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Grupo Odebrecht cria conselho global de conformidade

O Grupo Odebrecht acaba de criar o conselho global de conformidade com dupla função, nomeadamente pensar nos negócios a partir da ética e da sustentabilidade e assessorar os líderes internos das empresas do Grupo, em questões práticas.

Fazem parte deste órgão dez profissionais dos quais se destacam o ex-presidente da Transparência Internacional, Jermyn Brooks, o ex-presidente da Shell, Mark Moody-Stuart e a professora da escola de negócios de Harvard, Lynn Paine.

Todos possuem uma larga experiência em matéria de conformidade. A Transparência Internacional tornou-se a entidade mais famosa nesta área, sendo que Jermyn Brooks é igualmente um dos conselheiros de ética da Siemens.

O papel das empresas na sociedade e como competir com integridade e altos padrões de ética e transparência em ambientes desafiadores constituem duas grandes questões que constam da agenda do conselho.

Na sua primeira reunião, a 22 de Outubro, o conselho vai discutir o tema “regras de ética vs. Competividade”.

Segundo Sérgio Foguel, um dos membros do conselho, “há uma sinergia mundial em busca de ética e nós vamos actuar onde essa demanda já existe e vamos trabalhar para ampliar as demandas por integridade”.

A ideia da criação do conselho global nasceu em Abril de 2016. Foi uma iniciativa de Sérgio Foguel, responsável por liderar o processo de governação e ética.

A previsão inicial era de ter, além dos conselheiros fixos, profissionais de outros locais e com actuações diversas mas com uma visão e experiência amplas tanto geopolítica como estratégica.

"Eles podem trazer olhares, perspectivas e contribuições diferentes pela absoluta independência e externalidade", explicou Sérgio Foguel.

O primeiro a ser convidado foi Georg Kell, um dos criadores do programa Global Compact, das Nações Unidas, iniciativa que envolve mais de 9 mil corporações de 160 países e tem o objetivo de desenvolver, implementar e divulgar práticas e políticas sustentáveis e responsáveis.

Kell entusiasmou-se com a ideia, aceitou o convite e sugeriu outros dois nomes. Lynn Paine, professora da Harvard Business School e referência na produção académica de governação e ética, e Mark Moody-Stuart, vice-presidente do Global Compact e ex-presidente da Shell.

Também integram o conselho global Newton de Souza, ex-presidente da Odebrecht, e Cláudio Padua, um dos fundadores e vice-presidente do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), entre outros. Os profissionais foram convidados para um período inicial de dois anos.

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This entry was posted on 20 de Outubro de 2017 by in Moçambique.

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