A direcção do Parque Nacional de Gorongosa (PNG), em Sofala, em coordenação com o Governo distrital e um grupo empresarial do ramo turístico, projecta a exploração das águas quentes localizadas no povoado de Bue Maria, na localidade de Púnguè, em Nhambita.
Segundo o administrador do PNG, Mateus Mutemba, já foi feita a auscultação às comunidades locais e contactada a referida empresa para a efectivação de estudos complementares para a realização da iniciativa no âmbito do desenvolvimento turístico em curso.
«Já fizemos a primeira auscultação das comunidades de Nhambita, que se mostram entusiasmadas com a iniciativa depois de nos termos aconselhado com o Governo distrital de forma a viabilizarmos este projecto que, a par de outros, possa estar ao serviço do turismo’», disse Mutemba.
Acrescentou ainda que o PNG espera que haja na comunidade de Nhambita um contributo significativo no desenvolvimento turístico que já é uma realidade.
O que se pretende, segundo o administrador do PNG, é fazer com que o operador estabeleça no local um SPA onde se possa fazer massagens a par de outras actividades que vai implementar, nomeadamente acomodação, caminhadas, exploração turística do rio Púnguè, entre outras actividades.
«O que pretendemos é que o local seja aproveitado em simultâneo com outros locais turístico onde os visitantes vão desfrutar das águas quentes, que constituem grande beleza da humanidade» – disse o administrador do PNG.
Apesar de não ter sido revelado o nome da empresa interessada na exploração das águas termais de Bue Maria, sabe-se que esta possui vários interesses turísticos no país, sobretudo na província de Inhambane.
As águas termais de Nhambita encontram-se numa encosta na zona tampão do Parque Nacional de Gorongosa. Mesmo as comunidades locais consomem a água quente tirada de um furo ali estabelecido que para o efeito deixam-na 24 horas para arrefecer.
Mesmo no período chuvoso as águas misturam-se com a outra (fria), mas mantém a sua temperatura. Outro dado curioso é que na época de Verão a água tem maior temperatura, o que faz com que o peixe existente fique retido numa possa entre as encostas, saindo só no tempo chuvoso, altura em que o caudal das águas é maior.