A Embaixada dos Estados Unidos da América acolheu, recentemente, em Maputo, duas cineastas Americanas. Durante uma semana trabalharam com cineastas e estudantes Moçambicanos, tendo orientado workshops sobre a realização de filmes e o uso da arte para a mudança social, bem como para estimular a discussão sobre o empreendedorismo e o seu contributo para Moçambique.
Juntamente com cineastas e estudantes Moçambicanos trabalharam para explorar diferentes métodos e tipos de produção de documentários. Os filmes documentários são uma forma eficaz de chamar a atenção para as questões da sociedade e de impulsionar soluções. Wade dissertou como o seu filme "Freeheld" provocou um debate acerca dos direitos dos LGBT que afectou a mudança nos E.U.A. e que levou ao direito de pessoas do mesmo sexo poderem casar.
Cynthia Wade trouxe o seu filme "Generation Startup" para Maputo. O filme conta a história de seis jovens americanos iniciando empresas ou trabalhando para startups. Mostra as dificuldades e as vitórias do empreendedorismo. Uma vez que o empreendedorismo é um motor importante para o crescimento económico, aspirantes a empreendedores Moçambicanos após verem exemplos no filme, fizeram perguntas à cineasta Cynthia Wade, directora do filme, e a empreendedores Moçambicanos presentes ao evento. Juscelina Guirengane, antiga bolseira YALI e empreendedora, e Titos Munhequete, futuro participante YALI e empreendedor, reuniram-se com estudantes das Universidades A Politécnica e São Tomás, respectivamente, para partilharem as suas experiências em negócios numa sessão de perguntas e respostas.
“Foi emocionante conectar com diversas audiêmcias em Moçambique. Cada evento foi cuidadosamente trabalhado para que eu pudesse encontrar-me e falar com diversas pessoas – estudantes de jornalismo, estudantes de negócios, empreendedores, professores, cineastas, aspirantes a cineastas, músicos, contadores de histórias e activistas”, disse Wade. “Cada encontro tornou-se um espaço sagrado no qual fomos, como grupo, capazes de melhor nos entendermos, construindo compreensão cultural e mergulhando profundamente em questões importantes tanto para Moçambicanos como para Americanos. Estou muito grata à Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique por este convite e experiência muito especial.”
Por sua vez, Irene Taylor Brodsky trouxe o seu filme "Saving Pelican 895" para compartilhar com os estudantes no Instituto de Formação de Professores de Chibututuine. O filme demonstra como as leis dos E.U.A., para proteger o meio ambiente, mantêm as empresas responsáveis pela reabilitação em caso de um acidente que danifique a terra ou a vida selvagem.
As cineastas apresentaram e trocaram ideias com cerca de 500 estudantes e profissionais durante a sua visita de uma semana. Esta visita fez parte da Mostra do Filme Americano. O programa fornece filmes documentários de curta e longa duração de cineastas Americanos para uso pelas Embaixadas. A Embaixada dos E.U.A. em Moçambique continuará a oferecer exibições de documentários Americanos tanto no nosso Centro Cultural Americano como com parceiros locais ao longo do próximo ano.