O Milho e o amendoim de Moçambique contêm elevados índices de contaminação por aflatoxina, revelam estudos realizados pelo Instituto Internacional da Agricultura Tropical (ITTA), em parceria com instituições académicas e Ministério da Agricultura. Na segunda-feira, o ITTA procedeu ao lançamento do pro-jecto de controlo biológico para mitigar os efeitos negativos daquele fungo, que terá a duração de quatro anos e apoio financeiro do departamento da Agri-cultura dos Estados Unidos da América, orçado em 1,6 milhões de dólares. "A aflatoxina tem impacto negativo no comércio. Aqui, por exemplo, existem asso-ciações de produtores que fazem exportação do amendoim para a União Europeia, onde o mercado é altamente regrado. E o que acontece, muitas vezes, é o produto ser rejeitado, e isso é uma grande perda para os pequenos agricultores e exportadores", disse à Lusa João Augusto, coordenador do projecto. Segundo o responsável, o controlo sobre incidência deste fungo já produziu "resultados positivos" nos Estados Unidos da América e pretende-se replicar a experiência em Moçambique.
In Sistema de Informação de Mercados (ESOKO)