No âmbito das celebrações do Dia Mundial de Luta Contra a Malária que, este ano decorrem sob o lema "Invista no Futuro: Vença a Malária", a mcel-Moçambique ofereceu, na última sexta-feira, em Maputo, um total de cinco mil redes mosquiteiras ao Ministério da Saúde (MISAU).
O donativo visa apoiar as necessidades dos centros de saúde e unidades hospitalares em todo o País, no combate a esta doença, que afecta grande parte da população moçambicana, em particular as crianças e mulheres grávidas.
Dados de 2013 mostram que a malária, em Moçambique, foi responsável por 3.924 mil casos e 2.941 óbitos, números que constituem uma grande preocupação para o Governo, uma vez que podem influenciar negativamente no desenvolvimento do País, devido ao absentismo escolar e laboral, bem como a perda da mão-de-obra.
Intervindo no decurso das comemorações centrais do Dia Mundial de Luta Contra a Malária, ocorridas na capital do País, o administrador da mcel, Macsud Ismail, disse que "o apoio ao sector da saúde reveste-se de capital importância no domínio das acções de responsabilidade social corporativa da mcel, pois, dentre as várias áreas de intervenção esta merece cada vez mais atenção de todos no nosso País".
A parceria entre a maior operadora de telefonia móvel do País, conforme salientou Macsud Ismail, "perdura há longos anos e a mcel tem apoiado vários projectos neste sector, como forma de contribuir na resposta às diversas preocupações da saúde e garantir maior qualidade de vida dos moçambicanos".
Por sua vez, o ministro da Saúde, Alexandre Manguele, disse, na ocasião, que até ao momento já foram distribuídas mais de nove milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas e que a participação das empresas no apoio aos esforços do Governo para combater esta doença é muito importante, por isso incentivamos e encorajamos mais iniciativas como a que acabámos de testemunhar.
Porém, segundo sublinhou o governante, existe um desafio que se prende com o uso inadequado das redes por parte da população.
Relativamente ao tratamento desta doença, o ministro da Saúde disse que o País tem vindo a adoptar políticas cada vez mais eficazes baseadas em combinações terapêuticas com "artemisina", com o objectivo, não só de garantir a cura do doente, mas também de retardar o surgimento da resitência.
"Estas combinações terapêuticas têm sido associadas a estudos de resistência, efectuados de forma rotineira pelas nossas instituições de pesquisa em colaboração com o Programa Nacional de Combate à Malária", afirmou.
Importa realçar que as cerimónias centrais de comemoração do Dia Mundial de Luta Contra a Malária consistiram em actividades culturais, debate sobre desafios do futuro no combate à malária, para além das apresentações sobre a situação da malária em Moçambique e o papel da sociedade civil na luta contra este flagelo, feitas director nacional de Saúde Pública, Francisco Mbofana, bem como o Bispo Dom Dinis Sengulane.