Uma em cada quatro crianças menores de cinco anos sofre atrasos de crescimento devido à subnutrição crónica desde a gestação até aos dois anos de idade, revela um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgado esta semana. O relatório, citado pela agência lusa, assinala que têm sido feitos verdadeiros progressos no combate contra esta face escondida da pobreza para 165 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo, mas sublinha que para a luta ser bem sucedida é essencial uma atenção muito especial ao período da gravidez e aos dois primeiros anos de vida da criança. Dados de 54 países de baixo e médio rendimentos indicam que os problemas de crescimento começam durante a gravidez e continuam até aos 24 meses de idade e que, passada esta idade, “a recuperação do crescimento é mínima” e “os danos causados são em grande medida irreversíveis”. “Os atrasos de crescimento não dizem apenas respeito à estatura de uma criança […] podem também traduzir-se por atrasos de desenvolvimento cerebral e da capacidade cognitiva”, alerta o estudo.