BCI oferece serviços financeiros a empresários
A Câmara de Comércio Moçambique-Brasil (CCMB) e o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) rubricaram esta semana um memorando de entendimento por via do qual será disponibilizado um pacote de serviços em condições especiais aos filiados à CCMB.
Os referidos serviços estarão direccionados para o apoio à actividade empresarial nos domínios de tesouraria, investimento, serviços e meios electrónicos de pagamento, com um serviço personalizado contando com o elevado conhecimento que o BCI possui do país e das suas potencialidades e necessidades.
Falando por ocasião da assinatura daquele memorando, o Presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa, disse que “o compromisso deste banco em prol do desenvolvimento em que Moçambique está claro e bem patente nas actividades do dia-a-dia e este pode ser também um novo caminho de introduzir uma outra realidade empresarial”.
Paulo Sousa disse também esperar que os empresários e as empresas brasileiras que já estão presentes, e outras que vão se instalar no mercado moçambicano nos próximos tempos não se deixam abater pelas dificuldades que o país vive e que estão relacionadas com a conjuntura.
Por seu turno, Fernando Nhassengo, Presidente da CCMB afirmou que foi com grande júbilo que esta agremiação e seus associados celebraram a assinatura do memorando de entendimento com o BCI que, entre outros, visa assegurar recursos financeiros que permitam empresários moçambicanos e brasileiros possam investir em Moçambique e, por essa via, garantir uma maior e melhor relação comercial com benefícios para os sectores da indústria, agro-processamento, em suma, na diversificação da economia.
Rodrigo Soares, Embaixador do Brasil em Moçambique, sublinhou a importância do estabelecimento de parcerias económicas entre empresários moçambicanos e brasileiros, sobretudo nesta altura em que estão em curso reformas na Política Monetária nacional que tem produzido resultados positivos.
Referiu ainda que persistem alguns desafios em relação ao retorno fiscal, “mas tenho um optimismo grande em relação a isso porque temos a agricultura que possui um imenso potencial e o agro-processamento”.
Do ponto de vista de cooperação técnica com Moçambique, Rodrigo Soares salientou o caso do projecto PROSAVANA e de iniciativas em curso no domínio do algodão, os quais tem apresentado resultados excepcionais. “Temos também um investimento importante aqui em Moçambique capitaneados pela VALE-Moçambique que chegam quase a dez biliões de dólares, e também empresas no ramo da construção civil e energia. Tenho certeza que os empresários brasileiros estarão prontos para fazer essa contribuição de desenvolvimento de Moçambique”, concluiu.