Um grupo de artistas moçambicanos vai realizar um espectáculo em homenagem às vítimas das inundações no país, no âmbito de uma iniciativa designada “Música é Vida”, lançada na terça-feira, em Maputo.
O espectáculo conta com o apoio da companhia moçambicana de telefonia móvel, mCel, e visa fazer um apelo à sociedade civil para a tomada de acções imediatas, no sentido de se evitar a eclosão de uma catástrofe humana, nas regiões do País afectadas pelas cheias.
O evento, a ter lugar esta quinta-feira, em Maputo, envolve conceituados artistas como Stewart Sukuma, Mingas, Gpro, entre outros convidados, e as receitas de bilheteria serão revertidas na íntegra a favor das vítimas das inundações.
De acordo com um dos organizadores da iniciativa, o músico Stewart Sukuma, durante o espectáculo será leiloada uma guitarra acústica, a ser autografada pelos músicos que vão actuar. Entretanto, os participantes poderão fazer doações que serão, posteriormente, canalizadas aos necessitados nos centros de acomodação.
Sukuma, que falava numa conferência de imprensa para anunciar o evento, apelou a toda a sociedade moçambicana a solidarizar-se com as pessoas afectadas pelas cheias, para que se possa reverter as precárias condições que caracterizam os centros de reassentamento.
“Estamos a falar de cerca de 150 mil pessoas desalojadas em todo o país, razão pela qual estamos a fazer este espectáculo”, realçou Sukuma, que é igualmente Embaixador de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
O cantor acrescentou que “aceitamos qualquer tipo de apoio, seja material ou monetário, pois pretendemos, particularmente, satisfazer as grandes preocupações dos afectados, nomeadamente em redes mosquiteiras, tanques de água, cobertores, entre outros materiais que possam contribuir para a melhoria do saneamento do meio”.
Para o músico, que muito recentemente visitou alguns locais de reassentamento na província de Gaza, “a voz dos artistas tem uma força inquestionável, por isso mesmo achamos que podemos fazer alguma coisa, se tivermos o apoio necessário dos nossos parceiros para levarmos a cabo a nossa tarefa”.
Por sua vez, o administrador comercial da mcel, Cláudio Chiche, intervindo na conferência de imprensa, disse que a operadora abraçou a iniciativa porque não podia ficar indiferente a este momento que se vive no país devido às inundações.
“As enxurradas ainda continuam a criar sérios problemas às populações nas regiões afectadas, pelo que a mCel não podia ficar indiferente a um momento tão delicado como este, em que, para além de as pessoas perderem os seus bens, cria-se um ambiente propício para a ocorrência de doenças, daí nos associarmos a esta causa nobre”, defendeu.
O espectáculo no Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane (