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EUA apoia Moçambique para acabar com a Malária

A Iniciativa de Luta contra a Malária do Presidente dos E.U.A. (PMI), liderada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementada em conjunto com os Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) lançou hoje, 25 de Abril, o seu décimo primeiro relatório sobre o progresso dos seus programas.

Os dados do relatório mostram que Moçambique reduziu todas as causas de mortalidade entre crianças com menos de cinco anos em 37 %, como resultado directo do investimento colectivo e da acção do governo, das comunidades, dos doadores e dos parceiros.

A malária é a maior causa de mortalidade infantil em África. Durante a gravidez, a malária pode representar um risco grave e potencialmente fatal para a mulher e o seu bebé. A malária é a principal razão pela qual os adultos faltam ao trabalho e as crianças à escola, agudizando ainda mais a pobreza e a insegurança alimentar, retirando os agricultores dos campos e dificuldando a educação ao manter as crianças fora da escola.

No entanto, o progresso global na luta contra a malária desde 2000 tem sido verdadeiramente histórico. Seis milhões e 800 mil de vidas foram salvas. O Governo dos E.U.A. e Moçambique desempenharam um papel fundamental nesta conquista. Globalmente, as mortes por malária caíram quase 60 % graças a melhores ferramentas, a um maior investimento e a parcerias comprometidas.

O PMI opera em 19 dos países com maior foco na África Subsaariana, incluindo Moçambique, e está a ajudar os governos a liderarem as campanhas contra a malária nos seus próprios países. Nos países alvos do PMI, na África Subsaariana, as taxas de mortalidade por malária diminuíram 30% entre 2010 e 2015, com 12 países atingindo reduções de 20% a 40%. A incidência de malária diminuiu em 20 por cento, com 10 países alvos do PMI a conseguirem reduções de 20-40 %.

Milhões de pessoas em Moçambique beneficiaram de medidas de protecção contra a malária e milhões foram diagnosticadas e tratadas pela malária.

O PMI trabalha com o programa nacional de malária de Moçambique para aumentar as intervenções de controlo da malária comprovadas, económicamente viáveis ​​e que salvem vidas. Desde 2007, o Governo dos E.U.A. contribuiu com 250 milhões de dólares para Moçambique, que têm sido utilizado para o aprovisionamento de oito milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticida para mulheres grávidas, 39 milhões de doses de medicamento para crianças e adultos e formação de agentes comunitários de saúde e pessoal médico para pessoas com malária. Com o apoio do PMI, o Governo de Moçambique está a implementar a primeira campanha nacional de redes mosquiteiras tratadas com insecticida. Estima-se que cerca de 13 milhões de redes serão distribuídas às famílias em todo o país.

"O impulso para acabar com a malária está a salvar milhões de vidas, aumentando a frequência escolar, melhorando a produtividade dos trabalhadores e estimulando as economias locais. Através de uma coordenação forte entre parceiros, todos podemos contribuir para a redução da malária e assegurar um futuro mais saudável para mais indivíduos,” disse Dean Pittman, Embaixador dos E.U.A. para Moçambique

Apesar dos notáveis ganhos contra a malária na África Subsaariana durante a última década, continua a ser uma das doenças infecciosas mais comuns. A malária é um problema de saúde pública significativo. Em 2016 havia 212 milhões de novos casos de malária e 429.000 mortes atribuídas à malária em todo o mundo, com cerca de 90 % dos casos ocorrendo na África Subsaariana. A grande maioria destes casos e óbitos ocorreram entre crianças com menos de cinco anos de idade. Na África, uma criança morre a cada minuto por causa da doença.

Embora haja muito progresso a ser comemorado na luta contra a malária, continua a ter um impacto inaceitável sobre as populações mais vulneráveis do mundo. Apesar dos ganhos históricos, ainda temos um longo caminho a percorrer. Assim, o Governo dos E.U.A., através do PMI, posiciona-se como um parceiro firme com Moçambique para acabar definitivamente com a malária.

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This entry was posted on 26 de Abril de 2017 by in Moçambique.

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