O Governo lançou, em Fevereiro de 2011, o Mecanismo de Subsídio Empresarial (MESE), um instrumento cujo foco é dar suporte financeiro a novas iniciativas empreendedoras e às actividades das pequenas unidades empresariais.
Hoje, dois anos mais tarde, o fundo de 25 milhões de dólares norte-americanos é muito pouco solicitado, justamente numa altura em que o acesso ao crédito é apontado como o principal obstáculo para o desenvolvimento da classe empresarial.
O fenómeno sugere falta de conhecimento sobre a existência do MESE, daí o apelo do ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, no sentido que haja mais gente com perspectivas de desenvolver negócios a candidatar-se ao financiamento.
“As pessoas devem aderir mais porque estes recursos foram disponibilizados para assistir à necessidade de crédito para iniciativas e actividades empresariais”, disse o ministro da Indústria e Comércio em entrevista à Capital, aquando da XIII Conferência Anual do Sector Privado (CASP) em finais de Fevereiro.
Segundo as regras estabelecidas, todas as Pequenas e Médias Empresas (PME’s) são elegíveis, desde que possuam organização contabilística das contas, estrutura de marketing e capacidade de inovação. Ainda segundo Armando Inroga, a maior parte dos montantes de empréstimo decorrem em forma de donativo.
Os 25 milhões de dólares serão desembolsados por etapas, sendo que estão disponíveis 4,5 milhões para a primeira fase. A iniciativa pretende, igualmente, melhorar o volume e qualidade de produtos finais que as PME colocam no mercado, assegurar a ligação entre vários sectores da economia e criar valor acrescentado à produção primária.