre, semelhante a um grande quintal bem ajardinado, ao qual não falta a graça do verde luxuriante, a viva cor das pétalas das flores, a sombra das árvores frondosas abraçadas por filodendros e o grasnar de um grupo de corvos alba – uma espécie apenas existente em Moçambique.
A sensação de quem se senta no exterior é de pura liberdade, pois além da estreita ligação à natureza, as mesas distam uma das outras respeitando o espaço necessário a uma boa privacidade.
Caipirinha , por quê? Porque, de facto, o seu staff confecciona uma caipirinha de fazer água na boca. Contudo, e convém realçar, uma qualidade inerente ao menú das bebidas é, sem dúvida, a frescura com que sempre servem as cervejas. Bravo!
Quanto aos pratos propriamente ditos, dirijo uma nota menos vibrante, uma vez que, no mesmo dia, duas das suas opções não se encontravam disponíveis (mais concretamente, a sopa de peixe e a salada de polvo). Mas, justiça seja feita… O ‘Caipirinha’ não deixa os seus créditos por mãos alheias com o Polvo à Lagareiro e com os devaneios culinários feitos em torno do Rei Bacalhau.