Olá Moçambique

ocupar o tempo com o que se passa em Moçambique

Fundição re Ferro-Gusa: Britânicos procuram parceiros para Tete

A companhia britânica, Baobab Resources, anunciou que está a procura de um parceiro para formar uma joint-venture e construir uma gigantesca fundição de ferro-gusa na província de Tete, em Moçambique. O ferro-gusa é o principal ingrediente para a produção de aço.

Segundo o director geral da Baobab, Ben James, os testes realizados pela sua empresa na província apuraram a existência de 482 milhões de toneladas de minério de ferro.

Prevê-se que novos testes venham a confirmar a existência de uma quantidade adicional entre 120 a 260 milhões de toneladas de minério de ferro.

Falando a AIM, James disse que os resultados preliminares indicam que o minério de ferro poder ser separado a um custo relativamente mais barato e que não vai precisar de uma fundição com um elevado consumo de energia.

“Isso representa uma poupança significativa em termos de custos de capital e operacionais”, disse.

Segundo James, existe minério de ferro suficiente para suportar uma produção de um milhão de toneladas por ano (Mtpa) de ferro-gusa durante mais de 100 anos.

“Estamos a considerar vários cenários de produção até um máximo de quatro 4 Mtpa”, disse.

Por isso, James fez questão de vincar que “é importante notar que a maior fundição do mundo de ferro gusa produz 2,5 Mpta”.

Para a implementação do projecto, a Baobab está a trabalhar num modelo com uma produção inicial de 1 Mtpa, que poderá depois ser expandido para 2 Mtpa no sétimo ano de produção e, eventualmente, 3 ou 4 Mtpa no décimo quarto ano de produção.

Como resultado, o “projecto da Baobab irá, indubitavelmente, tornar-se numa operação de classe mundial, e que irá fazer de Moçambique uma das capitais de ferro e aço na região da SADC”.

Ben James aproveitou a oportunidade para exprimir a sua satisfação com o apoio prestado pelo governo moçambicano, afirmando que a sua empresa tem recebido um apoio inestimável do Ministério dos Recursos Minerais (MIREM).

Prosseguindo, James disse que “o MIREM tem sido muito proactivo e com uma atitude prática que encoraja a colaboração com o sector privado. Também estamos a trabalhar com o Ministério da Energia e a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, que entendem o imenso potencial e a importância de acrescentar valor em Moçambique através da beneficiação do mineral de ferro, carvão e energia para gerar um maior valor acrescentado e demanda pelo ferro gusa”.

Deixe um comentário

Information

This entry was posted on 28 de Novembro de 2012 by in Uncategorized.

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 2.523 outros subscritores

Arquivos