A Cervejas de Moçambique, SA (CDM) acaba de celebrar o primeiro ano de existência do Projecto Impala. Num evento que contou com a presença e o apoio do Ministro do Comércio e Indústria Armando Inroga, a Embaixatriz dos Países Baixos (Holanda) em Moçambique, Frédérique de Man, entre outros ilustres convidados, fez-se o balanço do ano que passou e dos próximos passos que vão contribuir para o crescimento e consolidação do projecto Impala.
O primeiro ano do projecto Impala, que arrancou na província de Nampula, envolveu 500 famílias de agricultores em 10 distritos, graças aos quais se produziram 2700 toneladas de mandioca e consequente fabricação de 9 milhões de garrafas de 0,5 litro de cerveja Impala. Este projecto permitiu um rendimento de 4.34 milhões de meticais de rendimento para os agricultores.
Visto que a mandioca tem de ser utilizada no prazo de 24 horas, os agricultores cultivam e vendem a mandioca à DADTCO – empresa holandesa de Desenvolvimento e Comércio Agrícola, especializada no processamento de mandioca. A DADTCO desloca-se de região em região recolhendo a mandioca e processando a mesma no local com uma unidade móvel de processamento. A DADTCO vende depois a matéria processada (pasta de mandioca) à CDM que a integra no processo de produção de cerveja Impala, cujo formulário é de 70% de mandioca e 30% de malte.
Depois do seu lançamento em Novembro de 2011, a Impala atingiu em Janeiro de 2012 o primeiro milhão de garrafas vendidas. Em Agosto, a fábrica da CDM na Beira começou a produzir cerveja Impala com o excedente de produção de mandioca da província de Nampula. Hoje, a Impala já vendeu 9 milhões de garrafas, tornando-se na quarta maior marca da CDM. O plano para produção e comercialização da Impala está previsto ter início no primeiro semestre de 2013, na fábrica da Cervejas de Moçambique em Maputo, a qual irá produzir cerveja Impala com a mandioca das machambas do sul do país.
Com um sabor agradável e um teor alcoólico de 7% (cuidado com as quantidades…), a Impala assemelha-se mais à 2M que à Laurentina, pois não tem aquele travo “amargo” característico das cervejas alemãs/belgas. No próximo ano veremos então a aceitação que a Impala vai ter entre os consumidores da zona Sul.