A companhia ArcelorMittal South Africa anunciou em Joanesburgo (África do Sul) que está a negociar com as multinacionais brasileira Vale e a anglo-australiana Rio Tinto a possibilidade de importar carvão coque extraído em Moçambique, segundo as agências AIM e Reuters.
"Estamos a falar entre 300.000 a 400.000 toneladas da Vale este ano", disse William Nel, director geral para a área de ‘procurement’ e logística da ArcelorMittal South Africa, falando durante uma apresentação da sua empresa.
"Para o caso da Rio Tinto estamos a testar as amostras, se os testes forem efectivos nós vamos provavelmente considerar importar (carvão coque) a partir do próximo ano. A nossa expectativa é de importar cerca de 500.000 toneladas a partir do próximo ano", disse William Nel.
A Vale é uma das companhias mineiras que exploram carvão mineral em Moçambique, tendo iniciadas as suas exportações em Agosto do ano passado. Numa primeira fase, a Vale espera produzir em Moatize, na província central de Tete, cerca de 11 milhões de toneladas por ano.
Na segunda fase, prevista para 2014, essa capacidade será duplicada, devendo a produção atingir 22 milhões de toneladas.
Por seu turno, a companhia anglo-australiana Rio Tinto iniciou as exportações de carvão em Junho último, extraído nas minas de Benga, em Moatize, em Tete.
Até 2020, a Rio Tinto projecta extrair nas minas de Benga uma média anual acima de 50 milhões de toneladas de carvão, entretanto, condicionadas à óptima qualidade de infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias até ao campo de produção.
A avaliar pelo imenso potencial do jazigo do mineral de Moatize, a Rio Tinto e a operadora brasileira Vale Moçambique esperam exportar num futuro próximo mais de 100 milhões de toneladas de carvão, incrementando significativamente a balança de pagamentos e Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique.