O Banco Nacional de Investimento (BNI) passa a actuar, simultaneamente, como banco de desenvolvimento.
Esta informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração do banco, Adriano Maleiane, na cerimónia de inauguração do novo edifício-sede da instituição, ontem, em Maputo.
“O BNI representa um novo conceito de banco, caracterizado por actuar, simultaneamente, no segmento da banca de investimento e de desenvolvimento, e não para poupança do público, mas com fundos próprios, passando a recorrer ao mercado de capitais para alavancar as suas operações”, informou Maleiane.
Actualmente, o Estado moçambicano detém a totalidade do capital do BNI que, na altura do seu surgimento, assumia a posição de banco de investimento dedicado ao financiamento de infra-estruturas no país.
O banco foi constituído em 2010, tendo iniciado a sua actividade em 2011. Nessa altura, o Estado moçambicano detinha 49,5% do capital, através da direcção Nacional de Tesouro, ficando a Caixa Geral de Depósitos de Portugal (CGD) com outros 49,5%, e o restante 1% pertencia ao Banco Comercial de Investimento (BCI).
A inauguração do empreendimento foi dirigida pelo Presidente da República, Armando Guebuza, numa cerimónia que contou com a participação de várias individualidades da arena financeira.
Na ocasião, Guebuza disse que este empreendimento vem para fechar uma lacuna que o país tem em termos de instituições financeiras viradas para o desenvolvimento.
“O BNI vem responder a uma decisão resultante da visão do governo, plasmada no plano quinquenal, de constituir uma instituição vocacionada à dinamização do investimento em projectos estruturantes em carteira”, disse o chefe do Estado.
Lembre-se que o Estado moçambicano comprou, recentemente, a posição da caixa geral de depósitos e do Banco Comercial de Investimento nesta instituição e passou a deter a totalidade do capital do banco.
Maleiane disse que, na altura em que o Estado detinha 49,5% de capital, se tornava difícil alavancar projectos de desenvolvimento dos empresários nacionais, porque o parceiro português queria apenas actuar na área dos investimentos.