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Daqui a cinco anos: Maputo vai ter sistema de transporte não pilotado

Foi apresentado na quarta-feira, 21 de Fevereiro, o relatório do estudo de viabilidade do projecto Automated Guideway Transit (AGT), um sistema de transporte não pilotado, cuja operação é feita com recurso a sistemas informáticos, a ser implementado na cidade de Maputo a partir de 2023.

Trata-se de um projecto com uma extensão de 18.1 quilómetros e capacidade para transportar 112 mil passageiros por dia, a ser implementado no corredor Baixa-Zimpeto em duas fases, nomeadamente Baixa-Missão Roque e Missão Roque-Zimpeto.

A implementação deste projecto resulta de um acordo assinado em Abril de 2017 entre os governos de Moçambique e do Japão, aquando da visita do Presidente da República, Filipe Nyusi, àquele reino, e visa resolver o problema da mobilidade urbana na Área Metropolitana de Maputo.

Para o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, o projecto AGT afigura-se como parte da solução do problema de mobilidade que afecta a Área Metropolitana de Maputo, devendo, por isso, ser combinado com várias outras intervenções, particularmente as de impacto imediato mas com formato sustentável.

É nesse sentido que, referiu o ministro, “o Governo desencadeou um processo de aquisição de 380 autocarros, dos quais 110 já estão em circulação desde Dezembro de 2017 em vários pontos do País, devendo os restantes 270 serem entregues até ao final do primeiro semestre do presente ano”.

Carlos Mesquita referiu-se, igualmente, ao arranque, em Novembro do ano passado, do projecto Metrobus na Área Metropolitana de Maputo como uma das soluções para o problema de mobilidade. “É uma valiosa iniciativa do sector privado com um impacto positivo na melhoria da mobilidade na cidade de Maputo e áreas circunvizinhas”.

Por seu turno, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, considerou, na ocasião, que este projecto é uma prova de que a implementação do Plano Director de Mobilidade e Transporte para a Cidade e Região Metropolitana de Maputo está a registar avanços.

“Esta evolução anima-nos a enfrentar os enormes desafios que ainda se colocam. Por exemplo, ainda temos munícipes a serem transportados em condições não condignas, principalmente nas horas de ponta”, afirmou David Simango.

Já o embaixador do Japão em Moçambique, Toshio Ikeda, frisou que a concepção e implementação do Automated Guideway Transit constituem uma antecipação aos problemas do futuro, dado o aumento da densidade populacional que se regista na Área Metropolitana de Maputo.

“Este projecto vai responder ao crescente aumento do tráfego de passageiros, principalmente nas horas de ponta, resultante do aumento populacional, que deverá passar de 2.2 milhões de habitantes, em 2022, para 3.7 milhões, em 2035, na Área Metropolitana de Maputo”, garantiu o diplomata.

FOTO: Toshio Ikeda, embaixador do Japão em Moçambique

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This entry was posted on 22 de Fevereiro de 2018 by in Moçambique.

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