Um total de 28 investidores de pequenas e médias empresas das províncias argentinas de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza, Salta, Santa Fé e CABA reuniram-se em Maputo, a semana passada, com perto de 60 homens de negócios locais, com o intuito de gerar parcerias e projectos de investimentos.
Encabeçada pelo vice-ministro da Indústria da Argentina, Horacio Roura, a primeira missão de cooperação industrial internacional daquele país latino-americano a Moçambique visa associar estratégias entre investidores e potenciar o intercâmbio comercial entre ambos os países, que anualmente ascende a 100 milhões de dólares norte-americanos.
Para além de homens de negócios das áreas alimentar, química, automotriz, metalúrgica, construção civil, software e electrónica, maquinaria agrícola e indústrias culturais, a delegação argentina integra ainda os representantes do Banco da Nação Argentina, do Ministério da Agricultura e do Instituto Nacional de Tecnología Industrial.
Dirigindo-se aos investidores da Argentina, o vice-predente da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Agostinho Vuma, convidou-os “a aproximar as empresas já estabelecidas no mercado nacional, bem como as autoridades governamentais para a sua integração industrial e de prestação de serviços, tirando vantagens de um sector em franco crescimento”.
“O ambiente de negócios em Moçambique é bastante bom e seguro para o investimento estrangeiro”, enfatizou Agostinho Vuma, acrescentando que o “Governo e o sector privado, representado pela CTA, estão empenhados nas reformas e acredita-se que, por volta de 2014/15, o País poderá ocupar lugares de destaque no Relatório sobre o Doing Business, contrariando a recente queda neste índice”.
Por seu turno, o vice-ministro da Indústria da Argentina, Horacio Roura, indicou que “pelo crescente mercado interno, Moçambique apresenta uma demanda em constante aumento de produtos industriais, como maquinaria e equipamentos para o desenvolvimento de infra-estruturas, medicamentos, insumos para a melhoria das condições sanitárias e transferência de tecnologias para o desenvolvimento das potencialidades nos sectores como a agricultura, energia e mineração”.
“Pretendemos com esta missão empresarial, partilhar o caminho do desenvolvimento com Moçambique, uma vez que apesar de estarmos em diferentes níveis por sectores, todos temos os mesmo desafios , que são a edificação de sociedades cada vez mais desenvolvidas e abertas, em que todos podem participar na geração da riqueza”, frisou Horacio Roura.
Refira-se que a missão de cooperação industrial internacional argentina iniciou na segunda-feira última, devendo terminar na quarta-feira, após uma visita à zona industrial de Beluluane, na Matola, local onde se situação a Mozal.