Cerca de 73 milhões de dólares norte-americanos foram investidos em projectos florestais na província do Niassa de 2005 a esta parte, o que corresponde a pouco mais de metade dos montantes previstos nas concessões. Os projectos, todos virados para a plantação de pinho e eucaliptos destinados à comercialização, são detidos por seis empresas e desenvolvem-se nos distritos do Lago, Sanga, Muembe, Chimbonila, Ngauma e Mandimba.
No geral, as plantações da Chikweti Forest of Niassa, Florestas do Niassa, Fundação Malonda, Green Resources de Niassa, New Forest of Niassa, Companhia Florestal de Massangulo e Florestas do Planalto deviam ocupar uma área de 165,7 mil hectares, mas até ao momento as seis empresas só usaram 32,4 mil hectares.
Dados apresentados no seminário sobre as plantações florestais e sua indústria no Niassa indicam que a Chikweti Forest, a primeira a implantar-se em 2005, é a que mais área ocupa – 54.408 hectares –, figurando ainda como o maior investidor da área com 43 milhões de dólares usados, dos 67 previstos.
Os projectos florestais abrangem 95.527 habitantes, mas em termos concretos as plantações florestais empregam quatro mil cidadãos, incluindo alguns estrangeiros.
Director provincial de Agricultura no Niassa, Eusébio Tumuitikile disse que nestes primeiros anos de implantação de projectos florestais “nem tudo foi um mar de rosas. Houve vários conflitos”.
Entre as causas que concorreram para os choques registados, constam as consultas comunitárias deficientes e pouco esclarecedoras, desconhecimentos por parte das comunidades dos objectivos e metas das empresas e falta de clareza dos regimes de contrato de trabalho.
Foram apontados como desafios, a necessidade de atracção de mais investimentos, administração e gestão sustentável de terras através de consultas participativas e delimitação de terras comunitárias. A divulgação da legislação sobre terras e capacitação técnicas são outras questões necessárias.