O presidente do Fundo de Apoio à Reabilitação Económica (FARE) de Moçambique, Mohamad Rafik, referiu hoje que as taxas de juro aplicadas por algumas instituições de microcrédito nas zonas rurais moçambicanas "chegam a atingir níveis de agiotagem". Falando aos jornalistas à margem do VI Workshop Internacional sobre Finanças Rurais, que decorre em Maputo, Mohamad Rafik denunciou que bancos de micro crédito estão a aplicar taxas de juros que chegam a atingir 60 por cento, violando as recomendações do Banco Central. "As taxas que o FARE prática são em conformidade com as taxas indicadoras do Banco de Moçambique.
O FARE coloca o dinheiro a uma taxa de juro de 8 a 12 por cento, mas chegam aos utentes finais a taxas que chegam a atingir 60 por cento. Há muita agiotagem, estas taxas são absolutamente obscenas, inaceitáveis", acusou Mohamad Rafik. O FARE é uma instituição do Esta-do, que apoia o processo de reativação da economia, através de financiamento a atividades produtivas e de presta-ção de serviços, criação de emprego e inovação, promoção e dinamização do setor privado, nomeadamente peque-nas e médias empresas. Segundo aquele responsável, as instituições de microcrédito recebem recursos do FARE a juros baixos, porém, os utentes pagam percentagens muito elevadas.