A construtora Lucios anunciou a entrada em Moçambique para assinalar a sua estréia nos mercados internacionais, o que vai implicar um investimento de 3,3 milhões de euros ao longo de cinco anos. Um investimento deverá gerar um volume de negócios da ordem dos 100 milhões de euros ao longo do mesmo período.
O início da actividade da Lucios Moçambique está marcado para Setembro, altura em que a construtora vai arrancar com a primeira fase da construção de uma obra da promotora Openspace – o "Maputobay", um condomínio privado com uma implantação de cerca de 15 mil m2, com vista para a baía de Maputo.
Tiago Faria, International Business Manager da Lucios, explica as razões que motivaram a Lucios a apostar naquele país africano de língua oficial portuguesa. "Foi uma oportunidade de negócio que desencadeou um estudo sobre Moçambique, do qual concluímos, entre outros fatores, que o forte investimento das mineiras na exploração do carvão e o crescimento do PIB real traduz, por si só, um mercado próspero e duradouro no sector da construção".
O mesmo responsável acrescenta que a entrada em Moçambique, onde estima facturar 10 milhões de euros no primeiro ano de actividade, poderá ser apenas o primeiro passo de um processo de internacionalização mais amplo, uma vez que outros mercados estão a ser equacionados.
"Estamos a estudar a possibilidade de entrar noutros países, entre os quais França, onde esperamos vir a atuar no curto prazo", revela Tiago Faria.
Faria acrescentou ainda que, face à crise que o sector da construção atravessa em Portugal, a internacionalização da Lucios não é só uma precaução para o futuro, mas também um "modus operandi" para a empresa, que conta já com 70 anos de actividade, continuar a crescer de forma sustentada e equilibrada.
"O segmento da reabilitação tem hoje um peso de 60% na facturação global da Lucios e, por isso, é e continuará a ser uma aposta em qualquer mercado em que se encontre", afirma o gestor.