A Electricidade de Moçambique,E.P, (EDM) celebrou, sexta-Feira última, em Maputo, um contrato de empreitada com o consórcio constituído pelas empresas francesas Cegelec e Hydrokarst e outro de fiscalização com a empresa alemã Fichtner, no âmbito do projecto de reabilitação das Centrais Hidroeléctricas de Mavuzi e Chicamba, na Província de Manica.
Para a restauração das duas centrais hidroeléctricas, com o custo total de cerca 95 milhões de euros (equivalente a 122 milhões de dólares), a Agência Sueca de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (ASDI) desembolsou 300 milhões de coroas suecas (cerca de 35 milhões de euros) sob a forma de donativo, a Agência Francesa de Desenvolvimento comparticipa com 50 milhões de euros enquanto o Banco Alemão de Investimentos (KfW) desembolsou 18 milhões de euros (cerca de 23.6 milhões de dólares) sob forma de empréstimo concessional.
Com uma duração prevista de dois anos e meio, o projecto de reabilitação das Centrais Hidroeléctricas de Mavuzi e Chicamba consiste na substituição dos Grupos Geradores 1 e 2, por novos, reabilitação dos Grupos 3, 4 e 5, modernização dos sistemas de controlo, protecção e comando, fornecimento de quatro novos transformadores, reabilitação de equipamento de alta tensão de 110 KV na subestação principal, incluindo novos equipamentos de protecção das infra-estruturas, reabilitação das comportas, assim como a reabilitação e asfaltagem de cerca de 14 quilómetros de estrada de acesso à central.
Testemunharam a cerimónia de assinatura dos contratos de empreitada e fiscalização o Ministro da Energia, Salvador Namburete, o Presidente do Conselho de Administração da EDM, Augusto de Sousa Fernando, a Embaixadora do Reino da Suécia, Ulla Andrén, o Embaixador da Alemanha, Ulrich Klockner, o Primeiro Conselheiro da Embaixada da França, Cyril Gérardon, entre outros convidados.
Intervindo na ocasião, o Ministro da Energia disse que “este passo importante que acabamos de realizar é resultado dos esforços do Governo de Moçambique, que, com o apoio dos seus parceiros de desenvolvimento, têm-se empenhado na criação de condições que permitam melhorar a eficiência no aproveitamento dos recursos de que o País dispõe”.
Por sua vez, Augusto de Sousa Fernando, PCA da EDM, referiu que “a assinatura do contrato de empreitada e de fiscalização das obras para a reabilitação das Centrais Hidroeléctricas de Chicamba e Mavuzi marca o fim de um processo longo e, por vezes, sinuoso, bem como o início de uma nova fase há muito esperada para estes dois importantes e históricos sistemas”.
“A nossa expectativa é aumentar a nossa capacidade de geração, maior fiabilidade e disponibilidade dos equipamentos e maior produtividade, pois só assim, cumpriremos a nossa missão de fornecer energia eléctrica aos moçambicanos, com qualidade e fiabilidade, no âmbito do Programa Quinquenal do Governo”, frisou o Presidente do Conselho de Administração da EDM.
Usando igualmente da palavra, a diplomata sueca, Ulla Andrén, disse, por sua vez, que “Moçambique tem uma economia de crescimento muito rápida e com uma demanda crescente de electricidade. Ao mesmo tempo, a capacidade de produção de energia não aumentou suficientemente, para ir de encontro com a demanda. Aumentar a capacidade para a produção de energia segura e sustentável é crucial para a redução da pobreza no País e para satisfazer as necessidades económicas e sociais básicas”.
Com a reabilitação das referidas centrais, a capacidade de geração passará dos actuais 63 MW para 86 MW, para além de se assegurar maior disponibilidade e reforço da qualidade de energia fornecida na região centro, com particular incidência para as províncias de Manica e Sofala.
Refira-se que a Central de Mavuzi foi construída na década 50, enquanto a da Chicamba na década 60, e desde a sua construção será a primeira vez que se beneficiam de uma reabilitação de grande envergadura.