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Formação na área mineira com novos horizontes

Há, fundamentalmente, duas formas de aproveitar plenamente a presença dos recursos naturais para benefício do país: oferecer produtos e serviços às multinacionais que estão nos campos de prospecção e de produção, e formar quadros nacionais para trabalharem nos respectivos projectos. Se ainda é difícil avançar com o primeiro aspecto, por motivos vários, pelo menos há avanços em relação ao segundo.

In revista Capital

Depois de Angola e Malásia, a África do Sul, Trinidade Tobago e Noruega são outros países que, a partir deste ano, irão formar jovens moçambicanos na área geológico-mineira.

Trata-se de uma maratona contra o relógio, que pretende dar resposta à insuficiência de pessoal qualificado, sobretudo nas áreas de petróleos e de carvão, que ganham cada vez maior expressão em Moçambique, com grandes reservas de carboníferas em Tete e a descoberta de amplos campos de gás natural na Bacia do Ruvuma, no norte do país.

Recentemente, uma bolsa de estudos financiada pela empresa sul-africana Sasol e apoiada pelo Governo através do Ministério dos Recursos Minerais beneficiou 30 jovens moçambicanos. Daquele grupo saíram os primeiros 10 estudantes que, em Fevereiro, iniciaram uma formação na África do Sul. Os restantes 20 vão frequentar cursos da mesma área em instituições nacionais de ensino superior.

O Governo e a Sasol acordaram estender a experiência nos próximos dois anos. Ou seja, enviar mais 10 estudantes para a África do Sul e colocar 20 a estudar internamente em 2014 e 2015, totalizando 90 quadros, 30 dos quais formados no país vizinho. Anualmente, os gastos serão de 390 mil dólares americanos, esperando-se que cada grupo conclua a formação em cinco anos.

País espera formar mais de 4 mil técnicos

Neste momento, o país conta com cerca 150 estudantes que já beneficiam de bolsas de estudo e a frequentarem cursos médios e superiores dentro e fora do país, no quadro da Estratégia de Formação e Capacitação de Recursos Humanos para o Sector dos Recursos Minerais, elaborada pelo Ministério de tutela.

Para além de cursos específicos, como geologia, engenharia de petróleos ou perfuração, há outros considerados transversais e nos quais os moçambicanos se estão igualmente a formar, como economia, direito e psicologia.

A Estratégia de Formação e Capacitação de Recursos Humanos para o Sector dos Recursos Minerais está orçada em 138 milhões de dólares americanos, e foi desenhada para o período compreendido entre os anos 2010 e 2020, década durante a qual espera-se formar um total de 4.220 técnicos, dentro e fora do país, como forma de responder aos desafios do sector.

À luz deste instrumento, foram enviados para a Malásia, na Universidade de Petronas, 10 estudantes em 2010, 19 em 2011 e outros 19 no ano passado, que, juntando-se aos que foram estudar antes, totalizam cerca de 80. Há também casos isolados de estudantes de engenharia de petróleos: um na Holanda e outro na Noruega. Em Angola, no Instituto Nacional de Petróleos, formam-se dois moçambicanos, mas o plano de Governo passa por enviar, anualmente, 15 estudantes.

Segundo informações recentes do Ministério dos Recursos Minerais, há contactos com os governos de Trinidade Tobago e da Noruega para o envio de estudantes nacionais a partir deste ano. Para Trinidade Toago já estão inscritos 10 estudantes, numa primeira fase, que vão frequentar cursos em áreas especialmente viradas para os petróleos.

Internamente, os moçambicanos são formados pelo Departamento de Geologia da UEM, que tem capacidade para admitir 25 estudantes e gradua anualmente uma média de 15 estudantes. O Instituto Superior Politécnico de Tete admite anualmente 40 estudantes e gradua cerca de 15, e, por sua vez, o Instituto Médio de Geologia de Moatize admite anualmente cerca de 86 estudantes e gradua em média 22.

A estratégia tem como fontes de financiamento o Orçamento do Estado, o Fundo de Bolsas, as contribuições de empresas no âmbito dos contratos, parceiros de cooperação, entre outras.

FACTOS & NÚMEROS

Estudantes Moçambicanos na área mineira

Dentro e fora do país: cerca de 150

Malásia: cerca de 80

África do Sul: 10

Angola: 2

Meta para 2010: 4.220

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This entry was posted on 5 de Julho de 2013 by in Uncategorized.

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