O Conselho Municipal da Cidade de Maputo pretende envolver operadores privados na limpeza de valas de drenagem na urbe. Para o efeito, foi há dias lançado um concurso público no qual os potenciais interessados são convidados a apresentarem as suas propostas até 29 de Outubro corrente.
As valas de drenagem das águas pluviais e residuais, objectos do concurso, foram agrupadas em três lotes, uma estratégia que visa garantir no mínimo igual número de firmas para permitir melhor abordagem na limpeza. O primeiro lote congrega as valas das avenidas de Angola, Joaquim Chissano e a que liga “Milagre Mabote” e “Acordos de Lusaka”.
O segundo é composto pelas valas localizadas nas imediações da Direcção de Águas e Saneamento, Centro de Saúde de Xipamanine, Unidade 10, a que atravessa a Avenida Marcelino dos Santos e a da rotunda da Praça 16 de Junho. De acordo com o anúncio do Conselho Municipal, o terceiro pacote junta os canais da Avenida das FPLM, dos viveiros municipais, incluindo a bacia de recepção e a da Rua Cândido Mondlane, ex-Dona Alice.
Desde o ano passado que a autarquia envolve o sector privado na limpeza das valas de drenagem, mas por ser uma única empresa os canais continuam assoreados e com vegetação. Circe Chally, directora municipal de Águas e Saneamento, disse ontem ao nosso Jornal que o contrato com o actual operador termina neste Outubro, pelo que houve necessidade de abrir um novo concurso para a contratação.
A ideia, desta vez, segundo a responsável, é entregar cada um dos lotes a uma firma, o que evitará que quando estiver a limpar numa zona as anteriores já tenham capim alto ou se encontrem novamente assoreadas.
A entrega de propostas encerra a 29 de Outubro, devendo seguir a fase de análise e respectiva selecção das melhores, mas o desejo é que tudo isto termine ainda neste ano, uma vez que o contrato com a actual empresa que responde pelo serviço cessa no final do presente mês.