O palco do Cine Gil Vicente acolheu, na cidade de Maputo, a grande final do concurso de canto coral, FestCoros. Foi um momento de muita animação, onde seis grupos disputavam o primeiro lugar. Para além de actuações que incorporam a dança, os grupos tiveram a oportunidade de se fazer acompanhar por músicos como Aly Faque, Nordino Chambal, Liloca, Roberto Isaías, Patrick Manuel, Eusébio Matine e muito mais.
Foram actuações diversificadas, em que alguns grupos corais foram convidados para se juntarem aos finalistas, tais como o Grupo Coral Universal, vencedor da edição passada, e o Grupo Igreja Unida. O anúncio do vencedor foi o momento mais alto da gala, tendo ficado em primeiro lugar o grupo coral Animadores de Cristo, que recebeu das mãos do presidente do município de Maputo, David Simango, um cheque gigante, no valor 100 mil meticais. Em 2º lugar, o grupo Timpsalma recebeu 50 mil meticais, enquanto o grupo Sautul Islam, o primeiro islâmico a participar no concurso, ficou em 3º lugar, tendo recebido um cheque no valor de vinte e cinto mil meticais.
Pelo facto de se tratar de uma edição especial, que decorre numa altura em que se celebram vinte anos de paz, cento e vinte e cinco anos da cidade de Maputo e dez anos de existência da Stv, este evento culminou com assinatura de um memorando entre a Stv e o Conselho Municipal da Cidade de Maputo.
Na ocasião, o edil de Maputo fez um apelo ao Grupo Soico para não deixar morrer este concurso e prometeu continuar apoiar o FestCoros. Jeremias Langa, administrador Editorial da Soico, considerou que “o FestCoros é um espaço de expressão cultural autêntico, onde podemos ver grupos cristãos das mais diversas congregações religiosas, assim como grupos muçulmanos, todos no mesmo palco, sendo isto importante, num momento em que se vive uma intolerância cada vez mais crescente”.
Igualmente, agradeceu ao Conselho Municipal, aos grupos corais e a todos os que acompanharam o FestCoros, com a promessa de mais para o ano. O vencedor desta edição, o grupo Animadores de Cristo, prometeu continuar a trabalhar e espera que o prémio de 100 mil meticais ajude a instituições de caridade, assim como a melhorar as condições do grupo, como forma de se consagrar e afirmar no país.