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Sector primário emprega mais de 73%

Os resultados do 1.º ciclo do Inquérito Contínuo aos Agregados Familiares (INCAF), que está a ser realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), apontam que o sector primário das actividades económicas no país é aquele que ocupa a maior percentagem da População Economicamente Activa (PEA), com 73,1 por cento.

Este sector engloba as áreas de agricultura, pesca e extracção mineral.

Seguem-se os sectores terciários e secundário que englobam as áreas dos Transportes e Comunicações, Comércio, Finanças e Serviços, com 22,8 por cento, e da Indústria Transformadora, Energia e Construção com 4,0 por cento, respectivamente.

De acordo com o INE, em Moçambique a percentagem da PEA no período em referência (censo 2007) foi de 88,7 por cento, sendo que a taxa de emprego é de 61,8 por cento.

Refira-se que o 1.º ciclo desta operação estatística, que teve início em Julho do ano passado, recolheu dados referentes aos capítulos de Força de Trabalho, Turismo e Despesas.

Entretanto, o INCAF apurou que a distribuição percentual da população ocupada por regime de actividade apresenta-se como se segue: trabalhador familiar sem remuneração, 18 por cento; conta própria, 67 por cento; assalariado, 15 por cento.

No subcapítulo da informação sobre o desemprego, há a destacar o facto das províncias de Tete (26,0 por cento), Niassa (29,2 por cento), Maputo província também com 29,2 por cento, Manica (35,0 por cento) e Maputo cidade com 35,7 por cento, serem aquelas que apresentam as taxas mais elevadas de desemprego.

Em sentido oposto está a província da Zambézia, cuja taxa de desemprego apurada é de 10,0 por cento. Eis como se apresenta a distribuição da taxa de desemprego por província: Zambézia, 10,0 por cento; Inhambane, 16,4 por cento; Cabo Delgado, 17,4; Sofala, 21,7 por cento; Gaza, 21,9 por cento; Nampula, 25,5 por cento; Tete, 26,0 por cento; Niassa, 29,2 por cento; Maputo-província, 29;2 por cento; Manica, 35,0 por cento; e Maputo-cidade, 35,7 por cento.

Outra sub-área importante coberta pelo INCAF é a do trabalho infantil. Define-se trabalho infantil “toda forma de trabalho exercido por crianças adolescentes dos 5 anos aos 17 anos”. De acordo com dados do INCAF, 12 por cento das crianças de 5 a 17 anos trabalharam na semana em referência. Por outro lado, durante o mesmo período, 60,4 por cento de crianças de 5-17 anos só estudaram; 6,1 por cento só trabalharam; 5,7 por cento trabalharam e estudaram, 27.8 por cento não estudaram e não trabalharam.

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This entry was posted on 24 de Abril de 2013 by in economia and tagged , .

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